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quinta-feira, 18 de março de 2010

Dessa vez convenceu

É verdade que uma equipe fraca como a do Nacional (PAR) não pode ser parâmetro para medir a força de ninguém. Isso é obviu. Mas independente da qualidade desse adversário o São Paulo fez uma partida brilhante, vencendo por 3 a 0 e assumindo a liderança do grupo 2 da Taça Libertadores da América.

Ainda no primeiro tempo, o tricolor abriu dois gols sobre o Nacional e comandou o espetáculo do começo ao fim, sem dar chance para seu oponente sequer respirar. Rogério Ceni que o diga, pois mal trabalhou no jogo.

Achei interessante a equipe escalada pelo técnico Ricardo Gomes: Rogério Ceni; Jean (Cicinho), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Hernanes, Richarlyson (Rodrigo Souto), Léo Lima e Cléber Santana; Dagoberto e Washington (Fernandinho).

O meio-de-campo ficou mais veloz e não perdeu qualidade com o quarteto formado por Hernanes, Richarlyson, Léo Lima e Cléber Santana. Aliás, destaque para Cléber que, além de dar mais força no que diz respeito a marcação, atuou como um bom garçon, deixando os atacantes tricolores em posições privilegiadas para conduzir boas jogadas de ataque.

Na lateral-esquerda, Júnior César mostrou que deve ser o titular absoluto, já que vem apresentando muita técnica e velocidade, coisa que o Jorge Wagner parece ter perdido. Aliás, se for para Jorge Wagner atuar nessa equipe, tem de entrar no meio-de-campo. difícil vai ser achar lugar para ele.

Já pela direita, Jean foi bem, como sempre, mas ainda acredito que Cicinho possa ser o dono absoluto da posição. Hoje o camisa 23 começou no banco e entrou apenas no final da partida, quando Jean parecia cansado, afinal, correu bastante.

A zaga esteve perfeita, mais uma vez. A dupla Miranda e Alex Silva dispensa comentários, embora o Xandão seja uma revelação que promete um futuro bastante promissor.

Eu, que sou um verdadeiro crítico do ataque tricolor, não posso deixar de dizer que houve melhora no setor. Dagoberto está mais confiante, chamando a responsabildade para si. O Washington tem sido peça fundamental na posição. Tem feito gol em todas as partidas. Está merecendo a confiança do torcedor. E o Fernandinho, sempre que entra, causa pânico no adversário com sua velocidade e habilidade. O único que até agora não mostrou para quê realmente veio foi o Marcelinho Paraíba. Mas o Ricardo Gomes percebeu e nem o escalou para a partida de hoje.

Repito: Não dá para se iludir jogando contra essa equipe do Paraguai - com todo respeito que eles mereçam -, mas me animei bastante com o futebol apresentado pela equipe do Morumbi.

Foi uma equipe bastante "faminta" por vitória, com "sede" de gol. Não pensou, momento algum, em jogar recuado como nos jogos do Paulistão.

Esse é o São Paulo que todos querem ver e que foi aplaudido e muito ovacionado pelos quase 35 mil torcedores que estiveram no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.

FOTO: Globo Esporte

domingo, 7 de março de 2010

Enfim, vitória fora de casa...

O São Paulo foi a Campinas enfrentar a Ponte Preta, num Moisés Lucarelli lotado de torcedores com dúvidas. Sim, isso mesmo. Se por um lado a equipe anfitriã não vencia há três partidas dentro de sua própria casa, por outro lado o tricolor, que montou uma equipe forte, ainda não desencantou o futebol esperado.

Sem Jorge Wagner e Miranda, que cumpriram suspensão, e Fernandinho, que sentiu dores musculares, o técnico Ricardo Gomes montou sua equipe de uma forma que me agradou bastante. Rogério Ceni; Cicinho; Alex Silva, Xandão e Richarlyson; Júnior César; Marcelinho Paraíba, Hernanes e Jean; Dagoberto e Washington.

Gosto bastante do Richarlyson atuando como um terceiro zagueiro e deixando Jean e Hernanes fechando o meio-de-campo como volantes. Na lateral esquerda, Júnior César costuma dar velocidade nos contra-ataques, e hoje não foi diferente.

Dessa vez tenho que dar os parabéns a Washington que, nas duas boas chances que teve, conseguiu rolar a bola para o fundo do gol. Aliás, ele foi o nome da partida ao lado de Rogério Ceni. O goleiro tricolor fez defesas importantes, sem contar que defendeu um pênalti quando a partida ainda estava 1 a 0.

Por falar em pênalti, dois lances geraram polêmica: o primeiro, embora as cãmeras tenham deixado bem claro que Xandão não cometeu a infração sobre Otacílio Neto, o zagueiro tricolor levou cartão amarelo. Na batida, Ceni pegou; o segundo lance, aconteceu na segunda etapa da partida em outra confusão com Xandão, mas dessa vez ele cometeu o pênalti e o juíz, talvez por saber que o jogador tricolor já tinha um amarelo, resolveu deixar a bola rolar.

Não sou de achar que um lance possa ser compensado por outro. Na minha opinião, quando isso acontece só aumenta a margem de erro do árbitro. Se ele errou em marcar o primeiro pênalti, errou mais ainda ao não marcar o segundo.

A partida terminou 2 a 0 para o São Paulo que, com 24 pontos, assumiu a terceira colocação na tabela.

FOTO: Globoesporte.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

São Paulo apático

O São Paulo foi a Araraquara enfrentar o Oeste pelo Campeonato Paulista. Sem Hernanes e Cicinho, poupados pelo técno interino, Milton Cruz, o tricolor não conseguiu sair do 0 a 0 em partida mais do que sonolenta.

O primeiro tempo até que teve lá seus momentos emocionantes. Tanto o São Paulo quanto o Oeste criaram algumas jogadas ofensivas e ficaram muito próximas de abrir o marcador. Mas pararam nos goleiros Neneca e Rogério Ceni.

O tricolor já dominava a partida quando, aos 32 minutos, Ricardinho foi expulso, deixando o caminho mais fácil para o clube do Morumbi.

Com um jogador a mais em campo, Milton Cruz não pensou duas vezes em colocar um terceiro atacante ao lado de Washington e Dagoberto: sacou Richarlyson para a entrada de Fernandinho. Na teoria, o interino fez o correto, mas, na prática, a história foi outra.

Com três atacantes, o mínimo que o tricolor deveria ter feito era sufocar o adversário, mas Dagoberto jogou recuado, como um armador (o que não é a dele), enquanto Fernandinho caía pelos dois lados do campo, deixando Washington fixo dentro da área.

O segundo tempo começou agitado. O São Paulo chegou bastante ao ataque, mas parou, novamente, nas mãos de Neneca, considerado por muitos o "melhor da partida", o que concordo em partes.

Claro que ele salvou o Oeste, sem dúvida. Mas não podemos deixar de dizer que também contou com a "boa vontade" do "craque" Washington, que teve 6 oportunidades de marcar o gol. Duas delas, imperdíveis.

Sempre digo que, quando Hernanes está ausente, o São Paulo perde, e muito, na criatividade do meio-de-campo. Cléber Santana e Jorge Wagner também sabem fazer esta função, mas não com a mesma qualidade que Hernanes. Mas não posso transferir a culpa para a ausência dele, e sim para o ataque que não aproveitou as chances.

Certo momento do segundo tempo eu quase dormi. A equipe tocava bola para trás parecendo até que o São Paulo estava ganhando a partida por um resultado de 5 a 0.

Está mais do que evidente que um bom elenco o São Paulo tem, o problema está no "banco". Falta um treinador mais linha dura. Gosto bastante do Ricardo Gomes. Ele é uma boa pessoa, não há duvida, mas não serve, ainda, para dirigir uma equipe como o São Paulo. Acho que daria mais certo com o Muricy.

Mesmo com esse empate, o a equipe do Morumbi permanece no G-4, com 21 pontos.

Daqui a pouco, às 17h, Botafogo-SP e Corinthians se enfrentarão por uma vaga no G-4. Para o timão, que tem 19 pontos, só interessa a vitória. Já ao Botafogo, com 21 pontos, um empate estará de bom tamanho para permanecer no grupo dos quatro melhores.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Modesta estreia, mas com vitória


Longe de uma apresentação de gala, o São Paulo bateu o "mistão" do Monterrey, do México, por 2 a 0, no Morumbi, em partida que marcou o retorno de Cicinho e a estreia do clube na Taça Libertadores da América.

Embora com a equipe desfalcada por sete titulares, e mesmo sem levar pergigo ao gol são-paulino, os mexicanos tiveram um bom toque de bola, principalmente no meio-de-campo. Mas a marcação da equipe do morumbi foi forte e eficiente com o Jean atuando como um volante, sua posição de ofício. Além disso, devo ressaltar a ótima atuação de Hernanes que, além de cobrir o setror defensivo, infernizou os adversários com jogadas individuais.

Costumo dizer que Hernanes é o "motorzinho" da equipe de Ricardo Gomes. Quando ele resolve jogar o que sabe o time rende coletivamente. Na partida de ontem ele parecia inspirado. Fez seu papel de marcador, não errou passes, deu dribles desconcertantes e deixou a torcida de boca aberta. Foi, na minha opinião, o melhor em campo disparadamente.

Diferente de Richarlyson que errou muitos passes e fez lançamentos desnecessários, algumas vezes matando uma boa jogada que a equipe poderia iniciar. Até que foi substituído, embora tarde demais, para a entrada de Cicinho. O lateral teve pouco tempo para jogar porque entrou em campo depois dos 30 minitos da segunda etapa. mesmo com uma atuação discreta, a cada vez que pegava na bola a torcida vibrava como se fosse um gol. Ele foi a atração da partida desde o início do jogo.

O primeiro gol saiu aos 12 minutos do primeiro tempo, depois de uma boa jogada que começou com Hernanes, que passou para Jorge Wagner cruzar perfeitamente para dentro da área do goleiro Ortiz e, pressionado por Washington, o zagueiro Cervantes tentou tirar mas acabou mandando para o fundo rede. Assim mesmo o Tricolor encerrou a primeira etapa sem empolgar a torcida.

Para o segundo tempo, a equipe de Ricardo Gomes veio mais decidida e pegadora. Desde o primeiro minuto mostrou que a marcação seria ponto-chave para vencer a partida e não deu espaço para o Monterrey sequer respirar.

Washington fez o segundo gol são-paulino, mas ainda sinto uma tremenda falta de um atacante mais qualificado. Na ausência de Dagoberto, que deve ficar três semanas fora, Marcelinho Paraíba foi o parceiro do "Coração Valente", mas ainda não foi dessa vez que ele voltou a ser o Marcelinho que todos conhecem.

Está visível que ainda falta entrosamento na equipe, mas eu não tenho dúvida de que quando todos estiverem 100% o São Paulo terá uma das equipes mais fortes do Brasil e, junto de Corinthians e Internacional, será forte candidato ao título da Libertadores de 2010.

Foto: Agência Reuters / Globoesporte.com

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Só para inglês ver"

O São Paulo venceu o Rio Claro por 3 a 0, no Morumbi, neste sábado, e conheceu sua primeira vitória no Campeonato Paulista de 2010.

Venceu, mas não convenceu! Os gols foram marcados por Hernanes, Washington e Rogério Ceni, mas se engana aquele que pensa que, devido o placar elástico, o São Paulo tenha feito uma boa partida. Pelo contrário. Mais uma vez não jogou absolutamente nada.

Marcelinho Paraíba, que agora é a esperança do torcedor do São Paulo, não foi bem. Foi o jogador que mais errou passes. Esteve irreconhecível.

Só não vou dizer que o São Paulo mereceu perder porque a equipe do Rio Claro é muito fraca, embora tenha criado as melhores oportunidades do jogo - não soube aproveitar.

Há uma clássica frase de Telê Santana que se encaixaria perfeitamente a esse jogo de hoje no Morumbi: "Prefiro perder a partida jogando bem do que vencer jogando mal". Mas isso são palavras de mestres, de sábios. Hoje em dia vejo muitos técnicos, que preferem tirar o deles da reta, dizendo: "O que importa é que conquistamos os três pontos".

Não que o Ricardo Gomes tenha dito isso, pelo menos não que eu tenha visto. Mas já ouvi muitas declarações como essa de vários técnicos por aí. E essa é a prova da brusca mudança no perfil do futebol brasileiro.

Não há mais quem queira ver uma equipe atingir a perfeição. Essa era a diferença do Telê. Ele não aceitava, jamais, que sua equipe jogasse mal ou desleal. Para ele, vencer não era o principal. O que ele queria era ver sua equipe jogar bonito, com toque de bola, com vontade, com consciência, como esportividade, com lealdade. Se isso fosse feito, a vitória seria consequência e a perfeição, se não fosse atingida, pelo menos chegaria perto dela. Saudades do mestre.

Mas o torcedor do tricolor tem algo para ficar contente.

Foi anunciado, também neste sábado, que o zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo e que estava no Hamburgo (ALE), será o novo reforço do Morumbi para a temporada de 2010. Pirulito, como era conhecido no Brasil, deve se apresentar na próxima segunda-feira. O ambiente ele já conhece muito bem. Foi campeão Brasileiro pelo clube em 2006, 2007 e 2008.

Com essa contratação não me resta dúvidas de que Ricardo Gomes deverá voltar ao esquema 3-5-2 e que o trio de zaga será composto por André Dias, Mranda e Alex Silva.

Tem tudo para voltar a ser a melhor zaga do Brasil.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Palmeiras, Botafogo e Vasco vencem nos regionais

Os campeonatos regionais começaram neste sábado.

No Rio de Janeiro não houve nenhum resultado de maior destaque. O Vasco venceu, no sufoco, o Tigres por um magro resultado de 1 a o. Graças ao gol de Fágner. O Botafogo bateu o Macaé, por 3 a 2, com uma boa atuação de Herrera que deixou o seu gol na partida.

No Paulistão, o Palmeiras abriu o campeonato com uma vitória elástica - 5 a 1 - sobre o Mogi Mirim.

Não há dúvida que é sempre muito positivo iniciar a temporada com uma goleada dessa,claro. Quem não quer vencer assim? Além de dar moral à equipe é uma tremenda "injeção de ânimo". Mas não podemos esquecer que vencer o Mogi é como bater em bêbado, com todo o respeito que o Mogi Mirim merece.

Após a partida, alguns sites noticiaram algo do tipo: "O palmeiras supera o mau futebol do fim do ano passado com uma goleada". Inacreditável. Costumo dizer que para o "cidadão" ser jornalista esportivo ele deveria, no mínimo, ter jogado muita bola, mesmo que pelada,durante toda sua vida. É impressionante como dizem besteiras a todo momento.

Às vezes a mídia tenta exercer uma função que não lhe compete. A de querer reerguer alguém que só depende de si mesmo.

Óbvio que foi um começo com o pé direito, mas está longe de ter superado a frustração de perder um Campeonato Brasileiro. E pior, ver a vaga da Libertadores cair no colo do Cruezeiro, de graça.

Vá perguntar ao torcedor do Palmeiras o que ele acha da equipe. Duvido que ele esteja confiante depois de ver o final trágico de seu time do coração na última temporada. Torcedor é um bicho cobrador.

Para o Verdão, a imagem só será recuperada se fizer um campeonato Paulista espetaular, ou seja, se for o campeão. Caso contrário, a torcida continuará pegando no pé de jogadores, técnico e diretoria.E, mesmo vencendo, a cobrança será em
conquistar o Brasileiro. Aliás, já fazem quase 16 anos que o alviverde não sabe o que é comemorar um Brasileirão. Isso a torcida não esquece.

COPINHA

Na Copa São Paulo de futebol júnior, o Corinthians, último campeão da competição, foi eliminado após perder para o Juventude, por 2 a1, neste sábado. A equipe do Corinthians abriu o placar aos 17 minutos, com Taubaté, e parecia que a noite seria alvinegra. Mas a equipe gaúcha conseguiu virar a partida, com dois gols de pênalti de Hiago. Detalhe: os três gols da partida foram por cobranças de pênalti.

Não assisti ao jogo inteiro, mas pelo que pude analisar, até os 15 do segundo tempo, o Timão mereceu perder porque não soube aproveitar a vantegem que tinha até o final do primeiro tempo. Começou a segunda etapa de forma "covarde", respeitando o adversário e assim sofreu o gol de empate logo aos 9 minutos. Aos 32 minutos saiu o segundo do Juventude.

O Corinthians só acordou no finalzinho da partida, com chutes de Claudir, Jadson e Elias que passaram muito perto do gol. Mas já era tarde demais para iniciar uma reação que levasse ao empate e, dessa forma, segurando o resultado, o Juventude se classificou para a próxima fase da competição.

Já o São Paulo foi à Jaguariúna enfrentar o Guarani e saiu de lá com outra goleada. Venceu por 5 a 1 e está classificado para as quartas de final. A equipe do Morumbi espera o vencedor de Cruzeiro e Inter de Limeira, que se enfrentarão neste domingo, às 10h.

Sinto que o São Paulo está muito perto de conquistar essa copinha de 2010. Veremos.

Fotos: www.globoesporte.com


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Paulistas prejudicados?

Há quem diga por aí que a CBF está fazendo de tudo para ver um clube carioca - que não vence um Brasileirão desde 2000, quando o Vasco conquistou a Copa João Havelange - ser o campeão do Campeonato Brasileiro de 2009.

Dirigentes de clubes paulistas têm reclamado das punições pesadas do Superior Tribunal de Justiça Desportiva em relação às equipes de São Paulo, principalmente nesta reta final de campeonato. O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, disse que achou absurda a punição que Vagner Love recebeu do auditor Rodrigo Flux. " Ele puniu o Vagner por dois jogos porque ele joga no Palmeiras, e não no Flamengo", disse.

Dessa vez a reclamação vem da diretoria do São Paulo. Na semana passada o STJD definiu que o São Paulo perderá seu mando de campo na partida contra o Sport, a última do clube paulista no Brasileirão, porque houve uma invasão de campo na partida entre São Paulo e Internacional.

O São Paulo deve apresentar hoje um recurso ao STJD alegando que o no Maracanã, em jogo do Flamengo, um torcedor com a camisa rubro-negro invadiu o gramado para abraçar Adriano, e nada foi feito, o que de fato poderia beneficiar a equipe carioca.

"Se há antecedentes que possam beneficiar outros clubes, não é possível que o São Paulo seja punido. Temos o caso de um torcedor que invadiu o campo para abraçar o Adriano e não houve punição. Tenho confiança no Tribunal, que é formado por pessoas idôneas, enalteceu Leco, diretor de futebol do São Paulo, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Amanhã, terça-feira, 17, Borges, Dagoberto e Jean serão julgados e correm o risco de não jogarem o próximo jogo contra o Botafogo, no engenhão. Se isso acontecer o tricolor terá um desfalque de seis jogadores, já que Hugo e André Dias levaram o terceiro cartão amarelo e Zé Luis continua no departamento médico.

Eu tenho muitas dúvidas em relação ao critério utilizado pelo STJD em decidir as punições dos atletas. Se levantarmos um histórico, veremos o quanto as equipes cariocas saem beneficiadas quando o assunto é "punição".

Mas de qualquer forma, isso é um detalhe minúsculo que não terá peso nenhum na decisão do campeonato, caso o Flamengo seja campeão. A equipe carioca tem jogado um futebol "redondo" e se levar o caneco não será surpresa nenhuma. Acho até que entre São Paulo e Flamengo a equipe do rio de Janeiro leva certa vantagem, principalmente por contar com dois grandes nomes que estão fazendo a diferença dentro de campo. Adriano e Petkovic.

Foto: www.globoesporte.com

sábado, 14 de novembro de 2009

Tricolor vence e é líder absoluto

Errou aquele que pensou, assim como eu, que o São Paulo não suportaria as ausências de Dagoberto, Borges e Jean, para a partida de hoje contra o Vitória, no Morumbi.

Para compor o meio-campo, Hugo e Arouca foram escalados e, na lateral-direita, Adrián Gonzáles. Os três se saíram bem, principalmente Hugo que correu bastante, ajudou no sistema defensivo e marcou o segundo gol tricolor. Veja os melhores momentos da partida:



Com pouco mais de 53 mil torcedores presentes no estádio, a equipe de Ricardo Gomes fez uma excelente partida, aliás, essa foi uma das três melhores do tricolor nesse brasileirão, na minha opinião - as outras duas foram contra o Náutico, nos Aflitos, e Goiás, no Morumbi.

Nesta reta final do campeonato, o São Paulo tem demonstrado uma vontade incrível de sagrar-se o campeão. E isso tem sido a cada jogo, tanto dentro de sua casa quanto fora. Uma vontade que às vezes faz com que os jogadores percam a cabeça.

Na partida contra o Grêmio, três jogadores - já citados no começo do texto - foram expulsos por atuarem de forma mais forte na disputa de bola com os adversários. Alguns jornalistas esportivos e simpatizantes do futebol chegaram a dizer que houve certa maldade no caso do Borges, que passou dos limites ao agredir o jogador gremista. Eu compartilho totalmente dessa opinião.

Mas o que chamou a atenção foi o que aconteceu no jogo de hoje. Um desentendimento entre André Dias e Hugo, ambos jogadores do São Paulo, que acabou em tapas entre os são-paulinos. Eu assisti à partida ao vivo, no Morumbi e, à princípio, achei que o culpado da confusão teria sido Hugo. No momento, eu estava atrás do gol defendido por Viáfara, e o acontecido foi no campo de defesa tricolor, o que dificultou a visão para um melhor entendimento do que realmente havia ocorrido.

Mas agora, em casa, pude assistir ao lance pela televisão e confirmar que foi de André Dias que partiu a agressão inicial e, consequentemente, levou ao revide de Hugo. Embora o zagueiro tenha dito que não foi uma troca de socos e que logo depois eles sairam abraçados, não foi uma atitude à altura de um jogador como André Dias. Sinceramente eu não esperava isso dele. Aliás, ele é um dos poucos no futebol que eu coloco, ou colocava, a mão no fogo pela sua postura. Os dois atletas do tricolor levaram o terceiro cartão amarelo e não enfrentarão o Botafogo, no Engenhão, no próximo domingo, dia 22. Veja o vídeo do lance polêmico:





isolando esse pequeno problema, o São Paulo venceu por 2 a 0 e voltou ao topo da tabela. Com 62 pontos, três a mais que o vice-líder Palmeiras, a equipe do Morumbi deve secar o Flamengo, que vai enfrentar o Náutico, nos Aflitos, neste domingo e, se vencer, pode diminuir a vantagem em relação ao líder para apenas 2 pontos.

Já o Atlético-MG provavelmente deu adeus ao título. Perdeu para o Coritiba, no Couto Pereira, por 2 a 1, e deve brigar apenas por sua permanência no G-4. Mas não me espantaria se a equipe mineira ficasse de fora da Libertadores do ano que vem.

O São Paulo não joga a última partida em casa

O São Paulo foi julgado no STJD pela invasão de campo que aconteceu na partida contra o Internacional, na qual o tricolor venceu por 1 a 0, com gol do atacante Washington.

O que me deixa irritado com esses julgamentos é que não há critérios. Aconteceu uma invasão no Mineirão, em partida do Atlético-MG, mas o Galo foi absovido. Alegaram que o invasor tinha problemas mentais. Não importa, é invasão e o que vale para definir uma punição é a facilidade de uma pessoa, que não faz parte do evento esportivo (um torcedor), entrar no campo de futebol.

Mas enfim, o grande Juca Kfouri, que acompanho diariamente, fez um texto perfeito, há pouco, sobre o caso. Veja:

14/11/2009

A interdição do Morumbi

O São Paulo não poderá enfrentar o Sport no Morumbi na última rodada do Brasileirão.

Foi o que decidiu a justiça esportiva, por 3 a 2, com voto contra o tricolor também daquele auditor engraçadinho que falou das trancinhas de Vagner Love.

Pelo mesmo problema, invasão de campo, no Mineirão, ainda por 3 a 2, o Galo foi absolvido depois que um torcedor invadiu o gramado para beijar os pés de Diego Tardelli.

Então, alegou-se que o invasor tinha problemas mentais.

O que invadiu o gramado do Morumbi queria publicidade para ter uma chance de jogar futebol.

Nos dois casos os estádios deveriam ter sido interditados.

Porque, diferentemente de quando alguém joga alguma coisa no gramado, algo impossível de se evitar, a invasão pode ser evitada, basta que haja esquema para tanto.

É falha na segurança do mandante quando acontece uma invasão e, aí, também diferentemente dos casos de arremesso de objetos, a identificação e detenção do autor não são suficientes.

O que incomoda, no caso, é o uso de um peso, a invasão, e duas medidas: absolvição do Galo, punição ao São Paulo.

O que, no entanto, não justifica o comentário do dublê de cartola e vereador tricolor Marco Aurélio Cunha, que disse que a punição equivale a "punir o prédio porque a pessoa se atirou na piscina do local. Nós não temos nada com isso".

Cumé?!!!

Então, quem tem?

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Jason realmente é tricolor

Muito interessante a matéria que o jornal Lancenet! fez com o criador do filme de terror Sexta-Feira 13, no qual o seu principal personagem é o serial killer Jason, inpirador dos torcedores são-paulinos na fase em que o São Paulo resolveu arrancar para os bons resultados.

Segundo o jornal, o roteirista, se Jason pudesse escolher um time para apoiar, escolheria o Tricolor do Morumbi. Vejam a entrevista:

Publicada em 13/11/2009 às 0:03
Roteirista de 'Sexta-feira 13': 'Jason é tricolor'

Victor Miller se diz orgulhoso pela Jasonmania no futebol

Alexandre Lozetti

Encontramos o criador. Ele é o responsável pela maior fonte de inspiração da arrancada do São Paulo no Campeonato Brasileiro rumo ao sétimo título da competição. Victor Miller, de 69 anos, e que atualmente vive nos Estados Unidos, é o roteirista do primeiro filme da série "Sexta-feira 13", que consagrou o personagem Jason.

Com exclusividade, Miller falou com o LANCENET! e comentou sobre a febre que seu personagem virou nos gramados brasileiros, na pelo do Tricolor paulista. Fã de futebol, ele se disse emocionado com a associação do São Paulo com sua cria. Revela ainda que não via sucesso no seu carrasco e que imaginava a morte de Jason, aquele que nunca morre, logo após o primeiro filme.

Encantado com a Jasonmania tricolor, que tem embalado o São Paulo rumo ao hepta, Miller fez sua aposta e mostrou-se um aliado do Sampa na luta por mais uma conquista. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o criador do Jason:

Bate-bola com Victor Miller - Roteirista de 'Sexta-feira 13'

Como o senhor definiria a personalidade de Jason Voorhees?Jason era um menino que não tinha nada, afastado das pessoas, ridicularizado pela sociedade, mas defendido até a morte pela mãe. Abandonado por quem deveria tê-lo protegido, o que causou o desejo de se vingar de quem cruzasse seu caminho.

O que pensa a respeito da comparação do seu personagem com uma equipe do futebol brasileiro?Estou emocionado que o São Paulo tenha encontrado sua identidade ligada ao Jason. Sei que Jason ficaria lisonjeado em ser sua inspiração.

Você imaginava ver milhares de torcedores com máscaras do Jason?Quando escrevi “Sexta-feira 13”, não fazia ideia de que poderia ser famoso, rico ou entrevistado por um amigo do Brasil. Nem de que Jason viveria além do primeiro filme. Estou profundamente honrado pelos torcedores do São Paulo.

As pessoas ainda temem o Jason quando assistem ao filme?Costumo promover sessões do filme para instituições de caridade locais. Acho que ainda pulam de susto, quando Jason começa a sair da água para a sequência final da vingança.

Gosta de futebol? Qual seu time?Sempre fui fã, era goleiro no colégio. Vejo a Série A italiana e alguns times ingleses. Gostaria que nossa Major League Soccer (Liga Norte-americana) tivesse esse padrão, mas acho que isso vai ocorrer com o tempo. Agora, estou terrivelmente apegado ao Milan e à Juventus da Itália.

Imagine que tenha de escrever um roteiro sobre o Campeonato Brasileiro. Seria um grande suspense?Está brincando? Jason sempre vence! O São Paulo avançaria sobre seus adversários, que fingiriam lesões por medo, correriam para o outro lado. Imagine bater um pênalti com Jason debaixo das traves? Não ousariam tentar passar por ele.

Se Jason Voorhees fosse um torcedor, apoiaria qual equipe?São Paulo, é claro!
Gostei da entrevista!

Depois do São Paulo, que aderiu ao Jason, o Palmeiras se rotulou como o Hulk e hoje ouvi o Milton Neves dizendo que o Flamengo é o Fred Kruger, tanto pela camisa rubronegra quanto pelo "pesadelo" que o mengão vem causando aos adversários da ponta. Criativo. Acho até que o Milton Neves poderia mudar de profissão.

Foto: http://msn.lancenet.com.br/noticias/09-11-13/652363.stm

domingo, 20 de setembro de 2009

Mas quem realmente agradece é o Verdão


A derrota do Internacional para o Vitória, ontem, no Barradão, dava "pinta" de que seria mais uma rodada favorável ao São Paulo. Primeiro porque o Inter, que tem 43 pontos, e com a derrota não atingiu a liderança da competição, e segundo, porque o atual líder Palmeiras só jogará na próxima quarta-feira.

O Tricolor foi à Ribeirão Preto enfrentar o Santo André e, ainda no primeiro tempo, abriu o placar com um belo gol de Jean. Mas na etapa complementar sofreu o gol de empate e a partida terminou em 0 a 0.

A equipe de Ricardo Gomes não fez uma boa atuação e deixou o Santo André dominar a partida, pelo menos foi assim o segundo tempo todo.

Existem peças dentro do elenco tricolor que, quando não conseguem desenvolver um bom futebol, fazem com que o time todo não renda. E assim foi Jorge Wagner nesta tarde quente em Ribeirão Preto. O meia não acertou um cruzamento sequer - o que é sua especialidade - , além de ter disperdiçado uma boa chance de gol ao cobrar uma falta em cima da barreira adversária.

Matematicamente falando e levando em consideração que foi uma partida fora de casa, um ponto conquistado não é tão ruim assim como parece, mesmo porque o Tricolor do Morumbi iniciou a rodada em 3º colocado e terminou em 2º, ou seja, não foi o que o torcedor gostaria, porque se vencesse chegaria a 46 pontos e assumiria, pelo menos até quarta-feira, a primeira colocação na tabela, mas de qualquer forma melhorou sua condição na competição.

Ontem eu havia dito, aqui neste blog, que o São Paulo agradecia a derrota do Inter. Sem dúvida agradeceu. Mas hoje digo que quem realmente agradece é o Palmeiras, que mesmo sem jogar não deixa a ponta da competição.

Será que a torcida do Verdão "secou" pouco seus rivais nesta 25ª rodada do Brasileirão?

Provavelmente sim, da mesma forma que na próxima quarta-feira colorados e tricolores secarão o verdão.

E assim se mantém aquilo que é mais gostoso no futebol, a "disputa", que na minha opinião continuará até a última rodada da competição nacional.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"O Capitão Voltou"


Sem máscaras do "Jason" dentro do estádio, o São Paulo, que pode chegar à vice-liderança, terá a volta do goleiro Rogério Ceni

Quando a fase é boa, tudo parece dar certo.

Depois de atingir a marca de oito rodadas sem perder no Campeonato Brasileiro, o São Paulo terá novidade no primeiro jogo do segundo turno que acontecerá hoje, no estádio do Morumbi, contra o Fluminense. "A volta do capitão Rogério Ceni".

O goleiro artilheiro ficou afastado 129 dias dos gramados depois de ter sofrido uma lesão no tornozelo esquerdo, mas garante que está recuperado e pronto para vestir a braçadeira de capitão do Tricolor.

Rogério deveria ter voltado na partida do domingo passado, contra o Sport, na Ilha do Retiro, mas com muita astúcia preferiu adiar seu retorno para reestrear dentro de casa, junto de sua torcida. Aliás, ele não é nada bobo. Sabia que o jogo contra o Sport seria "pesado" e, para não ficar mal com sua torcida, inteligentemente alegou no treino que antecedeu a partida que ainda sentia dores musculares.

Não que jogar contra o Fluminense seja mais fácil. Embora a equipe carioca vive uma situação bastante delicada no campeonato, até costumo dizer que essas são as piores partidas. Geralmente os últimos colocados buscam, desesperadamente, a vitória, sem nada a perder. Portanto, parada dura para o Tricolor Paulista nesta quarta-feira.

Se o São Paulo vencer, poderá chegar à vice-liderança da competição e, pensando nisso, a diretoria do clube colocou mais de 55 mil ingressos à venda. Não creio que, numa quarta-feira, esgotem os ingressos, mas tenho certeza que será recorde de público do São Paulo na temporada.

A torcida são-paulina tem feito sua parte incentivando a equipe. Foi assim contra o Botafogo e Goiás.

E por falar em torcida. A Polícia continua proibindo que torcedores entrem no estádio usando a máscara do Jason, personagem do filme de terror americano, "Sexta-Feira 13".

Houve uma reunião na sala da diretoria do São Paulo, no estádio do Morumbi, entre dirigentes do clube como Juvenal Juvêncio - Presidente - e Marco Aurélio Cunha - Diretor Superintendente - e Almir Ribeiro, do 2º Batalhão de Choque da PM, responsável pelo policiamento nos estádios.

Segundo o representante da Polícia Militar, a proibição das máscaras se dá pelo motivo de segurança. Para ele, o que é divertido para os torcedores é um fator que dificulta o processo de identificação de possíveis marginais ou bagunceiros.


'A Polícia por enquanto não quer liberar a entrada das máscaras por entender que o sistema de policiamento está funcionando desta forma. Foram registradas apenas duas ocorrências em estádios da capital paulista no primeiro turno. Demos algumas ideias e vamos continuar tentando um acordo para conseguir a liberação', disse Marco Aurélio Cunha.

Tanta coisa mais importante para pensar, discutir e resolver e eles (PM) proibindo máscaras de terror. Inacreditável.


domingo, 9 de agosto de 2009

Reação Tricolor


Ontem cheguei a comentar que o jogo que marcaria a 18º rodada do Campeonato Brasileiro seria entre São Paulo e Goiás, no Morumbi.

Falei isso pela ascensão das duas equipes ns competição. Simplesmente por isso.

A partida teve início às 18h30 (Brasília), mas às 17h eu já estava dentro do estádio, acompanhado pelo meu irmão e minha cunhada, observando a chegada da torcida São-paulina.

Antes mesmo de chegar ao Morumbi, comentei com meu irmão que essa partida traria no mínimo 25 mil torcedores e no máximo 30 mil. Foram 28 mil torcedores pagantes. Cheguei muito perto.

Outro comentário foi sobre o fato de o São Paulo mudar tão rápido de postura, pois nesse mesmo campeonato, ainda no comando de Muricy, eu vi o tricolor chegar muito próximo da zona de rebaixamento. Algo não estava certo. Nem poderia estar certo. Como uma equipe que havia conquistado um Brasileirão no ano anterior de repente caiu tanto de produção? Ninguém sabe. Há quem diga que foi um boicote dos jogadores para derrubar o técnico. Prefiro não acreditar nisso.

Não nego a minha paixão pelo São Paulo. Isso todos sabem. Mas também nunca fui parcial ao falar do time do meu coração. Assim sendo, critiquei muito a forma como o São Paulo estava jogando. Principalmente a falta de vontade dos jogadores Hernanes, Jorge Wagner, Washington, Dagoberto e companhia. E se a situação era ruim, ficou muito pior ao perder Rogério Ceni - por contusão - e o técnico Muricy Ramalho - que foi demitido do cargo. Era o começo de uma fase ruim que parecia não ter fim.

Mas como eu já disse muitas vezes neste blog, o futebol é como uma caixa de surpresas. Do mesmo jeito que o São Paulo caiu de uma hora para outra, subiu como um foguete.

Hoje, no Morumbi, aconteceu não só a melhor partida da rodada, mas a melhor do Campeonato Brasileiro até o momento.

O São Paulo parecia uma máquina e começou a partida a todo vapor. Nem na brilahnte campanha dos anos anteriores em que conquistou o campeonato (2006/2007/2008) eu vi um time com tanto brio como o de hoje. Nesta partida, sobrou vontade, garra e determinação por parte dos atletas tricolores.

Só no primeiro tempo, foram duas bolas no travessão do goleiro Harley - Richarlyson e Junior César.

A pressão foi do começo ao fim, mas somente no finalzinho do primeiro tempo é que Washington, após receber um ótimo cruzamento na pequena área, cabeceou para o fundo da rede, abrindo o placar.

Mesmo com todo o domínio do tricolor na partida, pensei que o segundo tempo seria um pouco diferente, com o Goiás atacando muito mais que o São Paulo. Esperava um tricolor recuado e jogando nos contra-ataques. Me enganei. Assisti a uma equipe muito diferente daquilo que estava acostumado.

O São Paulo não parou um só minuto. Até ampliar o placar com um gol de Jorge Wagner - bastante merecido por tudo que fez no jogo. Mas mesmo vencendo por 2 a 0, o domínio da partida continuou com o time da casa.

Se a equipe deu um show dentro de campo, a torcida fez sua parte cantando sem parar, até mesmo quando Bruno descontou para os visitantes.

Geralmente, uma equipe vencendo por 2 a 1 tende a se fechar e segurar o resultado. Mas hoje o São Paulo não queria apenas ganhar, mas sim mostrar a todos que a boa fase voltou e que os jogadores criticados no inicio da competição são competentes e capazes de reerguer a equipe. Embalado pelos grites da torcida, Borges fez o trerceiro para o Tricolor.

Hernanes, Jorge Wagner, Dagoberto e Richarlyson fizeram uma partida impecável. Aliás, mais uma. Mas os destaques dessa vez, na minha opinião, ficaram para Miranda, que foi incrível em desarmes que poderiam resultar em gol do Goiás, e Júnior César, que "comeu a bola". Digamos que ele estreou hoje no São Paulo. Fez uma partida inacreditável.

A partida terminou 3 a 1 para o São Paulo, que assume a 4º colocação, com 30 pontos. E, se continuar nessa toada, devo concordar com a torcida: " O campeão voltou".

Foto: http://www.globoesporte.com/

domingo, 2 de agosto de 2009

São Paulo vence e sobe no "elevador" do Brasileirão


Nas boas atuações de Dagoberto, Hernanes, Jorge Wagner e companhia o São paulo vence o Vitória, no Barradão, por 1 a 0 e, com 24 pontos, pula do 11º lugar para o 7º lugar.

Fica uma pergunta no ar:

O São Paulo voltou a jogar bem por que Hernanes melhorou, ou Hernanes melhorou por que o São Paulo voltou a jogar bem?

Essa resposta só saberemos no final do campeonato. Ou talvez nem saberemos.

Apesar do equilíbrio nos primeiros minutos de jogo, o São Paulo foi superior na primeira etapa da partida.

Criou mais oportunidades de abrir o placar, sendo três delas desperdiçada por Borges (aos 27, 29 e 30 minutos)

Aos 46, Jorge Wagner bate falta com perfeição mas acerta o travessão e na sequencia a bola desvia, de mal jeito, na mão esquerda do goleiro Viafra, que acaba se machucando e ficando de fora do restante da partida. Segundo os médicos do clube baiano, o goleiro sofreu uma forte luxação.

O segundo tempo começou muito parado, truncado. Nenhuma das equipes arriscou o jogo ofensivo, pelo menos até os 28 minutos, quando Dagoberto recebe boa bola de hugo, que entrou no lugar de Jorge Wagner, e chuta forte no ângulo esquerdo de Gléguer.

Um golaço do atacante Tricolor que vive sua melhor fase na equipe do Morumbi.

Daí para frente o São Paulo passou a dominar novamente o jogo e criou mais oportunidades de gols, mas não conseguiu concluir.

A torcida Tricolor, que não engoliu as provocações dos torcedores rivais do Corinthians, deixou o estádio aos gritos de "O Campeão Voltou".

Ainda é muito cedo para esboçar qualquer manisfestação de "já ganhou", mas o São Paulo tem um bom elenco e quando a equipe joga com vontade, é dificil segurar.

Já é possível ver a mão do técnico Ricardo Gomes atuar sobre a equipe do São Paulo. Jogadores como Hernanes, Jorge Wagner e Dagoberto, que foram muito criticados e até apontados pela imprensa como decepções do elenco são-paulino, estão reencontrando aos poucos o bom futebol.

Aliás, no caso do Dagoberto, parece que somente agora, depois de dois anos contratado, é que ele realmente está estreando no São Paulo. Esse é o segundo jogo consecutivo que o atacante mostra velocidade, pontaria e objetividade. Na era muricy, todo jogo em que Dagoberto atuava, deixava os gramados vaido pelo torcida. Hoje a situação inverteu.

O São Paulo está no caminho certo. O bom futebol voltou.

O próximo jogo do Tricolor será contra o Botafogo, quarta-feira, no estádio do Morumbi.

Foto: www.globoesporte.com

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Noite de Dagoberto. O São Paulo acordou?


Em noite inspirada, Dagoberto faz dois gols na vitória do São Paulo sobre o Grêmio por 2 a 1, no estádio do Morumbi.

Confesso que não esperava uma partida tão boa, não pelo desempenho do Grêmio, mas sim pelo São Paulo que ainda não havia feito uma grande partida neste brasileirão, exceto contra o Cruzeiro, no qual venceu por 3 a 0.

Parece que o Tricolor resolveu acordar. Será?

A equipe comandada por Ricardo Gomes jogou um bom futebol do começo ao fim da partida. Se fosse para dar notas aos jogadores daria, sem nenhuma dúvida, 8,5 ao Jorge Wagner, Richarlyson e Miranda; 7,5 ao Júnior César, Hernanes e André Dias; e finalizaria com 9 ao Dagoberto que além de se movimentar muito bem, dando velocidade ao ataque Tricolor, marcou 2 gols que levaram a equipe do Morumbi à vitória.

São 3 pontinhos conquistados dentro de casa que colocam o São Paulo novamente na briga pela vaga na libertadores do ano que vem. E tem mais, se o São Paulo vencer os próximos três jogos, não tenho dúvida que voltará a brigar pelo título.

O próximo jogo do São Paulo será no domingo, no estádio Barredão, onde enfrentará o Vitória. Mesmo com a derrota para o Avaí nesta última quinta-feira, por 4 a 0, a equipe baiana não costuma dar mole dentro de casa e será parada dura para a equipe do Morumbi.

Se o Tricolor paulista conseguir vencer no domingo encostará no próprio Vitória, que hoje possui 24 pontos na tabela, se aproximando cada vez mais dos primeiros colocados.

O São Paulo, com 21 pontos, ocupa a 11ª colocação.

Outro grande jogo aconteceu nesta noite de quinta-feira, no Maracanã, onde o Flamengo bateu o vice-líder Atlético-MG, por 3 a 1, de virada e jogando um futebol bonito e com raça. Do jeito que a torcida flamenguista gosta.

A equipe mineira abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo, e dava "pinta" de que conquistaria os três pontos, mas o Mengão virou, na raça, com gols de Léo Moura, Kléberson e Everton.

Com a vitória os rubro-negros chegaram aos 23 pontos, assumindo a 7ª colocação da competição.

Das nove equipes que hoje ocupam posição que classifica para Sul-Americana, apenas quatro brigarão por vaga na libertadores, são eles: Vitória, Flamengo, São Paulo e Grêmio. O Corinthians está em fase de desmanche e deve cair mais algumas posições, mas já está classificado para a competição continental. Já as equipes do Avaí, Barueri, Santos e Santo André devem brigar entre si para permanecer em posições classificatórias para a Sul-Americana do ano que vem.

Tenho leve impressão de que veremos um clássico carioca na Série B do Brasileirão do ano que vem. Preciso dizer que será entre Botafogo e Fluminense?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Empate com gosto de vitória


Internacional e São Paulo jogaram, há pouco, no estádio Beira-Rio e empataram em 2 a 2.

A partida que tinha tudo para ser um ótimo espetáculo ficou marcada pelo péssimo trio de arbitragem, formado pelo árbritro Rodrigo Nunes de Sá e seus auxiliares Hilton Moutinho Rodrigues e Cláudio José de oliveira Soares.

O Inter fez um primeiro tempo maravilhoso, isso é indiscutível, mas foi "comtemplado" pela arbitragem com dois gols de Alecsandro em posição irregular. Enquanto isso, o São Paulo jogava o "tenebroso" futebol que vem apresentando desde o começo da temporada.

Claro que, com dois gols irregulares a favor da equipe adversária desmotiva qualquer elenco.

Para ajudar, o "craque", o "artilheiro", o "matador", o "fantástico" Washington conseguiu perder um pênalti no finalzinho da primeira etapa. Imagino como a torcida do São Paulo deve ter ficado contente, já que o tal "atacante" é tão querido.

Mas nesse pênalti houve outro erro de arbitragem. No momento em que Washington cobrou a penalidade, jogadores do São Paulo e do Inter invadiram a grande área, e deveria ser repetida a cobrança. O árbitro marcou tiro livre indireto, alegando que apenas jogadores do São Paulo entraram na área gaucha.

No segundo tempo a situação foi totalmente inversa. A equipe comandada pelo técnico Ricardo Gomes mostrou vontade desde o primeiro minuto.

Ficou fácil de perceber isso porque Jorge Wagner, que entrou no lugar do "fominha" Marlos, ajudou a fechar o buraco que havia no meio de campo tricolor, coisa que o jogador substituido não costuma fazer e geralmente abandona a posição para tentar resolver a partida. Existem jogadores medianos que acham que são craques. Infelizmente.

Aos 5 minutos, Hernanes deixou o meio-campo e correu em direção ao gol, quando recebeu de Washinton e, na saída do goleiro Lauro, diminuiu para o tricolor do Morumbi.

Com o gol, a equipe cresceu e, aos 24 minutos, Jean, num belo chute de fora da área, empata a partida.

É incrivel como o volume de jogo do São Paulo aumenta quando Hernanes resolve jogar futebol.

O São Paulo continuou comandando a partida e, pensando em virar, o técnico Ricardo Gomes tirou Dagoberto, que não fez boa fartida, para colocar o artilheiro do clube, Borges. Mas a substituição não passou de seis por meia dúzia. Borges entrou apagado.

O jogo terminou empatado. O que na minha opinião foi uma verdadeira vitória para o São Paulo. Por três motivos:

Primeiro, porque jogar contra o Inter dentro do Beira-Rio não é e nunca será uma missão fácil.
Segundo, porque sofreu dois gols, irregulares, ainda no primeiro tempo.
E terceiro, porque jogar com o Washington no ataque é como ter um atleta a menos na equipe.

Neste momento, o São Paulo ocupa a 13ª colocação com 15 pontos.

O próximo desafio do tricolor será Domingo, no estádio do Morumbi, enfrentando o Barueri, 4º colocado na tabela.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

São Paulo: A um ponto da zona de rebaixamento


Se jogando com titulares a situação já está difícil para o São Paulo, imagine com desfalques. Sem contar que o adversário é nada menos que o Atlético MG, que pode voltar à liderança da competição nacional caso vença o tricolor do Morumbi. Veja o link abaixo:


Tarefa quase impossível à equipe comandada por Ricardo Gomes. Pode acontecer, afinal, jogo de futebol é sempre uma caixa de surpresa. Mas nesse caso, é mais provável acertar os seis dígitos da Mega-Sena do que ver o São Paulo bater o Atlético MG.

Lembrando que o São Paulo está a um ponto da zona de rebaixamento e, se não começar sua reação desde já, a situação tende a piorar.

No domingo o Tricolor recebrá o Santos, no Morumbi. O Peixe não é nenhum bicho de sete cabeças, mas está numa situação mais confortável que o São Paulo, mesmo sem técnico.Se é que podemos dizer que o São Paulo tem técnico.

A partida entre Atlético MG e São Paulo acontecerá hoje à noite, no Mineirão, às 21h (de Brasília).

sábado, 4 de julho de 2009

Chegou a solução?


Ao longo desses últimos jogos – desde o começo do campeonato paulista – eu sempre apontei qual o principal problema na equipe tricolor. Falta um meio de ligação com qualidade de toque de bola e um volante mais marcador para atuar na equipe do Morumbi.

De repente, caem dentro do CT da barra funda, dois grandes atletas e figuras ilustres do futebol mundial. Kaká e Elano. Chegou a solução para os problemas do clube?

Pois é, acho que não será dessa vez. Não se animem caros tricolores. Para a tristeza de vocês, eles não estão à disposição do clube.

Vieram apenas para serem avaliados, no Reffis, pelo fisioterapeuta do clube e da seleção brasileira, Luis Rosan.

O sonho da torcida tricolor em ter um bom meio-de-campo vem desde a saída de Danilo, que deixou o clube pouco depois de conquistar o Mundial da FIFA, em 2005, para atuar no futebol japonês.

Muitos passaram pela posição, mas ninguém conseguiu suprir o buraco deixado pelo “meia”. Aliás, essa foi a maior dificuldade que Muricy encontrou para trabalhar no São Paulo. Assim mesmo conseguiu bons resultados (três títulos brasileiros – 2006 - 2007 - 2008).

Acho que o são Paulo deveria tentar trazer Danilo novamente à equipe, mas parece que a diretoria pouco se importa com essa questão. O contrário do Grêmio que anda rondando o jogador no Japão.

Enfim, voltando à realidade. Nem Danilo é procurado, muito menos Kaká – que acaba de fechar contrato com o Real Madrid – voltará ao São Paulo.

“Segura a bronca”, Ricardo Gomes. Eu não queria estar na sua pele.

sábado, 20 de junho de 2009

Solução mentirosa



Assim como em qualquer segmento, quando há um problema sério, a cúpula do poder nomeia uma pessoa para ser o culpado, o responsável direto pela desgraça e o mesmo acontece dentro do futebol.

Algum tempo atrás, René Simões – grande caráter e ótimo técnico - foi mandado embora do Fluminense para a entrada repentina de Carlos Alberto Parreira. Obvio que foi premeditado, pois não deu tempo nem de René sair para Parreira já assumir o posto. Ética, nem pensar!

Dessa vez a vítima foi Muricy Ramalho. Depois de ter sua equipe – São Paulo Futebol Clube – eliminada da Taça Libertadores da América, a diretoria tricolor resolveu tomar uma atitude, já que se sentia pressionada pela mídia e por parte dos torcedores (turma do amendoim).

Muricy assumiu o São Paulo em 2006 e, em 262 jogos, venceu 139, empatou 67 e perdeu apenas 46, o que dá um aproveitamento de 64%. Um resultado muito bom levando em consideração a conquista dos três títulos brasileiros consecutivos (2006-2007-2008).

O problema do São Paulo não é o técnico, isso é visível. A reformulação que a tal diretoria, que se julga tão diferente das demais no Brasil, deveria ser única e exclusiva no elenco. Muricy não tem culpa de absolutamente nada.

É culpa do técnico, quando Jorge Wagner não acerta mais nenhum cruzamento e de quebra entrega uma bola fundamental para a classificação do Corinthians no Campeonato Paulista?

Também tem culpa o Muricy se o Hernanes resolveu não acertar mais nenhum passe e nenhuma jogada sequer?

É culpa de Muricy perder o capitão Rogério Ceni, líder absoluto dentro de campo, por contusão grave?

É culpa dele também não ter um banco de reservas à altura para repor as possíveis baixas no elenco, devido a lesões?

É muito mais fácil achar um único alvo para ser o grande responsável por todos os problemas do clube, do que mandar o time todo embora. Obvio. Escolheram o técnico. Um dos poucos merecedores de respeito dentro da equipe. Por tudo que fez de bom.

O mais engraçado nessa história toda é a forma como os dirigentes do São Paulo se contradizem. Ouvi certa vez da boca de Marco Aurélio Cunha, no programa Mesa Redonda Futebol Debate, comandado pelo amigo Flávio Prado, que o São Paulo nunca dispensa seus profissionais numa sexta-feira, pois é totalmente fora de ética. Segundo o dirigente, a sexta, seguida pelo final de semana é um momento de tranqüilidade com a família, de descanso, no qual jamais o São Paulo interfere.

Prova-se que nem tudo que ouvimos pode ser levado a serio.

Para a vaga de Muricy contrataram Ricardo Gomes, ex-jogador de seleção Brasileira e que brilhou no Fluminense. Seu último cargo dentro do futebol foi dirigindo a equipe do Mônaco.

Se ele vai dar certo, não sei. Confesso que pouco acompanhei seu trabalho como técnico. Sei apenas que teve passagem pela seleção Brasileira, dirigindo a categoria de base.

Prefiro esperar para ver como se comportará a equipe, como será a aceitação da torcida e, principalmente, como será sua forma de trabalhar. Não podemos esquecer que uma coisa é ser técnico na Europa, outra coisa é atuar dentro do Brasil. Extrema diferença cultural.

Ao Muricy fica meu total apoio. Competente, jamais ficará sem clube.

Os verdadeiros torcedores, “inteligentes”, do São Paulo carregam grande admiração por você, Muricy e, sem dúvida, não aceitam a decisão tomada por Juvenal Juvêncio e Cia.

Torcemos por você, “Muriçoca”!

Foto: Site oficial www.spfc.com.br