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| Foto: Diário de S. Paulo |
Há tempos não via uma declaração sensata de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.
Segundo ele, a contratação de Emerso Leão para o comando da equipe Tricolor até o final do Brasileiro foi "emergencial".
O presidente disse que sua paciência chegou ao fim e que, se as coisas não melhorarem com o novo treinador, ele trocará o time inteiro.
Não é de hoje que venho dizendo que o São Paulo precisa de um "linha dura" no comando e que alguns medíocres jogadores deveriam estar bem longe do Morumbi.
Com a saída do professor Muricy Ramalho o São Paulo virou uma "várzea". Todo mundo fala o que quer, faz o que quer, e se acha craque por estar vestindo um manto tão importante.
No dia em que Leão foi anunciado, percebi a revolta de alguns amigos são-paulinos que são totalmente contra a contratação.
Ouvi dizerem que Leão é fracassado, mal treinador, briguento, marrento, arrogante etc.
Sobre ser briguento, marrento e arrogante até concordo. Ele nunca foi dos mais simpáticos. Pelo contrário, está muito longe disso. Mas dizer que o cara não é bom seria o cúmulo da ignorância.
O trabalho que ele fez no Santos, revelando Robinho, Diego e companhia, além de ter montado aquele maravilhoso time do São Paulo de 2005, que depois sagrou-se campeão da Taça Libertadores da América do mesmo ano, é a prova de sua competência.
Sou da mesma opinião de Juvenal: o jogador que não mostra o mínimo de vontade e dedicação não pode ficar em um clube tão grandioso e de tradição como o São Paulo.
Na pele de Leão, logo de cara afastaria Juan, Xandão, Wellington, Dagoberto, Marlos e outros mais que nem compensa citar. Aliás, daria para montar uma equipe de afastados.
Juvenal disse, também, que está cansado de ver o time do São Paulo ser chamado de "bonzinho", como nomeou Ronaldinho Gaúcho.
E esse é outro motivo pelo qual o presidente são-paulino optou por Leão. Para botar ordem na casa e acabar com o chamado corpo mole.
Posso estar enganado e amanhã vir aqui novamente para dizer que me equivoquei, mesmo porque errar faz parte de qualquer ser humano, mas sinto que dessa vez o Juvenal fez a escolha certa.



