domingo, 10 de outubro de 2010

Lucas e Ricardo Oliveira: será a salvação?

O São Paulo venceu mais uma no comando do técnico Paulo César Carpegiani. A equipe do Morumbi foi ao Prudentão encarar o Grêmio Prudente, último colocado na tabela, e levou a melhor, vencendo por 3 a 2 numa partida emocionante.

A princípio, por se tratar de uma equipe que ocupa a lanterna da competição, imaginei que o jogo seria fácil para o São Paulo, que não está ainda 100% mas que tem muito mais estrutura e camisa que a equipe do Prudente. Errei.

Foi um jogaço disputado acirradamente até o momento em que o árbitro apontou o centro de campo e encerrou  o confronto. 

O novo técnico tricolor já mostra suas características na equipe. Preocupado com a pouca produtividade dos atacantes e com a falta de um meia-armador, Carpegiani resolveu escalar o Tricolor com  quatro homens de frente.

No gol, Rogério Ceni, claro. A dupla de zaga foi composta por Alex Silva e Miranda. Na lateral não houve novidades: Jean na direita e Richarlyson na esquerda. O meio de campo teve Rodrigo Souto e o jovem Casemiro, que fizeram forte marcação, fechando o setor. Na frente, quatro rápidos atletas: Marlos e Lucas, caindo pelos lados, e Ricardo Oliveira e Fernandinho enfiados na área adversária.  

Deu certo. A equipe ficou mais leve e o ataque voltou a balançar a rede com eficiência. O torcedor gostou dessa formação, já Rogério Ceni diz que pode ser arriscado. "É uma característica do treinador que pode ser mais eficiente, mas deixa o setor defensivo um pouco mais desguarnecido. Em alguns momentos pode ser arriscado", disse o capitão Tricolor logo após o final da partida.

O sinal de que haveria emoção começou logo aos 3 minutos de bola rolando, quando Marlos fez boa jogada pela direita, deixando Lucas na cara do gol que, por pouco, não abriu o placar. Seria um golaço, nem tanto pela finalização, mas pela jogada trabalhada.

A marcação forte não foi empecilho para as duas equipes que não se limitaram a defender. E foi aos 9 que a rede balançou pela primeira vez. O árbitro assinalou uma falta para o São Paulo do lado esquerdo do setor ofensivo. Rogério Ceni ameaçou subir para bater. Olhou bem, analisou e, sabiamente, sabendo que pela distância o risco de não marcar é maior, preferiu deixar para Ricardo Oliveira.

Ricardo Oliveira e Lucas: entrosamento até na comemoração
Pela posição, o ideal seria um cruzamento dentro da área do Grêmio, buscando a cabeça de um dos jogadores são-paulinos. Ricardo olhou, analisou, estudou e, de repente, chutou forte para o gol, encontrando o ângulo direito do goleiro Giovanni que nem sequer teve tempo de pular na bola.

Após o primeiro gol são-paulino, a partida esfriou e as duas equipes passaram a tocar a bola, mas sem muitos lances que levassem perigo aos gols de Ceni e Giovanni.

Mas 33 minutos, após o chute forte de Adriano Pimenta e boa defesa de Rogério Ceni, Wesley, que estava sozinho no bico da pequena área, empatou para o Prudente, incendiando novamente a partida.

Felicidade e tristeza em menos de 1 minuto para a equipe anfitriã. Logo na saída de bola do São Paulo, Lucas, o novo maestro Tricolor, dá um passe açucarado para Ricardo Oliveira que, de primeira, sem sequer precisar dominar a bola, chuta no canto esquerdo e coloca o São Paulo novamente à frente no marcador.

Ainda no primeiro tempo, Lucas já era considerado o homem do jogo. 

O início da segunda etapa continuou forte. Já com Fernandão e Carlinhos Paraíba, substituindo Fernandinho e Marlos, respectivamente, o Tricolor encontrou o caminho do terceiro gol num contra-ataque fulminante. Lucas recebeu a bola pelo lado direito, fintou quatro jogadores e deixou, mais uma vez, Ricardo Oliveira na cara do gol, que enfiou uma bomba e marcou o terceiro dele na partida. O gol da vitória.
 

A PERSEGUIÇÃO CONTINUA

O jogo estava bom. Nenhuma falta dura, com as duas equipes se respeitando e assim a partida caminhava para um espetáculo sem manchas. Até que o árbitro Rodrigo Martins Cintra, as 19 minutos do segundo tempo, assinalou um pênalti inexistente a favor do Grêmio Prudente, ou melhor, um pênalti "contra o São Paulo".

Aliás, isso tem sido normal em jogos do São Paulo. Cartões desnecessários, expulsões duvidosas, pênaltis inexistentes, enfim, a perseguição está cada vez mais evidente. Lamentavelmente, isso, em pleno século XXI, acontece no futebol.

Willian se preparou para a cobrança, evitou olhar para Ceni, que tentava dispersá-lo, e chutou no alto. Bem no alto. Tão alto que a bola quase foi parar na arquibancada. Um chute grotesco.

PODERIA TER SIDO MAIS...

Enquanto isso o Tricolor apenas administrava a partida e por duas vezes poderia ter ampliado o placar. A primeira delas foi quando Ricardo Oliveira ficou de frente com Giovanni, mas não aproveitou a oportunidade. Lamentou demais. Realmente era um daqueles que chamamos de "gol feito".

A segunda oportunidade veio aos 32 minutos. Mais uma vez Lucas fez boa jogada, cruzando perfeitamente para Ricardo Oliveira, que cabeceou nas mãos do goleiro advesário. Aliás, parece que Lucas e Ricardo começaram a se entender. O garoto é o novo homem de ligação. Tem uma visão de jogo incrível, é habilidoso e inteligente. Tudo que Ricardo Oliveira precisava para voltar a fazer seus gols: um "garçon".

Nos acrescimos, aos 46, Wesley diminui par o Grêmio Prudente, fechando o placar em 3 a 2 para o São Paulo.

Resumindo, foi um jogo muito bom de assistir, ressaltando que não foi o Grêmio que jogou mal, mas o São Paulo que atuou muito bem na partida.

Mesmo com a vitória, o Tricolor do Morumbi não saiu do 10º lugar, mas já apresenta uma mudança positiva no elenco. É o "efeito Carpegiani".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vacilo deixa líderes estagnados na tabela

A sensação que tenho é de que veremos um final de Campeonato Brasileiro semelhante ao do ano passado, com surpresas no que diz respeito à conquista do título.

Em 2009, São Paulo e Palmeiras tinham o título na mão, mas deixaram escapar nas últimas rodadas.

O tricolor precisava de duas vitórias das quatro últimas que disputou. Venceu apenas uma e viu a Taça cair no colo do Flamengo. Já o Palmeiras, com o Muricy no comando, além de não se sagrar o campeão, ficou de fora da Libertadores de 2010.

Neste Brasileirão de 2010, quem comanda a primeira colocação é o Fluminense, liderado pelo Muricy, o mesmo que treinava o verdão no ano passado. Na sua cola está o Corinthians, com apenas três pontos atrás do líder.

Na rodada de ontem o Flu levou um verdadeiro chocolate. Perdeu para o Santos por 3 a 0, e pior, dentro de casa.

Minutos depois do encerramento do jogo no Engenhão, o Corinthians entrava em campo, nas Sete Lagoas, em Minas Gerais, para encarar o Atlético-MG.

Era o momento de o Timão aproveitar e encostar de vez no tricolor carioca, mas a apatia e a falta de atenção, principalmente no segundo tempo do jogo, fizeram com que a equipe de Adilson Batista não saísse do lugar na tabela.

Paulinho até abriu o placar para o Corinthians, numa falha do goleiro Renan. Mas na segunda etapa o Galo acertou a marcação e explorou as laterais, obrigando o Alessandro, lateral direito alvinegro, a defender mais do que atacar. Não durou muito e a equipe de Dorival Júnior virou para cima dos visitantes (2 a 1). Essa foi a segunda vitória do treinador no comando do time.

Agora é a hora do Cruzeiro aproveitar o momento. A equipe mineira vai ao Serra Dourada enfrentar o Goiás. Com 48 pontos na tabela, se vencer esta noite chegará aos 51, passando o Corinthians e assumindo a segunda colocação, ficando apenas um ponto atrás do líder Fluminense.

Isso poderia ter acontecido já na rodada passada, quando o Timão empatou com o Ceará, no Pacaembu. Porém a Raposa também não conseguiu vencer. Parou nas mãos de Neto, jovem goleiro do Atlético-PR.

Por falar em Ceará, essa equipe tem sido uma pedra no caminho dos grandes. Ontem, jogando no Castelão, arrancou três pontos do Internacional. Quem diria...

Na Arena Barueri, uma estreia positiva. Paulo César Carpegiani iniciou sua jornada com o pé direito e viu o São Paulo bater o Vitória, por 2 a 0, numa partida em que o clube paulista não deu a menor chance para o adversário.

Não é possível saber se a reação é definitiva, mas já podemos dizer que o clima é diferente no Morumbi.

A chance de uma classificação à Libertadores ainda é remota, mas o Tricolor pode pelo menos terminar o campeonato de forma mais digna. Uma quinta colocação não estaria de mal tamanho, levando em consideração a pouca produtividade da equipe na competição.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Enfim, Luxa aceita proposta e assume Mengo

Depois de um dia inteiro de suspense, eis que Vanderlei Luxemburgo resolve aceitar a proposta do Flamengo e assume o comando da equipe carioca.

O contrato do novo treinador tem validade até o fim de 2012, quando termina a gestão de Patrícia Amorin, presidente do clube.

Depois de uma boa conversa, Luxa conseguiu convencer a diretoria rubro-negra a contratar pelo menos dois de sua enorme equipe (geralmente são mais de 6 integrantes): o preparador físico Antônio Melo e o auxiliar Antônio Lopes Junior, filho do técnico Antônio Lopes, serão os homens de confiança do treinador.

Essa é a terceira vez que Luxa comanda o Flamengo. A primeira, em 1991, teve uma passagem discreta. Na segunda, em 1995, chegou à Gávea com status de campeão, já que havia conquistado os bicampeonatos Brasileiro e Paulista (92 e 93) pelo Palmeiras.

À época, o que ele não esperava era encontrar, logo de cara, o tetracampeão Romário, que também chegava ao clube como uma das maiores estrelas da equipe. E aí a vaidade falou muito mais alto. Um briga de egos fez com que Luxa optasse por sair do Mengo.

Hoje, em situação não tão favorável, já que há poucos dias foi demitido do Atlético-MG por não conseguir estabilizar a equipe numa posição confortável, Luxa terá a difícil missão de levantar o Flamengo, que ocupa a 15ª colocação e corre sérios riscos de entrar na zona de rebaixamento. 

Competência ele tem, e isso seu currículo é quem diz. Mas há tempos Vanderlei Luxemburgo não passa de mero treinador sem destaque. Há quem diga, inclusive, que seu desempenho de treinador caiu muito depois que ele resolveu virar empresário, ou manager, como foi rotulado pela imprensa, do futebol.

Luxa está pegando a mesma "bucha" que Carpegiani está pegando no São Paulo....

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Acabou...

Silas é demitido do cargo de treinador do Flamengo após uma sequencia ruim: apenas 1 vitória em 10 partidas que esteve no comando da equipe carioca.

Na verdade, a ideia da diretoria era mandar Silas embora há pelos menos um semana. Quem segurou a barra do treinador foi o Zico, até então diretor executivo do Mengo.

Com a saída do Galinho, a permanência de Silas ficou comprometida. Aliás, a diretoria já havia decidido sua demissão desde sexta-feira, véspera do clássico contra o Botafogo, mas preferiu esperar para não abalar psicologicamente os jogadores.

Para o cargo que fica vago, os cartolas flamenguistas devem buscar Vanderlei Luxemburgo, que está desempregado há duas semanas.

É provável que Luxa aceite. Vamos aguardar. 

Resultado da enquete

A enquete sobre qual o técnico que o leitor gostaria de ver no São Paulo (Luxemburgo, Silas, Zico ou nenhum dos três) teve de ser conclída antes da data prevista (05/10/2006) devido a contratação de Paulo César Carpegiani neste domingo de eleições no qual não se esperava movimentação no futebol. Segue abaixo os resultados:

1º: Luxemburgo - (66% dos votos)
2º: Nenhuma das opções - (22% dos votos)
3º: Zico - (11% dos votos)

Lembrando que não houve um voto sequer para o técnico Silas.

Obrigado e continuem votando nas próximas enquetes.

domingo, 3 de outubro de 2010

Coragem: Carpegiani é o novo técnico do São Paulo

Nem Luxemburgo, nem Zico, nem Silas, nem quem quer que seja. Paulo César Carpegiani é o novo treinador do São Paulo Futebol Clube. Acredite.

No começo da sexta-feira eu havia dito isso em primeira mão, quando a imprensa de São Paulo nem sonhava com isso. E não estou dizendo que é furo jornalístico meu, longe disso. Um leitor deste mesmo blog havia me informado que a notícia sobre a negociação estava rolando nas ruas paranaense. Teve gente que disse que eu estava louco.

O anúncio aconteceu hoje, no site oficial do Atlético Paranaense.

Uma atitude bastante ousada de Carpegiani, que deixa o clube do Paraná na quinta colocação, com reais chances de classificação à Taça Libertadores da América de 2011, para assumir uma equipe afundada na crise e que deve brigar para não cair neste Brasileirão.

Carpegiani se despede amanhã de manhã do Furacão, pois na parte da tarde já se apresenta no Tricolor do Morumbi.

Juvenal Juvêncio está soltando rojões. Primeiro porque trouxe um comandante que já passou pelo clube há alguns anos. Segundo que conseguiu um técnico cujas características se encaixam perfeitamente no perfil que o clube buscava. Sem contar que escapou da pressão e da responsabilidade de ter de trabalhar com Vanderlei Luxemburgo.

O novo treinador deve enfrentar o Vitória, na próxima quarta-feira, na Arena Barueri.

Será que Carpegiani se arrependerá? Será que o São Paulo deslancha? Quais serão os futuros de São Paulo e Carpegiani?

Rodada dos empates

A 27ª rodada do Campeonato Brasileiro teve apenas quatro vitórias nos dez jogos que aconteceram: 

A primeira foi com o Vasco que, jogando em casa, virou para cima do Goiás e venceu a partida por 3 a 2. O jogo foi bom. Esse foi o único jogo na sexta-feira.

As outras três vitórias ocorreram neste sábado: O Grêmio foi ao Barradão e atropelou o Vitória, por 3 a 0, e já subiu para a 8ª posição, com 39 pontos. 

Com o mesmo placar de 3 a 0 o Internacional passou pelo Guarani, no Beira-Rio, e chegou aos 44 pontos, ocupando a quarta colocação na tabela. Fiquem de olho no Inter.

Quem realmente surpreendeu foi o Atlético-MG, que foi ao Serra Dourada e, mesmo depois de ver o Atlético-GO duas vezes na frente no marcador, virou a partida e venceu por 3 a 2. Mas ainda continua na zona de rebaixamento, abaixo justamente do clube Goiano.

Já as outras seis partidas terminaram empatadas. Algumas de modo bastante frustrantes, principalmente nos clássicos.

Na Vila Belmiro o Santos recebeu o Palmeiras. O começo agitado dava a entender que teríamos um grande espetáculo, principalmente porque o Neymar andou prometendo que jogaria o seu mais maravilhoso futebol, enquanto, pelo outro lado, o Palmeiras está numa ascensão incrível.

Mas o jogo foi cheio de faltas, truncado e sem nenhuma emoção. Kléber abriu o placar para o verdão e Danilo fez contra, deixando o placar igual. Final: 1a 1.

No Rio de Janeiro, Botafogo e Flamengo se encontraram. O Mengão estava melhor na partida, mas foi o Fogão quem abriu o placar, aos 35 minutos, com Lúcio Flávio. Um verdadeiro balde de água fria para o Flamengo que vem de uma tremenda "fria" há tempos.

No segundo tempo, a chance do empate veio com o pênalti marcado aos 30 minutos da etapa complementar. Petkovic foi para a cobrança e o goleiro Jefferson praticou uma belíssima defesa, lembrando o Dida em sua fase esplêndida, mas no rebote a defesa botafoguense cochilou e Léo Moura balançou a rede. Final, igual em Santos, 1 a 1.

O líder Fluminense também decepcionou. Foi ao Prudentão encarar o fraco Grêmio Prudente e, aos 33 do primeiro tempo, Rodriguinho colocou o Flu na frente. Mas cedeu o empate aos 27 do segundo tempo com um gol de Willian. Mais um placar terminado em 1 a 1.

E o Corinthians mais uma vez deixou escapar a oportunidade de encostar no líder. Jogando em casa, tomou um verdadeiro baile do Ceará, que beira a zona de rebaixamento. A equipe visitante abriu 2 a 0 sobre os anfitriões. O timão só diminuiu aos 25 minutos do segundo tempo, com Paulinho. E teve uma tremenda sorte que a zaga do Ceará falhou e o goleiro ficou indeciso se pulava ou não na bola que veio da cobrança de falta de Defederico. Final: 2 a 2. 

Por falar em oportunidade de encostar, se o Cruzeiro tivesse vencido o Atlético-PR, na Arena do Jacaré, teria ido a 50 pontos e assumido a segunda colocação, já que o Corinthians possui 49 pontos. Mas os chutes dos atacantes cruzeirenses pararam nas mãos do grande goleiro Neto, que defendeu até pensamento.

Agora, a pior partida da rodada foi entre Avaí e São Paulo. Diferente do que o Lucas, atacante do tricolor, me disse há algumas horas, não vi raça nenhuma da equipe paulista. Pelo contrário. Vi um jogo digno de duas equipes de várzea. Muitas faltas, muitos erros de passe, poucas finalizações e erros grotescos de arbitragem. Resumindo, algo muito difícil de assistir.

Mais uma vez o São Paulo foi prejudicado por erros de arbitragem que, na minha opinião, são frutos de uma briga intensa entre o clube paulista com a "poderosa" CBF. Mas, independente disso, se o São Paulo fosse competente, arbitragem nenhuma tiraria seus três pontos. Ou seja, a má arbitragem que vem perseguindo o tricolor não é desculpa para a terrível atuação da equipe. 

No caso do São Paulo é falta de vergonha na cara!

sábado, 2 de outubro de 2010

Dia de festa no Morumbi

No dia 02 de Outubro de 1960 acontecia o jogo de estreia do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, templo sagrado do São Paulo Futebol Clube. A partida foi contra o Sporting Lisboa em jogo amistoso. E o estádio começou com o pé direito: O Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de Arnaldo Poffo Garcia, mais conhecido como Peixinho.

Mesmo com o estádio ainda inacabado, a torcida são-paulina compareceu em peso, lotando o Morumbi com pouco mais de 56 mil pagantes. À época, recorde de público em amistosos.

Mais de 56 mil pagantes no jogo de inauguração
Hoje, almocei com meu sogro, o Sr. Brenno Silveira, um são-paulino apaixonado com histórias sensacionais sobre um dos clubes mais importantes do país. Na mesa do restaurante, apreciando a   deliciosa gastronomia de São Paulo, em Moema, um dos assuntos foi os 50 anos de existência do Morumbi que se comemora hoje.

"Estive na inauguração do Morumbi e presenciei a vitória do São Paulo sobre o Sporting Lisboa. Estava lotado. Foi tudo muito bonito", disse seu Brenno com muito orgulho. "Fui a muitos outros jogos do São Paulo, mas esse é um dos que jamais esquecerei", completou.


Estádio lotado para a final da Libertadores de 2005: Deu SPFC
O estádio cresceu acompanhando a evolução do clube, que se tornou uma potência no futebol brasileiro. Desde 1935, ano de fundação do Tricolor, não há nenhum outro clube que o ultrapasse em número de títulos conquistados. Aliás, o São Paulo foi o primeiro a conquistar 6 títulos brasileiros (77-86-91-2006-2007-2008) e o único brasileiro, até o memento, a erguer três troféus da Libertadores da América e do Mundial de Clubes (92-93-2005).

De lá para cá, o São Paulo pôde dar a volta olímpica inùmeras vezes nas conquistas de títulos como Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Taça Libertadores da América,  Supercopa, dentre outros tentos. Mas o estádio não foi palco de glórias apenas do Tricolor. Corinthians Palmeiras e Santos cnquistaram diversos títulos nos gramados do "Cícero Pompeu de Toledo".

O Morumbi era um dos estádios cotados para sediar a copa de 2014, que acontecerá no Brasil, mas, devido à politicagem que assombra cada vez mais o futebol, foi vetado e descartado pela CBF e pela FIFA. Embora estejamos no século XXI, a regressão é evidente dentro da esfera esportiva no País. Lamentavelmente.

Independente de Copa do Mundo, o São Paulo é um clube do qual me orgulho principalmente por ser o único que bate de frente com os grandes mafiosos. Merece os parabéns por ter uma estrutura diferenciada e digna de respeito.

PARABÉNS AO ESTÁDIO DO MORUMBI PELOS SEUS 50 ANOS DE VIDA.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Juvenal Feliz... Será?

A saída de Zico, que exercia o cargo de diretor executivo do Flamengo até ontem, pode refletir em outros clubes, inclusive de outros estados: O São Paulo Futebol Clube é um deles.

Isso porque a situação do técnico Silas no Mengão está por um fio há alguns dias e Zico era o único que garantia sua permanência na equipe carioca.

O que o São Paulo tem haver com isso?

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, disse ontem aos jornalistas, quando retornava do Rio Grande do Sul, que o São Paulo está em busca de um treinador.

A ideia inicial do presidente tricolor era trazer um técnico cujo perfil estivesse alinhado às características do clube. Ou seja, para diretoria, nomes como Dunga, Abel Braga, Paulo Autuori e até Dorival Júnior, foram cotados para o cargo.

Dunga estava mais do que certo e praticamente acertado com o Tricolor. Mas a notícia vazou e uma manifestação da torcida contra o ex-treinador da seleção brasileira ganhou força, fazendo com que a diretoria desistisse.

Abel Braga e Paulo Autuori estão empregados e a multa rescisória de cada um é muito alta. A princípio estão descartados.

Dorival Júnior passou uma semana disponível no mercado e logo foi contratado junto ao Atlético-MG.

O único que restou foi Luxemburgo, que perdeu seu cargo após uma sequencia terrível de derrotas que levou o Atlético-MG à zona de rebaixamento. Esse, por sua vez, é odiado pelo presidente são-paulino e uma negociação seria uma tremenda surpresa. Porém, não é carta fora do baralho.

Mas, nesse momento, Juvenal Juvêncio tem motivos de sobra para comemorar. E não é pelo fato de o Zico estar desempregado, claro que não, mas sim por saber que agora os dias de Silas estão contados no time rubro-negro, podendo ser a salvação para o presidente são-paulino que está fazendo de tudo para não ter de trabalhar com Luxa.

Aliás, além de Silas, o próprio Zico seria uma opção com treinador. Pelo menos ele tem o perfil que J.J. procura.


Zico deixa o Flamengo

Nos últimos 12 jogos, apenas 1 vitória.

O técnico da equipe não tem conseguido dar padrão de jogo ao elenco e ainda arrumou encrenca depois de dar declarações provocativas aos atletas do clube.

Ocupa a 15º colocação e beira a zona do rebaixamento.

Para piorar, perdeu o diretor executivo nessa madrugada, um profissional competente e honesto, talvez o único nessas condições dentro do clube.

Estou falando de Flamengo!


Foto: Site O Globo

Além de toda crise que o clube enfrenta neste campeonato Brasileiro, nesta madrugada o diretor executivo Zico, o maior ídolo do clube, o "Pelé do Flamengo", deixou o cargo.

A notícia foi divulgada através de seu site "Zico na Rede".

Zico ficou no cargo durante quatro meses, o que considero tempo demais para uma pessoa honesta dentro de um clube que mais parece um ninho de cobras. Além de ter de suportar os tais "capitães" que se julgam donos do clube carioca.

O Galinho ainda pretende ir atrás judicialmente de pessoas que fizeram acusações a seu respeito.

A história de amor entre Zico e Flamengo poderá ter um final bastante dramático e a conclusão que chego é que são poucos os honestos que têm chance no futebol.


Veja a nota de Zico na íntegra


"No dia em que aceitei o convite para ser diretor-executivo de futebol do Flamengo fiz questão de me manifestar através do meu site oficial, que sempre foi minha voz, meu canal de comunicação com as pessoas que me acompanham. E não poderia ser diferente agora que venho comunicar minha saída do clube.

Considero nesse momento que não é possível fazer no Flamengo aquilo que eu gostaria. Percebo que a minha presença não tem sido favorável e, desde a minha chegada, vem causando o descontentamento de muitas pessoas. Não há condições para eu continuar.

Estou sendo atacado injustamente, principalmente através de meus filhos, que em nenhum momento se envolveram em nada que estivesse em desacordo com os conceitos éticos e morais que aprendi com meu pai. Minha vida sempre foi calcada no trabalho, no respeito e no embate franco diante dos desafios. Não posso permitir que esse duelo covarde continue a acontecer usando a minha família, que vem se desgastando nas últimas semanas.

Queria agradecer a Patrícia pela oportunidade de tentar fazer mudanças que considero importantes para o Flamengo, não apenas no futebol profissional. Meus planos seguiam pelas divisões de base, de onde eu vim, e vislumbravam a construção de um Centro de Treinamento - que sempre foi um sonho desde os tempos em que eu ainda jogava no clube. Espero que estas sementes não sejam desperdiçadas.

Tomar uma decisão como essas não é fácil. Mas espero que todos entendam que não posso carregar comigo a desconfiança de um dos setores mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não há condições de debater com essas pessoas que estão a serviço de sabe-se lá quem ou o que, dispostas a jogar sujo e minar o próprio clube.

Quando aceitei o desafio de assumir o futebol do Flamengo, sabia das dificuldades e meu discurso era no sentido de uma atuação de consenso, unindo forças dentro do Flamengo. O objetivo era angariar o apoio de quem quisesse o bem do clube.

Não travo batalhas de poder e dinheiro, jamais fiz em nenhum lugar por onde passei. Minha arma na guerra sempre foi o trabalho, a transparência e a lisura com as quais segui conduzindo cada negociação que fiz ao longo desse período como dirigente. Minha vida sempre foi aberta a quem quisesse pesquisar e, se não consegui levar o CFZ do Rio à Primeira Divisão do Rio, muita gente sabe que foi também por não me curvar aos desmandos de quem comandava o futebol carioca.

Se eu cometi erros como diretor- e sou humano para isso – saibam que agi sempre no intuito de acertar e observando o que julgava melhor para o Flamengo. Em nenhum momento desonrei quem acredita em mim.

Gostaria de agradecer ainda a cada funcionário do clube que me apoiou nesse período. Infelizmente não vai ser possível cumprimentar um a um, mas espero que todos se sintam abraçados por mim. E dizer aos jogadores, a quem eu também agradeço pelo apoio constante, que eu confio na capacidade deles de superar essa situação.

Dediquei quase toda a minha carreira como jogador profissional ao Flamengo, centenário, histórico, de muitos ídolos e que me ajudou a ser quem eu sou hoje. Esse clube, onde me formei e me tornei um ídolo, precisa voltar a ser grande. O caminho da grandeza foi perdido não agora. Lamentavelmente é fruto de anos e anos de um sistema histórico incompatível com as coisas que eu acredito.

Para mim, esta quinta-feira foi um dia especial porque nasceu meu neto Antonio, mas ao mesmo tempo morreu no meu coração esse Flamengo de hoje que está representado por essas pessoas, algumas delas que sequer conheço e atuam dentro do clube como se fossem os donos.

Ao torcedor fica meu lamento e o maior agradecimento de todos. O que ouvi ao longo do tempo foi sempre apoio, incentivo, mensagens de força. Mas realmente, nesse momento sinto que a minha presença está prejudicando o clube. É preciso união e muita gente está mais preocupada em me tirar do cargo do que com o Flamengo. Portanto eu saio.

Para encerrar, quem me conhece sabe que as acusações levianas envolvendo a minha família e o CFZ não vão ficar no esquecimento. Faço questão de ir atrás judicialmente de tudo o que foi dito dentro e fora do clube.

Até a próxima!"