É no mínimo "muito exagerada" a forma como estão conduzindo o futuro do meia Léo Rocha, do Treze da Paraíba, após perder o pênalti que eliminou sua equipe da Copa do Brasil.
Para quem não sabe, o Treze foi ao Rio de Janeiro encarar o Botafogo, no estádio Engenhão, e conseguiu arrancar um empate que deu direito a decidir a vaga nos pênaltis.
Logo na primeira cobrança os visitantes não converteram. Começaram mal.
Mas a esperança de seguir à frente na competição voltou com as duas defesas do goleiro Beto, que por sinal foi destaque da equipe paraibana durante o tempo normal.
Aí ficou nos pés de Léo Rocha. Se o meia marcasse, os "penais" dariam sequência em cobranças alternadas. Caso contrário, estava decretada a classificação da equipe carioca.
É verdade que numa decisão por pênaltis, tratando-se de uma chance talvez única para uma equipe pequena, que pouco aparece no cenário esportivo, a concentração e o comprometimento devem ser redobradas.
Se até o Loco Abreu entendeu que não havia clima para arriscar algo inusitado - vale lembrar que ele é considerado o especialista no que diz respeito a gols por pênaltis -, era sinal de que o jeito é simplificar.
E foi exatamente o que faltou para Léo: "simplificar".
Botou a mão na cintura, olhou para o goleiro Jéfferson, que quando abre os braços parece que vai abraçar as traves, correu como quem iria soltar o pé numa pancada daquelas e, de repente, vem o chute...
Num ato infeliz, num momento infeliz, e de forma infeliz, Léo Rocha tentou enganar o guarda-metas botafoguense com uma "meia-cavadinha" e se deu mal.
"Pelota" na mão de Jefferson e desclassificação do Treze-PB. Tristeza em dobro para o meia que passou a ser o grande vilão do duelo.
A hostilidade para com o atleta já começou dentro de campo, quando o goleiro e alguns jogadores do Botafogo correram imediatamente em direção ao oponente para massacrá-lo em palavras.
Tenho certeza que esse já foi o primeiro grande castigo ao atleta que, perante a todo público, incluindo o da televisão, assistiram ao vexame. Aposto que a vontade dele era cavar um buraco na grama e esconder o rosto.
Mas o pior ainda estava por vir.
Bastou descer as escadas que dão acesso aos vestiários para que o treinador de goleiros e o gerente de futebol do clube de Campina Grande iniciassem outro bombardeio sobre o jogador.
Se fosse no meu time, certamente eu não ficaria quieto. Não acho justo que um jogador coloque todo um trabalho a perder por um ato, digamos, de irresponsabilidade.
Ele tomaria um gancho e uma multinha "daquelas" para ficar mais esperto.
Mas o Treze foi além.
Julgou sumariamente o garoto, sem direito à defesa, como se ele fosse um assassino, um exterminador, um monstro, enfim, foi DEMITIDO.
Já vi tanto jogador brucutu arrebentando perna de adversário, cuspindo na cara de árbitro, ou chutando a bola de propósito para a arquibancada quando time estava perdendo e nem assim foi punido.
No São Paulo, por exemplo, Dagoberto fez coisas tão piores do que um pênalti não convertido e durou tanto tempo no clube. E o Adriano na Itália quando sequer comparecia aos treinos? Alguém se lembra dos elementos que chegavam bêbados no Corinthians e dormiam nas macas, debaixo das arquibancadas da Fazendinha - Sr. Gustavo Neri sabe do que estou falando? Pois é...
É obvio que Léo pisou na bola. Ele não poderia "arriscar" numa decisão tão importante. Mas vocês já imaginaram se, por ventura, o goleiro cai para o lado contrário? Simplesmente Léo estamparia as capas dos jornais como "um jogador frio", que "mostrou maturidade".
Enfim, na minha opinião, sem curto e grosso, pegaram pesado com o jogador. Ponto final.
O Corinthians fez sua lição de casa, ontem, ao bater o fraco Cruz Azul por 1 a 0, no Pacaembu, em jogo válido pela Taça Libertadores da América.
A vitória deu à equipe do Parque São Jorge a liderança do grupo 6.
Mas, voltando um pouco na história, e até aproveitando o gancho, você sabia que o primeiro gol do Timão na competição continental aconteceu em 1977, em duelo contra o Inter de Porto Alegre?
Pois é. Quem balançou a rede pela primeira vez com a camisa alvinegra foi o grande Zé Maria, aos 16 minutos de bola rolando no estádio do Morumbi.
Um gol no estilo corintiano de ser, com muita persistência.
O Inter empatou a partida aos 11 da etapa final, com um golaço de Zacaria.
Há tempos eu não via o São Paulo jogar um clássico como jogou na terde de hoje contra o Santos, no Morumbi, e que venceu heroicamente por 3 a 2.
A equipe comandada pelo técnico Emerson Leão, tão criticado por muitos na mídia esportiva, fez a sua melhor partida neste ano, principalmente por ter como adversário um time tão forte como o Santos, que conta com Ganso, Neymar, Arouca, Borges e companhia. sem contar, meus caros, que enfrentou essa máquina com um jogador a menos durante todo o segundo tempo.
O jogo já dava sinais de que seria eletrizante desde o apito inicial. Mas o São Paulo não deixou o Santos sequer respirar no primeiro tempo.
Foi um verdadeiro baile do São Paulo para cima do Santos.
Além de ter feito uma tremenda marcação no meio de campo, neutralizando as jogadas de Ganso e Neymar, o Tricolor armou um verdadeiro bombardeio ao gol adversário.
Só dava São Paulo.
Não demorou muito e, aos 8 minutos, Casemiro acerta um chute do meio da rua, a bola desvia em Edu Dracena e estufa a rede. 1 a 0 para os donos da casa.
Depois disso, para aqueles que acreditavam numa reação santista, o São Paulo aumentou ainda mais o ritmo do jogo.
Só o zagueiro Paulo Miranda teve quatro chances de ampliar o placar. Sim, o zagueiro.
Casemiro ainda se deu ao luxo (se deu ao luxo é ironia, pois poderia ter feito muita falta) de perder gol feito, cara a cara com o goleiro Rafael, em lindo passe do Luis Fabiano, que aproveitou o erro do Íbson no meio de campo.
Aos 22, Lucas recebe na direita, toca para Jadson que faz um corta luz, no estilo Palhinha, e na sequência Cícero emenda uma pancada de fora da área. Até eu gritei gol, mas bola bateu na rede pelo lado de fora.
E a pressão não para por aí. Aos 34, Lucas arranca e lança Jadson que por pouco não marcou o segundo do Tricolor. O santista respirou fundo nesse lance.
Analisando parcialmente, Cortez, Cícero e Lucas jogaram muito na primeira etapa. porém, na minha opinião, o destaque foi para o jovem Rodrigo Caio que, improvisado na lateral direita, fez uma marcação implacável sobre Neymar.
Aliás, Neymar e Ganso mal viram a cor da bola.
Bastava Neymar ameaçar para Rodrigo Caio desarmar.
O único chute a gol da equipe do Santos ocorreu aos 30, com Neymar, mas Denis fez uma baita defesa.
O SEGUNDO TEMPO...
...Começou ainda mais emocionante.
Se o São Paulo abriu o placar aos 8 do primeiro tempo, o Santos descontou aos 6 do segundo com Edu Dracena aproveitando uma falha na zaga tricolor. Aliás, cá entre nós, falha do Casemiro, o autor do gol são-paulino na primeira etapa (vale lembrar).
E as coisas poderiam mudar de figura dois minutos após o gol santista, quando Rodrigo Caio, que até então fazia uma tremenda partida, comete falta dura em Neymar e é expulso justamente.
Nesse momento, o Peixe melhorou bastante, mas ainda é o São Paulo quem dá o tom do clássico.
Provou isso aos 18 minutos, numa tabelinha perfeita entre Lucas e Luis Fabiano. O Fabuloso recebe sozinho, corta o goleiro e sofre o pênalti. Ele próprio bate e coloca o Tricolor novamente à frente no marcador.
Aos 22 minutos, Neymar chuta na gaveta.
Gol do Santos? Nada. Denis pratica outra grande defesa, para alívio do torcedor Tricolor.
Enquanto isso, Lucas se mostrava o maestro do espetáculo.
Chamou a "responsa" para si e entortou a zaga santista diversas vezes.
Era drible pra cá, pedalada para lá, cruzamento, marcação, enfim, fez de tudo no jogo.
Isso porque ele sequer sabia que o técnico da Seleção Brasileira estava presente em uma das tribunas do estádio.
Mas o duelo prometia mais.
Neymar, aos 31, empata novamente depois de outra falha de Casemiro. 2 a 2 no placar.
Sinceramente, pelo que conheço do São Paulo dos últimos três anos, e também por estar com um jogador a menos, achei que o Santos viraria o jogo e sairia com os três pontos.
Enganei-me.
Ao 42 minutos, o craque da partida, recebe belo passe de Cortez na lateral direita, invade a área e cruza para Cortez que, dentro da pequena área chuta para o gol mas acerta a trave. Mas como a bola procura quem sabe, ela cai novamente no pé de Lucas que marca o terceiro gol do clube das três cores, sacramentando a vitória.
Um jogaço de bola.
Ao São Paulo, foi a vitória que faltava para confirmar sua ascensão como equipe.
Já ao Santos, um alerta de que há erros e excesso de confiança. Deve tomar cuidado nessa Libertadores.
Assista aos gols da partida entre São Paulo e Santos
Determinado momento do campeonato Paulista do ano passado ouvi Felipão, técnico do Palmeiras, dizer que sua equipe começaria a entrar nos eixos apenas no ano seguinte (2012).
Lembro-me também que o comandante alviverde ressaltou a importância da chegada de novos reforços para compor a equipe que, até então, era motivo de criticas da imprensa, vaias de sua torcida e gozação dos adversários.
A primeira mudança aconteceu no finalzinho da temporada passada, quando o goleiro Marcos anunciou sua aposentadoria, deixando sua vaga ao mais que promissor Deola.
Alguns jogadores foram dispensados, uns deixaram o clube e outros chegaram.
Dentre os novatos, o atacante argentino Barcos foi a melhor das surpresas.
Em meio à desconfiança geral, tanto dos que acompanham futebol com mais rigor quantos os apaixonados pelo clube, Barcos tem provado a cada partida que é o protagonista desse elenco.
A reação do Palmeiras é visível e não me parece passageira.
Felipão tinha razão... Precisava um pouco mais de tempo de trabalho e algumas peças novas para botar ordem na casa.
O retorno de Valdívia à equipe também foi fundamental. Com ele em campo a bola corre os dois lados do campo e chega com mais qualidade ao ataque. E não é nem um pouco à toa que possui o melhor ataque do campeonato.
O JOGO DE HOJE
Na partida de hoje, contra a Ponte Preta, no estádio do Pacaembu, o Palmeiras fez a lição de casa e venceu sem a menor dificuldade.
Não precisou mais do que 2 minutos para o time de Felipão abrir o placar e incendiar os mais de 20 mil torcedores presentes nas arquibancadas.
Daniel Carvalho e Valdívia se acertaram perfeitamente no meio de campo e, depois de uma tabelinha, a bola caiu no pé de Juninho que, ao perceber o goleiro saindo para cobrir o ângulo, deu um tapinha por cima e marcou um golaço.
Se o Palmeiras já mandava no jogo antes do gol, depois então foi um verdadeiro massacre.
Completamente diferente do primeiro jogo, dessa vez, em casa, o São Paulo goleou o Independente-PA por 4 a 0 e segue vivo na Copa do Brasil.
Apoiado por pouco mais de 15 mil torcedores (número abaixo do esperado, porém bastante aceitável levando em consideração o horário horrível da partida: 19h30) o Tricolor não deu a menor chance para os visitantes.
Mostrou sua força desde o primeiro minuto dominando completamente a situação da partida e, aos 33 do primeiro tempo Fabuloso balançou a rede pela primeira vez.
As broncas de Leão, no decorrer da semana, parecem ter surtido efeitos positivos, pelo menos para Lucas que foi alvo de críticas do comandante por estar abusando nas jogadas individuais.
Dessa vez o garoto mostrou-se mais "solidário". Soube identificar o momento certo de carregar e o de soltar a bola para o companheiro.
Mas o destaque de hoje, sem dúvida, fica para o Luis Fabiano.
O camisa 9 foi o autor dos quatro gols. Aliás, a atuação desta noite foi uma resposta aos que vem criticando o Fabuloso, chamando-o, inclusive, de pipoqueiro e fracassado.
Recuperado de uma lesão que o afastou dos gramados por longas semanas, o atacante são-paulino parece ter voltado com excelente preparo físico.
Está fininho, se movimentando bastante, com bom arranque. Sem contar a importante liderança que exerce sobre seus companheiros, papel que até então pertencia ao goleiro Rogério Ceni (afastado por lesão no ombro direito), e que vem praticando com muita responsabidade.
Agora, verdade seja dita. Vencer o Independente por um placar elástico como o de hoje não é exagero, mas sim obrigação.
Mostrará que é um time forte se repetir o feito sobre o Santos, no próximo domingo. E não estou falando de goleada, claro, mas de uma vitória simples jogando um futebol digno de clube grande.
Se isso ocorrer, enfim, o São Paulo estará pronto para brigar pelo título.
Caso contrário...
Assista aos gols de Luis Fabiano na vitória do São Paulo sobre o Independente-PA:
És um momento histórico e, ao mesmo tempo, de certa libertação para o futebol brasileiro.
O "coronel" do esporte mais popular do País não suportou a pressão que a cada dia o encurrala mais.
A decisão já estava tomada muito antes, desde a metade do mês de fevereiro, quando todos os holofotes estavam voltados ao Carnaval.
No entanto, pela informação ter vazado e causado estouro de repercussão nas grandes mídias e redes sociais, o próprio comandante da CBF resolveu negar e postergar o anúncio, que aconteu apenas hoje.
És, sem dúvida, motivo de comemoração para toda a nação, embora seu sucessor, o vice José Maria Marin, o mesmo do caso do roubo das medalhes na Copa São Paulo de Futebol Juniors (clique aqui e veja o vídeo) não dê nenhuma pinta de renovação e mudanças políticas.
Como disse Juca Kfouri em seu blog, a saída de Teixeira do comando da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) "permite pensar numa Copa do Mundo mais transparente, numa óbvia vitória do governo Dilma Rousseff".
Todo torcedor de futebol tem um segundo time no coração, embora muitas vezes ostente a máxima de que é proibido ter duas paixões no esporte.
Geralmente esse seugundo amor é algum clube de tradição antiga, que fez história nos tempos em que sequer a paleja era transmitida pela televisão.
Costuma ser um clube de menos expressão no que diz respeito a títulos, mas que tem um carisma fora do normal.
Em São Paulo os mais paparicados e que possuem menos torcida contra são a Portuguesa e o Juventus, da Mooca.
Mas hoje eu acordei com um hino na cabeça de um clube que possui o mesmo carisma de Portuguesa e juventus. Porém não é uma agremiação de São Paulo, mas sim do Rio de Janeiro. Estou falando do America.
Não torço para o clube carioca, aliás nem sou carioca. Muito pelo contrário. Sou paulista, meu coração tem três cores e mora lá no Morumbi, mas passei o dia todo cantando o hino do America (sem acento mesmo), que por sinal considero ser um dos mais bonitos. Por isso resolvi postar aqui no blog.
Letra do Hino do America:
Hei de torcer, torcer, torcer...
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer...
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão é a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda torcida cantará esta canção
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
E surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes, aos dez
Nós ainda queremos muito mais
America unido vencerás!
Vasco e Fluminense decidem, neste domingo, a grande final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. O vencedor terá o seu lugar garantido na finalíssima do Estadual.
Abel Braga, técnico do Fluminense, terá desfalques consideráveis para a partida. O volante Edinho está vetado pelo departamento médico. Na última quinta-feira, apareceu nas laranjeiras com uma bota ortopédica. Os volantes Valencia e Jean irão disputar a vaga deixada por Edinho.
Já o atacante Araujo, que nas últimas partidas fez gols importantes, volta ao banco, dando lugar a Rafael Sóbis.
O atacante Wellington Nem seria outra dúvida de Abel, pois estava com dores no tornozelo direito, mas participou normalmente do treino desta manhã e mostrou-se apto para ir a campo contra o Vasco.
Pelo lado do time da Colina o técnico Cristóvão Borges tem no garoto Wiliam Barbio, de apenas 19 anos, a esperança de conquistar o título. O menino que veio do Nova Iguaçu vinha sendo relacionado, porém como o Allan se machucou, o jovem herdou a vaga e agora é o titular absoluto da equipe.
O setor é também de Eder Luis, mas o atacante está fora de combate desde novembro, quando operou o pé esquerdo. Éder estava em boa fase no Vasco e com certeza faz falta à equipe.
Mas o jovem Willian está com muita moral. Foi elogiado pelo próprio Éder Luis. Segundo o veterano, os dois têm a mesma característica.
O fato é que Vasco e Fluminense farão um jogo pra lá de merecido.
As duas equipes têm mostrado maior entrosamento com relação às outras equipes do Rio de Janeiro. Seria até injusto se uma das duas não fosse a essa final.
Por ter um elenco individual mais forte, acredito na vitória do Vasco, mas por se tratar de um clássico, no qual todos estão cansados de saber que não há favoritismo, tudo pode acontecer e uma vitória do Fluminense não seria surpresa alguma.
Os campeonatos regionais realmente não são os mais atrativos.
Para os torcedores dos grandes clubes da capital, o que realmente interessa nessas competições estaduais são as fases de mata-mata, a partir das oitavas de final, ou então os confrontos diretos entre os tais grandes.
No próximo domingo, 26, Palmeiras e São Paulo, duas potências do futebol paulista, se encontrarão novamente. O jornalista Tomaz Mazzoni, do jornal "A Gazeta Esportiva, definiu, muitos anos atrás, o confronto como "Choque-Rei", e assim é chamado até hoje.
É verdade que o Palmeiras não é o maior rival do São Paulo, assim como o Tricolor também não é o maior desafeto do Verdão, porém a rivalidade entre as duas equipes é antiga e carrega muita história e dados interessantes.
O COMEÇO DE TUDO
O primeiro jogo entre as duas equipes aconteceu em 30 de março de 1930, quando o São Paulo ainda não era o "Futebol Clube" e o Palmeiras ainda era Palestra Itália.
O jogo foi válido pelo Campeonato Paulista e terminou com o empate em 2 a 2, com gol até do grande Friedenreich (São Paulo), que há quem diga ter sido melhor que o Pelé.
Embora o clube não compute os títulos conquistados antes de 1935, quando de fato o São Paulo foi fundado com o nome "São Paulo Futebol Clube", vale lembrar que o primeiro título disputado entre as duas equipes foi em 1931, e o Tricolor levou a melhor.
O Palmeiras venceu o turno por 3 a 2, mas o Tricolor goleou por 4 a 0 no returno, o que lhe deu direito absoluto de erguer o troféu.
Nos dois anos seguintes mais uma vez houve o encontro de Palmeiras e São Paulo na briga pelo caneco Paulista.
O Primeiro, em 1932, foi bastante polêmico. O Verdão venceu o Tricolor por 3 a 2 no primeiro turno. Porém, como ocorreu a Revoluçao Constitucionalista de 32, o segundo turno não foi realizado e o clube alviverde, líder, sagrou-se campeão. Claro que a equipe do Morumbi não gostou nada da decisão dos organizadores.
Em 1933 deu Verdão novamente, porém sem deixar nenhuma dúvida. Bateu o rival por 3 a 2 no primeiro turno e por 1 a 0 no segundo, com um gol de Avelino, aos 29 minutos da etapa complementar.
Depois da "morte", se é que podemos chamar assim, do São Paulo da Floresta e o surgimento do São Paulo Futebol Clube, o primeiro jogo contra o Palmeiras aconteceu em 25 de outubro de 1936, com outra vitória Palestrina, por 3 a 0.
O primeiro título do São Paulo após seu "renascimento" ocorreu em 1943 numa competição pra lá de emocionante. São Paulo e Corinthians lideravam a competição. O São Paulo enfrentaria o Palmeiras, terceiro colocado, com dois pontos atrás dos rivais. Se o Verdão vencesse a partida, os três empatariam e haveria um campeonato entre eles para definir o campeão.
São Paulo campeão Paulista de 1943
Aos seis minutos de bola rolando, o grande Sastre, um dos craques do São Paulo, se contundiu e passou o resto da partida sem sequer andar direito. Teve de ficar fazendo número em campo, já que naquela época ainda não existia substituição.
O Tricolor segurou bravamente o resultado de 0 a 0 e assim sagrou-se campeão. Foi o seu primeiro título Paulista, o que lhe rendeu a expessão de que "a moeda caiu em pé". O São Paulo pôde, enfim, sentir-se vingado pelos tantos títulos perdidos diante de seu algoz.
Por incrível que pareça, em 1944 a disputa pelo título do estadual foi novamente entre Palmeiras e São Paulo. O Tricolor Paulista tentava seu segundo título, enquanto o verdão disputava seu 10º campeonato, porém dessa vez com um desfalque considerável: o argentino Dacunto, centro-médio que formava uma afinada linha com Og Moreira e Gengo.
A ausência do jogador não fez diferença alguma. O alviverde bateu o rival das três cores por 3 a 1 e foi novamente campeão do Paulistão.
A torcida, de alma lavada, desfilou pelas ruas da capital carregando um caixão tricolor e cantando em alto e bom som a seguinte música: "Com Dacunto ou sem Dacunto, o São Paulo é um defunto!".
Aconteceu no campeonato Paulista de 1946. O São Paulo enfrentaria o Palmeiras (novamente) em jogo valendo o título. O Corinthians, que ainda tinha chance de conquistar o título caso o Palmeiras vencesse o jogo, torcia desesperadamente por um tropeço do Tricolor.
O Pacaembu estava lotado. O clima do jogo era tenso. Aos 13 minutos do segundo tempo, Luizinho, do São Paulo, chutou Oberdan, goleiro do Palmeiras, e começou um verdadeiro tumulto dentro de campo. Og Moreira e VillaDoniga, do Verdão, além de Luizinho e Remo, do Sampa, foram expulsos.
Já com os ânimos mais calmos, Bauer, aos 38 do segundo tempo, cruza para a área do palestra, a bola bate na trave e, no rebote, o zagueiro Armando Renganeschi bota no fundo da rede. Gol do São Paulo. Gol do título, o primeiro caneco invicto do clube do Morumbi.
MEU JOGO INESQUECÍVEL
Uma partida que jamais esquecerei entre Palmeiras e São Paulo aconteceu em 1992, na final do Campeonato Paulista.
O Palmeiras era uma equipe sólida, com César Sampaio, Antonio Carlos, Evair e companhia, mas enfrentou o São Paulo de Telê, com Zetti, Cafú, Muller, Palhinha, Raí, dentre outros.
O Tricolor havia sido campeão do Mundo, em Tóquio, e muitos achavam que a equipe comandada pelo Mestre Telê entraria de salto alto e dispersa para a finalíssima.
Porém, logo na primeira partida a "máquina mortífera", como foi rotulada na época por jornalistas esportivos, atropelou o Verdão no estádio do Morumbi. Com três gols de Raí e um de Cafú (foto), o São Paulo bateu o Palmeiras por 4 a 2 (os gols do Palmeiras foram de Daniel e Zinho) e foi tranquilo para a segunda partida.
O jogo de volta, e esse sim foi emocionante, já que o Zetti, meu ídolo, pegou até pensamento, terminou 2 a 1 para o Tricolor (gols de Muller e Cerezo para o São Paulo e Evair para o Palmeiras), sacramentando o bicampeonato, pois no ano anterior levantou o caneco após derrotar o Corinthians.
Lembro-me muito bem desse dia. Aliás, parece que foi ontem. Tempos bons do São Paulo. Que saudades...
Assista ao vídeo dessa final eletrizante
DECISÕES DE TÍTULOS
1933: Palestra Itália 3 x 2 São Paulo. 2º Jogo - Palmeiras 1 x 0 São Paulo - Palestra Itália campeão
1942: Palmeiras 3x1 São Paulo - Palmeiras campeão
1943: São Paulo 0x0 Palmeiras - São Paulo campeão
1944: Palmeiras 3x1 São Paulo - Palmeiras campeão
1950: São Paulo 1x1 Palmeiras - Palmeiras campeão
1971: São Paulo 1x0 Palmeiras - São Paulo campeão
1972: Palmeiras 0x0 São Paulo - Palmeiras campeão invicto e São Paulo vice invicto
1992: São Paulo 4x2 Palmeiras. 2º Jogo: São Paulo 2x1 Palmeiras - São Paulo campeão.
Neste quesito o Palmeiras leva vantagem sobre o São Paulo. Foram 5 títulos do Verdão contra 3 do Tricolor.
DISPUTA EM COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS (Libertadores)
30/03/1974: São Paulo 2x0 Palmeiras - 1ª fase (Grupos)
24/04/1974: Palmeiras 1x2 São Paulo - 1ª fase (Grupos)
27/04/1994: Palmeiras 0x0 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
24/07/1994: São Paulo 2x1 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado
18/05/2005: Palmeiras 0x1 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
25/05/2005: São Paulo 2x0 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado
26/04/2006: Palmeiras 1x1 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
03/05/2006: São Paulo 2x1 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado
Aqui, a vantagem é do São Paulo. Foram cinco vitórias do São Paulo, sendo que três delas renderam a classificação à próxima fase da Libertadores (1993, 2005 e 2006), dois empates e nenhuma vitória do Verdão.
A maior goleada no confronto ocorreu no dia 26 de março de 1939, pelo Campeonato Paulista. O São Paulo goleou o Palmeiras por 6 a 0. Já o maior placar do Verdão sobre o Tricolor aconteceu no dia 19 de maio de 1965, quando emplacou 5 a 0 sobre seu rival.
De março de 1930 até 27 de novembro de 2011 (último confronto entre as duas equipes) foram 299 partidas. O São Paulo possui leve vantagem sobre o Palmeiras. Foram 103 vitórias para o Tricolor contra 98 do Verdão, além de 98 empates. O Clube do Morumbi balançou 404 vezes a rede do Verdão, equanto o Alviverde marcou 392 no rival.
É por isso que sempre que há Palmeiras e São Paulo duelando, independente de como estão suas situações no campeonato atual, a emoção é enorme.
Neste domingo, esperamos que o clássico esteja recheado de emoçoes e que vença o melhor, claro.
O Corinthians é a verdadeira pedra no caminho do São Paulo.
O Tricolor não vence o Timão há tempos e isso já está pra lá de vergonhoso.
Na partida de hoje, entrou em campo nervoso e bateu até na mãe.
E não me venham vocês são-paulinos mais fanáticos dizer que foi culpa do árbitro, que expulsou o João Felipe, ou do pênalti perdido por Jadson, que não vou negar que fez muita falta.
Porque time que é time de verdade enfrenta tudo sem temer as consequências. E mesmo perdendo o jogo, com um pênalti perdido e com um jogador a menos consegue mostrar o poder de reação. O São Paulo mais uma vez não mostrou.
Falta muita coisa nesse São Paulo atual (quero dizer dos últimos três anos)
Como disse nos primeiros posts deste ano, o São Paulo só vai mostrar que realmente voltou a ser um grande time se voltar a ganhar os clássicos. Fora isso será mero coadjuvante nas competições que disputar.
Ao Corinthians nem tenho nada a dizer. É o melhor time do Paulistão, assim como foi, dentro das limitações do atual futebol brasileiro, o melhor do Brasileirão do ano passado.
Em 2011, na competição nacional, o São Paulo seguia invicto e líder. Bastou cruzar com o Corinthians para perder a invencibilidade e entrar num mar de derrotas e infelicidades.
Neste Paulistão 2012 o time comandado por Emerson Leão seguia invicto e líder, mas cruzou hoje com o Corinthians e já perdeu a invencibilidade e a liderança.