Depois de longo tempo ausente deste blog (foram quase seis meses sem dar a atenção que o leitor tanto merece), eis que "nasce" o trabalho que havia me tirado da ativa do Papo de Bola.
Trata-se do documentário "Goleiros - Onde não Nasce Grama, Surgem Ídolos", que mostrará o surgimento do goleiro no futebol, o início dos treinamentos específicos, o goleiro como "herói" e sua importância para a sociedade.
Assista abaixo o trailer do documentário.
Em breve postarei o vídeo completo. Fique ligado e não perca. Vale a pena ver esse trabalho dedicado à posição mais ingrata do futebol.
Definitivamente, quando a fase não é boa, não há nada que mude o cenário.
Se a situação no Campeonato Brasileiro já não é das melhores para o São Paulo, pior ainda na Copa Sul-America.
A equipe comandada pelo técnico Leão foi ao Paraguai enfrentar o Libertad e saiu de lá desclassificado após perder por 2 a 0.
Fez um primeiro tempo tecnicamente bom, mas sofreu o primeiro gol logo no começo de jogo, com Aquino, após um pênalti cometido por Luis Fabiano em cima de Maciel.
Já o segundo tempo o Tricolor mal levou perigo ao gol de Medina.
Enfim, a equipe do Morumbi está fora da Sul-Americana, o que eu considerava o caminho mais fácil para se chegar à Libertadores da América de 2012, mesmo porque a jornada no Brasileirão, daqui para frente, é duríssima.
O São Paulo vive uma fase terrível. Parece que tudo que o clube tenta fazer para solucionar os problemas, vão por água abaixo.
Sinto que a classificação para a competição continental está cada vez mais longe.
É bom o torcedor começar a se preparar para o pior...
Há tempos não via uma declaração sensata de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.
Segundo ele, a contratação de Emerso Leão para o comando da equipe Tricolor até o final do Brasileiro foi "emergencial".
O presidente disse que sua paciência chegou ao fim e que, se as coisas não melhorarem com o novo treinador, ele trocará o time inteiro.
Não é de hoje que venho dizendo que o São Paulo precisa de um "linha dura" no comando e que alguns medíocres jogadores deveriam estar bem longe do Morumbi.
Com a saída do professor Muricy Ramalho o São Paulo virou uma "várzea". Todo mundo fala o que quer, faz o que quer, e se acha craque por estar vestindo um manto tão importante.
No dia em que Leão foi anunciado, percebi a revolta de alguns amigos são-paulinos que são totalmente contra a contratação.
Ouvi dizerem que Leão é fracassado, mal treinador, briguento, marrento, arrogante etc.
Sobre ser briguento, marrento e arrogante até concordo. Ele nunca foi dos mais simpáticos. Pelo contrário, está muito longe disso. Mas dizer que o cara não é bom seria o cúmulo da ignorância.
O trabalho que ele fez no Santos, revelando Robinho, Diego e companhia, além de ter montado aquele maravilhoso time do São Paulo de 2005, que depois sagrou-se campeão da Taça Libertadores da América do mesmo ano, é a prova de sua competência.
Sou da mesma opinião de Juvenal: o jogador que não mostra o mínimo de vontade e dedicação não pode ficar em um clube tão grandioso e de tradição como o São Paulo.
Na pele de Leão, logo de cara afastaria Juan, Xandão, Wellington, Dagoberto, Marlos e outros mais que nem compensa citar. Aliás, daria para montar uma equipe de afastados.
Juvenal disse, também, que está cansado de ver o time do São Paulo ser chamado de "bonzinho", como nomeou Ronaldinho Gaúcho.
E esse é outro motivo pelo qual o presidente são-paulino optou por Leão. Para botar ordem na casa e acabar com o chamado corpo mole.
Posso estar enganado e amanhã vir aqui novamente para dizer que me equivoquei, mesmo porque errar faz parte de qualquer ser humano, mas sinto que dessa vez o Juvenal fez a escolha certa.
Se o campeonato estava bom, agora ele ficou ainda mais emocionante.
O Corinthians foi a campo defender a liderança e acabou derrotado por 2 a 0 pelo Botafogo, dentro do Pacaembu. (gols de Loco Abreu e Maicosuel)
Se o Corinthians jogou mal? Negativo. Pelo contrário. Teve muito mais posse de bola que o adversário, porém o Fogão foi mais eficiente nas poucas chances que teve.
A vitória colocou, definitivamente, o clube carioca na briga pelo título nacional. Com 49 pontos já é o terceiro colocado, com apenas dois pontos atrás do líder (Corinthians), porém com um jogo a menos.
O JOGO
O Primeiro tempo foi bastante equilibrado, mas, enquanto o Timão esbarrava nas mãos do Renan (goleiro que substituiu Jefferson, ausente por ter servido à seleção Brasileira), os visitantes abriam 2 a 0.
Aliás, vale ressaltar que, além de melhor da partida, Renan provou ser um jogador que merece titularidade em clube grande.
Já a segunda etapa foi bastante atípica.
O Botafogo se fechou no seu campo de defesa, o que obrigou Renan a trabalhar bastante, e esperou outras oportunidades nos contra-ataques. Isso já era esperado, claro.
O que me surpreendeu foi a quantidade de bolas alçadas pelo Corinthians na grande área adversária. O que não é, e nunca foi, característica do time do Parque São Jorge.
Obviamente isso teve dedo do "estrategista" Tite.
No momento em que ele colocou Adriano em campo a ordem deve ter sido: "vá para a área e resolva". Não resolveu. Mesmo porque futebol não é resolvido em individualidades, mas sim em conjunto.
Aliás, todo time que joga em função de um único jogador acaba, de alguma forma, prejudicado.
No São Paulo isso aconteceu com o próprio Adriano. Não foi uma, nem duas e nem 100 vezes, mas sim quase sempre em que esteve em campo com a camisa das três cores, que vi o Imperador ser lançado na fogueira com a missão de salvar a pátria.
Não adianta. Isso não funciona. Nem mesmo se Adriano estivesse no seu 100% de forma física, o que na verdade não está nem perto de acontecer.
O fato é que o Corinthians sente, e muito, as ausências de Emerson "Sheik" e Liédson. O segundo principalmente, pois era dos pés dele que surgiam os gols mais impossíveis.
Para Liédson não há bola perdida. Ele acredita em todas as jogadas, não é firulinha, não é cai-cai e chama a responsa.
É, na minha opinião, um dos atacantes mais eficientes desse Brasileirão.
Hoje o Vasco entra em campo e pode assumir a liderança da competição, caso vença o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Acredito na vitória vascaína, mas ainda assim aposto no Corinthians como campeão desse Campeonato Brasileiro de 2011.
O Corinthians atropelou o Atlético-GO - 3 a 0 fora o baile -, no Pacaembu, e assumiu novamente a liderança do Brasileirão.
E é aí que o Corinthians se diferencia dos outros grandes clubes. Quando vê a possibilidade de passar à frente, não desperdiça.
Aproveitou que o Vasco foi goleado pelo Inter, também por 3 a 0, e entrou em campo decidido a vencer bonito.
Não demorou muito tempo para o Timão abrir o placar. Logo aos 9 minutos de bola rolando Leandro Castán subiu no terceiro andar para escorar de cabeça e balançar a rede pela primeira vez na partida.
O gol deixou o Atlético desnorteado. Por pouco o goleiro Márcio não protagonizou o que seria uma tremenda lambança: Leandro Castán deu um balão do meio de campo e pegou o goleiro adversário adiantado, mas Márcio conseguiu voltar e saltar para evitar o pior.
Daí para frente, o time comandado por Tite deitou e rolou. Acabou com a partida ainda no primeiro tempo.
Aos 37 minutos, Willian, que não marcava há 16 rodadas, acertou um chute de fora da área e marcou um golaço. Aos 41 foi a vez de Alex balançar a rede.
O segundo tempo mais parecia um treino recreativo do que um jogo oficial. O Corinthians tocou a bola com facilidade e só não ampliou o placar porque não quis.
Com a partida ganha, Tite aproveitou para experimentar Adriano, que entrou faltando dez minutos para o apito final. Sua atuação foi bastante discreta, mas muito comemorada pela torcida alvinegra que não parou um só minuto de ovacioná-lo.
No final do jogo, o Imperador disse estar muito feliz pela estreia, mas que ainda tem muito para melhorar. O que estou em pleno acordo com ele.
Independente do retorno de Adriano, como eu já havia dito neste blog, o Corinthians é o maior candidato ao título desta competição.
Se vencer o Botafogo e o Cruzeiro nas próximas rodadas, e contando com a instabilidade das outras equipes, dificilmente o Corinthians deixará a liderança novamente.
Confesso que ando preocupado com esse time do Santos que terá, em dezembro, o torneio Mundial de Clubes para disputar.
Depois de vencer a Libertadores da América em grande estilo, jogando um futebol envolvente e animado, sua campanha no Brasileirão é deprimente.
Embora tenha vencido o Palmeiras nesta tarde de domingo, na Vila Belmiro,por 1 a 0, a apresentação dos donos da casa não convenceu os torcedores. Pelo contrário.
A sensação que ficou é de que o time comandado pelo técnico Muricy Ramalho está perdido. Mais do que isso, carente de um bom meia-armador.
A verdade é que a partida de hoje, principalmente no primeiro tempo, foi muita fraca tecnicamente. Enquanto o Palmeiras pouco subia ao ataque, o Santos mal via a cor da bola.
O meio-campo santista pouco criou e a bola não chegava no ataque, o que é um desperdício sabendo que o homem de frente é o goleador Borges. E é aí que o Ganso faz falta nesse time, para armar as jogadas e ligar o meio ao ataque. É isso que falta para o Santos.
Apenas na segunda etapa a equipe praiana melhorou sua marcação e passou a comandar o toque de bola, envolvendo o adversário.
Em uma das poucas chances que teve, Borges subiu de cabeça e marcou o gol da vitória.
Mas repito, para uma equipe que pretende ser campeã do Mundo sobre o Barcelona (isso se vencer a semifinal), o futebol apresentado nos últimos meses está muito abaixo do ideal. Se continuar assim vai levar uma surra até vergonhosa.
No Morumbi, o São Paulo recebeu o Ceará e venceu a partida por 4 a 0. Isso mesmo, 4 a 0.
Até seus 20 minutos de bola rolando o Tricolor Paulista havia levado perigo ao gol adversário uma única só vez com Henrique, que subiu de cabeça e exigiu uma importante defesa de Fernando Henrique.
No mais, era a equipe cearense quem comandava o ritmo do jogo. Aliás, não fosse o zagueiro João Filipe, que salvou o Tricolor diversas vezes, o Vovozão poderia ter aberto o placar ainda na primeira etapa.
Nas arquibancadas, a torcida são-paulina, que compareceu em bom número (quase 23 mil torcedores), já iniciava seus gritos de convocação a Rivaldo.
E foi no momento em que o São Paulo parecia mais atordoado que Juan, o lateral-esquerdo, aquele que venho criticando desde que chegou no clube, aproveitou bom cruzamento pelo lado esquerdo para abrir o placar da partida.
O Ceará sentiu pouco o gol e continuou atacando. Mas, no finalzinho da primeira etapa, Pires recebe cruzamento dentro da grande área e, de primeira, chuta para o fundo da rede.
E, se no primeiro tempo o Tricolor parecia perdido, no segundo a história foi completamente diferente. A equipe da casa melhorou o passe curto e chegou ao terceiro gol com Casemniro acertando uma pancada de fora da área. Um golaço.
Aos 13 minutos, o técnico Adilson Batista resolveu ouvir o pedido que vinha das arquibancadas e colocou Rivaldo em campo. A substituição rendeu ao São Paulo mais qualidade no toque de bola e o quarto gol do clube, já que o craque da camisa 10 não perdoou ao receber cruzamento de Lucas. Pegou de primeira num certo "mini-voleio" e balançou a rede. Mais um golaço no jogo.
No final da partida, em entrevista aos repórteres de campo, Rogério Ceni ressaltou a vontade do grupo no segundo tempo e salientou a importância de Lucas para a equipe.
Com a vitória, o São Paulo dorme na segunda colocação, já que o Vasco atingiu a liderança depois da vitória sobre o Grêmio.
Veja os melhores momentos de São Paulo e Ceará
VASCO VENCE E É O LIDER, PELO MENOS POR ENQUANTO...
Assim como o São Paulo, o Vasco foi 4 vezes impiedoso nesta tarde de sábado.
Recebeu o Grêmio, no estádio São Januário, e goleou por 4 a 0.
Embalado pela sua torcida (foram mais de 16 mil pagantes), a equipe cruzmaltina não teve a menor dificuldade para atropelar o tricolor gaúcho, com uma atuação impecável de Diego Souza, que marcou um golaço e participou de outros dois.
Com a vitória, o Vasco chega aos 45 pontos e assume a liderança, pelo menos até amanhã, já que o Corinthians enfrenta o Santos no Pacaembu e, se vencer, atinge os 46 pontos e retorna à primeira colocação.
Já o Grêmio teve sua arrancada freada. A equipe comandada por Celso Roth vinha de três vitórias seguidas e estacionou nos 30 pontos, na 12ª colocação.
Depois do empate do Vasco com o Figueirense (1 a 1) e da derrota do Botafogo para Coritiba (5 a 0), o único que poderia tirar a liderança do Corinthians, que perdeu para o Fluminense (1 a 0), era o São Paulo.
Porém, a equipe do Morumbi, que foi ao Rio Grande do Sul encarar o Grêmio, saiu de campo derrotado e ainda perdeu uma posição na tabela (de segundo caiu para terceiro colocado).
A partida começou bastante disputada. As duas equipes com um bom toque de bola e a marcação firme no meio de campo, mas pecando no passe final, aquele que deixa o atacante na cara do gol.
No segundo tempo o São Paulo passou a dominar a partida. e foi justamente neste momento que o Grêmio, numa jogada isolada do jogo, chegou ao gol da vitória.
Tudo começou com o São Paulo no ataque. Juan, que mais uma vez foi o pior em campo, acertou, sei lá como, um cruzamento perfeito na cabeça de Casemiro que só escorou para o fundo da rede. Mas o árbitro Héber Roberto Lopes "achou" uma irregularidade do volante são-paulino e anulou, equivocadamente, o gol do Tricolor Paulista.
Logo em seguida, na saída de bola, o Grêmio encaixou uma boa jogada que resultou no gol de Douglas.
Daí para frente o São Paulo iniciou uma pressão para cima dos donos da casa, mas nada que levasse perigo ao gol de Victor.
Dessa forma, o clube do Morumbi cai uma posição na tabela (veja a tabela completa ao lado) e mantém o Corinthians na liderança da competição. Aliás, o Timão deve agradecer a incompetência de Vasco, Botafogo e São Paulo.
O Corinthians não jogou hoje contra o Fluminense, nem de longe, metade do que jogou quinta-feira contra o Flamengo, quando venceu a partida de virada após um espetáculo dentro de campo.
Na partida de hoje, viu o Fluminense dominar o primeiro tempo até chegar ao único gol da partida, com Fred batendo falta.
O segundo tempo até parecia que seria diferente. A equipe comandada por Tite partiu para cima dos donos da casa para tentar empatar a partida, mas o poder ofensivo não durou mais do que 15 minutos. Logo o Flu voltou a equilibrar o jogo. Aliás, o Tricolor carioca se fechou no campo de defesa e ficou apenas à espera do contra-ataques.
Isso aconteceu diversas vezes, porém todas sem perigo ao gol do goleiro Júlio César.
Com o Corinthians sem conseguir furar a marcação adversária e o Flu ineficiente nos contra-ataques a partida terminou 1 a 0 para o Fluminense. resuktado que pode tirar a liderança do Timão caso o São Paulo, que está jogando neste minuto, vença o Grêmio no Olímpico.
Vasco e Botafogo poderiam ter assumido a liderança caso tivessem vencido seus jogos. Porém a equipe Cruzmaltina apenas empatou com o Figueirense, enquanto o Botafogo foi goleado pelo Coritiba por 5 a 0.
Há momentos nessa vida que merecem ser registrados e guardados a sete chaves. No esporte não é diferente.
Os títulos mundiais do São Paulo, em 1992, 1993 e 2005, as coquistas das Copas do Mundo pela seleção Brasileira, em 1994 e 2002, o retorno de Ronaldo (fenômeno) ao futebol brasileiro, defendendo a camisa do Corinthians, o gol de número 100 de Rogério Ceni, uma marca incrível se tratando de um goleiro, dentre outras situações inesquecíveis que pude acompanhar, graças a Deus, ficarão eternamente guardados na minha memória.
A última, no entanto, aconteceu na quarta-feira passada, feriado de 7 de setembro, e teve um gostinho especial para mim, principalmente porque estive presente. O São Paulo bateu o Atlético-MG, no Morumbi e assumiu, provisoriamente (porque no dia seguinte o Corinthians venceu o Flamengo e voltou à primeira posição na tabela), a liderança da competição.
Porém, o resultado foi o que menos interessou aos mais de 60 mil presentes no estádio do Tricolor Paulista. A torcida são-paulina, e eu me incluo nessa, queria mesmo era festejar a marca dos 1000 jogos do goleiro artilheiro Rogério Ceni.
A diretoria do clube preparou uma festa bonita que começou desde a entrada no estádio. Para todos os pagantes que foram assistir ao espetáculo foi dada uma bendeira e uma braçadeira de capitão com mensagens parabenizando o jogador são-paulino.
Queima de fogos, músicas a gosto do goleiro e dois telões enormes passando o DVD comemorativo dos 100 gols foram as surpresas que incendiaram as arquibancadas. Por sinal, o torcedor também fez a sua parte. Além de lotar o estádio, não parou um só minuto de ovacionar o ídolo.
Veja o vídeo gravado de dentro das arquibancadas com a festa tricolor
Rogério Ceni merece todo o respeito daqueles que acompanham futebol, independentemente de ser ou não são-paulino. É um dos poucos jogadores no mundo que criou uma identidade de amor ao clube e que permaneceu por tanto tempo vestindo uma única só camisa.
E é por isso que eu, mesmo que atrasado, venho fazer uma homenagem ao maior goleiro artilheiro do mundo.
Parabéns, Rogério Ceni. É uma tremenda satisfação poder ter acompanhado sua carreira desde o seu primeiro dia de jogador de futebol profissional. Terei o maior orgulho em dizer aos meus filhos, netos e quem sabe até bisnetos, que vivenciei a "era Rogério Ceni" e que estive no estádio no seu jogo de número 1000 da carreira.