domingo, 30 de janeiro de 2011

O problema não é só o meio de campo...

Assim que o árbitro apitou o final de jogo, na vitória do Santos sobre o São Paulo, por 2 a 0, Rogério Ceni declarou aos repórteres que "o São Paulo jogou melhor que o Santos". Fernandinho, atacante da equipe, reforçou, mesmo sem saber qual foi o discurso do capitão, que o Tricolor foi melhor no clássico.

Nem Rogério Ceni e nem Fernandinho falaram besteira. Só não viu quem não quis. Porém, há uma explicação:

Desde o começo de jogo o toque de bola da equipe do Morumbi foi melhor, e assim o São Paulo chegava mais vezes ao campo de ataque. O Santos, por sua vez, de vez em quando armava algum contra ataque. Nada que levasse, de fato, perigo ao gol de Ceni.

Mas como meu sábio avô, Murillo Tucci, dizia, "quem não faz, toma". E foi nessa teoria que o torcedor do Santos viu o Peixe abrir o placar depois de uma falha que reputo 100% à defesa são-paulina. Primeiro com o Miranda que vacilou e deixou Róbson cruzar perfeitamente para dentro da área adversária. Depois para Xandão que deu todo o espaço do mundo para Elano receber e mandar para o fundo da rede.

Ainda assim o São Paulo não se abateu e voltou a mandar no jogo. Principalmente debaixo da chuva que caiu sobre o estádio de Barueri.

Carlinhos Paraíba fez boa marcação e articulou melhor o toque de bola pelo meio de campo, fazendo a redonda chegar nos atacantes. Porém, esse é o setor de maior dificuldade na equipe. Não se pode confiar no trio Fernandão, Fernandinho e Dagoberto.

É óbvio que o clube paulista carece de um meia armador, alguém de inteligência, de criação, com toque de bola refinado e que dê outra cara para a equipe. E para isso acredito na capacidade e competência de Rivaldo, que deve estrear no próximo jogo, contra o Linense. Mas no duelo de hoje, o que faltou mesmo foi um atacante para concluir as boas oportunidades que pintaram.

Portanto, realmente o São Paulo jogou melhor do que o Santos, mas no futebol o que vale é bola na rede, e isso o Peixe fez duas vezes na partida de hoje. Para chegar à vitória é preciso balançar a rede.

E é neste momento que o técnico Paulo César Carpegiani sente a ausência de Ricardo Oliveira. Um atacante rápido, habilidoso e que poderia fazer dupla com um dos meninos do sub-20 que estão arrebentando na Sul-Americana (Henrique ou Wilian José) e que logo estarão à disposição do treinador são-paulino.

A torcida é exigente, sabemos, mas as reclamações não têm sido exageradas. É inaceitável um clube que já teve Leônidas, Friedenreich, Gino Orlando, Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Careca, Muller, Palinha, Luis Fabianao, França, dentre outros, mantenha no elenco atual caras como esses que já citei (Fernandão, Dagoberto, Fernandinho, além de Marlos).

E não pensem que a culpa para o mau resultado da equipe está apenas no elenco, que sabemos que é pra lá de limitado, mas sim na fraca e incompetente diretoria que não toma uma atitude. O presidente e seus diretores puxa-sacos dizem que o São Paulo não faz loucura em relação a contratações. Para eles, jogador bom, de nome, de qualidade, só veste a camisa tricolor se for de graça. E de graça, meu amigo, ninguém trabalha.

É por isso que esse ano o São Paulo será novamente coadjuvante em todos os campeonatos que disputar. Ficará, em 2012, mais um ano fora da Libertadores da América, o que é absolutamente imperdoável para a torcida são-paulina.

A não ser, caros amigos, que uma mudança radical no jeito de se administrar o clube aconteça nas próximas horas. A política de trabalho precisa ser revista. Mas isso não pode ser amanhã. Precisa ser hoje.

Acorda, São Paulo...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PC Gusmão é demitido do Vasco

A "bagunça geral" continua tomando conta do Vasco da Gama.

Enquanto as equipes estão preocupadas em reforçar seus elencos para a temporada de 2011, o Vasco demite o técnico PC Gusmão.

No momento de crise extrema no clube da Colina, o presidente Roberto Dinamite fez uma reunião em sua casa e, junto de alguns diretores, resolveu romper o contrato com o treinador.

É óbvio que Gusmão não é o melhor técnico do País, aliás, está longe disso, mas está de bom tamanho para essa limitadíssima equipe do Vasco. 

Sabemos que é difícil sustentar o cargo de um treinador diante de um desempenho tão ruim (três jogos e três derrotas no estadual), porém quem entra em seu lugar? qual será seu substituto?

Tá certo que um dos pontos que mais pesou contra Gusmão foi a desconfiança de boa parte da diretoria vascaína de que ele havia vazado informação sobre a discussão entre Carlos Alberto e Roberto Dinamite no vestiário. Se isso é verdade, ninguém sabe.

O fato é que a diretoria do Vasco costuma agir estranhamente em certos casos. No ano passado, por exemplo, Dodô foi mandado embora do clube repentinamente. Ele era o único atacante de ofício na equipe, e vinha marcando gols. Bastaram alguns jogos em jejum para o atacante ser afastado da equipe.

Aí pergunto: Quem ficou no lugar dele? Marcel? Éder Luis? Meu Deus... De olhos vendados Dodô joga mais que os dois juntos.

A verdade é que Dinamite está perdendo o controle sobre o clube. Aliás, o Vasco é forte candidato à segundona do Brasileirão, se continuar nessa toada, claro.

Acorda, Sr.Dinamite. Tem gente (maluco) dizendo que está sentindo falta do "Euricão"...

O primeiro dia

Rivaldo treina em Cotia antes da apresentação
Assim como já era esperado, Rivaldo faz seu primeiro treino com a camisa do São Paulo nesta manhã ensolarada e calorenta de sexta-feira. Vestindo uma camisa sem número, o novo meia são-paulino já dá seus primeiros chutes a gol e arranca sorriso de seus novos companheiros de trabalho.

No treino coletivo, Rivaldo atuou na equipe reserva e, se não fosse Rogério Ceni, já teria feito seu primeiro gol em treino oficial pelo clube. Tudo isso, claro, sob o olhar atento do presidente Juvenal Juvêncio, que acompanhou o treino sentado no banco de reserva.

Provavelmente Rivaldo não enfrentará o Santos no próximo domingo, pelo campeonato Paulista. Mas apenas por uma questão de falta de entrosamento com a equipe, já que o atleta já está com os documentos regularizados para estrear pelo tricolor. Além disso, em termos de condicionamento físico, o pentacampeão mostra-se em perfeitas condições. Está "fininho", como dizem os boleiros. Mas não duvido que ele possa estar pelo menos no banco, ou até atuar nos minutos finais.

A apresentação oficial do jogador está prevista para daqui a pouco, logo após o fim do treino.

Que seja bem-vindo novamente ao futebol brasileiro. 

Foto: Revista Placar

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Agora complicou...

"Não é momento para desespero... Ainda", disse o lateral Roberto Carlos após a partida. 

O discurso não poderia ser diferente: o Corinthians não conseguiu furar a meta do Tolima (COL), no Pacaembu, e terminou a partida num empate (em 0 a 0) pra lá de frustrante.

Diante de uma equipe fraca, o time comandado pelo técnico Tite esteve muito abaixo do que se espera de um clube "grande" como o Corinthians. Errou muitos passes, foi lento nos contra-ataques, faltou criação, ousadia, no meio de campo. Enfim, não jogou!


Dentinho e Jorge Henrique estiveram apáticos, mas quem realmente deixou muito a desejar foram os pentacampeões Roberto Carlos e Ronaldo. Pareciam cansados (para não dizer que estavam sem vontade de atuar).

O Grande problema, no entanto, é ter que decidir a vaga na altitude da Colômbia, jogando contra uma torcida que costuma ser fator importante para a equipe da casa.

Se a situação já era complicada antes de começar a partida, já que uma possível "tragédia" já estava anunciada desde o empate com Noroeste no último domingo pelo Brasileirão, ficou pior ainda depois de ontem.

Como disse Roberto Carlos, não há nada perdido ainda, mas para o Corinthians avançar na competição Tite terá a difícil missão de mudar a equipe. E, quando digo "mudar", não estou apenas me referindo a alterações táticas e de jogadores, mas uma mudança de postura e pensamento por parte de todos.

O Corinthians não pode, jamais, entrar em campo com postura de Tolima, assim com não dá para conceber o Tolima crescer como se fosse um Corinthians.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Corinthians joga contra Tolima em busca de uma vantagem.

Por Breno Benedito

Nesta quarta-feira começa a pré-libertadores para o Corinthians e também para dois dos maiores jogadores da história do nosso futebol: Ronaldo e Roberto Carlos. Ambos conquistaram muitos títulos  pelos clubes em que passaram, porém os pentacampeões do Mundo pela seleção brasileira ainda não têm a tão sonhada Taça Libertadores em seus currículos.

E na noite de hoje, o Corinthians recebe no Pacaembu o Tolima (COL), às 22h. Serão dois jogos (ida e volta) e quem passar irá formar o Grupo 07 ao lado de Cruzeiro, Estudiantes (ARG) e Guarani (PAR).

O técnico da equipe, Tite ,está tranquilo e disse que o time será diferente daquele que entrou em campo nos dois últimos jogos do Campeonato Paulista, contra Bragantino e Noroeste. Segundo o treinador, a equipe precisa fazer um bom resultado, mas sabe que a afobação pode ser um ponto negativo. “Eu sabia que o jogo contra o Noroeste poderia estar em um nível menor de concentração. É fundamental errar para acertar. Esse é o processo de retomada. Agora, o perigo é acelerar demais, de querer construir (o resultado) de qualquer forma. Vamos construir de forma madura, com uma equipe solidária e que vai buscar alguma vantagem”, disse o comandante.

Para o goleiro Julio César, jogar no Corinthians sempre averá pressão. “Pressão sempre vai existir. No Corinthians é assim, não tem como mudar isso. Mas estamos sempre preparados”, ressaltou o argueiro.

Para o jogo de hoje, o treinador alvinegro deve contar com o retorno de Alessandro à lateral-direita, já que Moacir saiu machucado da última partida.

O treinador do Tolima, Hernán Torres, não acha que a equipe é azarão e vai mais além. Acha, inclusive, que pode jogar de igual para igual contra o Corinthians. “O Tolima está ganhando uma nova cara e mostrou uma evolução nessa temporada. Temos que jogar bola. Ninguém vence antes disso. Respeitamos muito o Corinthians, que tem uma história muito grande no futebol, mas também queremos a classificação”, ressaltou.

Já Yair Arrechea, zagueiro do Tolima, prevê dificuldades em marcar Dentinho e Ronaldo que, para ele, o Fenômeno tem qualidade para decidir em apenas um lance. “Ronaldo não é o mesmo de antes, mas tem técnica, poder de definição e pode marcar com apenas uma bola no jogo. Temos que marcá-lo, não podemos deixá-lo girar. Precisamos antecipá-lo nos lances”, alertou.


Ficha Técnica:

Corinthians: Julio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castan, Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Bruno César; Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique.

Técnico: Tite.


Tolima (COL): Silva; Vallejo, Julian Hurtado, Arrechea e Noguera; Chara, Bolívar, John Hurtado, Castillo e Murillo; Medina.

Técnico: Hernán Torres.

Árbitro: Henrique Osses (CHI)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Corinthians empata mais uma e Santos é só alegria

Comentar os jogos deste final de semana seria até injusto.

Passei a tarde num churrasco em família e esqueci do mundo. Nem mesmo o jogo da molecada do Sub-20 conseguiu me prender.

Mas é claro que não consigo ficar sem saber os resultados dos campeonatos regionais, principalmente o Paulistão. Li muitos portais de notícias esportivas para poder comentar algo, mesmo que superficialmente.

O que me chamou a atenção, além do empate da seleção Brasileira, foi o empate amargo do Corinthians contra o Noroeste.

Mesmo com Ronaldo atuando, a equipe alvinegra praticamente não entrou em campo. Fez um primeiro tempo fraco e só chegou ao gol aos 41 minutos, numa tremenda sorte de Dentinho que, após chutar a bola, encontrou a perna do zagueiro Da Silva e enganou o goleiro André Luis.

Já o segundo tempo foi, de fato, medonho. Mal viu a cor da bola. Até Roberto Carlos, que tem sido um dos poucos regulares nessa equipe, errou feio. Inclusive, foi de um vacilo do lateral esquerdo que saiu o gol de empate no Noroeste.

Isso realmente é muito preocupante para o torcedor corintiano.

Na próxima quarta-feira a equipe de Tite recebe o Tolima, da Colômbia, valendo vaga definitiva para a taça Libertadores da América.

Mas, com esse futebol apresentado nos três primeiros jogos pelo paulistão, confesso que a tal vaga está pra lá de ameaçada.

Acho, inclusive, que para o timão seguir adiante na competição Intercontinental será necessário uma vitória por dois gols, ou mais, de diferença sobre os visitantes. Porque segurá-los em território inimigo não é tarefa fácil, principalmente quando o que está em jogo é classificação à Libertadores.


LÍDER ABSOLUTO

Em compensação, o Santos está mais uma vez dando show de bola. Hoje, com dois gols de Elano, um de Keirrison e um de Maikon Leite, o peixe bateu o Grêmio Prudente por 4 a 2 e se manteve na liderança isolada da competição, com nove pontos ganhos.

E tem mais: tudo isso sem o craque Neymar, que está cumprindo com suas obrigações pela Seleção Brasileira Sub-20. Porém, na hora em que o garoto retornar, duvido que alguém segure novamente esse furacão chamado Santos.

Aliás, não há no Brasil outra equipe que dê tanta alegria ao torcedor. Até mesmo torcedores de times rivais sentem prazer em assistir os meninos da Vila em ação. 

Temos que dar graças a Deus que o Brasil está resgatando o futebol arte através do Santos...

Foto Ronaldo: Site Globo Esporte
Foto Elano: Site Globo Esporte

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enfim, um camisa 10

A diretoria do São Paulo realmente é pra lá de imprevisível.

Sem muito tempo para deixar o assunto repercutir como simples "rumor", o presidente Juvenal Juvêncio tratou logo de providenciar a contratação do pentacampeão do mundo Rivaldo. Diferentemente dos outros casos em que as especulações duraram dias e acabaram em "nada".

O craque, que está com 38 anos, chega para assumir a camisa 10 que tanto tem sido um martírio para o clube paulista. Há quem diga que "quem é rei nunca perde a majestade".

Segundo o técnico Paulo César Carpegiani, não há o que inventar em relação a Rivaldo. "Ele chegará para ser o armador do time", disse.

De fato, não dá para exigir que Rivaldo faça o que fez na Copa do Mundo de 2002, quando o jogador tinha apenas 29 anos e estava voando, comendo a bola, em sua melhor condição física.

Capitão Ceni ao lado do novo reforço Rivaldo
Porém, com o passar dos anos e com a experiência que adquiriu, Rivaldo tem tudo para se sair um perfeito armador, o cérebro do time. Basta saber como está seu condicionamento físico, que aparentemente parece em boas condições.

A negociação fez bem a ambos. Ao São Paulo porque buscava um nome de peso e de qualidade, embora a alta idade do jogador, para preencher o buraco no meio de campo, e sem gastar muita grana. Do jeito que o clube gosta.

Para Rivaldo, que jogará num clube de alto nível, com ótima estrutura, e que pode lhe oferecer novamente a visibilidade. É claro que o jogador não almeja grandes objetivos como seleção Brasileira, mas sim o reconhecimento pessoal que sempre é bom para o ego de qualquer um. Aliás, é a chance de encerrar a carreira em alta.

Rivaldo ainda não poderá atuar pelo tricolor, pelo menos até resolver suas pendências administrativas com seu antigo clube dos Emirados Árabe, o Budyodkor.

A entrada do atleta deve ser benéfica, já que o clube ainda não conseguiu um padrão de jogo. Realmente a falta de um comandante de linha prejudica a equipe. E isso e intensificou muito mais com a saída de Hernanes para o futebol italiano.

Ontem, no Morumbi, o São Paulo perdeu para a Ponte Preta, por 1 a 0, e deixou escapar a chance de se manter entre as duas primeiras colocações na tabela.

Para a próxima partida, Carpegiani já fala em mexer novamente na equipe, mas sabe que dificilmente terá Rivaldo no elenco.

Se o jogador terá ou não sucesso, não há como prever. O que podemos dizer é que ele chega para atuar no São Paulo muito mais "fininho" do que Ronaldo quando chegou ao Corinthians. A chance de se dar bem é grande. Veremos...

sábado, 22 de janeiro de 2011

38 anos do Mito

Foto do site Site SPFC Digital
Amor à camisa. Profissionalismo. Competência. Garra. Determinação. Espírito vencedor. Liderança. Persistência. Se existe uma só palavra que possa resumir todos esses elementos, esse nome é "Rogério Ceni".

Ceni é criticado por torcedores rivais justamente por declarar seu amor ao São Paulo Futebol Clube. Por outro lado, é idolatrado e mitificado por sua torcida e por grande parte daqueles que realmente amam o futebol.

Aliás, Ceni está no clube paulista desde 1990 e de lá para cá construiu uma carreira marcada por vitórias, recordes, conquistas e alegrias.

Venceu todos os principais títulos do clube, dentre eles o da Libertadores e do Mundial da FIFA,  ambos em 2005. Além disso, entrou para Guinnes Book por se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo. Com quase 1000 jogos vestindo o manto sagrado das três cores, Ceni está próximo de completar 100 gols (possui 96 em toda carreira).

Como se não bastasse tantas glórias, individualmente o goleiro-artilheiro "papou" muitos prêmios, inclusive a Bola de Ouro, da Revista Placar em parceria com a ESPN.

Hoje, 22 de janeiro de 2011, o maior ídolo do São Paulo Futebol Clube completa 38 anos. Desejo a Ceni tudo de mais maravilhoso, principalmente por tudo que fez para o futebol. Parabéns, grande ídolo. Que Deus continue lhe iluminando e que lhe dê mais saúde para que possa continuar trabalhando no futebol. Afinal de contas, não consigo imaginar, embora seja inevitável que um dia aconteça, o São Paulo sem o capitão Rogério Ceni.

Jogador de futebol também é ser-humano

Jonas marca dois gols para o Grêmio que, de virada sobre o São José, vence sua primeira partida no ano de 2011. Porém, após converter o primeiro gol, o atacante do tricolor gaúcho perde a paciência e xinga a torcida.

Sim, todo profissional, seja lá qual for a área em que atua, deve manter a postura e o respeito. Isso é uma regra básica e elementar de conduta válida para todos. Porém, cada ser-humano tem um limite de paciência.

No estou defendendo Jonas, mas também quem sou eu para criticá-lo? Afinal de contas, só mesmo estando na pele dele para saber a que ponto o atleta estava para explodir de tal forma.

Veja o vídeo:

video




Essa não é a primeira vez que vejo um ídolo passar por momentos como esse. Quem não se lembra do episódio do Dodô, que chegou a "mandar" uma banana à torcida são-paulina?

Isso aconteceu em 1999. O atacante tricolor não estava num período amigável com a torcida devido a má fase do clube. Além disso, havia perdido alguns pênaltis consecutivos e tinha torcedor dizendo que ele estava errando suas cobranças de propósito, para provocar sua demissão.

Mentira. Dodô jogava com vontade, suava a camisa, marcava gols bonitos, mostrava serviço. A torcida não entendia que o grupo não ajudadva, e precisava pegar no pé de alguém. Nesse caso, o alvo foi Dodô, que teve a infelicidade de entrar em certo jejum de pênaltis justamente nessa fase ruim.

Pois bem. O jogador de futebol muitas vezes passa dos limites,  é verdade, mas, como já disse, quem somos nós para julgá-los nessas situações que envolvem o emocional?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Resolvido o problema da "10"?

Alex, Ganso, Guiñazu, Rivaldo: O São Paulo procura um jogador de peso para atuar com a camisa 10, que já foi vestida por grandes craques que passaram pelo clube ao longo de sua história. Porém, até o momento nenhum dos cogitados sequer chegaram a negociar com o Tricolor paulista. Todos não passaram de especulações.

Mas, enquanto a agremiação corre atrás do tal meia armador, tão escasso no mercado futebolístico, o garoto Lucas, que pertence ao próprio São Paulo, vem arrebentando no Sul-Americano sub-20 pela Seleção Brasileira.

Ontem, na partida contra a seleção da Colômbia, Lucas foi destaque, superando inclusive o craque Neymar. Ainda no primeiro tempo, fez jogadas fantásticas, deu dois chapéus e comandou o meio de campo brasileiro.

Mas foi na segunda etapa que o jovem promissor são-paulino mostrou serviço. No segundo gol brasileiro, ele entrou na área adversária, driblou o zagueiro e cruzou perfeitamente para Wilian José, outro são-paulino, mandar para o fundo da rede.

Além dele, Casemiro (São Paulo) e Neymar (Santos) também balançaram a rede, dando a vitória para o Brasil, por 3 a 1.

Agora, se o São Paulo não consegue um meia de peso, já que não está disposto a pagar multa rescisória a nenhum dos nomes que já foram cogitados, se estão faltando jogadores financeiramente mais viáveis no mercado e se Lucas, que já é do tricolor, está comendo a bola, esta aí a solução para os problemas.

Basta dar um aumento considerável ao jogador, que ainda assim será mixaria perto do que os considerados "grandes nomes" pedem, e apostar nele. Não tenho dúvida de que Lucas dará conta do recado. Ele tem futebol suficiente para assumir a camisa 10 da equipe paulista. Sem contar que investir no atleta "prata da casa" é muito mais rentável aos cofres do clube.

Portanto, a história do "camisa 10" está resolvida, se o São Paulo quiser, é claro.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Atacantes marcam e São Paulo vence em casa

O São Paulo voltou a jogar no seu estádio (Morumbi), ontem, pelo Campeonato Paulista, e venceu o São Bernardo por 3 a 0.

Aparentemente, uma vitória para não deixar dúvidas, embora o adversário tenha mostrado pontos de fraqueza e que pode ter dificuldades para seguir entre os oito primeiros colocados da competição.

De qualquer forma, o que deixou a torcida são-paulina feliz foi o fato de o três gols terem sidos marcados por atacantes. Aliás, pensando em deixar o setor ofensivo mais leve, Carpegiani escalou Dagoberto ao lado de Marlos, e o entrosamento dos dois surtiu efeito.

O primeiro a balançar a rede foi Dagoberto, que fez um golaço, mas que na minha opinião foi uma tremenda sorte. A bola é cruzada para dentro da área e, no momento em que Dagol estica a perna para dominar, a redonda bate na canela dele e engana o goleiro Marcelo. Enfim, o que vale é bola na rede.

Os outros dois gols foram marcados por Marlos e Fernandinho (que entrou na segunda etapa no lugar de Ilsinho).

Para o treinador tricolor, a equipe teve duas atuações distintas: Na primeira etapa, um São Paulo arrasador, com bom toque de bola, forte marcação no meio de campo, com outra boa atuação de Carlinhos Paraíba, e jogadas rápidas e inteligentes que levaram perigo ao gol adversário. Porém, no segundo tempo a equipe diminuiu quase 70% do ritmo e deixou o treinador "cabreiro".

Segundo Carpegiani, a queda de rendimento na etapa final é o resultado de certo desinteresse por parte dos jogadores, e isso, segundo ele, "é preocupante". O comandante da equipe do Morumbi prometeu mexer no time para a próxima partida. E ele tem toda a razão. Afinal de contas, por causa dessa queda de rendimento constante no último Brasileirão o São Paulo não conseguiu classificação para a Taça Libertadores deste ano de 2011. Provavelmente ele não quer repetir o mau desempenho.

E se já há preocupação nessa equipe, principalmente para o próximo semestre, já que Miranda foi negociado com o Atlético de Madrid, os nervos devem se esquentar ainda mais com a possível saída de Alex Silva.

O jogador disse ontem, após a partida, que o tricolor não o chamou para um acerto de contrato e que já está com a cabeça preparada para deixar o clube no meio do ano.

Sem Miranda e sem Alex, o setor defensivo perde qualidade. Aliás, perde e muito, principalmente por não ter no banco de reservas jogadores à altura da dupla. Xandão é bom jogador, mas ainda é inexperiente. Já Renato Silva é um estrupício. Se posiciona mal, é lento, sem tempo de bola e, para piorar, muitas vezes comete faltas desnecessárias.

A diretoria do São Paulo confirmou que está negociando com o jovem uruguaio Coates, de 20 anos, que foi indicado por Lugano. Ainda assim, apenas uma contratação não resolveria o problema da equipe. Seria necessária a vinda de mais um defensor para compor o setor. E, no momento, não há jogador de qualidade dando sopa no mercado. Os grandes nomes custam caro e como o São Paulo não gosta de mexer nos cofres...

Sendo assim, o mais aconselhável, e até dentro da realidade são-paulina, é manter Alex Silva no grupo. Para isso, o São Paulo precisa correr para garanti-lo no elenco. Se deixar para a última hora, o perderá como perdeu Ricardo Oliveira.

Acorda, São Paulo! 

Foto Dagoberto: Site Globo Esporte
Foto Alex Silva: Blog do Alex Silva

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Está nascendo um novo líder..."

Logo mais saberemos quem é o novo presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Segundo o blog do jornalista Roberto Avallone, que possui algumas fontes quentíssimas dentro do clube alviverde, Arnaldo Tirone é forte candidato para o cargo. Porém, é de se reconhecer que seu oponente, Paulo Nobre, tem crescido acentuadamente nos últimos dias.

Seja lá quem assumir, o que desejamos é que o novo presidente leve ao clube uma administração séria, sólida, honesta. Diferentemente do que temos visto desde a época de Mustafá. Aliás, de lá para cá o verdão vem colecionando resultados ruins, o que não condiz com sua rica história de títulos e glórias.

Confesso que me surpreendi bastante com o Sr. Luiz Gonzaga Belluzzo. A princípio, um presidente diferente, formado em economia, professor de Universidade e dono de uma postura invejável, o colocou à frente do clube paulista. De repente, Belluzzo perdeu a linha. Sua formação universitária e a educação que até então parecia indiscutível saíram de cena e deram espaço a um homem arrogante, intransigente e, mais do que tudo, "torcedor". Ou seja, a máscara caiu. Era apenas mais um cartola daqueles que estamos acostumados no mundo esportivo.
 
Agora é o momento de o Palmeiras dar a volta por cima. Começar do zero. Criar novas políticas de trabalho, de administração, enfim. É o momento de reerguer o clube.

A polêmica dos 100 gols e 1000 jogos

Ceni: Perto dos 100 gols e 1000 jogos
Rogério Ceni, capitão, goleiro e artilheiro do São Paulo, está próximo de completar seus 1000 jogos pelo clube paulista. Além disso, Ceni ostenta a marca de 96 gols com a camisa tricolor. Pelo menos esse é o número contabilizado pelo São Paulo Futebol Clube, diferentemente dos números da FIFA que somam apenas 94.

Devido à polêmica que vem ganhando espaço nos principais jornais e telejornais do País, o São Paulo resolveu publicar em seu site oficial uma nota para esclarecer o motivo pelo qual o clube não abre mão dos "2" questionados gols do goleiro artilheiro. Veja na íntegra:


Rogério Ceni é internacionalmente conhecido como o Maior Goleiro Artilheiro do Mundo. Autor de 94 gols em partidas oficiais segundo os critérios da FIFA, o camisa 01 do Tricolor especializou-se em ser recordista em recordes. Um mito. O Mito.

Rogério ostenta, porém, outra marca igualmente importante: anotou, até hoje, 96 gols pelo São Paulo FC, segundo os critérios utilizados para todos os jogadores da história do clube, de Leônidas a Raí.

A discrepância - 94 gols em torneios oficiais da FIFA e 96 pelo São Paulo FC - é simples: as estatísticas do Arquivo Histórico são-paulino, como acontece nos clubes em geral, consideram critérios distintos dos da FIFA para estipular a oficialidade dos jogos.

A partir disso, parece lógico que se utilize os mesmos critérios para a contagem dos gols. Critérios estes utilizados historicamente não apenas pelo clube, mas pelos mais diversos veículos de comunicação, pesquisadores e estudiosos, como também nas estatísticas de ídolos como Serginho Chulapa, maior artilheiro da história são-paulina. Portanto, os dois gols marcados por Rogério Ceni no amistoso contra Santos/Flamengo, em 1998, e na final do Torneio Amistoso Constantino Cury, contra os russos do Uralan Elista, são contabilizados pelo São Paulo FC, independentemente dos critérios da FIFA.

Assim, o São Paulo Futebol Clube atesta que, como registra e documenta o Arquivo Histórico são-paulino, reorganizado em 2010 com a contratação do historiador Michael Serra, o atleta Rogério Ceni conta com 96 gols anotados em 949 partidas profissionais reconhecidas pelo clube em um dos três níveis oficiais: jogos competitivos, restritivos ou amistosos, organizados ou autorizados pela Federação vigente e cumpridores das devidas normas e regulamentações estabelecidas pela FIFA, tais como: regras de jogo, tempo regulamentar, delegação de arbitragem, anotação em boletim oficial, atletas profissionais, entre outros.

O São Paulo FC informa, ainda, que nenhum pedido foi ou será feito à FIFA para que tais gols sejam considerados nas estatísticas da entidade, já que não é esse o propósito desta retificação. Além disso, o clube não questiona os critérios da entidade, pois eles buscam reunir o que pode ser uniformizado num planeta extremamente desigual em culturas, ritos e tradições, desnivelado em organização entre suas federações internacionais.

Tampouco busca-se facilitar a chegada aos 100 gols, pois é certo que mesmo os torcedores de outros clubes acreditam que Rogério Ceni baterá ambas as marcas, a do São Paulo FC e a da FIFA. E ambas serão celebradas, cada uma a seu modo, e sem asteriscos.

Poderia parecer mais fácil não tocar no assunto, deixando que a marca homologada pela FIFA fosse a única registrada. Mas, além de ser um desrespeito à história são-paulina, aos demais artilheiros e ao próprio Rogério, há que se lembrar que o centésimo gol não é a única marca que o Capitão pode alcançar num futuro próximo, e o compromisso com o erro seria imperdoável. Não rasgaremos a história em troca da segurança do silêncio.

Afinal, o camisa 01 está próximo de se tornar o primeiro jogador da história do clube a completar 1000 partidas profissionais. Fosse este o caso de apressar marcas, seriam contadas as partidas nas categorias de base, e Rogério já seria “milenar” há meses!

Seguindo-se estritamente o “critério oficial FIFA”, porém, a própria estreia de Rogério com a camisa do São Paulo FC não seria considerada válida, já que aconteceu no Torneio Amistoso de Santiago de Compostela, competição também não reconhecida. Como alterar burocraticamente a data em que um jovem sente a emoção de entrar em campo pela primeira vez como jogador profissional do clube?

O São Paulo Futebol Clube contabiliza seus amistosos e torneios amistosos porque se prepara para eles com o mesmo profissionalismo das competições da FIFA. Porque, dentro de campo, os ritos são os mesmos. E porque sua torcida se emociona com muitas dessas partidas da mesma forma, como nas conquistas das taças Teresa Herrera e Ramón de Carranza na Era Telê. Como desconsiderar a vitória por 4 a 1 sobre o Barcelona, em 1992?

Esses critérios já eram utilizados para as estatísticas de número de partidas do Capitão. Havia, porém, dois erros, agora sanados: Rogério tem 949 jogos como profissional do São Paulo FC. Os erros referiam-se a cinco jogos não-contabilizados: em três deles, Rogério entrou em substituição no meio da partida; os outros dois referem-se aos jogos anulados pela Justiça Comum, no Brasileiro de 2005.


Sinceramente, se eu fosse Rogério Ceni, para acabar com a polêmica, não faria questão de brigar por "2" gols, pois isso ele consegue superar facilmente durante a temporada. Aliás, basta o Paulistão para a marca ser batida. E também não acho que seja algo para o São Paulo perder tempo, embora Ceni mereça toda atenção do mundo por tudo que já fez e ainda faz pelo clube. O momento é de se preocupar com reforços à altura da equipe para tentar quebrar o jejum de títulos que se estende desde 2008 (quando conquistou o Brasileirão, último título até o momento).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Novamente na "Copinha"

Mais uma vez a violência entrou em cena na Copa São Paulo de Futebol Junior. Dessa vez, o palco das imagens lamentáveis foi o estádio de Limeira, onde o atual campeão São Paulo perdeu para o Flamengo, por 1 a 0, e foi desclassificado nas oitavas de final da competição.

Dentro de campo a partida seguia equilibrada, com as duas equipes chegando com perigo ao gol adversário, porém ambas pecando no momento de finalizar. Além disso, um alto número de passes errados que deixou o jogo cansativo a quem assistia.

Ainda no primeiro, a torcida do Flamengo iniciou uma briga entre as duas principais facções. Logo depois, a confusão se estendeu até parte da torcida do São Paulo. O tumulto só parou depois de intervenção da Polícia Militar, que precisou chamar reforço para conter os vândalos.

De certa forma, esse tumulto já era previsto. A quantidade de policiais escalados para a segurança do clássico era inferior ao que se julga necessário. E não é por falta de experiência, afinal, todo ano vemos as mesmas cenas se repetirem nos estádios quando se trata de Copa São Paulo.

Quando será que vão levar essa competição um pouco mais a sério no que diz respeito à segurança? Será que estão esperando outra "guerra" como aquela que vimos em 1995, quando torcedores do Palmeiras e do São Paulo protagonizaram um dos episódios mais assustadores da história do futebol?

Que os organizadores do evento, junto  à Polícia Militar,  tomem providências o quanto antes. Que se organizem daqui para frente. Pois, estamos apenas nas oitavas de final. Tem muito jogo pela frente.

Com Neymar, Brasil resgata futebol arte

A Seleção Brasileira sub-20 venceu a seleção Paraguaia por 4 a 2, num jogo pra lá de agitado, com direito a jogadas perfeitas e 2 expulsões.

Neymar comemora 1º gol
Mas a noite tinha um nome escrito nas estrelas: Neymar. No seu estilo "moleque", o jovem santista entrou em campo disposto a assumir a responsabilidade do jogo. A camisa amarelinha não pesou para o atacante. Pelo contrário. Caiu-lhe muito bem, tanto que foi dos pés dele que saíram os quatro gols do Brasil. Com os três pontos, a seleção comandada por Ney Franco assumiu a primeira colocação do Grupo B do Sul-Americano.

Ao contrário do que dizem alguns "céticos" jornalistas esportivos, embora seja uma massa muito pequena, tão pequena que chega a ser insignificante, Neymar é indiscutivelmente o novo craque do nosso país. É a grande promessa. Um craque que não nos deixa dúvidas, que convence, que chama a responsabilidade e que não se intimida com cara feira. 

E nem mesmo as merecidas expulsões de Zé Eduardo e Henrique apagaram o brilho da equipe. Aliás, depois de tantos vexames nas duas últimas Copas do Mundo (2006 e 2010), sinto que a nova safra de jogadores brasileiros nos trará um pouco mais de alegria. Além de Neymar, os são-paulinos Lucas, Casemiro e Bruno foram fundamentais para a excelente atuação canarinho. Eles são rápidos, habilidosos, inteligentes e leais. 

O fato é que o Brasil está resgatando, mesmo que aos poucos, a alegria de jogar futebol. É o chamado "futebol arte" ressurgindo nos gramados desse país abençoado. Claro que esses garotos precisam amadurecer. Ainda há o que aperfeiçoar e aprender. Mas até 2014, se manter a toada, teremos uma seleção praticamente perfeita. Uma equipe que pode nos fazer relembrar seleções como a de 82, por exemplo. Pelo menos é isso que esperamos.

Fico imaginando essa garotada nas mãos de Telê Santana...

Foto: Site Globo Esporte

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ronaldinho é do Flamengo


O Flamengo, enfim, anuncia em sua página na internet, a contratação de Ronaldinho Gaúcho, concretizando a informação da jornalista Roberta Castro, da rádio Jovem Pan de São Paulo, que já havia nos dado a notícia desde a última sexta-feira, dia 07/01.

O clube carioca ainda não tinha anunciado o jogador porque havia um impasse em relação ao tempo de contrato. O atleta e seu empresário, Assis, não estavam dispostos a fechar um contrato de longo prazo, enquanto o Flamengo queria uma garantia de permanência, já que o investimento para trazer o craque ( ou ex-craque, isso só saberemos no decorrer do ano) foi pesado.

Ronaldinho assinou por quatro anos com o Mengo e deve ter a Traffic como mediadora dessa negociação. Aliás, o Palmeiras só não deve romper sua "parceria" com a empresa esportiva porque ainda depende da mesma. Mas que a relação entre Palmeiras e Traffic estremeceu isso não tenho dúvida.

Por outro lado, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, vai caindo nas graças da torcida. Trazer um jogador de nome como Ronaldinho, embora seu desempenho como jogador de futebol nos últimos anos seja questionável, dá à ela (Patrícia) o status de grande administradora. Principalmente por mostrar saber lidar com as situações mais embaraçosas. Foi assim com a vinda de Adriano e Vagner Love e com o caso do goleiro Bruno, suspeito de matar sua amante.

Patrícia fez sua parte. A torcida pediu e ela o trouxe. Mas o que todos realmente querem ver é se Gaúcho fará sua parte. Se cumprirá com sua obrigação de profissional da bola. Eu, particularmente, perdi as esperanças nele. Veremos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Leilão no futebol

Pior do que o descaso de Ronaldinho Gaúcho em relação às equipes que estão lutando para tê-lo como reforço em seus clubes é a falta de profissionalismo de seu irmão, que também é seu empresário, Assis.

Porque, pensando bem, Ronaldinho está aproveitando a enrolação toda para curtir umas férias. O que na minha opinião está certo. Já seu empresário deveria fazer seu papel com mais seriedade e objetividade.

Prometeu Ronaldinho para o Grêmio, que informou hoje através de uma coletiva de imprensa que desistiu das negociações, para o Palmeiras, que ainda sonha com a contratação, e para o Flamengo que, segundo fontes muito seguras, assinou com o atleta desde sexta-feira.

Na verdade, Assis criou uma espécie de leilão do futebol e está aguardando quem oferece mais ao jogador. Isso também não é ilegal ou desrespeitoso. O que é completamente antiético é esse joguinho de prometer um único "produto" a seus "consumidores", alimentando a esperança de um desfecho positivo quando na verdade nem mesmo ele, Assis, sabe qual será o destino de RG.

Se realmente Ronaldinho já é do Flamengo o que então impede o clube carioca de anunciar ao público a chegada do craque? Para que tanto mistério? Será ordens de Assis? Talvez sim. Mesmo porque, se o leilão está aberto, qualquer um pode chegar e tomar Ronaldinho das mãos do Mengo.
Pelo menos é essa a impressão que Assis deixou para o Brasil, talvez até para o mundo.

Agora, independente da equipe que Ronaldinho atuar, a cobrança será no mínimo muito maior do que a que Ronaldo teve ao chegar no Corinthians. Isso porque o fenômeno, embora muito acima do peso de um atleta, chegou no timão na maior surdina e cumpriu seu papel balançando as redes e caindo nas graças da torcida.

Já o Gaúcho chega como se ainda fosse o maior jogador do mundo, faz mistérios e mostra-se totalmente desinteressado sobre qual clube deve atuar. Tem tudo para ser um grande reforço para o futebol brasileiro, isso se ainda sentir vontade de jogar futebol. Mas também tem tudo para ser a maior decepção do futebol brasileiro de todos os tempos.

Se querem saber, fico com a segunda opção. Não vejo com bons olhos esse sacrifício dos clubes pelo jogador.