quarta-feira, 27 de março de 2013

Palmeiras apanha até de bêbado. Que fase!

Confesso que não assisti à partida, mas tomei um susto quando ouvi o Cléber Machado dizer, antes do início do jogo entre Paulista de Jundiaí e São Paulo, que o Palmeiras havia perdido para o Mirassol por 6 a 2.
 
Sem desmerecer a equipe do Mirassol, que tem o seu valor, isso é inquestionável, mas é muito triste ver um clube grande, de tradição, de repente se transformar num time de meros coadjuvantes a ponto de ser goleado por um clube considerado pequeno, sem expressão. O resultado não poderia ter sido mais desastroso. Foi como apanhar de bêbado.
 
Uns dizem que a culpa é da diretoria, que não está nem aí para o futebol e que só quer saber de ver o a Arena Palestra de pé. Outros culpam, com todas as forças, a falta de vontade dos atletas dentro de campo. Há também, em menor quantidade, os que acreditam que seja apenas uma maré de azar.
 
Eu já acho que seja um pouco de tudo.
 
A começar pela diretoria, claro, que permitiu a saída de peças fundamentais do clube no momento mais difícil (Barcos e Marcos Assunção). Sobre o elenco, não há muito o que dizer. É óbvio que os homens que entram em campo devem honrar a camisa do clube e assumir a responsabilidade, mas um clube como o Palmeiras não pode ter um elenco tão fraco como o atual. De que forma vamos cobrar algo de caras como Weldinho , Marcos Vinícius, Márcio Araújo, Léo Gago, Wesley e companhia? confesso que até pouco tempo atrás sequer eu conhecia metade desse time alviverde.

Evidentemente, meus caros, com uma diretoria irresponsável e um elenco limitadíssimo a maré só pode ser de azar mesmo...

domingo, 24 de março de 2013

Palmeiras e Santos: história rica desde 1915

Hoje é domingo de "clássico da saudade" no campeonato Paulista.
 
Para quem não sabe, o "clássico da saudade" é o confronto entre Palmeiras e Santos e o nome se refere ao fato de reunir os dois maiores times de futebol durante uma das épocas mais gloriosas do esporte, na década de 1960.
 
O Palmeiras contava com o grande Ademir da Guia, um dos maiores ídolos do clube. Do outro lado, o Santos tinha nada menos do que Pelé, considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos.
 
Atualmente as duas equipes vivem situações não tão confortáveis.
 
O Palmeiras é o quinto colocado do estadual, com 25 pontos, e caminha para uma classificação para as quartas de final, no entanto, o clube ainda sofre com o rebaixamento no campeonato brasileiro e com a péssima campanha que faz na Taça Libertadores da América.
 
Já o Santos é o vice líder do Paulistão, com 27 pontos, mas sua torcida anda pra lá de desconfiada. A equipe não conseguiu classificação para disputar a Libertadores deste ano de 2013, o que deixa os holofotes voltados apenas ao campeonato regional.
 
Mas a história do confronto entre as duas equipes é pra lá de interessante. O primeiro encontro entre as duas agremiações ocorreu no dia 3 de outubro de 1915, no Velódromo de São Paulo. O Palmeiras, que à época ainda era Palestra Itália, não havia sequer completado 1 ano de vida, mas já queria disputar o Campeonato Paulista 1916.
 
Para isso ocorrer, a Associação Paulista de Esportes Atléticos impôs a seguinte condição: vencer um time de ponta de sua escolha. O escolhido foi o Santos, que acabou goleando o alviverde por 7 a 0. Por pouco o Palestra não fechou suas portas. Sua sorte foi que o Scottish Wanderers acabou expulso da competição e abriu uma vaga, que ficou para o Palestra.
 
De lá para cá foram 299 jogos, 127 vitórias para o Verdão e 94 para o Peixe e 78 empates. O Palmeiras marcou 531 gols no duelo, enquanto o Santos balançou as redes 440 vezes. Em finais pelo
Paulistão, foram seis encontros:

  •  4 de março de 1928 : Palestra Itália 3 a 2 Santos - Palestra campeão de 1927
  •  5 de janeiro de 1960: Palmeiras 1 a 1 Santos
  •  7 de janeiro de 1960: Palmeiras 2 a 2 Santos
  •  10 de janeiro de 1960 Palmeiras 2 a 1 Santos - Palmeiras campeão de 1959
  •  19 de maio de 1968: Palmeiras 1 a 3 Santos - Santos campeão de 1968
  •  2 de junho de 1996: Palmeiras 2 a 0 Santos - Palmeiras campeão de 1996
  •  
    
    Imagem histórica do clássico da saudade em 1959
    A maior goleada aconteceu no dia 11 de dezembro de 1932, quando o Palmeiras enfiou 8 a 0 no rival. Pelo santos, a maior goleada (em jogo oficial) aconteceu no dia 7 de 0utubro de 1959, num 7 a 3 para a equipe praiana.
     
    Ou seja, há números de sobra para esquentar a disputa entre Palmeiras Santos no frio domingo de hoje, independentemente da situação atual de cada clube.
     
    Que vença o melhor, claro!
    

    No futebol há "fases e fases"

    O futebol, assim como qualquer outra coisa na vida, vive de momentos. Nem sempre o clube do seu coração é o protagonista da vez. Muitas vezes não passa de mero coadjuvante.
     
    Neste sábado, 23, aproveitei o tempo frio e chuvoso da capital paulista para acompanhar, dessa vez pela televisão, à partida entre São Paulo e Bragantino, que aconteceu no estádio do Morumbi, em jogo válido pelo Campeonato Paulista.
     
    O São Paulo fez a lição de casa e bateu o visitante por 2 a O, mas apresentou um futebol bem abaixo daquilo que se espera de um clube grande, com estrutura similar à de um clube europeu. Aliás, assim tem sido as apresentações da equipe do Morumbi em todas as partidas.
     
    A grande aposta do Tricolor, Paulo Henrique Ganso, ainda não conseguiu fazer uma grande partida e cair nas graças da torcida. E dessa vez não há desculpa, pois o meia jogou os 90 minutos. Enquanto isso, o principal goleador do time, Luis Fabiano, voltou a balançar a rede, mas continua nos passando a impressão de que perdeu o prazer de jogar futebol. Os demais, com excessão de Rogério Ceni, que novamente teve uma boa atuação, tiveram atuações discretas. Ou seja, é um São Paulo muito apático, sem brilho, sem emoção, sem vibração.
     
    A primeira colocação na competição estadual não condiz com o momento do São Paulo. A classificação para a segunda fase da Taça Libertadores da América, que é o campeonato que o clube tanto prioriza, está ameaçada. E, sinceramente, não acredito que o São Paulo avance. Se isso ocorrer, a chance de dar um vexame logo nas oitavas de final é grande.
     
    O Bragantino, por sua vez, vem fazendo uma campanha que está dentro do planejamento do clube. É bem possível que ainda briguem por uma vaga nas quartas de final do Paulistão. Porém, se isso não acontecer, terminar em nono ou décimo não seria de todo o mal para um clube considerado pequeno e que tem um elenco pra lá de limitado.
     
    Agora, devo confessar algo. Enquanto a bola rolava, me lembrei de uma fase incrível vivida por essas duas equipes no início dos anos 1990. Foram duas partidas incríveis que aconteceram entre as duas equipes em 1991. O primeiro jogo foi no dia 5 de junho, no Morumbi, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Foi o primeiro jogo da final e o Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de Mário Tilico.
     
    Só para não passar batido, o São Paulo, à época, era comandado pelo grande mestre Telê Santana e foi a campo com com jogadores como Zetti, Cafu, Ricardo Rocha, Leonardo, Raí e Muller. Do outro lado estava o então técnico Carlos Alberto Parreira, atualmente coordenador técnico da Seleção Brasileira e tetracampeão mundial com o Brasil, em 1994. Em campo, os destaques do Bragantino ficavam por conta do volante Mauro Silva e do atacante Mazinho.
     
    A segunda e decisiva partida aconteceu no dia 9, no estádio Marcelo Stéfani, que mais tarde se tornaria o Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. Não houve gols e o Tricolor Paulista sagrou-se tricampeão Brasileiro.
     
    Pois é, meus amigos. Há fases e fases. E a atual é triste...




    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

    Jogo Beneficente: Amigos do Derlei X Amigo do Flávio Prado

    Final de ano sempre acontecem jogos importantes.
    Mas não estou me referindo a campeonatos federados, e sim a partidas que são organizadas no intuito de ajudar alguém.
    Todo ano o jornalista Flávio Prado promove algum evento dessa natureza.
    Há alguns anos, contou até com a importante presença de Neymar, que dessa vez não poderá participar.
    No próximo domingo, 9, o jogo será entre amigos do Derlei, ex-campeão pelo Porto, contra amigos do Flávio Prado, no qual faço parte do time (sou o goleiro).
    O evento leva o nome de "Multirão de Natal", que arrecadará alimentos que serão distribuidos para pessoas carentes.
    O time do Derlei ainda é um mistério. Ninguém sabe quem fará parte da equipe. No ano passado ele fez o mesmo mistério e de repente pintou diversas estrelas. Uma delas foi o Vampeta, que fez todo mundo cair na gargalhada. neste ano, o único que ele deixou escapar foi o goleiro Sérgio, que já garantiu que estará na peleja. 
    No time do Flávio, diversos ex-atletas disseram que estarão presentes. Segundo informações, Milton Cruz, Pavão, Sidnei (ex-São Paulo), além de músicos, já confirmaram presença. Vale lembrar que Milene Domingues e o Ronald, filho do Ronaldo, também estarão dentro de campo. A partida será no estádio do Nacional, em frente ao CT do São Paulo, com horário previsto para às 15hs.
    Para assistir à partida, basta levar 2 Kg de alimentos não perecíveis (exceto açucar e sal).
    Para maiores informações, basta acessar http://www.institutonovasemente.org/eventos/amistoso/


    quinta-feira, 20 de setembro de 2012

    Fim da "lenga-lenga": Ganso é do São Paulo

    Demorou, mas acabou!

    Quase aos 45 minutos do segundo tempo o Santos resolveu concordar com a transferência do jogador Paulo Henrique Ganso para o rival São Paulo.

    Segundo o blog do jornalista Milton Neves, a reunião que oficializou a contratação do meia aconteceu há pouco na Avenida Paulista - sede do Sonda Supermercardo - e contou com dirigentes do Santos, São Paulo e DIS, além do próprio jogador.

    O São Paulo deverá pagar, à vista, pouco mais de R$ 23 milhões ao Santos. Além desse valor, o Santos contará com o direito de 5% do valor de futura eventual negociação de Ganso do Morumbi para qualquer outro clube do mundo.

    Vale ressaltar que o processo que existe entre a DIS e o Santos, devido às vendas de André e Wesley, permanecerão normalmente e não terão peso algum na negociação de Ganso.

    Enfim, um final aparentemente feliz a todos. Basta saber o que será de Ganso dentro de campo. Futebol ele tem, já vontade de jogar...

    Aguardemos!

    sábado, 8 de setembro de 2012

    Raí: "O Rei do Morumbi"

    Hoje é um dia muito especial para o torcedor do São Paulo.
     
    Há exatos 25 anos, chegava ao Morumbi uma figura que viria a ser um dos maiores ídolos da história do clube paulista: Raí Souza Vieira de Oliveira.
     
    Destaque no Botafogo de Ribeirão Preto, que lhe rendeu, inclusive, convocações para alguns jogos pela seleção Brasileira, Raí chegou a ser cogitado pelo Corinthians, mas acabou caindo no Tricolor.
     
    Sua estreia aconteceu apenas na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, em 18 de outubro, na derrota por 1 a 0 para o Grêmio. O seu primeiro gol pelo clube viria no terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Goiás.
     
    Mas o seu destino como campeão no clube das três cores já estava traçado. Menos de dois anos após sua chegada, Raí levantava seu primeiro troféu como jogador profissional. Foi campeão Paulista de 1988. Era o começo de uma carreira brilhante.
     
    Ainda sem Telê Santana, em outubro de 1990, o jogador tinha balançado as redes apenas 26 vezes em mais de três anos. Faltava algo para o grande craque deslanchar. Nesse período alguns críticos já ensaiavam contestações ao jogador.
     
    Mas, em 1991, Telê Santana, que reconhecia de longe o potencial de um atleta, assumia a equipe são-paulina. E bastou o mestre iniciar seus trabalhos como treinador para que Raí desencantasse. Foram 28 gols apenas em 1991, sendo 20 deles no Campeonato Paulista daquele ano, marca que o levou à artilharia da competição.
     
    Telê sabia que poderia contar com Raí. O jogador se mostrava cada vez mais preparado para ser o líder da equipe dentro das quatro linhas. Tinha o respeito dos seus companheiros, a frieza para reverter jogadas em gols, personalidade, espírito de equipe, habilidade e comando. Era tudo que Telê precisava para iniciar os trabalhos em busca da formação de um verdadeiro esquadrão.
     
    Não demorou muito para Raí assumir a braçadeira de capitão.
     
    O primeiro título como capitão aconteceu em 1991, contra o rival Corinthians. Na primeira partida, Raí só faltou fazer chover dentro de campo. Marcou os três gols na vitória por 3 a 0. O primeiro, diga-se de passagem, foi um golaço do meio da rua (como se diz no futebol) que atingiu o ângulo direito do gol do goleiro Ronaldo. Esse resultado deu tranquilidade ao São Paulo que empatou a segunda partida (O a O) e sagrou-se campeão.
     
    Foi, para mim, uma das partidas mais brilhantes de Raí. Umas das que dificilmente esquecerei...
     
    Assista ao vídeo com os melhores momentos dessa grande final:
     
     
     
    Ainda em 1991, já com uma "máquina mortífera" - apelido dado pelo jornalista Roberto Avallone, em alusão ao filme de Mel Gibson -, o São Paulo conquistou o Campeonato Brasileiro ao derrotar o Bragantino, comandado pelo Carlos Alberto Parreira. Raí foi peça fundamental na campanha do São Paulo. De quebra, foi o artilheiro do clube marcando sete gols.
     
    O título Nacional daria ao Tricolor a chance disputar uma Libertadores da América no ano seguinte, em 1992.
     
    O São Paulo não só disputou como deu show e foi o campeão da América de 1992, com Raí mais uma vez artilheiro do time de Telê Santana. Foi extremamente decisivo ao marcar o gol que levou a final à disputa por pênaltis. Nas penalidades, converteu o seu e esperou a defesa de Zetti no chute de Gamboa - do Newell´s Old Boys - para dar o título ao Tricolor, em pleno Morumbi, diante de 120 mil torcedores. 
     
    E, para completar ainda mais a boa fase, o São Paulo foi a Tóquio e voltou com o título de Campeão Mundial de Clubes após derrotar o temido e respeitado Barcelona, comandado pelo fantástico Johann Cruyff, no Estádio Nacional de Tóquio. Com mais de 60 mil torcedores, Raí marcou os dois gols do Tricolor: um de barriga e o outro em perfeita cobrança de falta, deixando o goleiro Zubizarreta completamente sem reação.
     
    Para variar, Raí foi considerado o melhor jogador do Mundial.
     
    Era um momento histórico para o São Paulo Futebol Clube, para o seu torcedor e para o futebol brasileiro que, há tempos, não tinha um reconhecimento mundial.
     
    Veja imagens do Mundial de Clubes de 1992:
     
     
     
    Na volta ao Brasil, o São Paulo teria outra dura missão: Disputar o título Paulista contra o rival Palmeiras.
     
    Implacavelmente venceu o Verdão por 2 a 1 e sagrou-se mais uma vez campeão Paulista. Dava gosto ver a equipe de Telê jogar com Raí em campo. Era um verdadeiro maestro.
     
    Vale lembrar que, antes de partir para Tóquio, Raí chegou a marcar cinco gols em um mesmo jogo, na vitória sobre o Noroeste, por 6 a 0, pelo mesmo campeonato Paulista.
     
    Assista aos 5 gols de Raí sobre o Noroeste:
     
     
     
    No começo de 1993, eis que surge a notícia que o torcedor são-paulino menos gostaria de ouvir: Raí foi negociado junto ao Paris Saint-Germain, da França, por 4,6 milhões de dólares. A boa notícia, no entanto, é a de que ele ficaria até o meio do ano e ajudaria o clube do Morumbi na sua luta pelo Bi da Libertadores.
     
    Sem dar chances ao Universidad Católica do Chile, seu oponente na final da competição continental, o Tricolor conquistou o bicampeonato da Libertadores da América de 1993. Na primeira partida, no Morumbi, Raí registrou seu gol aos 15 minutos da etapa inicial.
     
    Sua despedida ocorreu no dia 3 de junho de 1993, na vitória por 6 a 1 sobre o Santos.
     
    A VOLTA
     
    Raí passou quase 5 anos na França, onde recebeu o rótulo de Rei da França. Assim como no São Paulo, deixou sua marca pelo seu bom caráter e pela competência dentro de campo. Virou ídolo por lá também.
     
    Mas em 1998 percebeu que seu ciclo do PSG havia terminado e assim resolveu voltar ao Brasil e encerrar sua carreira no seu clube de coração: o São Paulo Futebol Clube.
     
    O Tricolor havia feito uma campanha incontestável no Paulistão daquele ano. Foi à final contra o Corinthians e empatou a primeira partida.
     
    Durante a semana que antecedia a grande finalíssima, Raí volta para o São Paulo, é inscrito na competição.
     
    Lembro-me bem desse jogo. Raí havia chegado da França naquele mesmo dia. Havia certa expectativa com relação a ele entrar ou não em campo. Ninguém sabia se Raí jogaria aquela final, embora, como citei, ele estava inscrito. Bastava o aval do técnico Nelsinho Batista.
     
    Porém, so quando o estádio anunciou a escalação é que tivemos a plena certeza de que ele realmente estava de volta. Só nesse momento a ficha caiu.
     
    Eu estava na geral azul, bem próximo do gol do Rogério Ceni na etapa inicial. A visão para o ataque são-paulino não era tão nítida, já que esse setor do Morumbi deixa o torcedor praticamente no mesmo nível dos atletas.
     
    De repente, um silêncio de dois segundos e, logo em seguida, uma explosão na torcida são-paulina. Sim, era o gol.
     
    A comemoração foi instantânea.
     
    Não dava para saber quem havia chutado ao gol. A expectativa sempre é de ver o craque do time fazendo o gol. E, naquela ocasião, haviam Denilson, França, Serginho e Raí. Na minha cabeça, só poderia ser um deles.
     
    O jeito foi aguardar o placar eletrônico anunciar o autor. Foi o que eu fiz.
     
    A alegria ganhou proporção ainda maior quando o nome dele apareceu no placar. Após 5 anos fora do clube de coração, o rei do Morumbi estava de volta, mais uma vez numa final, para marcar história, para fazer o torcedor ir à loucura. O gol foi dele, do grande Raí, de cabeça. 
     
    No segundo tempo o São Paulo ampliou com dois gols de França em tarde inspiradíssima de  Denilson. São Paulo Campeão Paulista de 1998.
     
    Raí encerrou sua carreira como jogador profissional em julho de 2000 e seu último gol vestindo a camisa Tricolor foi contra o Palmeiras, no Palestra Itália.
     
    É, sem dúvida, um dos jogadores mais importantes da história do São Paulo Futebol Clube.
     
    Depois de Raí, nunca mais houve um camisa 10 com o seu perfil.
     
    Obrigado, Raí.
     
     

    quarta-feira, 5 de setembro de 2012

    Mais uma do "Reino e do Imperador"

    Ele já tem idade avançada para o futebol, uma péssima fama de mau comportamento em todos os clubes que defendeu e fica um tempão afastado dos gramados por uma lesão, ou seja, motivos suficientes para desconfiar de seu desempenho.

    Quando volta à equipe, falta nos primeiros treinos, relembrando os velhos tempos. Tempos em que isso era constante, mas que, por estar no auge do sucesso, muitas vezes o caso era relevado.

    No dia anterior à ausência o flagram em uma boate do Rio de Janeiro.

    Aí vem o dia seguinte, ele pede desculpas publicamente, faz um certo draminha, como se fosse um coitado, um moço bonzinho, responsável, arrependido, e a presidente do clube resolve perdoá-lo.

    Assim é a relação Adriano X Flamengo.

    Depois ficam se perguntando por que o Flamengo vive essa "nhaca" há tanto tempo: dívidas, brigas, máfias etc... etc...

    Quer saber? eles (Flamengo e Adriano) se merecem.

    domingo, 2 de setembro de 2012

    Irreconhecível, São Paulo toma sufoco e perde para o Bahia

    Mediocre: assim foi o São Paulo diante do Bahia na tarde deste domingo, em Pituaçu.

    Se na última quinta-feira o Tricolor esbanjou vontade e atropelou o Botafogo, hoje parecia uma barata tonta atrás da bola.

    Como disse o amigo são-paulino Dr. Antonio Catta Preta, "lembrou os terríveis tempos de Marlos e Dagoberto".

    Resumindo: Erros de passes, muitas jogadas faltosas (que renderam 5 cartões amarelos), pontaria ruim, erro de marcação e e uma falha grotesca do zagueiro Rhodolfo, que rendeu o gol da vitória dos donos da casa.

    Um São Paulo completamente irreconhecível. Muito diferente do time que venceu o Corinthians no último domingo.

    Com 34 pontos, quatro a menos que o Grêmio, quarto colocado com 38 pontos, o clube do Morumbi mantém na 5ª colocação.

    Na próxima quarta-feira o time de Ney Franco recebe o Internacional de Porto Alegre, que chegou aos mesmos 34 pontos que o São Paulo depois de bater o Flamengo por 4 a 1. O confronto será no Morumbi.


    quinta-feira, 30 de agosto de 2012

    Ganso: Só saindo do Santos para voltar a jogar futebol

    Bastou o árbitro apitar o fim da partida entre Santos e Bahia, ontem, na Vila Belmiro, para as manifestações contra Paulo Henrique Ganso ecoarem das arquibancadas.

    Sobraram gritos, xingamentos e uma chuva de moedas sobre o gramado, no intuito de chamá-lo de "mercenário".

    A derrota de ontem para o Bahia, por 3 a 1, que rendeu ao clube praiano a queda da décima para a décima primeira colocação (com 26 pontos), irritou o torcedor que elegeu Ganso como principal culpado pela má fase.

    Foto GloboEsporte.com
    Hoje, pela manhã, os muros do Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos, amanheceram pichados com a frase "Fora Ganso". 

    Talvez a crítica do torcedor com relação ao meia não fosse tão contundente se a equipe estivesse vivendo momentos positivos neste Brasileirão.

    É evidente que há um tremendo desgaste entre jogador e clube. Há tempos Ganso tem pleiteado uma valorização próxima à que foi concedida ao companheiro e amigo Neymar. Isso não aconteceu.

    Outro dia, eu escutava no rádio um programa de esportes no qual levantaram a seguinte questão: "Ganso está 'bixado' ou fazendo corpo mole?"

    Para muitos, talvez a maioria, ele faz corpo mole e suas atuações nesta competição seriam uma forma de mostrar que ele realmente deseja deixar o clube santista ou ser valorizado como acha que deveria...

    Particularmente, não creio que a palavra "corpo mole" seja a mais adequada. Fazer corpo mole é quando o atleta já não tem o menor comprometimento com o clube. É quando ele está pouco se importando com a equipe, com o campeonato, com os companheiros etc. E isso não me parece ser do feitio de Ganso.

    Acho que a palavra que resume sua situação é "desmotivação". 

    Ele já não atua com o mesmo prazer de anos anteriores. A vontade já não é a mesma. O sorriso já não estampa seu rosto. O brilho acabou. O que é absolutamente normal. Acontece em todos os setores da nossa sociedade. É como um casamento que perdeu a paixão, o tesão...

    E só há uma solução para o caso de Ganso: sua transferência imediata para um novo clube, seja ele do Brasil ou fora dele.  

    A possível ida de Ganso ao São Paulo, cogitada na última semana, seria fantástica para ambos (jogador e clube). Para o jogador seria como reascender a vontade de jogar futebol. Toda mudança traz renovação de espírito com novos desafios. E, para o São Paulo, o atleta cairia como uma luva. Haveria espaço garantido no clube do Morumbi que há tempos procura um meia que faz a função de Ganso.   

    Basta o Santos ser menos "duro na queda" e o São Paulo menos "mão de vaca" para se chegar ao  meio termo e o acerto acontecer. Caso contrário, a novela ainda terá mais capítulos como o de ontem. E, cá entre nós, em meio à carência de grandes jogadores que o Brasil vive, perder um craque como Ganso é desperdício demais, não?

    sexta-feira, 24 de agosto de 2012

    Félix: Adeus ao goleiro Campeão do Mundo de 70

    Dia triste a todos os apaixonados por fuetebol.
     
    Morreu no inicio desta sexta-feira, em São Paulo, o goleiro Félix, tricampeão mundial pela seleção Brasileira, em virtude de um enfisema pulmonar.
     
    "Papel", como era conhecido no meio esportivo por conta de seu porte físico magro e leve, iniciou sua carreira ainda muito jovem, nas categorias de base do Nacional, da capital paulista, e logo aos 15 anos de idade profissionalizou-se no Juventos.
     
    Pelo clube da Mooca, Félix ficou até 1955, quando foi contratado pela Portuguesa. Porém, sua estreia só aconteceu quase um ano depois. Félix era o reserva do goleiro Cabeção, que no dia 23 de julho de 1955 estava servindo à seleção Brasileira, e dessa forma o jovem arqueiro pôde, de fato, fazer sua primeira partida pela Lusa, em jogo válido pelo torneio Rio-São Paulo Internacional. O jogo foi contra o Newell´s Old Boys, da Argentina, e a Lusa venceu por 2 a 1.
     
    Em 1957 Cabeção deixou a Portuguesa, mas a diretoria trouxe para sua vaga o goleiro Carlos Alberto, que havia jogado no Vasco da Gama. Félix passou, então, a treinar com os aspirantes do clube, no qula conquistou o título de Campeão Paulista de 1957.
     
    Nesse mesmo período, foi negociado (por empréstimo) junto ao Nacional, da capital paulista, mas retornou à Portuguesa no final de 1960, a pedido do treinador Nena, porém dessa vez para ser o dono absoluto da camisa número 1 da Lusa.
     
    Neste período como jogador da Portuguesa, Félix foi convocado quatro vezes para servir à Seleção Brasileira. Sua estreia como representante do País ocorreu no Pacaembu, em 22 de novembro de 1965, um domingo à noite. Era a chamada "Seleção Azul", composta somente por jogadores paulistas, que venceu a seleção da Hungira por 5 a 3. A equipe entrou em campo com a seguinte formação: Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Procópio e Edílson (Geraldino); lima e  Nair; Marcos, Prado (Coutinho), Servílio e Abel.
     
    Papel disputou 48 partidas pela seleção Brasileira, conquistando o bicampeonato da Copa Rio Branco, em 1967 e 1968, e a Copa do Mundo de 1970, que deu ao Brasil o título de Tricampeã Mundial.
     
    Embora os holofotes tenham sido sobre a genialidade de Pelé, o grande rei do futebol, Félix teve papel fundamental na conquista do caneco. Fez defesas fantásticas em jogos decisivos. No difícil jogo contra a Inglaterra, na primeira fase, por exemplo, defendeu um cabeceio de Francis Lee à queima roupa. Vale lembrar que foi aos 12 minutos do primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0x0, o que poderia ter mudado completamente o rumo da partida, caso a bola tivesse balançado a rede.
     
    Já nas semifinais, praticou um milagre, algo que muitos consideram como a "defesa que valeu por um título". A seleção Canarinho vencia o rivais uruguaios por 2x1 quando, aos 40 minutos do segundo tempo, uma bola levantada da esquerda por Cortes foi cabeceada por Cubilla, que ia para o canto esquerdo, à meia altura. Praticamente o gol era dado como certo. Nesse momento, Félix voou e espalmou a bola. Uma defesa incrível. Foi a última chance uruguaia para levar o jogo para a prorrogação. Dois minutos depois, o Brasil faria o terceiro gol, com Roberto Rivellino, e garantiria sua vaga na final diante da poderosa Itália.
     
    Mas o grande camisa 1 se tornou ídolo mesmo jogando pelo Fluminense, do Rio de Janeiro.
     
    Pelo clube carioca, Félix conquistou os títulos de Campeão Carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975, além da Taça de Prata, em 1970, e de diversos outros torneios. Vale ressaltar que sua ida ao clube das laranjeiros foi fruto da indicação do mestre Telê Santana, que o considerava um goleiro fantástico.
     
    Sem dúvida Félix entra para a história do esporte mais querido do planeta não só por ter feito parte de uma das seleções que mais encantou o mundo, mas por ter sido um goleiro exemplar e de muita competência.
     
    Fica aqui minha singela homenagem ao grande arqueiro Félix Miélli Venerando, o "Papel"...