domingo, 30 de janeiro de 2011

O problema não é só o meio de campo...

Assim que o árbitro apitou o final de jogo, na vitória do Santos sobre o São Paulo, por 2 a 0, Rogério Ceni declarou aos repórteres que "o São Paulo jogou melhor que o Santos". Fernandinho, atacante da equipe, reforçou, mesmo sem saber qual foi o discurso do capitão, que o Tricolor foi melhor no clássico.

Nem Rogério Ceni e nem Fernandinho falaram besteira. Só não viu quem não quis. Porém, há uma explicação:

Desde o começo de jogo o toque de bola da equipe do Morumbi foi melhor, e assim o São Paulo chegava mais vezes ao campo de ataque. O Santos, por sua vez, de vez em quando armava algum contra ataque. Nada que levasse, de fato, perigo ao gol de Ceni.

Mas como meu sábio avô, Murillo Tucci, dizia, "quem não faz, toma". E foi nessa teoria que o torcedor do Santos viu o Peixe abrir o placar depois de uma falha que reputo 100% à defesa são-paulina. Primeiro com o Miranda que vacilou e deixou Róbson cruzar perfeitamente para dentro da área adversária. Depois para Xandão que deu todo o espaço do mundo para Elano receber e mandar para o fundo da rede.

Ainda assim o São Paulo não se abateu e voltou a mandar no jogo. Principalmente debaixo da chuva que caiu sobre o estádio de Barueri.

Carlinhos Paraíba fez boa marcação e articulou melhor o toque de bola pelo meio de campo, fazendo a redonda chegar nos atacantes. Porém, esse é o setor de maior dificuldade na equipe. Não se pode confiar no trio Fernandão, Fernandinho e Dagoberto.

É óbvio que o clube paulista carece de um meia armador, alguém de inteligência, de criação, com toque de bola refinado e que dê outra cara para a equipe. E para isso acredito na capacidade e competência de Rivaldo, que deve estrear no próximo jogo, contra o Linense. Mas no duelo de hoje, o que faltou mesmo foi um atacante para concluir as boas oportunidades que pintaram.

Portanto, realmente o São Paulo jogou melhor do que o Santos, mas no futebol o que vale é bola na rede, e isso o Peixe fez duas vezes na partida de hoje. Para chegar à vitória é preciso balançar a rede.

E é neste momento que o técnico Paulo César Carpegiani sente a ausência de Ricardo Oliveira. Um atacante rápido, habilidoso e que poderia fazer dupla com um dos meninos do sub-20 que estão arrebentando na Sul-Americana (Henrique ou Wilian José) e que logo estarão à disposição do treinador são-paulino.

A torcida é exigente, sabemos, mas as reclamações não têm sido exageradas. É inaceitável um clube que já teve Leônidas, Friedenreich, Gino Orlando, Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Careca, Muller, Palinha, Luis Fabianao, França, dentre outros, mantenha no elenco atual caras como esses que já citei (Fernandão, Dagoberto, Fernandinho, além de Marlos).

E não pensem que a culpa para o mau resultado da equipe está apenas no elenco, que sabemos que é pra lá de limitado, mas sim na fraca e incompetente diretoria que não toma uma atitude. O presidente e seus diretores puxa-sacos dizem que o São Paulo não faz loucura em relação a contratações. Para eles, jogador bom, de nome, de qualidade, só veste a camisa tricolor se for de graça. E de graça, meu amigo, ninguém trabalha.

É por isso que esse ano o São Paulo será novamente coadjuvante em todos os campeonatos que disputar. Ficará, em 2012, mais um ano fora da Libertadores da América, o que é absolutamente imperdoável para a torcida são-paulina.

A não ser, caros amigos, que uma mudança radical no jeito de se administrar o clube aconteça nas próximas horas. A política de trabalho precisa ser revista. Mas isso não pode ser amanhã. Precisa ser hoje.

Acorda, São Paulo...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PC Gusmão é demitido do Vasco

A "bagunça geral" continua tomando conta do Vasco da Gama.

Enquanto as equipes estão preocupadas em reforçar seus elencos para a temporada de 2011, o Vasco demite o técnico PC Gusmão.

No momento de crise extrema no clube da Colina, o presidente Roberto Dinamite fez uma reunião em sua casa e, junto de alguns diretores, resolveu romper o contrato com o treinador.

É óbvio que Gusmão não é o melhor técnico do País, aliás, está longe disso, mas está de bom tamanho para essa limitadíssima equipe do Vasco. 

Sabemos que é difícil sustentar o cargo de um treinador diante de um desempenho tão ruim (três jogos e três derrotas no estadual), porém quem entra em seu lugar? qual será seu substituto?

Tá certo que um dos pontos que mais pesou contra Gusmão foi a desconfiança de boa parte da diretoria vascaína de que ele havia vazado informação sobre a discussão entre Carlos Alberto e Roberto Dinamite no vestiário. Se isso é verdade, ninguém sabe.

O fato é que a diretoria do Vasco costuma agir estranhamente em certos casos. No ano passado, por exemplo, Dodô foi mandado embora do clube repentinamente. Ele era o único atacante de ofício na equipe, e vinha marcando gols. Bastaram alguns jogos em jejum para o atacante ser afastado da equipe.

Aí pergunto: Quem ficou no lugar dele? Marcel? Éder Luis? Meu Deus... De olhos vendados Dodô joga mais que os dois juntos.

A verdade é que Dinamite está perdendo o controle sobre o clube. Aliás, o Vasco é forte candidato à segundona do Brasileirão, se continuar nessa toada, claro.

Acorda, Sr.Dinamite. Tem gente (maluco) dizendo que está sentindo falta do "Euricão"...

O primeiro dia

Rivaldo treina em Cotia antes da apresentação
Assim como já era esperado, Rivaldo faz seu primeiro treino com a camisa do São Paulo nesta manhã ensolarada e calorenta de sexta-feira. Vestindo uma camisa sem número, o novo meia são-paulino já dá seus primeiros chutes a gol e arranca sorriso de seus novos companheiros de trabalho.

No treino coletivo, Rivaldo atuou na equipe reserva e, se não fosse Rogério Ceni, já teria feito seu primeiro gol em treino oficial pelo clube. Tudo isso, claro, sob o olhar atento do presidente Juvenal Juvêncio, que acompanhou o treino sentado no banco de reserva.

Provavelmente Rivaldo não enfrentará o Santos no próximo domingo, pelo campeonato Paulista. Mas apenas por uma questão de falta de entrosamento com a equipe, já que o atleta já está com os documentos regularizados para estrear pelo tricolor. Além disso, em termos de condicionamento físico, o pentacampeão mostra-se em perfeitas condições. Está "fininho", como dizem os boleiros. Mas não duvido que ele possa estar pelo menos no banco, ou até atuar nos minutos finais.

A apresentação oficial do jogador está prevista para daqui a pouco, logo após o fim do treino.

Que seja bem-vindo novamente ao futebol brasileiro. 

Foto: Revista Placar

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Agora complicou...

"Não é momento para desespero... Ainda", disse o lateral Roberto Carlos após a partida. 

O discurso não poderia ser diferente: o Corinthians não conseguiu furar a meta do Tolima (COL), no Pacaembu, e terminou a partida num empate (em 0 a 0) pra lá de frustrante.

Diante de uma equipe fraca, o time comandado pelo técnico Tite esteve muito abaixo do que se espera de um clube "grande" como o Corinthians. Errou muitos passes, foi lento nos contra-ataques, faltou criação, ousadia, no meio de campo. Enfim, não jogou!


Dentinho e Jorge Henrique estiveram apáticos, mas quem realmente deixou muito a desejar foram os pentacampeões Roberto Carlos e Ronaldo. Pareciam cansados (para não dizer que estavam sem vontade de atuar).

O Grande problema, no entanto, é ter que decidir a vaga na altitude da Colômbia, jogando contra uma torcida que costuma ser fator importante para a equipe da casa.

Se a situação já era complicada antes de começar a partida, já que uma possível "tragédia" já estava anunciada desde o empate com Noroeste no último domingo pelo Brasileirão, ficou pior ainda depois de ontem.

Como disse Roberto Carlos, não há nada perdido ainda, mas para o Corinthians avançar na competição Tite terá a difícil missão de mudar a equipe. E, quando digo "mudar", não estou apenas me referindo a alterações táticas e de jogadores, mas uma mudança de postura e pensamento por parte de todos.

O Corinthians não pode, jamais, entrar em campo com postura de Tolima, assim com não dá para conceber o Tolima crescer como se fosse um Corinthians.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Corinthians joga contra Tolima em busca de uma vantagem.

Por Breno Benedito

Nesta quarta-feira começa a pré-libertadores para o Corinthians e também para dois dos maiores jogadores da história do nosso futebol: Ronaldo e Roberto Carlos. Ambos conquistaram muitos títulos  pelos clubes em que passaram, porém os pentacampeões do Mundo pela seleção brasileira ainda não têm a tão sonhada Taça Libertadores em seus currículos.

E na noite de hoje, o Corinthians recebe no Pacaembu o Tolima (COL), às 22h. Serão dois jogos (ida e volta) e quem passar irá formar o Grupo 07 ao lado de Cruzeiro, Estudiantes (ARG) e Guarani (PAR).

O técnico da equipe, Tite ,está tranquilo e disse que o time será diferente daquele que entrou em campo nos dois últimos jogos do Campeonato Paulista, contra Bragantino e Noroeste. Segundo o treinador, a equipe precisa fazer um bom resultado, mas sabe que a afobação pode ser um ponto negativo. “Eu sabia que o jogo contra o Noroeste poderia estar em um nível menor de concentração. É fundamental errar para acertar. Esse é o processo de retomada. Agora, o perigo é acelerar demais, de querer construir (o resultado) de qualquer forma. Vamos construir de forma madura, com uma equipe solidária e que vai buscar alguma vantagem”, disse o comandante.

Para o goleiro Julio César, jogar no Corinthians sempre averá pressão. “Pressão sempre vai existir. No Corinthians é assim, não tem como mudar isso. Mas estamos sempre preparados”, ressaltou o argueiro.

Para o jogo de hoje, o treinador alvinegro deve contar com o retorno de Alessandro à lateral-direita, já que Moacir saiu machucado da última partida.

O treinador do Tolima, Hernán Torres, não acha que a equipe é azarão e vai mais além. Acha, inclusive, que pode jogar de igual para igual contra o Corinthians. “O Tolima está ganhando uma nova cara e mostrou uma evolução nessa temporada. Temos que jogar bola. Ninguém vence antes disso. Respeitamos muito o Corinthians, que tem uma história muito grande no futebol, mas também queremos a classificação”, ressaltou.

Já Yair Arrechea, zagueiro do Tolima, prevê dificuldades em marcar Dentinho e Ronaldo que, para ele, o Fenômeno tem qualidade para decidir em apenas um lance. “Ronaldo não é o mesmo de antes, mas tem técnica, poder de definição e pode marcar com apenas uma bola no jogo. Temos que marcá-lo, não podemos deixá-lo girar. Precisamos antecipá-lo nos lances”, alertou.


Ficha Técnica:

Corinthians: Julio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castan, Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Bruno César; Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique.

Técnico: Tite.


Tolima (COL): Silva; Vallejo, Julian Hurtado, Arrechea e Noguera; Chara, Bolívar, John Hurtado, Castillo e Murillo; Medina.

Técnico: Hernán Torres.

Árbitro: Henrique Osses (CHI)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Corinthians empata mais uma e Santos é só alegria

Comentar os jogos deste final de semana seria até injusto.

Passei a tarde num churrasco em família e esqueci do mundo. Nem mesmo o jogo da molecada do Sub-20 conseguiu me prender.

Mas é claro que não consigo ficar sem saber os resultados dos campeonatos regionais, principalmente o Paulistão. Li muitos portais de notícias esportivas para poder comentar algo, mesmo que superficialmente.

O que me chamou a atenção, além do empate da seleção Brasileira, foi o empate amargo do Corinthians contra o Noroeste.

Mesmo com Ronaldo atuando, a equipe alvinegra praticamente não entrou em campo. Fez um primeiro tempo fraco e só chegou ao gol aos 41 minutos, numa tremenda sorte de Dentinho que, após chutar a bola, encontrou a perna do zagueiro Da Silva e enganou o goleiro André Luis.

Já o segundo tempo foi, de fato, medonho. Mal viu a cor da bola. Até Roberto Carlos, que tem sido um dos poucos regulares nessa equipe, errou feio. Inclusive, foi de um vacilo do lateral esquerdo que saiu o gol de empate no Noroeste.

Isso realmente é muito preocupante para o torcedor corintiano.

Na próxima quarta-feira a equipe de Tite recebe o Tolima, da Colômbia, valendo vaga definitiva para a taça Libertadores da América.

Mas, com esse futebol apresentado nos três primeiros jogos pelo paulistão, confesso que a tal vaga está pra lá de ameaçada.

Acho, inclusive, que para o timão seguir adiante na competição Intercontinental será necessário uma vitória por dois gols, ou mais, de diferença sobre os visitantes. Porque segurá-los em território inimigo não é tarefa fácil, principalmente quando o que está em jogo é classificação à Libertadores.


LÍDER ABSOLUTO

Em compensação, o Santos está mais uma vez dando show de bola. Hoje, com dois gols de Elano, um de Keirrison e um de Maikon Leite, o peixe bateu o Grêmio Prudente por 4 a 2 e se manteve na liderança isolada da competição, com nove pontos ganhos.

E tem mais: tudo isso sem o craque Neymar, que está cumprindo com suas obrigações pela Seleção Brasileira Sub-20. Porém, na hora em que o garoto retornar, duvido que alguém segure novamente esse furacão chamado Santos.

Aliás, não há no Brasil outra equipe que dê tanta alegria ao torcedor. Até mesmo torcedores de times rivais sentem prazer em assistir os meninos da Vila em ação. 

Temos que dar graças a Deus que o Brasil está resgatando o futebol arte através do Santos...

Foto Ronaldo: Site Globo Esporte
Foto Elano: Site Globo Esporte

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enfim, um camisa 10

A diretoria do São Paulo realmente é pra lá de imprevisível.

Sem muito tempo para deixar o assunto repercutir como simples "rumor", o presidente Juvenal Juvêncio tratou logo de providenciar a contratação do pentacampeão do mundo Rivaldo. Diferentemente dos outros casos em que as especulações duraram dias e acabaram em "nada".

O craque, que está com 38 anos, chega para assumir a camisa 10 que tanto tem sido um martírio para o clube paulista. Há quem diga que "quem é rei nunca perde a majestade".

Segundo o técnico Paulo César Carpegiani, não há o que inventar em relação a Rivaldo. "Ele chegará para ser o armador do time", disse.

De fato, não dá para exigir que Rivaldo faça o que fez na Copa do Mundo de 2002, quando o jogador tinha apenas 29 anos e estava voando, comendo a bola, em sua melhor condição física.

Capitão Ceni ao lado do novo reforço Rivaldo
Porém, com o passar dos anos e com a experiência que adquiriu, Rivaldo tem tudo para se sair um perfeito armador, o cérebro do time. Basta saber como está seu condicionamento físico, que aparentemente parece em boas condições.

A negociação fez bem a ambos. Ao São Paulo porque buscava um nome de peso e de qualidade, embora a alta idade do jogador, para preencher o buraco no meio de campo, e sem gastar muita grana. Do jeito que o clube gosta.

Para Rivaldo, que jogará num clube de alto nível, com ótima estrutura, e que pode lhe oferecer novamente a visibilidade. É claro que o jogador não almeja grandes objetivos como seleção Brasileira, mas sim o reconhecimento pessoal que sempre é bom para o ego de qualquer um. Aliás, é a chance de encerrar a carreira em alta.

Rivaldo ainda não poderá atuar pelo tricolor, pelo menos até resolver suas pendências administrativas com seu antigo clube dos Emirados Árabe, o Budyodkor.

A entrada do atleta deve ser benéfica, já que o clube ainda não conseguiu um padrão de jogo. Realmente a falta de um comandante de linha prejudica a equipe. E isso e intensificou muito mais com a saída de Hernanes para o futebol italiano.

Ontem, no Morumbi, o São Paulo perdeu para a Ponte Preta, por 1 a 0, e deixou escapar a chance de se manter entre as duas primeiras colocações na tabela.

Para a próxima partida, Carpegiani já fala em mexer novamente na equipe, mas sabe que dificilmente terá Rivaldo no elenco.

Se o jogador terá ou não sucesso, não há como prever. O que podemos dizer é que ele chega para atuar no São Paulo muito mais "fininho" do que Ronaldo quando chegou ao Corinthians. A chance de se dar bem é grande. Veremos...

sábado, 22 de janeiro de 2011

38 anos do Mito

Foto do site Site SPFC Digital
Amor à camisa. Profissionalismo. Competência. Garra. Determinação. Espírito vencedor. Liderança. Persistência. Se existe uma só palavra que possa resumir todos esses elementos, esse nome é "Rogério Ceni".

Ceni é criticado por torcedores rivais justamente por declarar seu amor ao São Paulo Futebol Clube. Por outro lado, é idolatrado e mitificado por sua torcida e por grande parte daqueles que realmente amam o futebol.

Aliás, Ceni está no clube paulista desde 1990 e de lá para cá construiu uma carreira marcada por vitórias, recordes, conquistas e alegrias.

Venceu todos os principais títulos do clube, dentre eles o da Libertadores e do Mundial da FIFA,  ambos em 2005. Além disso, entrou para Guinnes Book por se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo. Com quase 1000 jogos vestindo o manto sagrado das três cores, Ceni está próximo de completar 100 gols (possui 96 em toda carreira).

Como se não bastasse tantas glórias, individualmente o goleiro-artilheiro "papou" muitos prêmios, inclusive a Bola de Ouro, da Revista Placar em parceria com a ESPN.

Hoje, 22 de janeiro de 2011, o maior ídolo do São Paulo Futebol Clube completa 38 anos. Desejo a Ceni tudo de mais maravilhoso, principalmente por tudo que fez para o futebol. Parabéns, grande ídolo. Que Deus continue lhe iluminando e que lhe dê mais saúde para que possa continuar trabalhando no futebol. Afinal de contas, não consigo imaginar, embora seja inevitável que um dia aconteça, o São Paulo sem o capitão Rogério Ceni.

Jogador de futebol também é ser-humano

Jonas marca dois gols para o Grêmio que, de virada sobre o São José, vence sua primeira partida no ano de 2011. Porém, após converter o primeiro gol, o atacante do tricolor gaúcho perde a paciência e xinga a torcida.

Sim, todo profissional, seja lá qual for a área em que atua, deve manter a postura e o respeito. Isso é uma regra básica e elementar de conduta válida para todos. Porém, cada ser-humano tem um limite de paciência.

No estou defendendo Jonas, mas também quem sou eu para criticá-lo? Afinal de contas, só mesmo estando na pele dele para saber a que ponto o atleta estava para explodir de tal forma.

Veja o vídeo:





Essa não é a primeira vez que vejo um ídolo passar por momentos como esse. Quem não se lembra do episódio do Dodô, que chegou a "mandar" uma banana à torcida são-paulina?

Isso aconteceu em 1999. O atacante tricolor não estava num período amigável com a torcida devido a má fase do clube. Além disso, havia perdido alguns pênaltis consecutivos e tinha torcedor dizendo que ele estava errando suas cobranças de propósito, para provocar sua demissão.

Mentira. Dodô jogava com vontade, suava a camisa, marcava gols bonitos, mostrava serviço. A torcida não entendia que o grupo não ajudadva, e precisava pegar no pé de alguém. Nesse caso, o alvo foi Dodô, que teve a infelicidade de entrar em certo jejum de pênaltis justamente nessa fase ruim.

Pois bem. O jogador de futebol muitas vezes passa dos limites,  é verdade, mas, como já disse, quem somos nós para julgá-los nessas situações que envolvem o emocional?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Resolvido o problema da "10"?

Alex, Ganso, Guiñazu, Rivaldo: O São Paulo procura um jogador de peso para atuar com a camisa 10, que já foi vestida por grandes craques que passaram pelo clube ao longo de sua história. Porém, até o momento nenhum dos cogitados sequer chegaram a negociar com o Tricolor paulista. Todos não passaram de especulações.

Mas, enquanto a agremiação corre atrás do tal meia armador, tão escasso no mercado futebolístico, o garoto Lucas, que pertence ao próprio São Paulo, vem arrebentando no Sul-Americano sub-20 pela Seleção Brasileira.

Ontem, na partida contra a seleção da Colômbia, Lucas foi destaque, superando inclusive o craque Neymar. Ainda no primeiro tempo, fez jogadas fantásticas, deu dois chapéus e comandou o meio de campo brasileiro.

Mas foi na segunda etapa que o jovem promissor são-paulino mostrou serviço. No segundo gol brasileiro, ele entrou na área adversária, driblou o zagueiro e cruzou perfeitamente para Wilian José, outro são-paulino, mandar para o fundo da rede.

Além dele, Casemiro (São Paulo) e Neymar (Santos) também balançaram a rede, dando a vitória para o Brasil, por 3 a 1.

Agora, se o São Paulo não consegue um meia de peso, já que não está disposto a pagar multa rescisória a nenhum dos nomes que já foram cogitados, se estão faltando jogadores financeiramente mais viáveis no mercado e se Lucas, que já é do tricolor, está comendo a bola, esta aí a solução para os problemas.

Basta dar um aumento considerável ao jogador, que ainda assim será mixaria perto do que os considerados "grandes nomes" pedem, e apostar nele. Não tenho dúvida de que Lucas dará conta do recado. Ele tem futebol suficiente para assumir a camisa 10 da equipe paulista. Sem contar que investir no atleta "prata da casa" é muito mais rentável aos cofres do clube.

Portanto, a história do "camisa 10" está resolvida, se o São Paulo quiser, é claro.