terça-feira, 16 de dezembro de 2014

São Paulo já conta com Breno para a próxima temporada

A partir do próximo sábado, 20, o zagueiro Breno, do Bayern de Munique, estará finalmente liberado para voltar ao Brasil e vestir a camisa do São Paulo Futebol Clube.
 
Em 2011, o zagueiro foi acusado de incendiar a própria casa em Munique. No ano seguinte, foi condenado a três anos e nove meses de prisão. Em 2013, passou a cumprir regime semiaberto. Depois de quase três anos, a Alemanha concedeu o "Beanstandungsfrei", benefício à pessoa livre de queixas durante a detenção e o jogador enfim poderá dar um rumo à sua vida.
 
Segundo o gerente de futebol do Tricolor Paulista, Gustavo Vieira de Oliveira, e o próprio técnico Muricy Ramalho, a ideia do clube é inicialmente cuidar das questões pscológicas do atleta para depois pensar nele como um "reforço" para o setor defensivo da equipe.
 
Será um trabalho bastante intenso e que requer paciência de todos os lados, pois o torcedor sabe o quanto esse time necessita de um bom zagueiro para iniciar o ano de 2015 e pensar em voos mais altos como títulos. Ao mesmo tempo, o clube entende que não pode enfiar os pés pelas mãos e já colocá-lo para jogar o Campeonato Paulista poderia ser uma fria.
 
É evidente que Breno precisa de um acompanhamento psicológico para se readaptar no futebol e até mesmo na sociedade, já que passou por problemas traumáticos com a depressão e, consequentemente, com a prisão. Na Alemanha as leis são rigorosas e funcionam. E mesmo sendo jogador de um dos maiores clubes do país, Breno não teve nenhuma regalia. Além disso, não deve ser fácil para um estrangeiro ser preso em um país no qual ele sequer fala o idioma. Sem contar que o fato de estar longe da família e dos amigos, o que com certeza potencializa ainda mais a tristeza.
 
O fato é que o São Paulo tem uma equipe fantástica no que diz respeito à recuperação de atletas, sejam elas por problemas físicos ou psicológicos. Não tenho a menor dúvida que o Breno renderá muito para o clube do Morumbi e será um dos grandes nomes desse elenco na Libertadores da América.
 
A torcida são-paulina terá de ter paciência, assim com o atleta também terá de cooperar para que sua recuperação seja rápida e efetiva. Mesmo porque, bom de bola Breno é, basta botar a cabeça no lugar e começar do zero, do mesmo jeito que fez no seu início de carreira no São Paulo, em 2008, quando sagrou-se campeão brasileiro pelo clube do Morumbi e ainda levou o título de revelação da competição.
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Desafio Voa Goleiro" chega a sua 4ª edição

 
Evento destinado a goleiros deve receber cerca de 200 competidores para um grande desafio entre atletas da posição. Vencedor levará troféu e luva de primeira linha para casa
 
A academia Voa Goleiro, do preparador Valdir Bardi, anuncia mais um "Desafio Voa Goleiro". O evento tem data marcada para os dias 13 e 14 de dezembro, das 8h30s às 18hs. Em sua quarta edição consecutiva, o projeto será realizado pela primeira vez na cidade de Americana, interior de São Paulo, e contará com o apoio dos representantes das luvas HO Soccer no Brasil e com a academia Camisa 1, primeira escola de goleiros do Brasil, que abrirá suas portas para receber o evento.

"Essa é uma grande oportunidade para mostrar a todos o quanto o esporte é essesncial na vida das pessoas. O nosso projeto deve receber cerca de 200 goleiros inscritos e nossa espectativa é de atingir um resultado ainda melhor do que o do ano passado em termos de eficiência e aproveitamento por parte do competidores", diz Valdir Bardi, preparador de goleiros profissional e idealizador do projeto.

O "Desafio Voa Goleiro" consiste em testar os goleiros em diversas especificidades parecidas com a realidade de um jogo. Para isso, os goleiros são desafiados em 3 testes: velocidade de reação (para medir o reflexo); passe com precisão (para verificar o grau de habilidade de cada atleta) e o famoso "gol a gol", onde dois goleiros disputam por 5 minutos em um campo de 20 metros, praticando, assim, suas defesas e seus chutes, que atualmente são indispensáveis a um goleiro.

Após a aplicação das três fases do teste, o vencedor receberá um troféu de campeão do desafio e levará para casa também uma luva HO Soccer, umas das mais utilizadas na Europa justamente por manter uma qualidade incrível no que diz respeito à aderência e à resistência.

De acordo com Bardi, esse modelo de "desafio" entre atletas simpatizantes da posição de goleiro é uma adaptação de um evento criado nos Estados Unidos e que leva o nome de Goalkeeper Warrior (goleiro guerreiro, traduzido para o português). O mesmo é aplicado na Espanha, onde é conhecido como "La Batalha Solo Portero". Na América do Sul, por exemplo, o desafio já acontece, em menores proporções, em países como Peru e Argentina. "Aliás, foi o preparador de goleiros Leandro Fioretti quem moldou ao estilo brasileiro e trouxe para o nosso país", completou Bardi.

No entanto, a parceria com Fioretti não continuou e Voa Goleiro, entendendo as necessidades dos goleiros atuais, com todas as mudanças significativas que essa posição sofreu nos últimos anos, adaptou os testes e incluíu alguns fundamentos para atender o público brasileiro de forma eficaz.

Para participar do evento, o atleta devera acessar o portal  http://www.eventick.com.br/desafio-voa-goleiro-2014 e se inscrever. efetuado o cadastro, o goleiro receberá, no dia do evento, uma camiseta que lhe permitirá participar da disputa.
 
VOA GOLEIRO - A academia para goleiros intitulada "Voa Goleiro" é fruto da parceria de dois portais na internet que, após a junção, despertou a vontade Valdir Bardi a repassar seus conhecimentos como goleiro a outras pessoas que admiram a posição mais ingrata do mundo.
 
"A princípio, eu tinha um blog pessoal sobre goleiros e um amigo, chamado Rogger Costa, também tinha sua página na internet. Como Rogger destinava seus posts a dicas de equipamentos e comentários de atuações de goleiros profissionais pelo mundo, juntamos a parte técnica com o lado do glamoroso do goleiro em geral e criamos o Wingedgk, em 2011. O problema é que esse nome é muito difícil de se pronunciar e isso dificultaria a divulgação. Não demorou muito e optamos pelo então Voa Goleiro", disse Valdir.

A academia veio em seguida, quando Bardi trabalhava como preparador de goleiros em uma equipe da Coreia do Sul.  Lá ele conheceu a um espaço totalmente exclusivo para a preparação de goleiros e foi assim que surgiu a ideia de criar o seu próprio negócio. Percebeu um nicho interessante dentro de uma área na qual ele dominava completamente. Além disso, Bardi sempre soube das dificuldades de um goleiro para alcançar um clube de grande porte e resolveu investir com seu suor e conhecimento nesse novo desafio em sua vida.
 
Por falta de profissionais qualificados e até mesmo uma parceria financeira, a "Academia Voa Goleiro" acabou sendo deixada de lado em um certo período. Ficou apenas um ano em atividade. No entanto, Bardi retomou os trabalhos neste ano, ainda que timidamente. Firmou parceria com o CT de formação de atletas D.S Sports/União, no qual conta com o apoio do preparador Paulo Gibbin, que coordena os treinamentos atualmente.
 
"O objetivo da Voa Goleiro é primeiramente levar entretenimento a todos os apaixonados pela posição de goleiro, desde aquele que joga profissionalmente, até o que joga por pura paixão. Claro que com o acompanhamento de profissionais da área altamente capacitados para ensinar o que há de mais modernos no que diz respeito às técnicas da posição e que podem, também, ajudar na na indicação para algum clube. Mas vale destacar que a nossa principal meta é compartilhar com o aluno a paixão de se sentir um goleiro. E vamos fazer o passível para manter a academia cada vez mais forte", ressalta Bardi.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Palmeiras na Lanterna, São Paulo no G4 e Flamengo se distanciando do Z4

O Palmeiras foi a Recife enfrentar o Sport e levou mais uma surra no campeonato Brasileiro. Que fase!
 
A equipe alviverde saiu na frente, com um gol de Henrique. Porém, não contava com a falha grotesca do goleiro Fabio, que após o jogo disse que sofreu falta no lance em que colocou a bola para dentro do gol e resultou no empate do Sport.
 
O segundo gol dos donos da casa aconteceu aos 32 minutos da etapa final, num chute forte de Patrik, de fora da área. Um golaço.
 
Com esse resultado o Sport, que não vencia há três jogos, vai a 25 pontos e assume a sexta colocação. Enquanto isso, o Palmeiras amarga a lanterna da competição, com apenas 14 pontos. Situação bastante crítica para o Verdão, que já ligou o sinal de alerta.
 
Já em Porto Alegre, o Internacional recebeu o São Paulo e se deu mal. A equipe do Morumbi fez uma excelente partida e venceu os donos da casa por 1 a 0, com gol de Paulo Henrique Ganso, tirando a chance do colorado dormir na primeira colocação da tabela.
 
Com a vitória, o Tricolor Paulista chega aos 29 pontos, assume a terceira colocação e volta a brigar por título. Já o Inter, se mantém na segunda posição na tabela e torce por um tropeço do líder Cruzeiro, que joga mais tarde contra o Grêmio, em Minas Gerais.
 
Na Vila Belmiro o Santos conquistou mais três pontos após derrotar o Atlético Paranaense por 2 a 0. Também por 2 a 0 foi o placar da vitória do Coritiba sobre o Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba.
 
Jogando em casa, o Figueirense bateu o Botafogo por 1 a 0, no estádio Orlando Scarpelli. O mesmo placar aconteceu na Arena Condá, em Chapecó, na vitória da Chapecoense sobre o Fluminense. Resultado ruim para o Flu que cai para a quinta posição na tabela e começa a se distanciar do líder Cruzeiro.
 
No Maracanã, um resultado surpreendente. O Flamengo bate o Atlético-MG de virada e sobe para décima terceira colocação, somando 19 pontos. Será o efeito Luxemburgo dando resultado lá na Gávea?
 
A única partida que terminou em 0 a 0 foi entre Bahia e Criciúma, que aconteceu no estádio Fonte Nova, na Bahia.
 
Para fechar a 16ª rodada, ainda jogam Cruzeiro e Grêmio, no Mineirão, e Corinthians e Goiás, na Arena Corinthians.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

As imagens punem jogadores. Quando punirão árbitros também?

Foto: Rudy Trindade / FRAME / ESTADÃO CONTEÚDO
No futebol brasileiro, tudo vira uma grande polêmica. E não é para menos.
 
Na tarde de ontem, 18, o meia Petros, do Corinthians, foi punido pela Primeira Comissão Disciplinar do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 180 dias de suspensão das atividades esportivas por conta da trombada dada pelo jogador no árbitro Raphael Claus, durante o clássico contra o rival Santos, na Vila Belmiro, no dia 10.
 
O meia foi julgado no artigo 254-a do Código Brasileiro de Justiça desportiva, no qual é definido como agressão. É evidente que o departamento do Corinthians deve entrar com efeito suspensivo, principalmente pelo fato de que não houve unanimidade na votação (o auditor e o presidente divergiram e o placar foi 3 a 2 favorável à punição).
 
Não tenho dúvidas de que o Corinthians reverterá essa situação nos próximos dias. Embora a punição aplicada ao jogador esteja dentro da lei desportiva, no Brasil não há nada que não possa ser resolvido com aquele velho "jeitinho brasileiro". E no futebol as coisas não são diferentes. Haja visto as tantas viradas de mesa de clubes rebaixados que voltaram à elite (do futebol) sem sequer sofrer o ônus da segundona, entre outros absurdos que não valem a pena discutir no momento.
 
 
O fato é que ficou extremamente evidente nas imagens (que assisti diversas vezes em vários ângulos e em todas as velocidades) que o jogador agrediu sim o árbitro da partida, embora tente de todas as formas explicar que apenas esbarrou involuntariamente em Claus. E se houve agressão, a punição é mais do que justa. Não concordo com 180 dias. Achei um pouco exagerado. Já vi coisas muito piores nesse esporte que sequer foram julgadas. Acho que trinta dias seria o suficiente para fazer o infrator refletir.
 
No entanto, sem querer fazer qualquer tipo de "advogado do diabo", acho que se as imagens de um lance dentro de campo são utilizadas posteriormente ao jogo para punir um atleta, por que esse mesmo procedimento não é utilizado para punir erros grotescos, e que muitas vezes mudam até a trajetória de um resultado de uma partida, cometidos pelos árbitros e auxiliares em partidas de campeonatos nacionais?
 
É obvio que o que estou levantando nesse texto é algo extremamente polêmico, mas com certeza é um assunto a ser discutido.
 
Até que ponto a interferência extracampo é salutar ao futebol e o que, de fato, pode ser tratado como assunto a ser interferido?
 
Vale a reflexão, não?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O atual futebol brasileiro é triste e decepcionante

Se fosse em outros tempos, quando eu não prestava tanta atenção no que acontece nos bastidores do futebol, a vitória de hoje do São Paulo sobre o Palmeiras seria motivo suficiente para eu dormir em paz e me preparar para tirar um sarro com a cara dos meus amigos palmeirenses no dia seguinte.
 
No entanto, o que sinto hoje pelo futebol é um misto de tristeza e decepção. O São Paulo bateu o Palmeiras por 2 a 1 e até poderia ter sido por um placar ainda maior, não fossem os erros grotescos de arbitragem, mas assim mesmo não convenceu e não estou feliz. O futebol atual é triste demais. Acabou aquela emoção, as disputas incríveis, os grandes craques, os grande clássicos, enfim.
 
E nem tanto pelo que o São Paulo vem apresentando dentro de campo, mas pelo que tenho visto em diversas partidas de muitas outras equipes do Campeonato Brasileiro. O futebol brasileiro sofre de um trauma muito doloroso. Uma pancada que sofreu do próprio esporte há anos, quando mudou-se a maneira de jogar bola, mas que o Brasil resolveu parar no tempo. E os dirigentes (cartolas) brasileiros, arrogantes como sempre, parecem não estarem tão preocupados com isso.
 
Haja visto o que aconteceu na última Copa do Mundo, na qual a nossa seleção se mostrou fragilizada e ultrapassada, o que levou a um verdadeiro vexame dentro de sua própria casa. E o que se viu de mudança de lá para cá? Nada. Nem mesmo uma conversa a respeito.
 
Quando se diz por aí que o Brasil precisa se reinventar, se atualizar, estão querendo dizer que há uma necessidade de transformação no modo como se gerencia esse esporte aqui no País. É preciso pensar, e rápido, numa fórmula eficaz de retenção dos nossos talentos de modo que esse "êxodo", tão praticado atualmente, aconteça cada vez menos, pelo menos não aconteça antes de o atleta ter uma formação dentro do clube onde foi revelado.
 
Ou seja, quero dizer que é necessário vetar, de alguma forma, a saída desses jovens atletas para o futebol exterior antes de eles se tornarem jogadores profissionais. Acredito que uma forma interessante seria criar uma lei que proíbe que um garoto seja transferido para o exterior antes de completar "x" idade, o que obrigaria o clube a ser o responsável pela formação desse jovem atleta. Isso seria extremamente salutar ao futebol brasileiro. 
 
Está mais do que na hora de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se reunir com os representantes dos principais clubes do País para discutir o futuro do futebol brasileiro e elaborar soluções ao esporte, com mudanças drásticas de postura.
 
É impressionante o número de garotos, que sequer atuaram com profissionais nos seus clubes de origem, deixando o Brasil para se formar profissionalmente em outros países. E isso acontece por quê? Porque os clubes brasileiros sofrem com falta de dinheiro. E muitas vezes esses clubes percebem nesses garotos uma oportunidade para "fazer o caixa" e pensar em alguma contratação de nomes conhecidos no mercado.
 
O grande problema é que esses garotos acabam saindo do País por uma mixaria, o que não resolve o problema de ninguém: nem do clube, que não arrecada o que realmente necessita para investir em infraestrutura, e nem do próprio futebol, que acaba empobrecido no que diz respeito à qualidade dentro dos campos brasileiros.
 
Na Alemanha, por exemplo, o Borussia Dortmund deu um verdadeiro exemplo de administração e gerenciamento. Em 2005, o clube estava à beira da falência financeira. Afundado numa dívida de € 180 milhões (R$ 468 milhões). Para quem não sabe, a diretoria do Borussia chegou a pedir dinheiro emprestado ao seu maior rival, o Bayern de Munique que, mostrando que rivalidade começa e termina dentro das quatros linhas, não hesitou em ajudar.
 
Porém, o empréstimo não foi suficiente para tirar o Borussia da situação crítica. Salários altíssimos, contratações exorbitantes e uma administração completamente perdida e sem controle financeiro eram os principais motivos do momento conturbado do clube alemão.
 
Foi quando eles resolveram contratar uma consultoria em gestão empresarial, chamada Roland Berger, para resolver essas questões que já estavam fora de controle. As primeiras ações da consultoria foram: cortar os altos salários; parar com as contratações desnecessárias e investir, urgentemente, nas categorias de base do clube.
 
E deu certo. O Borussia Dortmund revelou diversos craques e passou a ser protagonista em diversas competições. Claro que, para isso, teve de mudar completamente seus costumes e ter paciência. Foi um trabalho focado na restruturação financeira do clube que rendeu, cinco anos depois, diversos títulos importantes, sem contar a participação na finalíssima da Champions League, em 2013. 
 
Só para não perder o fio da meada, ainda falando sobre Alemanha, a Bundesliga faz um trabalho incrível para equilibrar a competição. Ela controla as dívidas dos clubes de modo que nenhum clube alemão gasta mais do que entra de receita. Além disso, ao contrário do que acontece em muitos países, inclusive no Brasil, a divisão da cota paga pela TV para transmissão dos jogos é realizada de maneira muito mais justa.
 
Ao invés de negociar diretamente com cada clube, na Bundesliga a TV paga pelo campeonato todo. Ao término da competição, cada equipe recebe o equivalente pela sua posição. O principal objetivo é fazer com que os clubes pequenos consigam uma boa grana para investir em novos talentos e contratações, o que mantém o equilíbrio entre as equipes.
 
Talvez seguir algumas dessas iniciativas podem dar um rumo um pouco diferente ao futebol brasileiro que está ultrapassado e já não bota medo em mais ninguém.
 
Claro que, para colocar em prática qualquer nova ideia, é necessário uma boa conversa entre as instituições que comandam o futebol e os clubes brasileiros. Só assim poderemos ter esperança de que as coisas vão melhorar e que na próxima Copa do Mundo voltaremos a ser protagonistas e não coadjuvantes.

domingo, 17 de agosto de 2014

Choque-Rei de 1994: Um dos melhores que já vi

Logo mais, às 16hs, teremos Palmeiras e São Paulo se enfrentando no estádio do Pacaembu em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2014. As duas equipes encontram-se em situações distintas na competição, o que deve garantir um Choque- Rei bastante eletrizante.
 
O mandante Palmeiras, que conta com força total, ocupa a 14ª colocação na tabela, com 14 pontos. Uma situação muito complicada, já que Figueirense, Botafogo e Flamengo (os três primeiros clubes que amargam a zona de rebaixamento) estão com 13 pontos ganhos. Ou seja, se o Verdão perder para o São Paulo dependerá de combinações de resultados para não entrar na próxima rodada na zona da degola. Preocupante.
 
Já o Tricolor Paulista entra em campo com equipe "quase" completa. Douglas, António Carlos e Osvaldo não jogam, pois cumprem suspensão automática por terem levado três cartões amarelos. No entanto, Rafael Tolói e Kaká, que foram poupados na partida contra o Bragantino, no qual o São Paulo perdeu 3 a 1 e foi eliminado da copa do Brasil em pleno o Estádio do Morumbi, devem reforçar o elenco neste domingo.
 
Mas, na verdade, eu gostaria de falar sobre algo do passado. Sobre uma partida entre Palmeiras e São Paulo que considero uma das mais fantásticas em termos de futebol bem jogado. Trata-se do primeiro jogo das oitavas de final da Taça Libertadores da América de 1994.
 
Nesse jogo, o Verdão foi melhor do que o Tricolor. E, embora tenha terminado em 0 a 0, esses dois gigantes do futebol brasileiro deram um show de habilidade, tática e inteligência. As redes só não balançaram porque de um lado tinha o goleiro Zetti que foi, sem a menor dúvida, o melhor em campo, praticando defesas inacreditáveis. Do outro, o Palmeiras contou com uma ajudinha do árbitro que não assinalou pênalti de César Sampaio sobre Euller.
 
Bom, mas aí você deve se perguntar: "Como ele pode dizer que foi um dos jogos mais fantásticos entre Palmeiras e São Paulo se sequer houve um gol para fazer a torcida explodir de alegria?". Ok, que te respondo.
 
O ano de 1994 foi um dos mais maravilhosos para o Futebol Paulista. O São Paulo, no comando de Telê Santana, vinha de uma sequência de títulos importantíssimos. Foi bicampeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes (92 e 93) e fazia uma campanha incrível na competição continental de 1994. O Palmeiras, comandado por Vanderlei Luxemburgo, havia conquistado o campeonato Paulista e montava uma equipe que viria a ser campeã brasileira do mesmo ano. Ou seja, se enfrentavam, naquele momento, os dois melhores clubes de 1994, indiscutivelmente.
 
Bom, mas nessa partida, em questão, o que me fez ficar de boca aberta foi atuação do goleiro Zetti, que defendeu até pensamento. O grande camisa 1 do São Paulo estava em sua melhor fase na carreira. Não foi por acaso que chegou a ser o quinto maior goleiro do Mundo ( o que na verdade foi uma verdadeira injustiça, pois não tenho dúvidas de que ele poderia alcançar o topo da lista - veja aqui a lista dos melhores goleiros do mundo em 1993).
 
O Palmeiras, como já citei, foi superior ao São Paulo, que dessa vez parecia mais cautelosa, pois sabia do potencial ofensivo do seu oponente. A equipe de Telê Santana resolveu esperar o adversário no seu campo de defesa para sair em busca de uma oportunidade nos contra-ataques. Por conta disso, Zetti teve de mostrar toda sua elasticidade e agilidade, além de um posicionamento perfeito, para salvar o que poderia ter sido uma goleada alviverde.
 
Foi um verdadeiro bombardeio. A bola vinha de todos os lados do campo, em todas as alturas. Tinha chute no ângulo direito, no ângulo esquerdo, meia altura, bola rasteira, enfim. Somente mesmo um goleiro muito bem treinado e determinado poderia resistir à genialidade de Edmundo, que, mesmo substituído na segunda etapa, foi o grande nome do Palmeiras.
 
Por falar em substituição, o craque Edmundo saiu de campo muito "P" da vida com o professor Luxa. Segundo o atacante, ele "já entrava em campo com a certeza que seria substituído", e isso ele não queria para a sua carreira. E se a situação entre jogador e treinador (do Palmeiras) não eram boas antes do clássico, depois deve ter ficado ainda pior. E o Zetti tem lá sua culpa por isso (risos).
 
Eu nunca escondi minha simpatia e admiração pela posição de goleiro. Talvez por isso, por eu prestar tanta atenção nesses caras, é que vejo essa partida como uma das mais incríveis. Primeiro pelo fato de ter em campo as duas maiores equipes que já vi jogar ( O São Paulo da era Telê e o Palmeiras da era "Parmalat"), segundo, pela beleza tática das duas equipes, e, terceiro, pela atuação impecável daquele que considero o maior goleiro que vi em atividade, o grande Zetti. 
 
Deixou saudades, com certeza. 
 
 

sábado, 5 de julho de 2014

A dupla de zaga merecia esse presente

 
Diferentemente da partida contra o Chile, nas oitavas de final, na qual o Brasil passou o maior sufoco e até precisou contar com a inspiração do goleiro Júlio César na decisão por pênaltis, hoje, contra a Colômbia, a história foi outra.
 
A equipe comandada pelo técnico Felipão foi a campo com outra postura e mostrou, logo de cara, que dessa vez não tinha a menor intenção de levar a decisão para prorrogação, muito menos para os "penais".
 
Venceu a partida, realizada no estádio Castelão, em Fortaleza, por 2 a 1 e avançou para as semifinais da Copa do Mundo 2014, no qual enfrentará a tão temida Alemanha.
 
As entradas de Maicon no lugar de Daniel Alves, na lateral direita, e o retorno de Paulinho, no setor de meio de campo, surtiram efeito e deixaram o Brasil mais leve, rápido e criativo.
 
Desde o momento do apito inicial o Brasil dominou a partida e até nos fez lembrar aquela equipe campeã da Copa das Confederações.
 
Mas há um ponto a ser enaltecido, embora até pareça repetitivo pelas constantes atuações nesse mundial, é a segurança da zaga brasileira.
 
Mais uma vez Thiago Silva e David Luiz fizeram uma partida impecável. Desarmaram, orientaram, se posicionaram, defenderam e, por incrível que pareça, até atacaram.
 
David Luiz, por exemplo, arriscou uma arrancada ao ataque e por pouco não conseguiu concluir o lance com uma jogada que resultasse em gol.
 
Uma hora ou outra esses dois grandes defensores teriam de ser premiados. Os Deuses da bola nunca se esquecem dos grandes heróis. E isso aconteceu hoje.
 
Logo aos 7 minutos, depois de uma bola alçada por Neymar à área colombiana, Thiago Silva, o capitão da nossa "amarelinha", levantou a perna para mandar a pelota para o fundo da rede do gol de Ospina, o guarda-metas da colômbia.
 
Aos 23 minutos do segundo tempo foi a vez do "raçudo" David Luiz levantar a torcida com um golaço em cobrança de falta perfeita.
 
Os dois zagueiros subindo ao ataque para marcar os gols que deram a classificação do Brasil à próxima fase.
 
A Colômbia ainda descontou aos 34 minutos da etapa complementar, com James Rodriguez, em cobrança de pênalti. Mas a reação não passou disso.
 
E tudo até poderia ter terminado de forma perfeita para o Brasil, não fosse a entrada criminosa de Zuniga no nosso camisa 10, o craque Neymar, que acabou fraturando a terceira vértebra lombar e está fora do mundial.
 
Uma pena. Muito triste.
 
Perdemos uma peça importantíssima para enfrentar a Alemanha, o que deixa a situação complicada.
 
Mas se a equipe usar essa ausência a seu favor, levando o Neymar como fonte de inspiração para superar quaisquer dificuldades, tenho certeza que o Brasil encara os alemães com toda determinação possível e chega à final como franca favorita ao título.
 
Eu acredito em você, Brasil. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mondragón: o último da melhor geração de goleiros

 
Dessa vez não vou comentar o show de bola que rolou na Arena Pantanal, ontem, 24, na vitória elástica da Colômbia sobre o Japão, por 4 a 1, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. A equipe da Colômbia tem mostrado um futebol alegre, ofensivo, com um time muito bem arrumado. Deve ser umas das sensações nesta Copa e com certeza teremos emoções garantidas nas oitavas de final, já que o confronto será com o Uruguai.
 
Mas o que gostaria de destacar hoje foi a belíssima homenagem que o técnico da Colômbia José Pekerman fez ao terceiro goleiro de sua equipe, o grande Faryd Mondragón, de 43 anos. Um veterano de Copa do Mundo, um goleiro pra lá de vitorioso no esporte bretão.
 
A Colômbia já vencia o Japão por 4 a 1 quando, aos 35 minutos do segundo tempo, Mondragón foi a campo, substituindo Ospina, para se despedir de vez da seleção de seu país e levar o torcedor à loucura. Com isso, Mondragón quebrou o recorde sendo o jogador de mais idade a disputar uma partida de competição mundial. Até então,  o recorde pertencia ao camaronês Roger Milla, que disputou três copas do Mundo (!982, 1990 e 1994), a última delas aos 42 anos.
 
Uma atitude incrível da comissão técnica que reconhece a qualidade desse profissional. Aliás, mais do que uma homenagem, na minha opinião toda seleção de futebol deveria adotar o procedimento de convocar, como terceiro goleiro, um atleta de mais idade, como Modragón, para contribuir com ensinamentos e repassar suas experiências.
 
O terceiro goleiro, para quem não sabe, é um atleta que sequer treina debaixo das traves nos coletivos. Em 2006, por exemplo, os goleiros brasileiros convocado pelo técnico Parreira foram Dida (titular) e Rogério Ceni (reserva). O Júlio César, que hoje é titular da nossa seleção, era o terceiro goleiro, mas sequer atuava na sua posição. Ele era utilizado como jogador de linha para completar o time nos treinos. Isso quando não ficava de fora, apenas olhando.
 
E não fiquem com dó. É assim mesmo que acontece em todas as seleções. E é por isso que sou totalmente a favor de ter um goleiro mais experiente para ajudar nos treinamentos dos "guapos".
 
Já imaginaram o Marcos, o grande Marcão do Palmeiras, que foi a sensação da nossa seleção campeã do Mundo em 2002, fazendo parte da equipe atual? Aposto que seria muito mais produtivo do que o coitado do Jefferson, que não tem a menor chance de entrar em uma só partida dessa Copa no Brasil.
 
Mas voltando a falar do protagonista da vez, Mondragón é um velho conhecido no esporte. Passou por diversos clubes importantes da América do Sul, onde conquistou alguns títulos importantes.
 
Nascido em Cali, o colombiano iniciou sua trajetória no Deportivo Cali, em 1990. Passou por Real Cartagena (COL), Santa Fé (COL), Independiente (ARG), Argentinos Juniors (ARG), Real Zaragoza (ESP), entre outros.
 
Mas foi jogando pelo Cerro Portenõ, do Paraguai, que o vi pela primeira vez dentro de campo. A equipe paraguaia veio ao Brasil, enfrentar o São Paulo Futebol Clube, pelas semifinais da Taça Libertadores da América, em 1993. (O Tricolor do Morumbi sagrou-se bicampeão neste ano)
 
O cara simplesmente fechou o gol e foi o responsável por segurar o São Paulo dentro de sua própria casa. Sim, o São Paulo venceu a partida por 1 a 0, com gol de Raí, mas se não fosse Mondragón a história poderia ter sido outra, por isso digo que ele "segurou o São Paulo", Vale lembrar que perder por apenas um gol do time comandado por Telê Santana, dentro do Morumbi, tinha sabor de uma vitória aos adversários.
 
Lembro daquele dia como se fosse ontem. Mondragón fazia suas defesas milagrosas de um lado e Zetti retribuía do outro. Um jogaço com atuações incríveis dos dois goleiros. Jamais vou esquecer.
 
E hoje, ao ver o grande Mondragón se despedir da seleção Colombiana, nós, torcedores e apreciadores do bom futebol, nos despedimos de uma das melhores safras de goleiros já vista no futebol. Uma safra fantástica, quase perfeita.
 
Quem viu, viu. Quem não viu, uma pena.   
 
E aqui fica meu agradecimento ao Mondragón, um dos maiores goleiros que a Seleção Colombiana já teve.
 
   

sábado, 21 de junho de 2014

Oberdan Cattani, Ídolo alviverde, morre aos 95 anos

O futebol está de luto.
 
Perdemos, na noite de ontem (20), uma figura pra lá de importante na história do esporte brasileiro.
 
O ex-goleiro Oberdan Cattani, um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, faleceu no fim da noite desta sexta-feira, em São Paulo. Em abril, Oberdan havia sido internado com uma séria lesão coronariana, no qual foi diagnosticado com angina instável, e por isso teve de ser submetido a um cateterismo. 
 
Infelizmente Oberdan voltou a passar mal e teve se ser internado novamente. Há dez dias no hospital, já bastante debilitado, o grande goleiro alviverde não resistiu e morreu, aos 95 anos.
 
Meu avô, Sr. Murillo Tucci, um palmeirense pra lá de apaixonado, vivia me dizendo que o melhor goleiro que ele já tinha visto atuar foi o Oberdan. Para meu avô, o ex-goleiro tinha uma impulsão fantástica, além do dom de segura a bola, sem deixa-la escapar, com apenas uma mão.
 
O sonho do Sr. Murillo era me levar no Palestra Itália para conhecer Oberdan. Ele costumava dizer o seguinte: "Você, meu neto, que quer ser um goleiro profissional (sim, esse era o meu sonho de criança), precisa prestar atenção em todos os goleiros, inclusive de outras equipes. Mas ainda vou leva-lo ao Palestra para você conhecer o maior goleiros de todos os tempos, o Oberdan".
 
Meu querido avô faleceu em 2000 e não conseguiu realizar essa promessa. Mas parece que lá de cima ele conseguiu mexer os pauzinhos para que isso acontecesse.
 
foto tirada minutos depois que conheci Oberdan
 
Em 2003, participei de um jogo no estádio Palestra Itália, o Parque Antártica, organizado pelo querido amigo Dr. Antonio Carlos Meccia, à época Diretor Jurídico da Federação Paulista de Futebol. A pelada seria entre amigos do Magistrado de São Paulo e o combinado entre os participantes era que nos encontrássemos no estacionamento do estádio.
 
Enquanto todos os amigos não apareciam, batíamos um papo sobre futebol quando, de repente, chega no estacionamento do clube um carro preto (não me lembro o modelo). Um dos meus amigos, o palmeirense Márcio Guarnieri, vira para mim e diz:
 
"Fernandinho, dentro daquele carro que acaba de passar por nós e que está estacionando ali adiante está um dos maiores goleiros que o Palmeiras e o Palestra Itália já tiveram. É o carro de Oberdan. Quer ir trocar algumas palavras com ele?"
 
Nesse momento, só consegui pensar no meu avô. Lembrei de todas as suas tentativas, sem sucesso, de me levar para conhecer o grande ídolo alviverde. E minha resposta ao amigo Márcio foi quase que instantânea.
 
"Claro, Marcião. Com certeza. Vamos lá".
 
A abordagem ao ex-goleiro partiu do Marcião.
 
"Como vai, Oberdan? Tudo bem? Esse garoto é goleiro, joga bem, e é seu fã.
 
Oberdan estendeu a mão, olhou para mim de baixo para cima e disse: "Pelo menos mão de goleiro você tem, garoto", sorriu em seguida.
 
Oberdan foi muito educado e nos deixou bastante à vontade. Tão à vontade que contei a ele que gostaria de tentar o futebol como profissão. Recebi diversos conselhos incríveis. Além disso, ele me contou toda sua trajetória como goleiro do Palestra Itália e, anos mais tarde, do Palmeiras.
 
"A vida não é fácil para quem opta por ser um jogador de futebol. É necessário tem determinação, força de vontade e não se abater com as pedras que se encontra no caminho. Eu, por exemplo, tive muitas dificuldades antes de chegar aqui no Palmeiras. Mas se esse é o seu sonho, vá atrás e não desista", disse.
 
Infelizmente o destino me reservou outros desafios e não me tornei um jogador de futebol. Mas graças a Deus esses esporte está sempre presente na vida. Ou quando estou jogando nos campos dos bairro da Vila Mariana e da  Aclimação, ou quando estou escrevendo.
 
O fato é que posso me considerar um privilegiado, pois consegui conhecer o grande ídolo do meu avô e, anos mais tarde, tive o prazer de entrevistar o meu ídolo, o grande Zetti, que foi muito solícito ao contribuir para o meu documentário sobre goleiros (Onde não Nasce Grama, Surgem Ídolos).
 
Enfim, que Deus receba Oberdan Cattani de braços abertos.
E meu avô, lá em cima, deve estar fazendo festa pela chegada do seu ídolo.
 
Fica com Deus, Oberdan.
 
 
DADOS HISTÓRICOS
 
Considerado um dos maiores goleiros da quase centenária história do Verdão, Oberdan defendeu o clube palmeirense entre os anos de 1941 e 1954. No total, foram 351 jogos, sendo 207 vitórias, 76 empates e 68 derrotas, com as conquistas da Copa Rio de 1951 (considerado pelo clube como o primeiro Mundial Interclubes), o Torneio Rio-São Paulo de 1951 e quatro edições do Campeonato Paulista (1942, 1944, 1947 e 1950).
 
 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Costa Rica surpreende novamente, bate a Itália e se classifica para as oitavas de final

Está mais do que confirmada: Essa é Copa do Mundo das "zebras".
 
Depois de Espanha e Inglaterra serem eliminadas ainda na primeira fase da competição, agora Uruguai e Itália farão o "jogo da morte" dentro daquele que foi chamado de "grupo da morte". Um deles deve fazer companhia à Inglaterra e voltar mais cedo para a casa.
 
Só para lembrar, o Grupo D é formado por Itália, Uruguai, Inglaterra e Costa Rica - guarde este último nome.
 
Na primeira rodada, a Costa Rica surpreendeu ao bater, de virada, a seleção do Uruguai, por 3 a 1. Também pela primeira rodada, a Itália jogou um bolão contra a Inglaterra e venceu por 2 a 1.
 
Já pela segunda rodada, a Inglaterra não conseguiu segurar o poder ofensivo do Uruguai, que contou com o talento do atacante Suárez, e perdeu também por 2 a 1. Ou seja, foi praticamente eliminada.
 
A Itália, por sua vez, foi a campo certa de que venceria a Costa Rica e teria sua classificação para as oitavas de final garantidíssima. O que os italianos não esperavam é que o time da Costa Rica fizesse mais um jogo inacreditável, provando que a vitória sobre o Uruguai, na primeira rodada, não foi apenas sorte, mas sim fruto de um trabalho muito bem feito de uma equipe até então vista como "café com leite".
 
Nem mesmo a genialidade de Pirlo e o retorno do goleiro Buffon, capitão da equipe, puderam segurar os costarriquenhos, que venceram a partida por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado por Bryan Ruiz, no fim do primeiro tempo, logo após o árbitro simplesmente ignorar um pênalti claríssimo de Chiellini sobre Campbell.
 
Já podemos dizer que a Costa Rica é uma das grandes surpresas dessa Copa do Mundo. Enquanto isso, Itália e Uruguai farão um jogaço para definir quem avança e quem volta para casa.
 
Meu palpite: Uruguai vence por 2 a 0. 

Kaká está de volta ao São Paulo

E no futebol brasileiro, Kaká já está acertado com o São Paulo.

O clube Paulista deve anunciar, o quanto antes, o retorno do meia, que depois de 11 anos está de volta ao clube que o revelou.

Quem ficou feliz com a notícia foi Luís Fabiano, parceiro de Kaká em sua primeira passagem pelo clube.

Fabuloso até manifestou seu entusiasmo nas redes sociais com a possível chegada do craque do Milan.

Em breve, mais detalhes a respeito. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Espanha leva surra do Chile e está fora das oitavas de final

Foto: Globo Esporte.com
Quem poderia acreditar que a Espanha, a grande campeã do Mundo em 2010, na África do Sul, ficaria fora das oitavas de final do mundial realizado aqui no Brasil? 
 
Ninguém, claro, mas foi o que aconteceu.
 
Se perder logo na primeira partida para a Holanda, com um placar tão elástico (4 a 1 fora o baile), já foi inesperado, tomar uma surra do Chile no segundo confronto da fase de grupos foi ainda pior.
 
Não que estejamos menosprezando a seleção do Chile. Pelo contrário. Os chilenos mostraram uma equipe forte, bem montada, pronta para encarar seja lá quem for seu adversário na próxima fase.
  
Mas a verdade é que muito se apostou na "Fúria", atual campeã do mundo e que tem jogadores incríveis como Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Xabi Alonso, Iniesta, Pedro e Diego Costa. A base da equipe sensação (e campeã) da última Copa do Mundo.
 
E não teve jeito. A seleção chilena, comandada pelo técnico Jorge Sampaoli, enfiou 2 a 0 na Espanha, de Vicente Del Bosque, num Maracanã lotado que gritou "Olé... Olé..." a cada toque que o Chile dava na bola. 
 
Parece que o encanto espanhol acabou. Aquela fórmula bonita de jogar futebol que vimos há quatro anos, inclusive exposta pelo Barcelona, comandado, à época, por Pep Guardiola, parece ter chegado ao fim. Será o momento de se reinventar?
 
 
JOGÃO DE BOLA ANTES DO VEXAME ESPANHOL... 
 
Foto: Globo Esporte.com
Ainda pelo Gupo B, a Holanda foi ao Beira Rio encarar a boa equipe da Austrália, e conseguiu uma vitória importante que culminou na sua classificação para as oitavas de final. Foi um jogaço de bola.
 
E não pense você que a Holanda passou fácil pelos australianos. Muito pelo contrário. A equipe da Oceania foi superior em pelo menos 70% do jogo. Mesmo saindo atrás no placar, a Austrália virou a partida e teve as melhores oportunidades de ampliar o placar, mas perdeu o jogo no "detalhe".
 
Aos 19 minutos, Robben abriu o placar para Holanda em um chute cruzado. um belo gol. Mas eles mau conseguiram comemorar, porque 1 minuto depois a Austrália chegou ao empate com um golaço de Cahill. 
 
Muito melhor na partida, a Austrália virou sobre os holandeses aos 7 minutos da etapa complementar, com Jedinak cobrando pênalti.
 
Numa cochilada da equipe australiana, Van Persie deixa tudo igual.
 
Ainda assim, era a Austrália quem parecia muito mais perto de marcar o terceiro gol. Aos 22 minutos, Leckie teve uma oportunidade incrível de ampliar o marcador depois do cruzamento de Oar. Mas o atacante australiano não conseguiu concluir em gol e acabou dando o contra-ataque à Holanda, que foi fulminante no chute de Depay. Final: Holanda 3x2 Austrália.
 
Resultado: Holanda e Chile já estão classificados para a próxima fase e um dos dois deverá ser o adversário da Seleção Brasileira. Duas pedreiras. Duas equipes que têm muito entrosamento e força no conjunto, diferentemente do Brasil, que deposita todas as esperanças em um único jogador, o seu camisa 10 (Neymar).
 
O bicho vai pegar, meus caros... Esperam por uma "parada duríssima" na próxima fase. 


domingo, 15 de junho de 2014

E não é que o tal "chip" na bola funciona bem?

Muito se discutiu, antes do início da Copa do Mundo de 2014, sobre a utilização do uso de chip nas bolas de futebol na maior competição esportiva do mundo. Houve aqueles que acharam a ideia excelente e os que acharam um absurdo. Particularmente, não fui a nenhum extremo. Entendo que exista os dois lado da moeda nessa história. Como? 
 
O futebol, principalmente na América do Sul, é regado de muita catimba e malandragem que se tornaram características desse esporte. O futebol profissional, embora hoje seja um trabalho com carteira assinada, com direitos trabalhistas, enfim, uma profissão como qualquer outra, carrega o espírito do amadorismo contidas nas peladas jogadas nas ruas, nas escolas, nos campinhos de bairro, etc. Isso é o futebol. Um esporte de alma popular, de simplicidade.
 
Jogador que se cai dentro da área para cavar um pênalti, ou atleta que desaba no gramado para fazer o jogo esfriar quando seu time está vencendo, ou aquela bola duvidosa que pode dar o título para uma equipe, quem sabe até, na situação adversa, custar a queda para uma divisão inferior,  enfim. Tudo isso existe e é completamente normal dentro do futebol. Faz parte da cultura desse esporte usar da malícia, desde que não se confunda com violência, falta de respeito ou até mesmo discriminação.

Mas, com a chegada da tecnologia, acredito que o futebol esteja caminhando para algo cada vez mais robótico e sem graça. É o que eu chamo de acabar com a "essência do futebol". 
 
No entanto, deixando de lado a visão de "torcedor apaixonado" e me colocando na pele do jogador, que trabalha para o esporte, vive do esporte, respira o esporte e depende do esporte para sobreviver, há de se concordar que a tecnologia permite a diminuição dos erros de arbitragem , o que faz o futebol ser mais justo àqueles que vivem dessa profissão.
 
Na última Copa do Mundo, por exemplo, que foi realizada na África do Sul, em 2010, Alemanha e Inglaterra se enfrentavam pelas oitavas de final. A equipe alemã vencia por 2 a 1. Aos 34 minutos da etapa inicial, o atacante inglês Lampard chuta de fora da área, a bola encobre o goleiro alemão, bate no travessão, ultrapassa claramente a linha que define se é gol ou não e depois volta para dentro de campo. Tanto o auxiliar de arbitragem quanto o árbitro da partida não consideraram o gol, que seria o empate da Inglaterra e que poderia ter mudado completamente a história dessa partida.
 
A partir desse episódio, a Fifa estudou muito a possibilidade até entender que deveria introduzir o chip na bola já para a próxima edição da competição, aqui no Brasil.
 
Pois é. Pelo que andei conversando com diversos amigos, jornalistas, especialistas em futebol, torcedores, simpatizantes do esporte, e até com pessoas da minha família, cheguei a conclusão que a decisão da Fifa não tem aprovação unanime. Pelo contrário. Há opiniões bastante equilibradas a respeito.
 
Na partida de hoje entre França e Honduras, válida pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, o atacante francês Benzema chutou de perna esquerda, a bola bateu na trave e logo em seguida explodiu nas costas do goleiro Valladares, que ainda tentou dar um tapa na pelota para evitar o gol. O lance foi muito rápido e bem mais difícil de saber se havia ou não cruzado a linha. Com ajuda da tecnologia, o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci assinalou corretamente o gol. E foi essa a primeira participação efetiva e decisiva da tecnologia do chip em uma competição Mundial.
 
Continuo defendendo o futebol do "espírito" limpo, sem ajuda dos robôs, com muita malícia, catimba, ginga, arte. Mas não posso negar que o meu senso de justiça ficou muito satisfeito ao saber que o "correto" venceu (nesse caso, o gol legítimo da França).
 
Com certeza voltaremos a discutir esse tema até o final dessa Copa.    
 
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Brasil vence Croácia no sufoco

Foto: portal SuperEsportes
Ufa. Que sufoco!
 
O Brasil entrou em campo muito concentrado e venceu a Croácia na estreia da Copa do Mundo 2014, na Arena Corinthians, em São Paulo, por 3 a 1.
 
Para quem, como eu, pensou que a nossa seleção venceria sem nenhuma dificuldade, se surpreendeu com uma partida duríssima e, em alguns momentos, tensa.
 
Os croatas abriram o placar aos 10 minutos, depois de uma infelicidade de Marcelo que, ao tentar se antecipar para interceptar o que poderia ser um chute a gol do adversário, acabou tocando a bola com a ponta da chuteira e mandando a redonda para o fundo do gol de Júlio César.
 
Mas o Brasil não se intimidou com o gol sofrido. Pelo contrário. Acordou na partida e passou a atacar os "inimigos" com mais perigo.
 
Paulinho até tentou abrir o placar num chute forte pelo lado direito, que acabou defendido pelo goleiro croata. Outras chances apareceram, mas o primeiro gol canarinho já tinha um nome definido. Foi dos pés de Neymar, o craque da camisa número 10, que a bola partiu para balançar a rede e fazer a torcida explodir de alegria.
 
O garoto recebeu a bola quase na entrada da grande área, levantou rapidamente a cabeça para saber o que fazer e, num chute cruzado e certeiro, botou a bola no canto esquerdo de Stipe Pletikosa. Uma bola praticamente indefensável. Um gol para reascender a confiança do torcedor brasileiro.
 
A croácia, por sua vez, estabeleceu uma linha no meio de campo fortíssima, dificultando a chegada do Brasil ao ataque com uma marcação poderosa.
 
E foi nesse momento que a Seleção Brasileira precisou mostrar maturidade e tocar a bola. Bem no jeitão Parreira (auxiliar técnico de Felipão) de ser.
 
Com o Brasil tentando de todas a formas furar o bloqueio adversário instalado no meio de campo, Daniel Alves, cruza pelo lado esquerdo e encontra Fred. O atacante brasileiro, experiente, percebendo que não teria condição de virar o corpo e chutar ao gol, se joga quase na linha da pequena área e o árbitro cai na dele. Pênalti (que não existiu) marcado.
 
Neymar bateu, não tão bem, mas converteu a gol... 2 a 1 para o Brasil e mais uma vez festa no País da Copa.
 
Nesse momento, Oscar já era, sem sombra de dúvidas, o nome do jogo. Ele atuou praticamente como um antigo "ponta-direita", compensando, inclusive, a apatia de Daniel Alves, pouco participativo no jogo.
 
Além de muito presente nas jogadas pelas laterais, o jovem meia-atacante do Chelsea também assumiu uma função de marcador. Não desistiu de uma só jogada. E mesmo quando perdia a bola para o adversário, voltava para recuperar. O menino mostrou muita raça, vontade e espírito de guerreiro. Acho difícil ele perder posição nesse time titular.
 
Foto: portal SuperEsportes
Com uma atuação praticamente impecável, Oscar merecia marcar o seu gol para fechar com chave de ouro. Os deuses da bola sabiam disso e com certeza resolveram presenteá-lo. De bico, com simplicidade e muita humildade, Oscar fez o terceiro gol brasileiro, para fechar a conta e sacramentar o resultado.
 
Mas é importante lembrar também que o David Luiz foi um gigante nessa partida. Não deixou nem o vento passar por ele. Digno de um verdadeiro zagueiro de Seleção Brasileira.
 
A próxima parada, em Fortaleza, será contra o México. Há quem diga que eles podem dar ainda mais trabalho à Seleção Brasileira do que a Croácia. O jeito é manter a toada e não perder o foco.
 
Boa sorte, Brasil. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Chegou a hora: Eu estou com o Brasil

 
O momento chegou, minha gente. E chegou de verdade. A ficha já pode cair. Não tem volta. É hora de juntarmos as vibrações, vestir o verde e amarelo e deixar a emoção tomar conta. 
 
Embora concordemos que ser sede de uma Copa do Mundo é a menor das prioridades do País, já que estamos falando de um Brasil com carência nos setores da educação, da saúde, da segurança pública, da política, entre outros, temos que admitir que a ansiedade e a expectativa para ver a nossa Seleção Brasileira brilhar na competição esportiva mais importante do mundo são inevitáveis.
 
Até mesmo os diversos protestos do povo pelas ruas das principais capitais do país devem se render ao encanto da magia proporcionada por uma copa do Mundo. Mesmo porque, como eu disse, não há volta. A Copa está aí e o que nos resta é torcer pelos nossos representantes.
 
O povo é inteligente e sabe que o problema não está na Copa do Mundo ou na FIFA, mas sim na política nacional, regada de muita corrupção e de gente oportunista. Não adianta ir às ruas e pedir que não haja Copa se na verdade o erro está na forma como escolhemos nossos governantes. O meu protesto, por exemplo, será em outubro, nas eleições para presidente da república. e não contra o futebol. 
 
Pelo contrário. O futebol, meus caros, é a nossa alegria. É a nossa paixão. É o que nos faz esquecer dos problemas, das dificuldades, das tristezas. É a única coisa nesse país que faz o povo se unir. Não tenho dúvidas que, no momento em que a Seleção Brasileira entrar em campo, na arena Corinthians, popularmente conhecida como Itaquerão, e que o hino nacional ecoar em alto e bom som, a emoção tomará conta do povo.
 
Porque o brasileiro é um povo sofrido, que vive de perto a fome, a falta de condições, o desemprego. Talvez sejam esses alguns dos motivos pelos quais nos tornamos o "país do futebol". Há anos o Brasil incorporou o esporte bretão ao seu habitual, ao seu habitat, ao seu dia a dia. E toda vez que a bola balança as redes dos gramados, balança também o coração dessa gente, que explode de alegria ao gritar "gol".
 
Até os que se dizem contra no fundo já vestiram o coração de verde e amarelo. Se o título vier, e eu torço para que isso aconteça, o grito que fica entalado na garganta não sairá apenas da boca, mas da alma de cada brasileiro.
 
Eu estou com a Seleção Brasileira e torço para que Neymar, Fred, Paulinho, David Luis, e companhia, no comando de Felipão, levantem a taça dentro da nossa casa.
 
Boa sorte, Brasil. Chegou a hora de mostrar ao mundo quem é o dono da bola.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Um pequeno gesto de solidariedade que faz toda a diferença

Foto do portal Globo Esporte.com
Em meio à tanta pobreza, corrupção, falta de investimento à educação, à saúde, além da intolerância, do racismo e do preconceito que o nosso País enfrenta, eis que uma pequena atitude me faz pensar que o mundo ainda tem solução.
 
Nos últimos dias, as torcidas de Grêmio e Internacional deixaram a rivalidade de lado e nos deram uma verdadeira lição de humanidade e respeito. Algo que jamais foi visto no futebol brasileiro. Pelo menos eu nunca tinha me deparado com algo do tipo quando se trata de duas grandes forças de um Estado.
 
Depois que foi anunciada a morte de Fernandão, 36, ex-jogador de futebol e ídolo do Internacional de Porto Alegre, causada por um acidente de helicóptero, em Goiás, o  Grêmio lamentou o ocorrido em seu Twitter oficial e decretou luto.
 
Mas bonito mesmo foi a atitude de alguns torcedores gremistas que prestaram homenagem a Fernandão comparecendo à frente do estádio Beira-Rio para participar do ato de emoção promovido pelos fãs do ex-atacante e torcedores colorados.
 
E, se o gesto dos gremistas impressionaram, a recepção dos colorados também emocionou a todos. Eles receberam os rivais de braços abertos e cumprimentaram os tricolores pelo ato de respeito.
 
Mais tarde, em agradecimento, a diretoria do Internacional acrescentou às luzes do estádio a cor azul, do Grêmio, simbolizando a união dos dois maiores clubes do Rio Grande Sul nesse momento de luto.
 
Realmente esse é o maior exemplo de humanidade e respeito que dois clubes e duas torcidas rivais poderiam dar ao País. Merecem todo nosso respeito.
 
Que sirva de lição ao mundo.



 

sábado, 31 de maio de 2014

Goleiro Atleticano falha e dá vitória ao São Paulo no Morumbi

Pois é, meus caros. E quem foi que disse a vocês que vida de goleiro é fácil? Não acreditem nessas histórias de que o goleiro cansa menos por não sair da área, não correr, ou que para ser goleiro basta ser corajoso para saltar na bola. Tudo conversa fiada. A preparação de um goleiro exige muita resistência e explosão. São os goleiros os atletas que mais treinam dentro de uma equipe de futebol.
 
Acho, inclusive, que é uma das posições mais importantes do esporte bretão. Pelo menos assim deveria ser vista por todos, já que a responsabilidade de uma derrota, na maioria das vezes, é atribuída a ele (goleiro). Foi o que presenciei hoje, no Estádio do Morumbi, na vitória do São Paulo sobre o Atlético-MG, por 2 a 1.
 
O Tricolor começou o jogo a todo vapor, mantendo a posse de bola e, consequentemente, o domínio da partida. Logo aos 10 minutos de bola rolando, Osvaldo faz cruzamento pelo lado esquerdo e encontrou Luís Fabiano na área adversária para apenas escorar de cabeça e abrir o placar para os donos da casa. O São Paulo tentou chegar ao segundo gol ainda no primeiro tempo, mas não foi eficiente nas finalizações.
 
Engana-se quem pensou que foi o Galo quem entrou melhor no segundo tempo. Pelo contrário. A equipe comandada pelo técnico Levir Culpi mostrou muita fragilidade principalmente no setor defensivo. No entanto, o São Paulo é quem parecia outra equipe. Cansado e já sem velocidade para armar os contra-ataques, o Tricolor do Morumbi cedeu o empate aos 33 minutos da etapa complementar, com um gol de Josué.
 
Bom, a partir daí o jogo "morno" caminhava para um empate chato, sem graça, daqueles que não serve para nenhuma das duas equipes. O final já estava escrito. Aos 43 minutos já havia torcedores deixando o estádio para não pegar aquela multidão imensa - afinal de contas, o Morumbi recebeu mais de 27 mil torcedores.
 
Porém, o jogo só termina quando o árbitro apita o final. Isso é óbvio. E, enquanto isso não acontece, tudo pode rolar. O futebol é uma caixinha de surpresas. Provou mais uma vez quando, aos 44 minutos - quase 45 - Pabón, que havia entrado no lugar de Pato, cobrou uma falta pelo setor direito. A bola, que saiu rasteira, bateu três vezes no chão antes de chegar na mão do goleiro Giovani, que está substituindo Victor, convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari para servir à Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
 
Giovani, goleiro do Atlético-MG após sofrer um "frango"
Aparentemente, uma bola fácil de defender que passou ao lado da barreira, sem muita força, quase sem nenhum efeito e visível para o goleiro atleticano, que bastava cair com seu corpo sobre a redonda e tudo estaria resolvido. Ou, se preferisse, poderia ter dado meio passo à direita que a encaixaria no que chamamos de "cama". Mas ele não seguiu o que se aprende nos treinamentos e acabou levando um tremendo "frango". ou seja, um pequeno erro de fundamento que causou a derrota do Atlético-MG e que com certeza irá tirar o sono de Giovani.
 
Concidentemente, hoje à tarde assisti a um documentário espetacular na ESPN Brasil sobre um dos maiores goleiros que o Brasil já teve, mas também um dos homens mais crucificados no futebol. Trata-se de um material muito bacana que relatou os momentos mais dolorosos do saudoso camisa 1 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil. Para quem não sabe, Barbosa falhou no segundo gol que sofreu diante do Uruguai, em pleno Maracanã, e os adversários sagraram-se campeões, calando a imensa torcida brasileira. Por conta disso, Barbosa foi condenado até seu último dia de vida.
 
Quando tudo ocorre bem, quando um goleiro evita gols incríveis, defende pênaltis, salva o time de situações quase impossíveis, enfim, quando faz a diferença, ele "fez nada mais do que sua obrigação". Mas, quando falha, a cobrança é implacável, muitas vezes até imperdoável. Já vi diversos goleiros perdendo a titularidade por conta de um erro cometido em campo. Sem contar os que acabam até desempregados. Imaginem quantos garotos não perderam a oportunidade de realizar um sonho por conta de algo semelhante.
 
A verdade, meus caros, é que ser goleiro exige muito, tanto fisicamente quanto psicologicamente. São eles (os arqueiros) os atletas que chegam mais cedo e saem mais tarde dos treinos. Falo isso com total propriedade, pois atuei nessa posição durante alguns anos em times amadores. Disputei campeonatos estaduais e sei o quanto sofre um goleiro. E sei também o quanto o goleiro é a alma do time. 
 
Certa vez, o grande professor Valdir de Morais, percussor da profissão de treinador de goleiros, em entrevista para o documentário "Goleiros - Onde não Nasce Grama, Surgem Ídolos", me disse o seguinte: "O goleiro é o grande termômetro de um time. Pode analisar, quando um goleiro não está bem, dificilmente o time vence. Do contrário, quando ele faz defesas incríveis, inspira os seus companheiros dentro de campo".
 
E é por isso que vivo defendendo a posição considerada a mais ingrata do futebol. Espero que o jovem Giovani não seja punido e que novas oportunidades sejam dadas a ele.       
 

sábado, 10 de maio de 2014

Mais um "Majestoso" no Dia das Mães

 
11 de maio de 2014: um domingo em que se comemora o tão merecido Dia das Mães. A pessoa mais importante na vida de todos. A pessoa que nos deu a oportunidade de estarmos no mundo, além de ser a responsável por nos ensinar os bons costumes, nos educar e nos dar todo o amor e carinho. 
 
Mas também é dia de clássico entre São Paulo e Corinthians, o famoso "Majestoso", em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Independentemente da rivalidade que existe, essa será uma partida pra lá de importante para as duas equipes, que precisam somar o máximo de pontos antes da paralisação da competição para a Copa do Mundo, que inicia no dia 12 de junho.
 
Coincidentemente, em 1998, também um domingo de homenagens às mães, as duas equipes se enfrentavam no estádio do Morumbi, dessa vez em jogo eletrizante valendo o título do Campeonato Paulista. À época, tanto São Paulo quanto Corinthians tinham planteis inquestionáveis, com jogadores que de fato vestiam a camisa de seus clubes.
 
Pelo Corinthians, Gamarra, Vampeta, Rincón e Marcelinho Carioca eram os grandes craques do time. Já pelo São Paulo, Rogério Ceni, Denílson, França e Márcio Santos despontavam como destaques da competição, além de uma grande atração que vinha da Europa. 
 
Eu, um são-paulino apaixonado - e não fanático -, fiz todo esforço necessário para assistir à essa partida, principalmente pela tal "atração" prometida. No sábado que antecedeu o clássico, cheguei bem cedo no estádio que seria palco do confronto para comprar o meu ingresso. A fila era enorme e a desorganização, como sempre, quase me fez desistir. Mas suportei as três horas e meia de espera e garanti minha entrada. Já no domingo, almocei com a minha mãe, dei aquele grande abraço pelo seu dia, pedi desculpas por ter de deixa-la tão rápido, às pressas, e fui para o Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi. Todo o esforço foi válido.
 
Um dos maiores ídolos do São Paulo, o grande craque Raí, bicampeão da Libertadores da América (92-93) e campeão do Mundo (1992) pelo tricolor paulista, estava de volta ao clube que o projetou para o futebol mundial. Raí retornava da França depois de 5 anos atuando em alto nível pelo Paris Saint Germain.
 
A expectativa de ver o ídolo era imensa. Havia uma mistura de ansiedade e receio. Sim, receio porque o São Paulo perdeu a primeira partida da final por 2 a 1 e o Corinthians jogava por um empate. Ou seja, somente a vitória interessava ao tricolor. 
 
O coração bateu mais forte quando o placar eletrônico, ao informar a escalação do clube da casa, anunciou a presença de Raí no time titular. O estádio explodiu em festa. Fogos de artifício estouravam enquanto os torcedores cantavam sem parar: "Raí, Raí, o terror do Morumbi". O coro se repetia a cada toque que o ídolo dava na bola. Era uma coisa de louco. Eu me sentia novamente no inicio dos anos 1990, na qual o São Paulo vivia um dos momentos mais marcantes sua história, a "era Telê", que contou, além de Raí, com grandes craques como Zetti, Muller, Palhinha, Cerezo, Leonardo e etc. Sem contar os prodígios do expressinho como Caio, Pavão, Jamelli, Denílson, entre outros. (que saudade, diga-se de passagem) 
 
Infelizmente eu estava num local ruim para assistir o jogo, com a visibilidade limitada do campo. Fiquei, junto com meu irmão Fabio, na arquibancada "geral", localizada atrás do gol de Rogério Ceni na etapa inicial. O tricolor abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo. Quase não consegui ver a bola entrar, apenas a rede mexer e a arquibancada explodir. Uma loucura. Loucura que aumentou quando, novamente, o placar eletrônico anunciava o nome "Raí". Sim, o primeiro gol foi dele. O grande ídolo, que acabara de retornar ao clube do coração, dava esse presentão para a torcida das três cores.
 
No segundo tempo, o São Paulo foi visivelmente superior ao rival Corinthians. O toque de bola envolvente havia ganhado ainda mais qualidade, que era uma característica de Raí desde os velhos tempos de tricolor. Além dele, Denílson e França também brilharam. No segundo tempo, fizeram um gol cada, fechando a conta para tricolor do Morumbi. O Corinthians ainda descontou com Didi, no finalzinho da partida, mas sem chance de evitar que o título ficasse para os donos da casa.
 
A diretoria do São Paulo havia preparado uma festa incrível para o time. A queima de fogos durou alguns minutos, mas pareciam a eternidade. Fiz questão de correr até a direção onde fica o escudo do clube, na direção do centro estádio, para ver Raí comemorar com a torcida. Foi bonito demais. Muita emoção. Vai ficar para sempre na história do futebol e guardado a sete chaves na minha memória.          
 
Na partida desse domingo a situação é bem diferente. Não há disputa de títulos nem muito menos veremos dois grandes times no que diz respeito a elenco. São dois times que não inspiram a menor emoção. Aliás, vale lembrar que, por questões de contrato, os melhores jogadores de cada equipe, ou pelo menos os que poderiam dar alguma emoção ao clássico, motivados por terem trocado de um clube para o outro, não vão jogar. Refiro-me a Pato e Jadson, que deixaram seus clubes para defender as cores adversárias.
 
Que seja, ao menos, um jogo sem violência e sem baixarias entre os cartolas dos dois clubes, que por sinal já protagonizaram muitas brigas infantis. Se assim for, já é alguma coisa.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

20 anos sem Senna: Ele será o eterno Herói

Já faz certo tempo que não tiro alguns minutos do meu tempo para escrever por aqui. Tenho programado isso há algum tempo, mas confesso que minha rotina anda pra lá de agitada, o que me impossibilita de escrever.

Hoje, no entanto, é um dia que não pode se passar em branco. E, embora o assunto não seja futebol, que é o foco desse blog, resolvi expor o que ando sentindo no meu coração nos últimos dias. Trata-se de um amor de fã para ídolo que parece aumentar cada vez que seu nome é ovacionado ou simplesmente mencionado.

É claro que estou me referindo a Ayrton Senna da Silva, o maior ídolo que o nosso País já teve e talvez o maior piloto da história da Fórmula 1 de todos os tempos. É também o nosso último grande herói.

Hoje, 1 de maio de 2014, completa-se 20 anos da morte de Senna, que nos deixou em um fatídico acidente na curva Tamburello do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. Um dia que dificilmente sairá da mente dos brasileiros e dos apreciadores de automobilismo no mundo todo.

De lá para cá, muita coisa aconteceu no esporte brasileiro. A seleção brasileira de futebol conquistou duas Copas do Mundo, a seleção de vôlei levantou o troféu em diversas competições, surgiu o grande Gustavo Kuerten (Guga), tenista que devolveu a honra aos brasileiros perante o mundo, a família Gracie se tornou referência no Jiu-Jitsu ao conquistar as primeiras edições do Ultimate Fighting Chanpionship e, anos mais tarde, caras como Anderson Silva, Victor Belfort, José Aldo, Junior Cigano, entre outros, também figuraram entre os maiores campeões do mundo. Mas o fato é que nenhum tinha o carisma, a dedicação, a concentração, a vontade, a garra e o amor pelo País como Ayrton.

O canal Sportv, das organizações Globo, dedica o dia inteiro de programação ao grande piloto. aliás, parabéns à Sportv pela grande ideia. E eu, grande fã do "mito" que sou, acordei cedo para conferir o que o canal preparou para os fãs da "lenda". Confesso que minha vontade era nem sair de casa, para não perder um só minuto de Ayrton Senna.

Quando Senna morreu, em 1994, eu tinha apenas 11 anos. Mas eu não perdia uma só corrida dele. Esperava ansioso para vê-lo correr e dar show. As manhã de domingo com ele nas pistas era sinal se emoção garantida. Sempre tinha uma surpresa boa que me deixava muito feliz. Mais do que isso, Senna sempre conseguia, indiretamente, arrancar alguma lágrima dos meus olhos. Ele vencia, a música (tema da vitória) subia e a lágrima caia, ou pelo menos ameaçava cair.

20 anos se passaram e essa sensação de emoção absoluta continua. Qualquer menção ao nome dele me causa frio na barriga. O embargo na voz e o olho lacrimejando são inevitáveis. Não consigo controlar. Parece até que tudo aconteceu ontem: as vitórias, as polêmicas, as comemorações e até a morte dele. Coisa louca.

Hoje tive o enorme prazer de rever algumas das principais atuações de Senna na Fórmula 1, que foram reprisadas no canal Sportv. Algumas que, para ser sincero, eu sequer lembrava. Parecia tão real, tão atual. A vitória de Senna em Interlagos, em 1991, por exemplo, foi incrível. E essa é uma das que me lembro bem, passo a passo. Ele fez algo impossível. venceu a corrida debaixo de chuva e utilizando apenas a sexta marcha. Ou seja, operou um milagre.

Mas o que realmente me fez cair no choro hoje, foi rever a vitória dele no Grand Prêmio do Japão, em Suzuka, em 1988. Tratava-se da penúltima corrida do campeonato e somente a vitória interessava a Ayrton, que disputava o título com o então bicampeão Alain Prost. Senna havia chegado recentemente à McLaren, escuderia do seu oponente, mas mostrou que não estava lá para brincar ou até mesmo para abaixar a guarda para Prost.

Senna havia conquistado a pole position (primeira posição no grid de largada). Logo em seguida, na segunda posição, estava seu rival Alain Prost. Com os dois melhores pilotos nas primeiras colocações a emoção já era de se esperar. O que não estava no script dessa corrida é que Senna teria uma terrível largada, mas um final fantástico.

Assim que foi dada a largada, o carro de Senna sofreu uma pane e, de repente, parou. Tudo o que Prost precisava para assumir a ponta e tentar o título mundial. Quando o carro do brasileiro resolveu andar, Senna já ocupava a 16ª posição. Nesse momento, a diferença de Prost para Senna era de 17 segundos, o que é muito tempo quando se trata de carros de Fórmula 1.

Mas é aí que Senna mostra sua diferença sobre qualquer outro piloto da história desse esporte. Já na segunda volta, Senna despontava entre os oito primeiros carros, diminuindo sua diferença para 7 segundos em relação ao francês.

Inacreditavelmente, Senna foi ultrapassando um a um de forma incrível. Parecia que só tinha ele na pista. E já na 19ª volta, Senna assumia a 2ª colocação, bem próximo do carro de Prost, pressionando-o, fazendo com que o francês tentasse aumentar seu ritmo. Mas era praticamente impossível se afastar de Senna.

Imaginem o desespero de Prost, o então bicampeão, tratado pela imprensa e pela organização da competição como o "piloto a ser batido", ao olhar para seu retrovisor e ver um garoto determinado e que exalava fome de vitória. eu duvido que Prost não estremeceu as pernas...

Na 27ª volta, Prost não conseguiu segurar Senna. O piloto francês é atrapalhado por um retardatário e entra lento na reta. Senna aproveita para tentar a ultrapassagem por dentro. Prost até tenta pressioná-lo contra o muro, mas não adianta, porque Ayrton assume, de forma brilhante, a ponta. Assim foi até o final da corrida.
 
O nosso ídolo brasileiro caiu no choro ao cruzar a linha de chegada e ver a bandeira quadriculada. Quem é que consegue segurar a emoção vendo Senna tão emocionado? Eu não consegui. chorei feito criança.
 
Fonte: Portal Grande Prêmio
 
 
A vitória fantástica em Suzuka rendeu ao piloto brasileiro o seu primeiro mundial na F-1. Foi a abertura para uma carreira maravilhosa, embora curta. Senna ainda conquistou os títulos de 89 e 91, e caminhava para conquistar mais uma competição mundial, em 1994. No entanto, o destino reservou um final diferente do que todos esperavam. A estrela perdeu seu brilho no Terra, mas sem dúvida iluminou o céu.
 
Senna se foi fisicamente, mas continua muito vivo no coração dos brasileiros. Eu, particularmente, não o esqueço. Sou um dos grandes fãs desse campeão. É, sem dúvida, o meu grande ídolo, o meu eterno herói.
 
Obrigado, Senna.
#SennaSempre
 
Capacete do Ayrton Senna em exposição de homenagem ao piloto, no Shopping Vila Lobos
 
Capacete do Ayrton Senna em exposição de homenagem ao piloto, no Shopping Vila Lobos