quarta-feira, 4 de março de 2015

Gil relembra os confrontos diante do San Lorenzo na Copa Mercosul de 2001


Segundo o ex-atacante corintiano, “faltou um pouco de experiência ao time para ir à final”

Por Breno Benedito
(edição final: Fernando Richter)


Argentina, dia 28 de novembro de 2001. O Corinthians enfrentava o San Lorenzo pelas semifinais da Copa Mercosul. Embora o país “Hermano” vivesse uma das piores crises financeira de sua história, o torcedor marcou presença no estádio Nuevo Gasómetro lotando a casa.

Com sua torcida inspirada, os anfitriões fizeram a lição de casa e botaram a equipe brasileira, comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, praticamente na roda, como se fala no linguajar do futebol. O Timão saiu de campo derrotado após sofrer uma goleada de 4 a 1.

Para o atacante Gil, à época um atleta que se mostrava pra lá de promissor, foi uma experiência bastante ruim, pois o time havia feito uma boa campanha até chegar a essa semifinal.

“Tudo era novo, Não conhecíamos nada daquele torneio. Foi uma competição que me proporcionou a oportunidade de mostrar o meu futebol. Mas infelizmente éramos um time com jogadores novos e o que faltou foi um pouco de experiência para todos nós, acredito. E, embora não fosse uma Libertadores da América, a Mercosul era uma competição que todos queriam conquistar”, diz o ex-atacante.

À época, o Corinthians não havia conquistado um título internacional. Havia sempre a frustração de ser eliminado antes mesmo de chegar a uma final. Até o momento, o melhor resultado que havia conseguido foi chegar às semifinais de libertadores e da Copa Mercosul.

A pressão que vinha dos torcedores, imprensa e até mesmo de dentro do próprio clube, aliados a tal falta de experiência dos novos atletas mencionado por Gil, talvez fossem os principais pontos de insucesso do Corinthians.

 “A gente jogava campeonatos dessa natureza esporadicamente. Não tínhamos a experiência necessária para entender os cacoetes desses torneios internacionais que estão recheados de malandragens. Por conta disso, sempre batíamos na trave. Diferentemente de hoje que o Corinthians já possui uma libertadores, em 2012, e aliviou toda a pressão”, ressaltou.

Gil fez questão de relembrar o primeiro jogo desse duelo, que ocorreu no Pacaembu. A equipe alvinegra jogou bem e venceu por 2 a 1. Bastava um empate para seguir adiante. “O resultado que conquistamos aqui no Brasil nos dava condições para ir à Argentina e jogar apenas em busca de um empate. Infelizmente não conseguimos a tranquilidade necessária para sair com a classificação”, lamenta.

Sobre a partida de hoje diante do mesmo San Lorenzo, Gil diz que o Corinthians aprendeu o caminho das pedras para conquistar títulos internacionais. “Em 2001, eles (San Lorenzo) até que não tinham um time excepcional, mas saíram na frente de nós porque sabiam jogar competições internacionais, enquanto nós ainda estávamos entendendo o jeito certo para disputa-las. Mas hoje o Corinthians já entendeu direitinho a fórmula para se chegar forte nas finais de um torneio internacional e ser um dos favoritos ao título”, afirmou.

Corinthians busca quebrar tabu e ‘garantir’ classificação na Libertadores

Nesta quarta-feira acontecerá o primeiro encontro em Corinthians e San Lorenzo (ARG) em partida válida por uma Libertadores da América.
 
 
As duas equipes já se enfrentaram em outro torneio internacional. Foram 4 jogos, sendo três vitórias para o San Lorenzo e 1 para o Corinthians.
 
 
O primeiro jogo aconteceu em 1999, quando os dois clubes se cruzaram na semifinal da Copa Mercosul, que futuramente viria a se chamar Copa Sul-Americana.
 
 
A partida aconteceu na Argentina e o Corinthians perdeu por 2 a 1. Os gols foram de Márcio Costa (contra) e Ivan Córdoba, para o San Lorenzo, e Ricardinho, para o Corinthians.
 
 
No jogo volta, no Pacaembu, outro revés. Os torcedores até alimentaram certa esperança quando Edílson abriu o placar. Porém, Franco e Romeo balançaram a rede alvinegra e sacramentaram a derrota dos donos da casa e, consequentemente, a eliminação na competição.
 
 
O embate agora seria em 2001, pela mesma Copa Mercosul. Entusiasmado, o Corinthians chegara bem à semifinal com pinta de que daria um importante passo à final da competição. Jogando em casa, o timão venceu de virada, por 2 a 1, com gols de Scheidt e Luizão (Romeo descontou para o San Lorenzo).
 
 
No entanto, o jogo de volta foi um verdadeiro desastre para os brasileiros. Mesmo vivendo um momento de forte crise financeira no País, os argentinos lotaram o estádio Nuevo Gasômetro para incentivar o San Lorenzo.
 
 
A força das arquibancadas surtiu efeito dentro de campo. Os donos da casa determinaram o ritmo da partida desde o apito inicial e não deram a menor chance de o Corinthians respirar. A partida terminou 4 a 1 para o San Lorenzo.  Mais uma desclassificação em torneio internacional para o desespero total do torcedor corintiano.
 
 
Neste ano a situação é completamente diferente. Embora o San Lorenzo seja o atual campeão da competição, o Corinthians já conseguiu afastar o fantasma que rondava o Parque São Jorge e acabou com aquela pressão sobre títulos internacionais ao conquistar a Libertadores da América, em 2012.
 
 
Acredito que dessa vez o desfecho possa ter final diferente. Vejo um Corinthians mais preparado, com uma equipe muito bem postada no setor defensivo e um ataque rápido e inteligente. Além disso, Tite conseguiu dar um padrão de jogo muito interessante que se encaixa perfeitamente nos moldes de uma Libertadores da América.

Libertadores: Corinthians enfrenta o atual campeão

A Libertadore da América segue a todo vapor.
 
O Cruzeiro continua sem dar alegrias a sua torcida. Ontem ficou apenas no empate, sem gols, diante do Huracán (ARG), em pleno estádio Mineirão.
 
A bola continua rolando para os brasileiros nesta quarta-feira.
 
Jogando em casa, o Internacional de Porto Alegre encara o bom e entrosado time do Emelec (EQU). Embora conte com o fator "Beira-Rio", a equipe gaúcha não terá vida fácil esta noite. A vitória é importantíssima para igualar em pontos com os equatorianos.
 
Mas jogo bom mesmo será entre o atual campeão da Libertadores, o San Lorenzo, e o Corinthians. A partida acontecerá no estádio Nuevo Gasómetro e terá portões fechados. O jogo promete fortes emoções já que, sssim como o Corinthians, o San Lorenzo também venceu a primeira partida, o que torna o confronto de hoje ainda mais acirrado.
 
É evidente que, se tratando de Libertadores, um empate fora de casa é sempre bom resultado. Mas se o timão vencer a partida, praticamente garantiria uma vaga para a próxima fase, já terá pela frente dois jogos seguidos contra o péssimo Danúbio (URU), que perdeu suas duas partidas e não alimenta mais esperanças na competição.
 
Rodada bastante interessante.
 
Palpites:

Internacional            1 X 0     Emelec (EQU)
San Lorenzo (ARG) 1 X 2     Corinthians

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Libertadores chegou: Que venham os grandes espíritos guerreiros

Por Breno Benedito
(edição final: Fernando Richter)


O mês de fevereiro é sempre muito especial para quem acompanha o futebol. É o memento em que se dá inicio à tão cobiçada Taça Libertadores da América, um torneio que reúne os principais clubes da América do Sul.

Serão 32 equipes lutando para conquistar o título e uma vaga no Mundial de Clubes da Fifa, a competição que coloca o clube no topo do mundo.

À cada edição do torneio continental a dificuldade aumenta. Tudo fica ainda mais complicado, pois as equipes têm se mostrado cada vez mais preocupadas em erguer um plantel altamente competitivo para disputar esse campeonato.

E não há a menor dúvida que quando há presença dos brasileiros a Libertadores se torna ainda mais disputada. Os clubes do Brasil são vistos como os grandes favoritos, embora os argentinos ainda possuam o maior número de taças conquistadas (23 títulos da Argentina contra 17 dos Brasil).

Nesta edição de 2015, o Brasil será representado por Cruzeiro (Bi-campeão Nacional), Atlético Mineiro (Campeão da Copa do Brasil), São Paulo (Vice-Brasileiro), Internacional (3º Colocado do Brasileiro) e o Corinthians, que conquistou a classificação passando pela fase “pré” da competição.

O Cruzeiro, que fez belíssima campanha nos dois últimos campeonatos nacionais, vem com um time diferente, considerado por muitos “um desmanche”. As contratações ainda são incógnitas. O tempo de preparação é muito curto e a dúvida se haverá tempo suficiente para arrumar casa e não fazer feio já é evidente.

O rival Atlético-MG, por exemplo, se desfez de seu principal jogador, o atacante Diego Tardelli. No entanto, as apostas estão em Guilherme e em Jesus Datolo.

O Corinthians manteve a base. Tite voltou e, com ele, o volante Elias aparece como principal jogador ao lado de Guerrero. Wagner Love também chegou pra ser a sombra, e pode ser um grande reforço para o clube nessa temporada.

O São Paulo, que contará mais uma vez com Rogério Ceni como titular e capitão da equipe, fez algumas mudanças no elenco do ano passado. Dispensou os atacantes Osvaldo e Ademilson, mas contratou jogadores como Thiago Mendes, Jonathan Cafu, Carlinhos e Dórea, além de ter assinado com o zagueiro Breno, que está se recuperando de lesão, mas deve fortalecer o elenco no decorrer da temporada. A grande aposta do tricolor, no entanto, está no meia Ganso, que vem melhorando seu condicionamento físico gradativamente e assumindo, aos poucos, o papel de principal homem de ligação entre o meio e o ataque.

Já o Internacional não mostrou muitas mudanças de elenco e de esquema tático. As únicas apostas devem ser na experiência do zagueiro Rever e dos atacantes Nilmar e D’Alessandro.

OS ADVERDSÁRIOS: No Grupo 1, onde está o Atlético Mineiro, o  Colo-Colo vem forte para a disputa. O time é experiente, acima dos 30 anos, e contará com Suazo, de 33 anos.  O Santa Fé, da Colômbia, não deve demonstrar tanto perigo, mas conta com o fator “altitude”, que costuma judiar dos brasileiros. Já o Atlas terá neste ano o lateral esquerdo campeão pelo San Lorenzo, Walter Kannemann. Os meias Rodrigo Millar Aldi Ramirez são os caras que armam as jogadas e que merecem certa atenção.

O Grupo 2, conhecido como “Grupo da Morte”, tem nada menos do que Corinthians e São Paulo. Os dois clubes já iniciaram a competição se enfrentando, pela primeira vez pela Libertadores, na Arena Corinthians. No primeiro confronto deu Corinthians, que venceu por 2 a 0. Sem dúvida serão os dois nomes mais cotados para a classificação à próxima fase da competição. Mas, para isso, terão a difícil missão de bater o atual Campeão da Libertadores, o San Lorenzo (ARG), que não é mais o mesmo, é verdade, mas continua sendo um time argentino (risos).

No Grupo 3, o Cruzeiro terá pela frente algumas pedrinhas no sapato. O Huracán (ARG) vem subindo aos poucos. Voltou à elite do campeonato Argentino e chegou à libertadores ao vencer o Boca Juniors, pela Copa da Argentina. Um dos destaques é o goleiro Marco Diaz. Por fim há o Universitário de Sucre, da Bolívia. Não deve causar nenhum estrago nesse grupo, embora tenha nos pés de Richard Mercado, o cérebro do time, muita habilidade.

Para fechar o grupo dos brasileiros, o Internacional, que está no grupo 4, enfrentará o fortes Universidad do Chile. Além disso, terá as missões de bater os acanhados Emelec (EQU) e The Strongest (BOL).

Vale lembrar que caso todos os brasileiros avancem às oitavas, possivelmente enfrentarão grandes clubes. O Boca Juniors, por exemplo, vem com o elenco mais forte dos últimos anos. Gago, no meio de campo, além de Lodeiro e Osvaldo, como homens de referencia, devem dar trabalho aos adversários.

Já o grande River Plate, que passou por alguns terríveis anos, venceu a última Copa Sul-Americana e a Recopa. A equipe tem Theo Gutierrez e Mora, dois grandes jogadores, formando dupla de ataque.  Na armação está nada menos do que Aimar, considerado o cérebro do time.

Outras boas equipes podem dar trabalho. É o caso do Tigres (MEX), do Estudiantes (ARG), que já aprontou em 2009, do Atlético Nacional (COL), e do Racing (ARG), que volta ser protagonista na argentina depois de anos.

Não acho que haverá problema para os brasileiros se classificarem para as oitavas. Mas acredito que a segunda fase será complicada. Não há equipe “boba” neste ano. Todos estão com elencos fortes, uns  mais do que os outros, é verdade, mas nenhum desequilíbrio muito grande, o que torna a competição muito acirrada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

São Paulo já conta com Breno para a próxima temporada

A partir do próximo sábado, 20, o zagueiro Breno, do Bayern de Munique, estará finalmente liberado para voltar ao Brasil e vestir a camisa do São Paulo Futebol Clube.
 
Em 2011, o zagueiro foi acusado de incendiar a própria casa em Munique. No ano seguinte, foi condenado a três anos e nove meses de prisão. Em 2013, passou a cumprir regime semiaberto. Depois de quase três anos, a Alemanha concedeu o "Beanstandungsfrei", benefício à pessoa livre de queixas durante a detenção e o jogador enfim poderá dar um rumo à sua vida.
 
Segundo o gerente de futebol do Tricolor Paulista, Gustavo Vieira de Oliveira, e o próprio técnico Muricy Ramalho, a ideia do clube é inicialmente cuidar das questões pscológicas do atleta para depois pensar nele como um "reforço" para o setor defensivo da equipe.
 
Será um trabalho bastante intenso e que requer paciência de todos os lados, pois o torcedor sabe o quanto esse time necessita de um bom zagueiro para iniciar o ano de 2015 e pensar em voos mais altos como títulos. Ao mesmo tempo, o clube entende que não pode enfiar os pés pelas mãos e já colocá-lo para jogar o Campeonato Paulista poderia ser uma fria.
 
É evidente que Breno precisa de um acompanhamento psicológico para se readaptar no futebol e até mesmo na sociedade, já que passou por problemas traumáticos com a depressão e, consequentemente, com a prisão. Na Alemanha as leis são rigorosas e funcionam. E mesmo sendo jogador de um dos maiores clubes do país, Breno não teve nenhuma regalia. Além disso, não deve ser fácil para um estrangeiro ser preso em um país no qual ele sequer fala o idioma. Sem contar que o fato de estar longe da família e dos amigos, o que com certeza potencializa ainda mais a tristeza.
 
O fato é que o São Paulo tem uma equipe fantástica no que diz respeito à recuperação de atletas, sejam elas por problemas físicos ou psicológicos. Não tenho a menor dúvida que o Breno renderá muito para o clube do Morumbi e será um dos grandes nomes desse elenco na Libertadores da América.
 
A torcida são-paulina terá de ter paciência, assim com o atleta também terá de cooperar para que sua recuperação seja rápida e efetiva. Mesmo porque, bom de bola Breno é, basta botar a cabeça no lugar e começar do zero, do mesmo jeito que fez no seu início de carreira no São Paulo, em 2008, quando sagrou-se campeão brasileiro pelo clube do Morumbi e ainda levou o título de revelação da competição.
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Desafio Voa Goleiro" chega a sua 4ª edição

 
Evento destinado a goleiros deve receber cerca de 200 competidores para um grande desafio entre atletas da posição. Vencedor levará troféu e luva de primeira linha para casa
 
A academia Voa Goleiro, do preparador Valdir Bardi, anuncia mais um "Desafio Voa Goleiro". O evento tem data marcada para os dias 13 e 14 de dezembro, das 8h30s às 18hs. Em sua quarta edição consecutiva, o projeto será realizado pela primeira vez na cidade de Americana, interior de São Paulo, e contará com o apoio dos representantes das luvas HO Soccer no Brasil e com a academia Camisa 1, primeira escola de goleiros do Brasil, que abrirá suas portas para receber o evento.

"Essa é uma grande oportunidade para mostrar a todos o quanto o esporte é essesncial na vida das pessoas. O nosso projeto deve receber cerca de 200 goleiros inscritos e nossa espectativa é de atingir um resultado ainda melhor do que o do ano passado em termos de eficiência e aproveitamento por parte do competidores", diz Valdir Bardi, preparador de goleiros profissional e idealizador do projeto.

O "Desafio Voa Goleiro" consiste em testar os goleiros em diversas especificidades parecidas com a realidade de um jogo. Para isso, os goleiros são desafiados em 3 testes: velocidade de reação (para medir o reflexo); passe com precisão (para verificar o grau de habilidade de cada atleta) e o famoso "gol a gol", onde dois goleiros disputam por 5 minutos em um campo de 20 metros, praticando, assim, suas defesas e seus chutes, que atualmente são indispensáveis a um goleiro.

Após a aplicação das três fases do teste, o vencedor receberá um troféu de campeão do desafio e levará para casa também uma luva HO Soccer, umas das mais utilizadas na Europa justamente por manter uma qualidade incrível no que diz respeito à aderência e à resistência.

De acordo com Bardi, esse modelo de "desafio" entre atletas simpatizantes da posição de goleiro é uma adaptação de um evento criado nos Estados Unidos e que leva o nome de Goalkeeper Warrior (goleiro guerreiro, traduzido para o português). O mesmo é aplicado na Espanha, onde é conhecido como "La Batalha Solo Portero". Na América do Sul, por exemplo, o desafio já acontece, em menores proporções, em países como Peru e Argentina. "Aliás, foi o preparador de goleiros Leandro Fioretti quem moldou ao estilo brasileiro e trouxe para o nosso país", completou Bardi.

No entanto, a parceria com Fioretti não continuou e Voa Goleiro, entendendo as necessidades dos goleiros atuais, com todas as mudanças significativas que essa posição sofreu nos últimos anos, adaptou os testes e incluíu alguns fundamentos para atender o público brasileiro de forma eficaz.

Para participar do evento, o atleta devera acessar o portal  http://www.eventick.com.br/desafio-voa-goleiro-2014 e se inscrever. efetuado o cadastro, o goleiro receberá, no dia do evento, uma camiseta que lhe permitirá participar da disputa.
 
VOA GOLEIRO - A academia para goleiros intitulada "Voa Goleiro" é fruto da parceria de dois portais na internet que, após a junção, despertou a vontade Valdir Bardi a repassar seus conhecimentos como goleiro a outras pessoas que admiram a posição mais ingrata do mundo.
 
"A princípio, eu tinha um blog pessoal sobre goleiros e um amigo, chamado Rogger Costa, também tinha sua página na internet. Como Rogger destinava seus posts a dicas de equipamentos e comentários de atuações de goleiros profissionais pelo mundo, juntamos a parte técnica com o lado do glamoroso do goleiro em geral e criamos o Wingedgk, em 2011. O problema é que esse nome é muito difícil de se pronunciar e isso dificultaria a divulgação. Não demorou muito e optamos pelo então Voa Goleiro", disse Valdir.

A academia veio em seguida, quando Bardi trabalhava como preparador de goleiros em uma equipe da Coreia do Sul.  Lá ele conheceu a um espaço totalmente exclusivo para a preparação de goleiros e foi assim que surgiu a ideia de criar o seu próprio negócio. Percebeu um nicho interessante dentro de uma área na qual ele dominava completamente. Além disso, Bardi sempre soube das dificuldades de um goleiro para alcançar um clube de grande porte e resolveu investir com seu suor e conhecimento nesse novo desafio em sua vida.
 
Por falta de profissionais qualificados e até mesmo uma parceria financeira, a "Academia Voa Goleiro" acabou sendo deixada de lado em um certo período. Ficou apenas um ano em atividade. No entanto, Bardi retomou os trabalhos neste ano, ainda que timidamente. Firmou parceria com o CT de formação de atletas D.S Sports/União, no qual conta com o apoio do preparador Paulo Gibbin, que coordena os treinamentos atualmente.
 
"O objetivo da Voa Goleiro é primeiramente levar entretenimento a todos os apaixonados pela posição de goleiro, desde aquele que joga profissionalmente, até o que joga por pura paixão. Claro que com o acompanhamento de profissionais da área altamente capacitados para ensinar o que há de mais modernos no que diz respeito às técnicas da posição e que podem, também, ajudar na na indicação para algum clube. Mas vale destacar que a nossa principal meta é compartilhar com o aluno a paixão de se sentir um goleiro. E vamos fazer o passível para manter a academia cada vez mais forte", ressalta Bardi.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Palmeiras na Lanterna, São Paulo no G4 e Flamengo se distanciando do Z4

O Palmeiras foi a Recife enfrentar o Sport e levou mais uma surra no campeonato Brasileiro. Que fase!
 
A equipe alviverde saiu na frente, com um gol de Henrique. Porém, não contava com a falha grotesca do goleiro Fabio, que após o jogo disse que sofreu falta no lance em que colocou a bola para dentro do gol e resultou no empate do Sport.
 
O segundo gol dos donos da casa aconteceu aos 32 minutos da etapa final, num chute forte de Patrik, de fora da área. Um golaço.
 
Com esse resultado o Sport, que não vencia há três jogos, vai a 25 pontos e assume a sexta colocação. Enquanto isso, o Palmeiras amarga a lanterna da competição, com apenas 14 pontos. Situação bastante crítica para o Verdão, que já ligou o sinal de alerta.
 
Já em Porto Alegre, o Internacional recebeu o São Paulo e se deu mal. A equipe do Morumbi fez uma excelente partida e venceu os donos da casa por 1 a 0, com gol de Paulo Henrique Ganso, tirando a chance do colorado dormir na primeira colocação da tabela.
 
Com a vitória, o Tricolor Paulista chega aos 29 pontos, assume a terceira colocação e volta a brigar por título. Já o Inter, se mantém na segunda posição na tabela e torce por um tropeço do líder Cruzeiro, que joga mais tarde contra o Grêmio, em Minas Gerais.
 
Na Vila Belmiro o Santos conquistou mais três pontos após derrotar o Atlético Paranaense por 2 a 0. Também por 2 a 0 foi o placar da vitória do Coritiba sobre o Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba.
 
Jogando em casa, o Figueirense bateu o Botafogo por 1 a 0, no estádio Orlando Scarpelli. O mesmo placar aconteceu na Arena Condá, em Chapecó, na vitória da Chapecoense sobre o Fluminense. Resultado ruim para o Flu que cai para a quinta posição na tabela e começa a se distanciar do líder Cruzeiro.
 
No Maracanã, um resultado surpreendente. O Flamengo bate o Atlético-MG de virada e sobe para décima terceira colocação, somando 19 pontos. Será o efeito Luxemburgo dando resultado lá na Gávea?
 
A única partida que terminou em 0 a 0 foi entre Bahia e Criciúma, que aconteceu no estádio Fonte Nova, na Bahia.
 
Para fechar a 16ª rodada, ainda jogam Cruzeiro e Grêmio, no Mineirão, e Corinthians e Goiás, na Arena Corinthians.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

As imagens punem jogadores. Quando punirão árbitros também?

Foto: Rudy Trindade / FRAME / ESTADÃO CONTEÚDO
No futebol brasileiro, tudo vira uma grande polêmica. E não é para menos.
 
Na tarde de ontem, 18, o meia Petros, do Corinthians, foi punido pela Primeira Comissão Disciplinar do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 180 dias de suspensão das atividades esportivas por conta da trombada dada pelo jogador no árbitro Raphael Claus, durante o clássico contra o rival Santos, na Vila Belmiro, no dia 10.
 
O meia foi julgado no artigo 254-a do Código Brasileiro de Justiça desportiva, no qual é definido como agressão. É evidente que o departamento do Corinthians deve entrar com efeito suspensivo, principalmente pelo fato de que não houve unanimidade na votação (o auditor e o presidente divergiram e o placar foi 3 a 2 favorável à punição).
 
Não tenho dúvidas de que o Corinthians reverterá essa situação nos próximos dias. Embora a punição aplicada ao jogador esteja dentro da lei desportiva, no Brasil não há nada que não possa ser resolvido com aquele velho "jeitinho brasileiro". E no futebol as coisas não são diferentes. Haja visto as tantas viradas de mesa de clubes rebaixados que voltaram à elite (do futebol) sem sequer sofrer o ônus da segundona, entre outros absurdos que não valem a pena discutir no momento.
 
 
O fato é que ficou extremamente evidente nas imagens (que assisti diversas vezes em vários ângulos e em todas as velocidades) que o jogador agrediu sim o árbitro da partida, embora tente de todas as formas explicar que apenas esbarrou involuntariamente em Claus. E se houve agressão, a punição é mais do que justa. Não concordo com 180 dias. Achei um pouco exagerado. Já vi coisas muito piores nesse esporte que sequer foram julgadas. Acho que trinta dias seria o suficiente para fazer o infrator refletir.
 
No entanto, sem querer fazer qualquer tipo de "advogado do diabo", acho que se as imagens de um lance dentro de campo são utilizadas posteriormente ao jogo para punir um atleta, por que esse mesmo procedimento não é utilizado para punir erros grotescos, e que muitas vezes mudam até a trajetória de um resultado de uma partida, cometidos pelos árbitros e auxiliares em partidas de campeonatos nacionais?
 
É obvio que o que estou levantando nesse texto é algo extremamente polêmico, mas com certeza é um assunto a ser discutido.
 
Até que ponto a interferência extracampo é salutar ao futebol e o que, de fato, pode ser tratado como assunto a ser interferido?
 
Vale a reflexão, não?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O atual futebol brasileiro é triste e decepcionante

Se fosse em outros tempos, quando eu não prestava tanta atenção no que acontece nos bastidores do futebol, a vitória de hoje do São Paulo sobre o Palmeiras seria motivo suficiente para eu dormir em paz e me preparar para tirar um sarro com a cara dos meus amigos palmeirenses no dia seguinte.
 
No entanto, o que sinto hoje pelo futebol é um misto de tristeza e decepção. O São Paulo bateu o Palmeiras por 2 a 1 e até poderia ter sido por um placar ainda maior, não fossem os erros grotescos de arbitragem, mas assim mesmo não convenceu e não estou feliz. O futebol atual é triste demais. Acabou aquela emoção, as disputas incríveis, os grandes craques, os grande clássicos, enfim.
 
E nem tanto pelo que o São Paulo vem apresentando dentro de campo, mas pelo que tenho visto em diversas partidas de muitas outras equipes do Campeonato Brasileiro. O futebol brasileiro sofre de um trauma muito doloroso. Uma pancada que sofreu do próprio esporte há anos, quando mudou-se a maneira de jogar bola, mas que o Brasil resolveu parar no tempo. E os dirigentes (cartolas) brasileiros, arrogantes como sempre, parecem não estarem tão preocupados com isso.
 
Haja visto o que aconteceu na última Copa do Mundo, na qual a nossa seleção se mostrou fragilizada e ultrapassada, o que levou a um verdadeiro vexame dentro de sua própria casa. E o que se viu de mudança de lá para cá? Nada. Nem mesmo uma conversa a respeito.
 
Quando se diz por aí que o Brasil precisa se reinventar, se atualizar, estão querendo dizer que há uma necessidade de transformação no modo como se gerencia esse esporte aqui no País. É preciso pensar, e rápido, numa fórmula eficaz de retenção dos nossos talentos de modo que esse "êxodo", tão praticado atualmente, aconteça cada vez menos, pelo menos não aconteça antes de o atleta ter uma formação dentro do clube onde foi revelado.
 
Ou seja, quero dizer que é necessário vetar, de alguma forma, a saída desses jovens atletas para o futebol exterior antes de eles se tornarem jogadores profissionais. Acredito que uma forma interessante seria criar uma lei que proíbe que um garoto seja transferido para o exterior antes de completar "x" idade, o que obrigaria o clube a ser o responsável pela formação desse jovem atleta. Isso seria extremamente salutar ao futebol brasileiro. 
 
Está mais do que na hora de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se reunir com os representantes dos principais clubes do País para discutir o futuro do futebol brasileiro e elaborar soluções ao esporte, com mudanças drásticas de postura.
 
É impressionante o número de garotos, que sequer atuaram com profissionais nos seus clubes de origem, deixando o Brasil para se formar profissionalmente em outros países. E isso acontece por quê? Porque os clubes brasileiros sofrem com falta de dinheiro. E muitas vezes esses clubes percebem nesses garotos uma oportunidade para "fazer o caixa" e pensar em alguma contratação de nomes conhecidos no mercado.
 
O grande problema é que esses garotos acabam saindo do País por uma mixaria, o que não resolve o problema de ninguém: nem do clube, que não arrecada o que realmente necessita para investir em infraestrutura, e nem do próprio futebol, que acaba empobrecido no que diz respeito à qualidade dentro dos campos brasileiros.
 
Na Alemanha, por exemplo, o Borussia Dortmund deu um verdadeiro exemplo de administração e gerenciamento. Em 2005, o clube estava à beira da falência financeira. Afundado numa dívida de € 180 milhões (R$ 468 milhões). Para quem não sabe, a diretoria do Borussia chegou a pedir dinheiro emprestado ao seu maior rival, o Bayern de Munique que, mostrando que rivalidade começa e termina dentro das quatros linhas, não hesitou em ajudar.
 
Porém, o empréstimo não foi suficiente para tirar o Borussia da situação crítica. Salários altíssimos, contratações exorbitantes e uma administração completamente perdida e sem controle financeiro eram os principais motivos do momento conturbado do clube alemão.
 
Foi quando eles resolveram contratar uma consultoria em gestão empresarial, chamada Roland Berger, para resolver essas questões que já estavam fora de controle. As primeiras ações da consultoria foram: cortar os altos salários; parar com as contratações desnecessárias e investir, urgentemente, nas categorias de base do clube.
 
E deu certo. O Borussia Dortmund revelou diversos craques e passou a ser protagonista em diversas competições. Claro que, para isso, teve de mudar completamente seus costumes e ter paciência. Foi um trabalho focado na restruturação financeira do clube que rendeu, cinco anos depois, diversos títulos importantes, sem contar a participação na finalíssima da Champions League, em 2013. 
 
Só para não perder o fio da meada, ainda falando sobre Alemanha, a Bundesliga faz um trabalho incrível para equilibrar a competição. Ela controla as dívidas dos clubes de modo que nenhum clube alemão gasta mais do que entra de receita. Além disso, ao contrário do que acontece em muitos países, inclusive no Brasil, a divisão da cota paga pela TV para transmissão dos jogos é realizada de maneira muito mais justa.
 
Ao invés de negociar diretamente com cada clube, na Bundesliga a TV paga pelo campeonato todo. Ao término da competição, cada equipe recebe o equivalente pela sua posição. O principal objetivo é fazer com que os clubes pequenos consigam uma boa grana para investir em novos talentos e contratações, o que mantém o equilíbrio entre as equipes.
 
Talvez seguir algumas dessas iniciativas podem dar um rumo um pouco diferente ao futebol brasileiro que está ultrapassado e já não bota medo em mais ninguém.
 
Claro que, para colocar em prática qualquer nova ideia, é necessário uma boa conversa entre as instituições que comandam o futebol e os clubes brasileiros. Só assim poderemos ter esperança de que as coisas vão melhorar e que na próxima Copa do Mundo voltaremos a ser protagonistas e não coadjuvantes.

domingo, 17 de agosto de 2014

Choque-Rei de 1994: Um dos melhores que já vi

Logo mais, às 16hs, teremos Palmeiras e São Paulo se enfrentando no estádio do Pacaembu em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2014. As duas equipes encontram-se em situações distintas na competição, o que deve garantir um Choque- Rei bastante eletrizante.
 
O mandante Palmeiras, que conta com força total, ocupa a 14ª colocação na tabela, com 14 pontos. Uma situação muito complicada, já que Figueirense, Botafogo e Flamengo (os três primeiros clubes que amargam a zona de rebaixamento) estão com 13 pontos ganhos. Ou seja, se o Verdão perder para o São Paulo dependerá de combinações de resultados para não entrar na próxima rodada na zona da degola. Preocupante.
 
Já o Tricolor Paulista entra em campo com equipe "quase" completa. Douglas, António Carlos e Osvaldo não jogam, pois cumprem suspensão automática por terem levado três cartões amarelos. No entanto, Rafael Tolói e Kaká, que foram poupados na partida contra o Bragantino, no qual o São Paulo perdeu 3 a 1 e foi eliminado da copa do Brasil em pleno o Estádio do Morumbi, devem reforçar o elenco neste domingo.
 
Mas, na verdade, eu gostaria de falar sobre algo do passado. Sobre uma partida entre Palmeiras e São Paulo que considero uma das mais fantásticas em termos de futebol bem jogado. Trata-se do primeiro jogo das oitavas de final da Taça Libertadores da América de 1994.
 
Nesse jogo, o Verdão foi melhor do que o Tricolor. E, embora tenha terminado em 0 a 0, esses dois gigantes do futebol brasileiro deram um show de habilidade, tática e inteligência. As redes só não balançaram porque de um lado tinha o goleiro Zetti que foi, sem a menor dúvida, o melhor em campo, praticando defesas inacreditáveis. Do outro, o Palmeiras contou com uma ajudinha do árbitro que não assinalou pênalti de César Sampaio sobre Euller.
 
Bom, mas aí você deve se perguntar: "Como ele pode dizer que foi um dos jogos mais fantásticos entre Palmeiras e São Paulo se sequer houve um gol para fazer a torcida explodir de alegria?". Ok, que te respondo.
 
O ano de 1994 foi um dos mais maravilhosos para o Futebol Paulista. O São Paulo, no comando de Telê Santana, vinha de uma sequência de títulos importantíssimos. Foi bicampeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes (92 e 93) e fazia uma campanha incrível na competição continental de 1994. O Palmeiras, comandado por Vanderlei Luxemburgo, havia conquistado o campeonato Paulista e montava uma equipe que viria a ser campeã brasileira do mesmo ano. Ou seja, se enfrentavam, naquele momento, os dois melhores clubes de 1994, indiscutivelmente.
 
Bom, mas nessa partida, em questão, o que me fez ficar de boca aberta foi atuação do goleiro Zetti, que defendeu até pensamento. O grande camisa 1 do São Paulo estava em sua melhor fase na carreira. Não foi por acaso que chegou a ser o quinto maior goleiro do Mundo ( o que na verdade foi uma verdadeira injustiça, pois não tenho dúvidas de que ele poderia alcançar o topo da lista - veja aqui a lista dos melhores goleiros do mundo em 1993).
 
O Palmeiras, como já citei, foi superior ao São Paulo, que dessa vez parecia mais cautelosa, pois sabia do potencial ofensivo do seu oponente. A equipe de Telê Santana resolveu esperar o adversário no seu campo de defesa para sair em busca de uma oportunidade nos contra-ataques. Por conta disso, Zetti teve de mostrar toda sua elasticidade e agilidade, além de um posicionamento perfeito, para salvar o que poderia ter sido uma goleada alviverde.
 
Foi um verdadeiro bombardeio. A bola vinha de todos os lados do campo, em todas as alturas. Tinha chute no ângulo direito, no ângulo esquerdo, meia altura, bola rasteira, enfim. Somente mesmo um goleiro muito bem treinado e determinado poderia resistir à genialidade de Edmundo, que, mesmo substituído na segunda etapa, foi o grande nome do Palmeiras.
 
Por falar em substituição, o craque Edmundo saiu de campo muito "P" da vida com o professor Luxa. Segundo o atacante, ele "já entrava em campo com a certeza que seria substituído", e isso ele não queria para a sua carreira. E se a situação entre jogador e treinador (do Palmeiras) não eram boas antes do clássico, depois deve ter ficado ainda pior. E o Zetti tem lá sua culpa por isso (risos).
 
Eu nunca escondi minha simpatia e admiração pela posição de goleiro. Talvez por isso, por eu prestar tanta atenção nesses caras, é que vejo essa partida como uma das mais incríveis. Primeiro pelo fato de ter em campo as duas maiores equipes que já vi jogar ( O São Paulo da era Telê e o Palmeiras da era "Parmalat"), segundo, pela beleza tática das duas equipes, e, terceiro, pela atuação impecável daquele que considero o maior goleiro que vi em atividade, o grande Zetti. 
 
Deixou saudades, com certeza.