terça-feira, 28 de julho de 2015

16ª rodada do Brasileirão promete emoção

A próxima rodada do Campeonato Brasileiro de 2015 promete ser bastante interessante, principalmente no que diz respeito à parte de cima da tabela.
 
O Corinthians (2º colocado, com 30 pontos), que embora não tenha feito jogos de encher os olhos do torcedor, continua firme na sua campanha pela ponta da tabela.
 
Para chegar a esse feito, além de bater o fraco Vasco da Gama em casa, terá de torcer por uma vitória do seu rival São Paulo (5º colocado, com 27 pontos), que encara o líder Atlético MG (com 32 pontos), em pleno Mineirão.
 
Obviamente, o Corinthians tem muito mais chance de fazer sua parte do que o São Paulo a dele. Mas como em futebol tudo é possível, não duvido que o Tricolor do Morumbi arranque alguns pontinhos do Galo. Por isso acredito que o Timão possa assumir a ponta nesta 16ª rodada.
 
O Palmeiras, que vem subindo jogo a jogo e se encontra na terceira colocação (com 28 pontos), vai a campo apenas no domingo, encarar o Atlético Paranaense (8º colocado, com 25 pontos), na Arena Alianz.
 
Veja que interessante: Caso o Verdão perca essa partida, poderá ser ultrapassado pelo próprio Furacão, pois a equipe paranaense chegaria aos mesmos 28 pontos do clube paulista, porém com uma vitória a mais.
 
Já o Sport (4º colocado, com 28 pontos), recebe no domingo o abatido Cruzeiro (13º colocado, com 17 pontos), na Arena Pernambuco. Deve passar sem nenhum susto, pois a Raposa não consegue manter a mesma toada das duas últimas competições nacionais, na qual sagrou-se bicampeã.
 
Outra briga pra lá de interessante será entre Fuminense (6º colocado) e Grêmio (7º colocado), ambos com 27 pontos. Tanto o Tricolor carioca quanto o Tricolor gaúcho entram em campo de olho no placar lá do Mineirão, torcendo, claro, por um tropeço do Tricolor paulista.
 
 
Na parte de baixo da tabela, Coritiba (19º colocado, com 11 pontos) e Goiás (17º colocado, com 13 pontos) se enfrentam no que podemos chamar de jogo dos desesperados.
 
Situação complicadíssima para o Vasco (18º colocado, com 12 pontos), que joga contra o emergente Corinthians, e para o lanterna Joinvile (com 9 pontos), que encara o Avaí (14º colocado, com 17 pontos).
 
O bicho vai pegar...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Não deixaram Guardiola treinar a Seleção"

 Não sou eu que estou dizendo.

São palavras de Daniel Alves, lateral direito da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo.

Sim, a revelação é "bombástica", como classificou parte da imprensa que recebeu a notícia, após declarações do jogador no programa "Bola da Vez", da ESPN, que foi ao ar nesta terça-feira à noite e que ainda deve repercutir.

De acordo com Daniel, Pep Guardiola estava prontinho para comandar a equipe brasileira antes do mundial, mas parece que o impediram.

Provavelmente foram os mesmos "inteligentes" e "carismáticos" dirigentes da "incrível" CBF.

"Antes da Copa, o Pep queria treinar a seleção brasileira e não quiseram. O Pep falou que queria a gente campeão do mundo e tinha toda a estratégia e não quiseram. Falaram que não sabiam se o Brasil iria aceitar", disse o jogador.

Não sabemos se houve realmente um contato formal entre o técnico e a CBF.

O fato é que se Guardiola realmente cogitou ser o comandante da nossa seleção, com certeza a conversa chegou aos dirigentes da entidade máxima do futebol brasileiro.

E chegando aos ouvidos desses dirigentes, os mesmos preferiram se fingir de surdos...
 
Oras, estamos com a bola toda. Podemos nos dar o luxo de recusar um "Pep Guardiola". Que fase, como diria Milton Leite (narrador do Canal Sportv).
 
Certamente, para a CBF o Pep Guardiola, um dos maiores treinadores da atualidade, um cara altamente competente, estudado, inteligente, com visões modernas de jogo e de posição tática, não é capacitado para dirigir a seleção Brasileira.
"Eles" preferem o retranqueiro Felipão. Que nada, bom mesmo é o Dunga. (sim, com muita ironia nesse momento).
 
Não duvido que possa haver muito mais em jogo e que não é exposto ao torcedor. Talvez peculiaridades dessa entidade que possam ser reveladas com as investigações que a Polícia Federal instaurou para averiguar o nosso futebol - principalmente depois das denúncias e escândalos na Fifa, que envolvem dirigentes brasileiros. 
 
Os interesses por trás disso tudo devem impedir que pessoas como Guardiola assumam o cargo. Isso é notório. Só falta vir a público.
 
Quer piada maior?
 
Mais tarde, após o vexame na Copa do Mundo, realizada no Brasil, e a porrada sofrida na Copa América, no Chile, os "inteligentes" e "carismáticos" chegaram à conclusão de que o futebol brasileiro carece de mudanças para voltar a ser protagonista no esporte mundial.
 
As primeiras providências (talvez as únicas)?
Criar uma comissão que vai estudar e discutir o futuro do Brasil no esporte.

Comissão essa formada por Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni e Mário Zagallo.
 
Já imaginaram quanta mudança acontecerá com esse time no comando?

Ok. Liberados. Podem começar a rir (ou chorar).
 
HA HA HA... 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"La mano de Dios" à brasileira

Depois de ontem, só posso ter ainda mais certeza de que ter sido eliminado pelo Paraguai, nos pênaltis, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com a Seleção Brasileira nessa Copa América.
 
Sim, porque desse confronto saiu o adversário da Argentina, na semifinal da competição.
 
Para quem tinha dúvidas com relação ao desempenho do "hermanos", eis a constatação. Um açucarado 6 a 1, ontem, com um espetáculo de Lionel Messi e companhia - a Argentina agora decide o título com os donos da casa (Chile).
 
Imagine o que seria da nossa "seleçãozinha" se estivesse dado a (falta de) sorte de se classificar e enfrentar os nossos simpáticos vizinhos.
 
Tomar de 7 a 1 da Alemanha, em casa, numa Copa do Mundo, foi uma paulada dura na cabeça que ainda não nos recuperamos.
 
Mas acho que nada seria pior do que uma goleada desse nível por parte dos nossos arquirivais, embora, cá entre nós, estejamos merecendo apanhar para, quem sabe, tomar vergonha na cara.
 
Portanto, meu amigo, pare de cruxificar o sentimental Thiaguinho Silva, pois foi ele o nosso "salvador da pátria". Agradeçam pelo momento iluminado que ele teve na partida com sua "La mano de Dios".
 
Que fase!, como diria Milton Leite.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Há 10 anos o Santo André participava pela 1ª vez da Libertadores

Por Breno Benedito
(edição final:Fernando Richter) 
 
 
O futebol definitivamente é cheio de surpresas.
 
Não foram poucas as vezes em que a zebra falou mais alto e deixou o torcedor de queixo caído.
 
A Copa do Brasil é um grande exemplo de times que podem surpreender. Um campeonato de tiro curto que permite façanhas incríveis. 
 
E foi exatamente nesse cenário que, há 10 anos (2004), o Santo André calou um Maracanã lotado ao vencer o Flamengo, franco favorito ao título. 
 
A conquista permitiu que o clube da região do Grande ABC disputasse, no ano seguinte, pela primeira vez em sua história, a tão temida e respeitada Libertadores da América.
 
Até então, o clube jamais havia competido em um torneio continental.
 
Para relembrar esse momento, conversei com o lateral-direito Dedimar, um dos destaques da equipe nessa fase tão importante para o Santo André.
 
“Com certeza foi um momento muito maravilhoso na minha carreira, não apenas pelo fato de disputar a tão sonhada Libertadores da América, mas também por vencer o grande Flamengo em pleno Maracanã, um ano antes, na Copa do Brasil”, comenta Dedimar.
 
 “Essa fase incrível jamais esquecerei. Ficará eternamente na minha memória e na história do clube. Pra todos nos é um motivo de orgulho”. 
 
Obviamente chegar a uma Libertadores exige mais do que talento. É necessário o que chamamos de malandragem do futebol.
 
Atuar diante de equipes sul-americanas nunca foi tarefa fácil para clube nenhum. É preciso conhecer os caminhos certos para chegar ao sucesso (título).
 
Basta ver o Corinthians, que é um dos grandes clubes do Brasil e que levou uma eternidade para conseguir conquistar sua primeira taça.
 
“Faltou um pouco mais de experiência para todos nós. A gente não sabia como se comportar dentro da competição, que é completamente diferente a tudo que se disputa aqui no Brasil”, disse o lateral. 
 
E cá entre nós, a missão do Santo André não foi das mais fáceis. O clube do grande ABC caiu no grupo 4, que tinha Cerro Porteño (PAR), Palmeiras e o Deportivo Tachira (Ven).
 
A estreia foi fora de casa, contra o Deportivo Tachira, e logo na primeira partida uma derrota por 1 a 0. 
 
Depois uma boa sequência de resultados, com dois empates - 2 a 2 contra o Cerro Porteño, 1 a 1 contra o Palmeiras. 
 
No retorno, iniciou com uma vitória sobre o Verdão, por 2 a 1, mas logo em seguida caiu diante do Cerro, pelo mesmo 1 a 0. Para encerrar a participação na competição, emplacou uma bela vitória sobre o Deportivo Tachira, por 6 a 0.
 
"Ficou uma pontinha de frustração por não atingirmos o nosso objetivo, que era a classificação para a segunda fase da competição. Mas ao mesmo tempo nos enche de orgulho por saber que por muito pouco não tiramos o Palmeiras na nossa primeira participação no torneio”, diz.
 
Aliás, esse duelo com o Palmeiras tem deu o que falar.
 
Em 2004, pela Copa do Brasil, as duas equipes fizeram dois grandes jogos, com 14 gols.
 
A primeira partida aconteceu no ABC, com um empate por 3 a 3. Já no retorno, no Palestra Itália, outro empate, dessa vez por 4 a 4, o que rendeu a classificação ao Santo André, por marcar mais gols fora de casa do que o Palmeiras.
 
Dedidar relembra esses jogos com o Palmeiras, tanto pela Copa do Brasil como pela Libertadores, como se tivessem acontecido ontem.
 
“Foram momentos diferentes, mas que acirraram bastante os duelos na Libertadores, que com certeza foram partidas ainda mais disputadas. De certa forma fomos uma pedra no sapato do Palmeiras, sempre aprontando”, comenta Dedimar. 
 
“A gente se entregou de corpo e alma ao time. Todos estavam na torcida e apoiando. Quando vencemos o Flamengo, na Copa do Brasil, a festa parecia de Copa do Mundo na cidade. Jamais esquecerei esse momento.”
 
Atualmente o Santo André disputa a Série A2 do Campeonato Paulista.

Palmeiras arrebenta com a vida do São Paulo

Será que anotaram a placa do caminhão que atropelou o São Paulo?
 
Alguns torcedores do São Paulo ficaram chateados comigo ontem nas redes sociais por conta da crítica que fiz ao clube do Morumbi após a derrota vexatória para o Palmeiras.
 
Desculpem-me, amigos, mas não tiro uma só vírgula do que escrevi ontem (28/06).
 
Perder para um rival não é e nunca será o maior dos problemas. Perder faz parte de quem disputa algo, desde que se perca jogando futebol digno.
 
O que realmente está em jogo nesse momento é a forma como o São Paulo entrou em campo ontem.
 
Não sei se você já percebeu, mas há alguns anos o São Paulo adotou uma postura que virou padrão quando enfrenta seus arquirivais (principalmente Palmeiras e Corinthians).
 
A gente nota no semblante do jogador, antes mesmo do apito inicial, que o tricolor não vai vencer.
 
O torcedor mais atento, e não menos apaixonado, não consegue sentir firmeza no olhar daqueles que em campo estão.
 
Ontem, bastou a câmera focar em Luis Fabiano e Ganso para eu ter certeza que o pior estava por vir.
 
E não é que eu seja pessimista. longe disso. É apenas uma leitura de quem acompanha essa equipe com olhos de lince.
 
O desânimo é visível.
 
Na mesma hora pensei: Se o São Paulo não fizer o primeiro gol a partida terminará em goleada para o oponente (Palmeiras).
 
Não deu outra.
 
Se de um lado Pato e Michel Bastos desperdiçavam importantes oportunidades para o São Paulo, do outro Leandro Pereira e Victor Ramos, do Palmeiras, não perdiam viagem e iniciavam o que seria o tormento tricolor.
 
O São Paulo foi para o vestiário com a cabeça doendo. Além dos 2 a 0, ainda tinha o efeito do baile que tomou na primeira etapa.
 
Se estava ruim dessa forma, pior ficou depois.
 
O segundo tempo veio para lacrar de vez o caixão sãopaulino.
 
Rafael Marques e Cristaldo ainda balançaram duas vezes, decretando a goleada alviverde (4 a 0), fora o show.
 
E poderia ter sido mais, não fossem os gols perdidos.
 
Enquanto tudo acontecia, Ganso, com sua sonolenta vontade, assistia o jogo do melhor camarote do estádio (dentro do campo). Por pouco não ofereceram uma cadeira, pipocas e bebidas ao jogador.
 
Mas a culpa não foi somente dele. Um time que conta com dois laterais fracos como Carlinhos e Bruno, além de uma zaga péssimo com Rafael Tolói e Dórea batendo cabeça, não poderia vencer um rival que, a seu oposto, tinha tanta vontade de vencer.
 
Rogério Ceni, ao final da partida, tentou amenizar a situação com suas comoventes desculpas. "Estavamos melhores na partida, até sofrermos o primeiro gol. Depois nos perdemos um pouco", disse.
 
Obvio, não, Sr. Ceni? Isso não precisava o Sr. vir a público dizer. Não seria muito melhor assumir a incompetência do time, como fez Robinho no sábado, após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa América?
 
Há 7 anos o São Paulo não conquista uma competição de peso. A culpa? Oras, só pode ser da arrogante diretoria desse clube, que continua com aquela empáfia em pensar "somos os maiores do mundo".
 
A sorte desse São Paulo atual é que o nível este ano do Brasileirão é muito ruim e ainda há equipes muito piores, o que lhe dará a chance de disputar uma vaga para a Libertadores do ano que vem.  
 
Caso contrário...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Há 22 anos Rogério Ceni estreava no São Paulo

Rogério Ceni completa hoje exatos 22 anos de sua estreia com a camisa do São Paulo Futebol Clube, a única que vestiu em toda sua carreira como jogador de futebol profissional.
 
O jogo que deu a Ceni a chance de atuar pela primeira vez foi contra o Tenerife (ESP), pelo Troféu Santiago de Compostela, em 1993.
 
Coincidentemente, a estreia do "mito" aconteceu exatamente no jogo seguinte à despedida de outro ídolo, o Raí, que se transferia a Paris para defender o Paris Saint Germain.
 
Logo em sua estreia, Ceni mostrou qualidade defendendo um pênalti que o classificou para a final da competição.
 
Na partida seguinte, contra o River Plate, o arqueiro tricolor repetiu o feito e sagrou-se campeão pela primeira vez. Foi, na verdade,  primeiro de muitos que estavam por vir.
 

Foto: Site Oficial do São Paulo
"Quando defendi o pênalti contra o Tenerife ganhei confiança e daí em diante fui me firmando. Na final contra o River, consegui pegar mais um pênalti e fomos campeões", disse Ceni ao portal oficial do São Paulo.
 
Embora tenha estrado naquela oportunidade, Rogério Ceni teve de trabalhar a paciência para de fato assumir a titularidade do time, já que a camisa 1 tinha um dono incontestável.
 
O grande Zetti, campeão da Libertadores e do mundial de clubes pelo Tricolor Paulista, estava vivendo a melhor fase em sua carreira e ainda vestiria as cores do clube do Morumbi por mais três anos.
 
"Na época, o Zetti estava na Seleção Brasileira e surgiu a oportunidade de estrear. Quando viajei para a disputa do torneio, eu esperava ficar no banco, mas na preleção fui informado que iria para o jogo. Fiquei muito contente e ansioso, porque tinha apenas 20 anos de idade e iria defender o São Paulo pela primeira vez", relembrou.
 
 
De lá para cá, Ceni colecionou diversos títulos importante e bateu vários recordes. Foram 27 títulos (12 conquistados dentro de campo), mais de mil jogos e balançou as redes 129 vezes. Há pouco tempo, superou a marca de Raí e se tornou o décimo artilheiro do clube.
 
Com certeza é o maior ídolo do São Paulo ao longo da história do clube, não apenas pelas grandes marcas, mas principalmente por mostrar o amor que tem pelo tricolor.
 
Dificilmente um jogador de futebol atua tanto tempo, jogando em alto nível, pelo mesmo clube que o revelou.
 
Isso está fora da realidade do futebol atual.
 
E, embora eu defenda sua aposentadoria há pelo menos uns dois anos, até para que Ceni evite tantos desgostos e frustrações com a atual situação do clube (que não vence um torneio importante desde 2008, quando se sagrou tricampeão brasileiro), é muito bonito ver a dedicação de um profissional a uma instituição que lhe abriu as portas quando ainda era apenas um garoto cheio de sonhos.
 
Que o exemplo de Rogério Ceni, regado de muita dedicação e profissionalismo, sirva aos futuros boleiros que estão começando no esporte e que já vislumbram o sucesso.
 
FICHA TÉCNICA DE SÃO PAULO 4 X 1 TENERIFE:
 
Local: Estádio Municipal San Lázaro, Santiago de Compostela (ESP)
Data: 25/06/1993
Árbitro: Puentes Leira de Ferrol (Espanha)
Público: 2 mil pessoas
Gols: Guilherme (4)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Vítor, Lula, Ronaldão (Gilmar, 37/2) e Ronaldo Luís (Marcos Adriano, 37/2); Pintado, Dinho, Toninho Cerezo (Juninho, 25/2) e Gustavo Matosas; Douglas (Jamelli, 37/2) e Guilherme.. Técnico: Márcio Araújo.
TENERIFE: Agustín; Llorente, Toño, Matta (Toni) e Berges; César Gómez/capitão, Chano, Felipe e Quique Estibaranz; Castillo e Dertycia. Técnico: Jorge Valdano.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Copa América de 1993: A derrota de um time que convencia

A Seleção Brasileira vai encarar a Seleção do Paraguai, no próximo sábado, às 18h30 (Brasília), em partida válida pelas quartas de final da Copa América 2015.

O que mais tem se falado nesse momento é punição que o atacante Neymar recebeu após se envolver em confusões na partida contra a Colômbia.

Tudo isso porque Neymar, que indiscutivelmente é um grande jogador, deixa nesse momento a Seleção Brasileira órfã na competição.

É inegável que há uma "Neymar-dependência" nessa equipe comandada por Dunga.

Não que a culpa seja do nosso atual treinador e sua comissão técnica.
Embora eu discorde de algumas convocações, a começar pelo goleiro Jefferson, reputo esse mal momento à péssima geração de atletas e ao modelo estrutural adotado pelo CBF, que ao meu ver parou no tempo e hoje vive arrogantemente do nome construído ao longo do últimos anos.

É real a chance de o Brasil sequer passar pelo Peru no próximo sábado. O que não seria nenhuma novidade.

Não sejamos arrogantes (como a própria Seleção Brasileira) ao ponto de achar que chegaremos tranquilamente na decisão dessa competição porque seria o mesmo que acreditar que o Massa será o próximo campeão da Fórmula 1 de 2015.

A atual situação da equipe brasileira me fez relembrar uma partida da mesma Copa América, na mesma "quartas de final", só que 22 anos atrás (1993), e contra a arquirival Argentina.

Embora o Brasil tenha sido desclassificado (nos pênaltis), há um enorme diferença daquela partida realizada nos anos 1990 para qualquer resultado que aconteça no próximo sábado, a começar pela escalação.

Enquanto hoje depositamos toda nossa esperança em um único jogador, em 1993 havia uma disputa de craques que poderiam chamar a responsabilidade e resolver qualquer parada.

Além disso, era notória a vontade dos atletas em representar o país. Você percebia a garra, a vontade, o espírito, além, é claro, da qualidade técnica que transbordava no futebol brasileiro. E não me refiro a essa partida, mas a essa antiga geração dos anos 90.

Na partida contra a Argentina o Brasil entrou em campo com a seguinte escalação:

Zetti, Cafu, Antonio Carlos, Valber, Robertos Carlos, Luisinho, Boiadeiro, Zinho, Palhinha, Muller e Edmundo.

No banco ainda tinha Taffarel (que na verdade era o titular na competição), Viola, Marquinhos, César Sampaio, Edilson, Elivélton, entre outros.

Ou seja, uma máquina de jogadores prontos para encarar de igual para igual qualquer desafio que lhe parecesse assustador, todos atuando no Brasil, com excessão de Taffarel que já havia sido transferido para o Parma.

O JOGO

No geral, o Brasil foi melhor do que a Argentina no tempo normal.


Comandou o primeiro tempo com as jogadas geniais do ataque tricolor formado por Muller e Palhinha, com apoio do lateral direito, também do São Paulo, Cafú.

E foi com Muller, numa de suas típicas jogadas, quando avançava pela esquerda, invadindo a área e cortando para a direita, que o atacante abriu o placar depois de mandar uma bomba no canto direito do goleiraço Goicoechea.

Cafú teve uma ótima chance quando invadiu a área e, mesmo derrubado pelo defensor argentino, chutou de perna direita e acertou a trave do adversário.

Só dava Brasil.

Um toque de bola bonito, envolvente, no estilo brasileiro, sim, porque naquela época ainda podíamos dizer que esse era o estilo brasileiro...

A Argentina conseguiu equilibrar a partida na segunda etapa.

Zetti não teve muito trabalho e foi efciente nas situações que exigiram um pouco mais de trabalho.

Até que Leo Rodrigues acertou um bonito cabeceio e mandou a bola na gaveta de Zetti. O goleirão da seleção canarinho se esticou todo e por pouco não chegou na bola que, antes de morrer no fundo do gol, beliscou carinhosamenta o travessão.

O Brasil ainda tentou o gol da vitória, mas parou nas mãos de Goicoechea e na falta de sorte de Muller e Palhinha.

O jogo termina 1 a 1 e a decisão vai para a disputa de pênaltis.

Infelizmente Boiadeiro bate mal (muito mal), na meia altura, fácil para o camisa 1 argentino defender.

Na sequência, Jorge Borelli converte e dá a classificação à Argentina para a semifinal da competição.

Sim, foi uma desclassificação, mas de forma totalmente diferente à situação que vive o Brasil hoje.  
Mesmo perdendo, o torcedor com certeza ficava satisfeito, porque o futebol era bonito e impunha respeito.
Respeito esse que acabou há alguns anos, principalmente depois do fatídico 7 a 1 sofrido na última Copa do Mundo, aqui mesmo no Brasil, contra a Alemanha. 
Muitos me chamam de saudosista, e talvez eu seja mesmo.

O fato é que é impossível não sentir falta do Brasil das copas passadas, dos tempos em que a arte fazia questão de grudar nas chuteiras dos nossos atletas.
Será que um dia voltaremos a ser o Brasil de antigamente?  

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Parma (ITA) decreta falência

Mais uma notícia ruim do mundo da bola.
 
E dessa vez não estou falando sobre a corrupção na FIFA, mas sim da informação que acabo de ler na internet envolvendo o Parma, um clube italiano que acompanhei bastante no início da década de 1990.
 
Card do campeonato Italiano 1992
Eu tinha mais ou menos uns 9 anos quando comecei a acompanhar o campeonato italiano.
 
Assistia a algumas partidas que eram transmitidas pela TV Bandeirantes e tinha uma coleção enorme, quase completa, de cards, vendidas na banca de jornal instalada à frente do prédio onde eu morava, em São Paulo.
 
Por conta da presença do excelente goleiro Taffarel (clique aqui para ver a lista dos melores goleiros que vi jogar), minha torcida à época era para o Parma.
 
Esse mesmo clube que tanto torci alguns anos atrás, declarou hoje que entrará em processo de falência.
 
Em abril, o clube italiano foi colocado à venda pelo preço de saída de 20 milhões de euros (R$ 65,5 milhões).
 
O valor foi autorizado pelo juíz responsável pelo caso envolvendo o time campeão da Copa da UEFA em 1994/1995 e 1998/1999. O presidente do clube, Pietro Rogato, considerou propício o parecer emitido pelo comitê de credores e autorizou a venda por esta quantia até o dia 6 de maio.
 
A ideia era que um novo investidor assumisse as dívidas milionárias do clube, avaliadas em 74 milhões de euros (R$ 242,6 milhões), como forma de manter a agremiação na divisão de elite da campetição nacional.
 
Como não houve interessados, a falência do Parma foi de fato decretada.
 
Por conta disso, o clube terá de recomeçar suas atividades pelas ligas amadores do país, o que é bastante triste para o torcedor.
 
Dono da pior campanha na última edição do Campeonato Italiano, o novo Parma terá de passar pelo processo refundação e  pelo constrangimento de atuar na Série D, a maior liga amadora da Velha Bota, como manda o regulamento esportivo do futebol italiano.
 
O Parma ficou muito conhecido mundialmente por conta dos grandes investimentos que fez na década de 1990. Além dos brasileiros Taffarel, Amoroso, Júnior, Alex, Zé Maria e Adriano, diversos jogadores renomados passaram pelo clube, como Buffon, Cannavaro, Crespo, Verón e Asprilla.
 
Infelizmente o clube foi muito mal administrados nos últimos anos e hoje está pagando por erros que cometeu.
 
Muito triste para o torcedor e, principalmente, para o futebol italiano, que tem caído muito a qualidade por conta des escândalos de corrupção que envolvem, inclusive dirigentes e a famosa máfia do apito.
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Minha lista "Top 10" dos goleiros do Brasil

Outro dia, parei para conversar com um amigo vascaíno, o Ronaldo, sobre os melhores goleiros que vimos jogar.

Coicidentemente, durante a final da Champions League 2015, troquei mensagens com o meu irmão Fábio, um são-paulino apaixonado, sobre as grandes defesas que Buffon estava praticando naquela final e acabamos falando sobre o mesmo assunto que tive com Ronaldo.

Tanto Ronaldo e Fabio como eu somos nascidos na década de 1980, e acabamos pegando a incrível fase dos anos 90.

Eu digo "incrível fase" porque a década de 90 foi muito generosa com o futebol. Ela nos deu uma safra de artilheiros inacreditável.

Apenas no Brasil, caras como Romário, Bebeto, Viola, Muller, Palhinha, Evair, Edmundo, Túlio, Jardel, Paulo Nunes, Ronaldo, Jairo Lenzi, Marquinhos, Renato Gaúcho, Nélio, Djalminha, Luizão, Amoroso, entre muitos outros que não vou lembrar agora, balançavam as redes com golaços e mais golaços.

Eram verdadeiros tormentos para os goleiros.

Mas os anos 90 foi também uma geração de arqueiros incríveis. Não foram poucos os "camisa 1" que fizeram sucesso e se destacaram em partidas eletrizantes.

Arrisco a dizer que foi a época do maiores goleiros da história. Será?
 
Para me ajudar a decidir quem foi o melhor goleiro que vi jogar, elaborei uma planilha listando os grandes arqueiros que tive o prazer de assistir e os avaliei em 10 quesitos:  1) Elasticidade 2) agilidade/velocidade 3) reposição de bola com a mão. 4) reposição de bola com os pés. 5) saída de bola pelo alto. 6) saida de bola pelo chão. 7) reação. 8) defesas firmes. 9) segurança. 10) habilidade com os pés.
 
Com base na avaliação que fiz de cada um deles, cheguei a conclusão que o grande Zetti foi o melhor deles.
 
Veja a lista abaixo:
 
 
 
Como não sou o dono da verdade e aquilo que vejo como bom, pode ser visto como ruim por outros, resolvi iniciar uma pesquisa.
 
Diversos jornalistas, ex-atletas, profissionais do esporte, pessoas ligadas ao futebol e grandes amigos que gostam de futebol estão participando.
 
Até o momento a disputa está acirradanas cinco primeiras colocações.
 
Não vou passar nenhuma parcial para não influenciar quem ainda não fez a avaliação.
 
O que posso dizer é que você também pode participar da pesquisa. Será um prazer saber quem são os maiores goleiros na sua opinião.
 
Para participar basta enviar um email para contatopapodebola@hotmail.com e solicitar a tabela de preenchimento.
 
Nessa tabela você encontrará 20 goleiros, selecionados por profissionais da área, que fizeram ou que  ainda fazem história no futebol brasileiro.

A pesquisa se encerra no dia 1 de julho.

Participe!
 
IMPORTANTE: Vale ressaltar que a pesquisa se limita aos goleiros da década de 1990 até a atualidade, e que atuam ou atuaram no Brasil. 
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

BOMBA: Joseph Blatter renuncia ao cargo de presidente da FIFA

Joseph Blatter renunciou, nesta terça-feira, ao cargo de presidente da FIFA.

O mandatário, que havia sido reeleito um dia após a prisão de sete dirigentes, não suportou a pressão e preferiu deixar o comando da entidade máxima do futebol.

Com certeza a notícia é uma grande surpresa e cai como uma bomba, mesmo porque Blatter havia pedido apoio de todos para seguir adiante em mais um mandato.

O ex-presidente está sendo acusado de inúmeros envolvimentos em corrupção, mas até o momento negou qualquer participação em esquemas ilegais.

Blatter afirmou que em breve haverá novas eleições para eleger o novo presidente, mas que por enquanto continuará exercer sua função.

Ainda não há datas para a nova eleição, que será definida pelo Comitê Executivo da entidade.

Segundo informações, isso pode ocorrer entre dezembro e março,em processo de transição que será comandado por Domenico Scala, membro do comitê.

Se realmente foi comprovado que Blatter tenha qualquer ligação no esquema de corrupção, o fato de ter renunciado não o livrará das punições cabíveis.

A grande questão é: Quem será o grande corajoso a assumir essa encrenca (presidência da Fifa) em um momento pra lá de crítico?

Apostas?

Façam as suas.

Corinthians: do céu ao inferno em tão pouco tempo

O futebol realmente é algo muito louco.

Há pouco mais de um mês o Corinthians era visto como um dos principais candidatos aos títulos da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

Na competição continental, fez uma campanha incrível na primeira fase. Bateu Danúbio, São Paulo e San Lorenzo. Sofreu apenas uma derrota, para o São Paulo (jogo de volta), na última rodada, quando já estava classificado.

Enquanto isso, estreava com vitória pelo Brasileirão, dando pinta de campeão.

O time se portava de maneira arrasadora, marcando no campo de ataque, tocando a bola e utilizando todos os cantos do campo. O meio de campo interligava o setor defensivo ao ofensivo sem nenhuma dificuldade.

Tudo funcionava, principalmente no ataque, que balançava as redes em praticamente todos os jogos.

Tite era visto como o grande responsável por fazer esse time engrenar.

Estava tudo perfeito.

Era bonito ver o Corinthians jogar. Mais bonito do que o próprio timão campeão da Libertadores em 2012.

De repente, eis que a magia acaba.

Os problemas financeiros que o clube enfrenta vieram à tona.

Jogadores passaram a externar suas insatisfações com relação ao salário, e com razão, já que alguns estavam com 8 meses de direitos de imagem atrasados.

Além disso, muito burburinho rolando nos bastidores entre atletas, que contestavam salários de seus colegas.

Sem contar a grande dívida da Arena Corinthians, que com certeza tem tirado o sono do atual presidente alvinegro, Roberto de Andrade.

A eliminação "em casa" na semifinal do Campeonato Paulista para o rival Palmeiras até poderia ser vista como um "grande azar" se tudo fosse compensado nas outras competições.

Poderia. Apenas poderia...

Visivelmente os atletas estavam abatidos e caíram de produção com todos esses fantasmas rondando o Parque São Jorge.

Logo no primeiro jogo pós-fase de grupos, ou seja, nas oitavas de final, o Corinthians encarou o  Guarani do Paraguai.

Equipe considerada "fraca", pelo menos para a diretoria alvinegra, que comemorou como se fosse um título ao tomar conhecimento de que eles seriam o próximo adversário.

Houve diretor que deu até graças a Deus. "Presente de Deus", exclamou Sergio Janikian, Diretor de Futebol.

Há quem acredite que o Corinthians entrou de salto alto contra o Guarany. Não acredito nisso.

O problema foi muito maior.

A crise financeira passou a assumir o controle (ou descontrole) da equipe.

A dura porrada que levou ao ser eliminado pelo "fraco" Gaurany paraguaio deixou os alvinegros ainda mais na corda bamba.

A torcida já ensaiava seus primeiros gritos de protesto.

Restou o Brasileirão. Oras, afinal de contas ainda estamos nas primeiras rodadas da competição. Há muito que rolar. Certo?

Mesmo porque, o campeonato Brasileiro, pela longa duração, permite que equipes que não começaram bem se recuperem e até briguem pelo título.

O São Paulo que o diga. No ano passado (2014) teve um começo pra lá de pífio e no final da competição por pouco não chegou no Cruzeiro. Acabou em segundo colocado.

Mas já sabemos que torcedor não pensa assim. Torcedor quer saber de vitórias e soluções a curto prazo.

Tem que ser "para ontem".

Bom, sobre os tais direitos de imagem, o clube quitou boa parte, amenizando um pouco essa questão.

Com um pé na crise, a diretoria, que já não sabe mais de onde tirar dinheiro, anunciou as saídas de Emerson Sheik e Guerrero e cogitou as negociações de Elias e Petros com clubes brasileiros (esses ainda podem deixar o clube).

O grande problema é que tudo isso aconteceu às vésperas de um clássico contra o arquirival Palmeiras, que também não vem lá fazendo grandes jogos, mas que costuma complicar a vida do Corinthians.

Não deu outra.

O Palmeiras deu um baile de futebol sobre o Corinthians, venceu por 2 a 0 e instaurou de vez a crise no timão.

Tudo que faltava para a torcida alvinegra perder a paciência e reunir cerca de 180 manifestantes na porta do clube, na zona Leste da capital.

O principal alvo foi o Gerente de futebol, Edu Gaspar.

A polícia precisou ser acionada para conter os ânimos da organizada.

Ou seja, de um mês e meio para cá, praticamente, o Corinthians foi do céu ao inferno.

Creio que o Corinthians enfrentará tempos difíceis daqui para frente neste Brasileirão.

Haverá um desmanche que irá minar as forças de Tite no comando da equipe e que, possivelmente, dará ao Corinthians a chance de brigar apenas no meio da tabela. Sem grandes pretensões.

Não vejo o Corinthians lutando para não cair para a série B. Absolutamente. Mas também não imagino o Corinthians brigando por título.

Podem escrever...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

São Paulo desiste de Sabella e Luxa pode estar de malas prontas ao Morumbi

No São Paulo tudo vira uma grande novela.

Depois que Muricy Ramalho se afastou do cargo de treinador por conta de problemas de saúde - e da má fase vivida pelo clube - muito se especula sobre o possível substituto à posição.

O São Paulo iniciou conversas com diversos treinadores disponíveis no mercado - alguns nem tão disponíveis assim - para tentar chegar a um fim nesse assunto tão irritante.

Nomes como Abel Braga, Jorge Sampaoli, Vanderlei Luxemburgo e Alejandro Sabella foram procurados para uma conversa.

O novo técnico até poderia ter sido anunciado, não fosse as divergências entre o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, e o vice-presidente, Ataíde Gil Guerreiro.

O "Plano A" de Aidar era trazer o argentino Sabella, que levou a Argentina à final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Luxemburgo assumiria a posição de "Plano B", caso nada desse certo com o Argentino.

No entanto, Sabella está negociando com um clube europeu e tem se mostrado desinteressado sobre a proposta de vir ao Brasil para fechar com o Tricolor. Pelo menos essa foi desculpa que Aidar deu à imprensa.

Irritado, o presidente tricolor desistiu de esperar pela boa vontade de Sabella em dicidir se aceita ou não a proposta são-paulina.

Dessa forma, o clube deve volta para sua opção 2, onde deve optar por Vanderlei Luxemburgo, que continua como comandante do Flamengo, mesmo após a eliminação na semifinal do Capeonato Carioca.

Há quem diga que o São Paulo só fará, de fato, uma proposta a Luxa se o treinador romper seu contrato com o clube da Gávea.

Particularmente acredito que a situação já está mais do que certa e, nas próximas horas, Luxa deve vestir as cores do tricolor.

Essa irritação repentina de Aidar pode ser, na verdade, uma forma de despistar a imprensa sobre sua decisão de desistir de Sabella simplesmente para fechar com Luxemburgo, com quem tem boa relação.

Enquanto isso, Luxemburgo, já mais calejado sobre essa questão delicada de largar cargos para assumir outros clubes, pode estar agindo cautelosamente para não fechar as portas no clube carioca.

Acredito que toda essa novela já esteja com seu último capítulo escrito e pronto para ir ao ar.

Em breve o São Paulo deve anunciar Luxa.

São Paulo vence Corinthians e está nas oitavas de final


O São Paulo entrou em campo na noite de ontem, 22, no estádio do Morumbi, decidido a vencer o confronto com o seu rival Corinthians.

Diferentemente do que vem apresentando durante toda a temporada, o tricolor parecia muito mais ligado, mais atento, marcando pressão sobre o adversário e atacando com perigo.

Quem acompanha os jogos da equipe do Morumbi, como eu, se surpreendeu.

O Corinthians, antes mesmo de ter Emerson Sheik expulso (corretamente), não conseguiu impor o seu futebol e foi obrigado a ver um São Paulo dominante.

Mais tarde, Luis Fabiano, autor do primeiro gol são-paulino, e Mendoza, que tinha acabado de entrar em campo pelo timão, em momento de pura infantilidade se desentenderam e foram expulsos (também corretamente)

O atacante tricolor por ter simulado que foi atingido e o colombiano alvinegro por ter tentado agredir o Fabuloso.

Ainda assim era o São Paulo quem comandava a partida.

O gol de Michel Bastos em chute forte no canto direito de Cássio lacrou o caixão corintiano.

O placar poderia ser ainda mais elástico, mas a pontaria são-paulina não cooperava.

Enquanto isso, na Argentina, o San Lorenzo estava perdendo para o fraco Danubio, que até então não havia vencido uma só partida na competição.

Jogos encerrados: o São Paulo bateu o Corinthians por 2 a 0, quebrando a invencibilidade do rival na temporada, e o Danubio venceu o San Lorenzo por 1 a 0 (a maior zebra da rodada)

Resultados que classificaram o São Paulo para as oitavas de final da Taça Libertadores da América.

Obviamente vencer o seu maior rival e conquistar uma classificação é sempre muito inspirador e dá moral ao time. Mas o torcedor do São Paulo não pode se iludir.

O que aconteceu ontem foi algo muito atípico para esse elenco, que até o momento não havia vencido um só clássico na temporada.

O São Paulo continua com uma zaga inconstante, dois laterais fracos que não sabem apoiar o ataque e recompor o setor defensivo, um meio de campo lento e pragmático e um ataque que sofre muito para balançar a rede adversária.

A próxima parada será contra o Cruzeiro, que não vem lá apresentado o mesmo futebol que apresentou no último campeonato brasileiro, mas que tem uma equipe bem arrumada em todos os setores.

Ao São Paulo, só resta entrar com a mesma garra que mostrou na partida de ontem. Nada menos que isso adiantará para sair de Minas com a classificação.

Por outro lado, o Corinthians, por conta de sua belíssima campanha da fase de grupos (terminou em segundo lugar na classificação geral, atrás apenas do Boca Juniors, que teve 100% de aproveitamento) desfruta de certa tranquilidade ao enfrentar o Guarani  (PAR).

Deve passar facilmente.

Além de Cruzeiro e São Paulo, teremos também outro duelo de brasileiros.

 Internacional e Atlético – MG brigarão por uma vaga nas quartas de final, reduzindo as chances de título continental ao Brasil (apenas 3 estarão nas quartas).

O fato é que essa próxima fase será muito disputada e emocionante ao mesmo tempo.

Bom para quem realmente gosta de futebol.

 

 

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Corinthians empata com San Lorenzo e conquista classificação antecipada

Por Breno Benedito
(edição final Fernando Richter)

A noite era de muita expectativa em Itaquera.
 
Com casa cheia e batendo recorde de público (41 mil pessoas), o torcedor do Corinthians esperava um time mais agressivo no setor ofensivo diante do San Lorenzo.
 
No entanto, não foi o que aconteceu.
 
Pelo contrário, o torcedor saiu de certa forma frustrado da Arena Corinthians por conta do empate sem gols.
 
Nem mesmo o fato de o resultado ter classificado o timão antecipadamente à próxima fase da competição deixou o torcedor com sorrisos no rosto.
 
Dentro de campo se viu um Corinthians “preso”, amarrado, sem muita atitude, diferentemente de como o time vem atuando.
 
Elias, um dos jogadores que ditam o ritmo de jogo da equipe, não passou do meio de campo. E isso talvez tenha sido o principal motivo pelo qual o time não agradou.
 
Os donos da casa quase não levaram perigo ao goleiro argentino.
 
Não que o contrário tenha acontecido. Longe disso. Cássio também pouco trabalhou na partida.
 
Realmente foi um jogo morno. Um jogo que, para os grandes adoradores de “teorias da conspiração”, pode ter sido uma forma de desclassificar propositalmente o São Paulo e beneficiar Corinthians e San Lorenzo.
 
Sim, porque agora o San Lorenzo joga em casa contra o fraco Danubio – e deve ganhar a partida – enquanto o São Paulo terá a difícil missão de encara o Corinthians.
 
Ao São Paulo, somente a vitória deve servir, porque se empatar com seu rival e do outro lado o San Lorenzo golear por mais de quatro gols o Danubio, o tricolor do Morumbi está fora.
 
Se perder então terá de torcer para o Danubio arrancar pelo menos um empate contra os argentinos (o acho praticamente impossível).
 
Mas voltando a Itaquera, quem mais mostrou serviço no Corinthians ontem foi Renato Augusto, que se movimentou bastante e fez algumas boas jogadas no ataque.
 
Já pelo lado do San Lorenzo, nada de maior destaque, apenas algumas bolas alçadas na área pelo alto. Nada que levasse perigo efetivo ao gol de Cássio.
 
Embora Rogério Ceni tenha dito na última quarta-feira, após vitória do São Paulo sobre o Danubio, que jamais torceria para o Corinthians, duvido muito que isso tenha ocorrido.
 
A segunda vaga no Grupo 2 para a próxima fase da competição agora está praticamente nas mãos do Corinthians.
 
Ou seja, o futuro de São Paulo e San Lorenzo dependerá do resultado do clássico “majestoso”.
 
Só para ficar mais claro, meu querido leitor, o Corinthians está com 13 pontos e não pode ser mais alcançado. O São Paulo está em segundo com nove pontos e o San Lorenzo, logo atrás, está com sete.
 
O San Lorenzo deve chegar aos 10 pontos diante do Danubio (eliminado).
 
Sobra para o Corinthians decidir se bate forte ou não no tricolor. Sinceramente, não vejo a menor possibilidade de o Corinthians amolecer diante de seu rival.
 
Deve entrar com força máxima e jogar para vencer.
 
Ao tricolor resta mostrar o que não mostrou durante o ano inteiro: “garra”.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Corinthians recebe San Lorenzo em busca da classificação antecipada

Por Breno Benedito
(edição final: Fernando Richter)

O Corinthians enfrentará hoje à noite, na Arena Corinthians, às 22h, a equipe do San Lorenzo (ARG), em partida válida pela quinta rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América.

O confronto pode ser decisivo para a classificação da equipe brasileira, que joga por um simples empate.

À equipe argentina, por sua vez, só interessa os três pontos, já que o São Paulo foi ao Uruguai e venceu o Danubio (já eliminado da competição) ontem, por 2 a 1.

Caso o clube de coração do Papa Francisco vença o dueloo de hoje, ficará para a última rodada a surpresa de quem avançará às oitavas de final (São Paulo ou San Lorenzo). 

Neste caso, a situação seria muito mais favorável ao San Lorenzo, pois seu último jogo será contra o fraco e eliminado Danubio, enquanto o São Paulo terá a complicadíssima missão de passar pelo Corinthians.

Para a partida de logo mais, o Corinthians, do técnico Tite, terá o desfalque do seu principal jogador, o peruano Guerrero, que apresentou em seu último exame sinais de ter contraído dengue e deve desfalcar o time até o fim do mês.

Sendo assim, Vagner Love continua como titular na equipe.

Além de Guererro, o atacante Luciano também está fora de combate.  

O meia Jadson, que vem fazendo bons jogos e até balançando a rede, sabe da dificuldade e de quão decisivo será o jogo contra os argentinos.

 “O San Lorenzo é o último campeão (da Libertadores) e por isso temos muito respeito por eles. Chegaram a jogar melhor do que a gente lá (em Buenos Aires). É um time duro, que a gente precisa tomar muito cuidado. Esperamos fazer um jogo melhor”, argumentou.

Pelo lado dos argentinos, mesmo jogando fora de casa, o volante Ortigoza mantém postura confiante para a partida.

“Tenho muita fé. Eu confio no nosso plantel. Todos os jogadores gostam de jogar estes jogos. Sabemos que depende apenas de nós. Estamos indo para o Brasil para conseguir os três pontos”, disse o volante que certamente estará em campo.

Corinthians: Cássio, Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Emerson; Vagner Love.

Técnico Tite:

 
San Lorenzo (Arg): Torrico, Buffarini, Caruzzo, Yepes e Más; Ortigoza e Mercier; Villalba, Romagnoli e Blanco; Mauro Matos.

Técnico: Edgardo Bauza.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quem será o novo comandante?

A novela sobre quem será o novo comandante do São Paulo continua.

A diretoria do tricolor segue divergindo as opiniões.

Enquanto uns defendem a contratação de Vanderlei Luxemburgo, outros (e esse grupo é a maioria) querem a vinda do argentino Sabella.

Nomes como Abel Braga, Leonardo e Mano Menezes (esse último foi o primeiro a ser descartado) chegaram a ser cogitados.

O jornalista, blogueiro e colunista Juca Kfouri publicou um texto, na quarta-feira, ironizando e explicando exatamente essa "novelinha" sem fim.

Vejam o que escreveu Juca em seu blog:

O TELEFONE DO MORUMBI

Alô, Abel, você topa vir ser técnico do São Paulo?

Sim, topo, porque minha mulher prefere ficar no Brasil.

Ótimo! Então dá um tempinho antes de fechar com os árabes que nós só estamos dependendo de uma outra negociação, OK?

OK, eu espero na linha.

Alô, Sabella, você topa vir ser técnico do São Paulo?

Sim, topo, mas estou dependendo de uma resposta do Manchester City. Vocês me dão um tempinho, OK?

OK, nós esperamos na linha.

Enquanto isso, Vanderlei Luxemburgo liga para o São Paulo.

Dá ocupado.  

quinta-feira, 26 de março de 2015

São Paulo: Há muita coisa errada nesse time

Bastou o apito final na Arena Allianz (estádio do Palmeiras) para a revolta tomar conta do ambiente do São Paulo.

Assim como o torcedor sãopaulino, o vice-presidente de futebol do Tricolor, Ataíde Gil Guerreiro, demonstrou toda sua insatisfação com o desemplenho da equipe apresentado nessa trágica quarta-feira.

Disse que "tem alguma coisa errada" e que ele vai descobrir o que é. Falou também que "não pode um time como esse jogar dessa forma e perder como perdeu"

Oras, Sr. Ataíde, que há alguma coisa errada está mais do que evidente. A começar pela falta de entendimento entre a diretoria e o técnico Muricy Ramalho.

Não é de hoje que sabemos que existe uma divergência interna no que diz respeito à permanência de Muricy no cargo.

Isso é claro.

Mas ruim mesmo está dentro de campo.

Enquanto Rogério Ceni segue insistindo em prorrogar sua aposentadoria, o que na mina opinião já deveria ter acontecido há pelo menos dois anos, o time mostra grandes sinais de fragilidade em todos os setores.

A "começar pelo começo" (sim, com redundância).

O sistema defensivo do São Paulo é muito fraco. Explico:

Não é de hoje que o Rafael Tolói mostra imaturidade e nervosismo. Já provou em outras situações que quando tem de mostrar liderança e assumir a responsabilidade, se esconde ou faz alguma besteira.

Ontem foi expulso logo após o São Paulo sofrer o primeiro gol, no erro grotesco do "Mito". Ou seja, piorou ainda mais a situação da equipe na partida.

Já Lucão, coitado, é um garoto que sozinho não segura a bronca. Precisa de um xerife do lado passando as cordenadas. Tem muito ainda o que apreder.

No banco de reservas também não há opções.

Rodrigo Caio pode ser uma alternativa, mas o garoto acaba de retornar de lesão e ontem não estava nem no banco porque servia à seleção Brasileira olímpica. O único que sobra é o péssimo Paulo Miranda, que, com todo respeito, não joga no meu time de bairro da Aclimação.

Para tentar solucionar esse "buraco", o Presidente Miguel Aidar acertou o empréstimo do zagueiro Dórea, no início da temporada. No entanto, o jogador mais fica no departamento médico do que dentro de campo.

Nas poucas vezes em que atuou, Dórea apresentou um futebol muito abaixo do que o esperado e não convenceu o torcer.

O clube também acertou o retorno de Breno, que estava preso na Alemanha por colocar fogo em sua própria casa. Tecnicamente Breno é muito bom, mas ainda está recuperando a forma física para voltar a atuar.

Se conseguir se recuperar psicologimanete, talvez seja uma luz no fim do túnel.

Nas laterais, outro grande problema.

Tanto Bruno (na direita) quanto Carlinhos (na esquerda) não têm poder de marcação. Além disso, ficou claro que ambos sofrem quando o assunto é subir para apoiar o ataque, ou até mesmo cruzar uma bola para o companheiro.

Sem criatividade, os dois são obrigados a recuar as jogadas, forçando o time a pensar em outras alternativas para avançar à área adversária.

Foram péssimas contratações.

Ainda tento entender como o São Paulo deixou escapar o Álvaro Pereira, que para mim era um grande jogador e que não se omitia em campo.

No setor de meio de campo talvez esteja o maior problema.

A dupla de volantes Souza e Denilson, que deveriam firmar a marcação e, ao mesmo tempo, sair para o jogo, dando opções para os meias, parece bater cabeça e exagerar nas faltas duras, o que muitas vezes prejudica a equipe.

No caso de ontem, Hudson substituiu Souza que, sabe-se lá como como, foi convocado pelo técnico Dunga para a integrar à Seleção Brasileira.

O garoto até que não foi dos piores em campo, mas deixou alguns buracos que deram espaço para o toque de bola rápido do Palmeiras.

Denilson, que foi capitão do Tricolor na partida de ontem, se mostrou perdido na marcação. Corria por todos os cantos feito uma barata tonta.

Um pouco mais à frente está Ganso e Michel Bastos, que teoricamente deveriam ser os responsáveis por fazer a bola chegar aos atacantes.

Michel até que tem feito um bom trabalho. É um jogador rápido, inteligente, com um bom chute e que tem mostrado muita vontade de vencer.

É, na opinião de muitos, talvez da maioria, o melhor jogador do São Paulo nessa temporada.

É verdade que ontem não fez uma boa partida. Mas a torcida o poupou das críticas pelo que tem apresentado nos últimos jogos.

Já o Ganso. Meu Deus!

Sua lentidão é de dar desespero.

Mais uma vez esteve apagado em campo, se escondendo do jogo. Parecia que nem estava dentro das quatro linhas. E isso tem acontecido em todos os jogos.

Na última quarta-feira, contra o San Lorenzo, no Morumbi, em partida válida pela fase de grupos da Taça Libertadores da América, o meia foi muito vaidado pela torcida enquanto era substituído.

Eu me pergunto: Como pode um jogador que possui tanta habilidade e inteligência ser tão desprendido de comprometimento e vontade?

Não é à toa que a diretoria já estuda a possibilidade de negociá-lo com o primeiro clube que se interessar por ele.

No setor ofensivo, alguns problemas.

Talvez por conta do nome que construiu no clube, Luis Fabiano tem sua cadeira cativa garantida, embora o técnico Muricy diz constantemente que no time dele joga aquele que estiver melhor.

"Sei não"... Não é o que temos visto.

O camisa 9 é o que chamamos na várzea de "cone". Ou seja, aquele jogador parado, que mal se movimenta, que espera por uma bola muito bem colocada para apenas chutar ao gol.

E nos dias de hoje, meu caro, se o atacante não buscar o jogo, não fará gol. A não ser contra times pequenos como esses que se vê no Campeonato Paulista.

Ontem o "fabuloso" não jogou porque sentiu dores na coxa durante a semana, e deu chance para Alan Kardec voltar ao time titular.

Por falar em Kardec, esse jogador tem o mesmo perfil de Luis Fabiano.

É um atacante mais lento (talvez não tanto quanto L.F), e que atua dentro da área, dificilmente voltando para buscar jogo.

Com a expulsão de Tolói, Kardec ficou praticamente isolado no ataque, já que Pato foi substituído por Edson Silva para recompor o setor defensivo.

Resultado: um desastre. O São Paulo sequer chutou a gol.

Por falar em Pato, creio que ele ainda seja a melhor opção na frente, até por conta da velocidade que impoe sobre o adversário.

Obviamente está longe de ser um Serginho Chulapa, um Careca, um Muller, um Palhinha, um França. Mas, dentro das opções que o clube oferece, talvez seja a melhor aposta a se fazer.

Acho até que ontem poderia ser um jogo interessante para ele, mas acabou pagando pelo erro grotesco de seu colega Rafael Tolói.

Ainda tem o argentino Centurión, que até me parece muito habilidoso, mas ao mesmo tempo um pouco afobado. Na maioria das vezes, recebe a bola, abaixa a cabeça e corre feito maluco, meio sem direção certa. Um "vaca louca".

Resumindo, há muita coisa errada, Sr. Ataíde. Há muito o que trabalhar nesse clube.

E se não correr para se preparar para o Brasileirão, correrá sérios riscos de reaixamento na competição nacional.

Preste atenção, São Paulo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Choque-Rei que não causa arrepios

Tempos bons do futebol brasileiro eram aqueles em que um clássico entre Palmeiras e São Paulo causava frio na barriga e deixava o torcedor apreensivo, na expectativa, empolgado...
 
Passei muitas situações assim, pensando o dia todo como seria o jogo, de que forma os treinadores escalariam as equipes, quem poderia decidir a partida, etc...
 
Tive o enorme prazer de assistir a grandes confrontos do chamado "Choque-Rei", clássico entre São Paulo e Palmeiras que ganhou o apelido do jornalista Tomas Mazzoni,  a alma do jornal “A Gazeta Esportiva”, como bem disse Juca Kfouri em seu blog.
 
Que pena que as coisas mudaram. Na verdade, tudo mudou. O futebol brasileiro mudou. Mas mudou para pior.
 
Que saudades dos anos 1990. Que saudades de Zetti, Muller, Raí e Palinha pelo São Paulo e Zinho, Evair e Edmundo pelo Palmeiras, jogadores que faziam do jogo um espetáculo. Quem viu, viu!
 
Atualmente essas duas grandes equipes não tiram mais o nosso fôlego quando estão em campo.
Não há um só jogador diferenciado que chame a responsabilidade e que garanta a emoção da partida.
 
Se de um lado temos um Palmeiras se reerguendo, se arrumando e tentando mudar a terrível imagem de "clube desesperado" que construiu durante os últimos anos, onde chegou a brigar para não ser rebaixado para a segunda divisão da competição nacional, do outro vemos um São Paulo sem brilho, sem garra e que parece carregar uma cruz enorme diante de seus rivais.
 
As duas equipes se enfrentam hoje, às 21h45, no Arena Palesta.
 
O Verdão já está classificado para a próxima fase do Paulistinha. O Tricolor, muito próximo disso.
 
Mas tanto um quanto o outro ainda não venceram um clássico neste anos de 2015.
 
Não adianta jogadores e comissões técnicas de ambas equipes declararem que não há clima de pressão para o confronto porque essa não cola.
 
Sabemos que, embora a partida de hoje não signifque nada em termos de posição e classificação na tabela, quem perder hoje entrará numa terrível crise.
 
O que podemos esperar de jogo?
 
Nada que nos empolgue ou que nos faça comer as unhas.
 
Nada que nos faça pelo menos relembrar os grandes confrontos do passado.
 
Então que seja, pelo menos, um jogo limpo e com gols. Se isso acontecer já estermos no lucro.
 
Mas não crie a expectativa de um clássico emocionante. Isso não deve acontecer.
 
Meu palpite:
 
São Paulo 1 x 0 Palmeiras (com um gol de Pato) 

segunda-feira, 9 de março de 2015

O que acontece com o São Paulo quando enfrenta o Corinthians?

Não há nada que faça o São Paulo vencer o Corinthians.
 
O fator "jogar em casa" parece não surtir efeito algum. Muito pelo contrário. O Timão parece muito à vontade no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi).
 
Nem mesmo jogando melhor e com um jogador a mais o Tricolor conseguiu super o arquirival na partida de ontem pelo Campeonato Paulista.
 
Que fase.
 
Há anos o confronto entre as duas equipes termina com vitória para os alvinegros.
 
O que acontece? Incompetência? Medo? falta de vontade?
 
Talvez um pouco de tudo isso.
 
Apenas para relembrar, na primeira partida entre São Paulo e Corinthians neste ano de 2015, que foi pela Taça Libertadores da América, o Corinthians não sentiu dificuldade alguma para vencer.
 
Jogando em casa, o Timão não deu chances para o São Paulo respirar. Desde o minuto inicial já marcava presença na área Tricolor, sem deixar o adversário sair do setor defensivo.
 
A tragédia já estava anunciada. A expressão no rosto dos são-paulinos, na ocasião, já traduzia o que seria dentro de campo: "Sonolência e falta de espírito vencedor".
 
Obviamente não podemos culpar pela derrota apenas a falta de vontade dos atletas. Parte da tal tragédia deve ser atribuída ao técnico Muricy Ramalho, que errou ao, de repente, resolver mudar o esquema tático do time justamente em um clássico.
 
Sacou Reinaldo da lateral esquerda - que não é nenhum lateral excepcional, mas é lateral de ofício - e deslocou o Michel Bastos do meio de campo para a função. Só aí o São Paulo já perdia em movimentação, criação e chute a gol.
 
Além disso, escalou Alan Kardec e Luis Fabiano no ataque, deixando o setor ofensivo extremamente lento e sem movimentação, facilitando a marcação para a rápida zaga corintiana.
 
Não deu outra. O Corinthians venceu fácil por 2 a 0.
 
Na partida de ontem (08/03), pelo Campeonato Paulista, a história foi um pouco diferente.
 
Com Reinaldo na lateral, Michel Bastos fez a função de meio-campista ao lado de PH Ganso, porém caindo para o lado esquerdo, deixando a equipe mais dinâmica.
 
A grande mudança, no entanto, ocorreu no ataque, com a entrada do argentino Centurion, que mostrou muita habilidade, velocidade e muito pulmão.
 
O "hermano" foi o destaque Tricolor no jogo, pois foi dos pés dele que nasceram as melhores jogadas, embora sua equipe não tenha conseguido balançar a rede durante os 90 minutos.
 
Por outro lado, o Corinthians, que entrou em campo com o mesmo esquema tático que vem jogando nas competições que está disputando, precisou apenas de um vacilo da fraca zaga do São Paulo para jogar a bola no fundo do gol de Rogério Ceni.
 
E o gol não poderia ser de outro que não fosse Danilo, o maior carrasco da equipe do Morumbi.
 
Diferentemente da partida válida pela Libertadores, dessa vez o São Paulo não se acomodou. Pelo contrário, iniciou pressão minutos depois de sofrer o gol, ainda no primeiro tempo.
 
Na segunda etapa, ainda com muita pressão, os donos da casa tiveram a melhor chance do jogo para igualar o marcador. O árbitro da partida, com ajuda de seu auxiliar, assinalou corretamente um pênalti após o desvio de mão do zagueiro Gil, que levou o segundo cartão amarelo e acabou expulso.
 
O problema, meu caro, é que quando a fase não é boa, realmente não é boa. Parece que há uma força maior que não quer deixar o São Paulo sequer arrancar um empate contra o Corinthians.
 
Rogério Ceni, o capitão e goleiro artilheiro são-paulino, vai para a cobrança. Experiente, o arqueiro se concentra, escolhe o lado e chuta forte. A bola não faz a curva necessária para enganar Cássio e, com a perna direita, o goleiro Corintiano garante a vitória.
 
Alegria para a "fiel", que mantém o tabu sobre o rival, e muita tristeza para os torcedores tricolores que, visivelmente abatidos nas arquibancadas, sói tiveram força para iniciar seus protestos contra a diretoria do clube e alguns jogadores.
 
A vida segue tranquila para o Corinthians, que segue forte e favorito ao título paulista.
 
Já o São Paulo, que faz um bom campeonato contra equipes de menor expressão, precisa acertar alguns pontos importantes como a zaga, por exemplo. Está mais do que evidente que o clube não pode contar com Edson Silva como titular se quer pensar em seguir adiante na Taça Libertadores da América e na próxima fase do Campeonato Paulista.
 
Resta a nós esperar para ver no que vai dar.
 
A única certeza é que essa fase de grupos em que estão Corinthians e São Paulo promete fortes emoções.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Gil relembra os confrontos diante do San Lorenzo na Copa Mercosul de 2001


Segundo o ex-atacante corintiano, “faltou um pouco de experiência ao time para ir à final”

Por Breno Benedito
(edição final: Fernando Richter)


Argentina, dia 28 de novembro de 2001. O Corinthians enfrentava o San Lorenzo pelas semifinais da Copa Mercosul. Embora o país “Hermano” vivesse uma das piores crises financeira de sua história, o torcedor marcou presença no estádio Nuevo Gasómetro lotando a casa.

Com sua torcida inspirada, os anfitriões fizeram a lição de casa e botaram a equipe brasileira, comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, praticamente na roda, como se fala no linguajar do futebol. O Timão saiu de campo derrotado após sofrer uma goleada de 4 a 1.

Para o atacante Gil, à época um atleta que se mostrava pra lá de promissor, foi uma experiência bastante ruim, pois o time havia feito uma boa campanha até chegar a essa semifinal.

“Tudo era novo, Não conhecíamos nada daquele torneio. Foi uma competição que me proporcionou a oportunidade de mostrar o meu futebol. Mas infelizmente éramos um time com jogadores novos e o que faltou foi um pouco de experiência para todos nós, acredito. E, embora não fosse uma Libertadores da América, a Mercosul era uma competição que todos queriam conquistar”, diz o ex-atacante.

À época, o Corinthians não havia conquistado um título internacional. Havia sempre a frustração de ser eliminado antes mesmo de chegar a uma final. Até o momento, o melhor resultado que havia conseguido foi chegar às semifinais de libertadores e da Copa Mercosul.

A pressão que vinha dos torcedores, imprensa e até mesmo de dentro do próprio clube, aliados a tal falta de experiência dos novos atletas mencionado por Gil, talvez fossem os principais pontos de insucesso do Corinthians.

 “A gente jogava campeonatos dessa natureza esporadicamente. Não tínhamos a experiência necessária para entender os cacoetes desses torneios internacionais que estão recheados de malandragens. Por conta disso, sempre batíamos na trave. Diferentemente de hoje que o Corinthians já possui uma libertadores, em 2012, e aliviou toda a pressão”, ressaltou.

Gil fez questão de relembrar o primeiro jogo desse duelo, que ocorreu no Pacaembu. A equipe alvinegra jogou bem e venceu por 2 a 1. Bastava um empate para seguir adiante. “O resultado que conquistamos aqui no Brasil nos dava condições para ir à Argentina e jogar apenas em busca de um empate. Infelizmente não conseguimos a tranquilidade necessária para sair com a classificação”, lamenta.

Sobre a partida de hoje diante do mesmo San Lorenzo, Gil diz que o Corinthians aprendeu o caminho das pedras para conquistar títulos internacionais. “Em 2001, eles (San Lorenzo) até que não tinham um time excepcional, mas saíram na frente de nós porque sabiam jogar competições internacionais, enquanto nós ainda estávamos entendendo o jeito certo para disputa-las. Mas hoje o Corinthians já entendeu direitinho a fórmula para se chegar forte nas finais de um torneio internacional e ser um dos favoritos ao título”, afirmou.