quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vida de goleiro nunca foi fácil

No momento em que se questiona tanto a safra dos goleiros brasileiros, dois grandes clubes passam por situações distintas em relação aos seus arqueiros.

Por um lado temos o Denis, do São Paulo, que encara um dos maiores desafios do futebol brasileiro atual: ser o sucessor de Rogério Ceni, o maior ídolo do clube de todos os tempos.

Por outro lado, Cássio, do Corinthians, que perdeu espaço para o então reserva Walter após cair de produção e que agora tem de correr atrás do prejuízo em sua carreira.

Vamos por parte.

No final do ano passado, quando Rogério Ceni foi a público anunciar sua aposentadoria, muitos se perguntaram: Quem será o substituto do Mito?

Falou-se muito sobre contratações de peso para a posição, porém boa parte da torcida acreditava no desempenho de Denis para o posto.

O próprio Rogério Ceni foi cabo eleitoral do jovem goleiro, que se mostrava preparado tecnicamente. Em plena condição física, o então camisa 12 havia superado uma cirurgia no ombro direito e só lhe restava a chance de assumir de vez a camisa 1.

A esperada chance chegou e tudo tinha para dar muito certo, não fosse a má fase que a equipe enfrentava no início de temporada - o Tricolor fez um campeonato Paulista mediano e um início de Libertadores desastroso, por pouco não ficou de fora das oitavas de final da competição.

É bem verdade que Denis andou falhando em alguns lances importantes, mas na maioria dos gols sofridos em que foi massacrado pela torcida são-paulina o goleiro não teve a menor culpa.

Que fique claro que não sou defensor absoluto de Denis e nem estou aqui tentando dizer que ele é o melhor ou o pior goleiro para o São Paulo. Apenas acho que a torcida precisava encontrar um culpado e nada melhor que esse cara fosse o goleiro, o "indivíduo" que, na ilusória visão da maioria, deveria no mínimo ser igual a Ceni - o que é uma loucura. Dessa forma Denis passou a ser perseguido durante longo tempo.

Atualmente a situação está mais controlada, mas não finalizada. Ainda vejo comentários absurdos sobre a atuação dele. Ontem, na partida contra o Flamengo, Denis teve uma atuação muito boa. Foi preciso em defesas que evitaram a derrota Tricolor e não teve nenhuma culpa nos dois gols que sofreu.

Já com o goleirão Cássio a história foi um pouco diferente, mas não menos negativa.

Em nenhum momento o desempenho do camisa 12 alvinegro foi contestado pela torcida corintiana. Pelo contrário. Mesmo sabendo que Cássio já não tinha o mesmo condicionamento físico e sua produção estava em decadência, a torcida continuou ao seu lado.

O fato é que no futebol tem que jogar quem está melhor. E neste momento, Walter está muito mais preparado para atuar com a camisa do timão.

O preparador de goleiros, responsável por condicionar (físico e tecnicamente) os atletas, tem a palavra final para indicar quem é o seu melhor "aluno". Obviamente cabe ao treinador escala-lo ou não.

Mas Cássio parece não aceitar o fato de que a culpa por hoje estar esquentando o banco de reservas é exclusivamente dele.

Depende apenas dele ser um "aluno" aplicado ou não. Depende apenas dele controlar seu peso. Depende apenas dele recuperar sua velocidade e agilidade. Depende apenas dele mostrar seu interesse em querer ser o titular absoluto.

Ou seja, não pegou nada bem para Cássio tentar jogar a culpa do seu descontentamento como atleta para cima do preparador de goleiros Mauri Lima, que por sinal é um excelente profissional.

A situação de Cássio agora parece insustentável. Creio que não haja mais clima para ele continuar como atleta do Corinthians e acredito que o melhor cenário para ambos seria uma negociação com algum outro clube de grande porte. 

Com certeza Cássio é um goleiro de muito potencial. Aliás, potencial para leva-lo à seleção brasileira - principalmente agora com Tite no comando canarinho. Porém falta mais vontade, mais ambição, mais "sangue nos olhos".

Na partida de ontem, contra o Botafogo (RJ), Cássio foi o titular da partida, já que Walter está machucado e não pôde ir à campo.

E há quem vá discordar, mas achei que o arqueiro corintiano falhou no gol de Leandrinho, aos 27 minutos do primeiro tempo. Com 1,96 metro de altura, não poderia ter aceitado uma bola pelo alto que praticamente passou pelas suas mãos.


Um ato de displicência que custou um gol. Sorte a dele que o timão venceu a partida (3 a 1). 

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*Texto escrito para o site Voa Goleiro

terça-feira, 28 de julho de 2015

16ª rodada do Brasileirão promete emoção

A próxima rodada do Campeonato Brasileiro de 2015 promete ser bastante interessante, principalmente no que diz respeito à parte de cima da tabela.
 
O Corinthians (2º colocado, com 30 pontos), que embora não tenha feito jogos de encher os olhos do torcedor, continua firme na sua campanha pela ponta da tabela.
 
Para chegar a esse feito, além de bater o fraco Vasco da Gama em casa, terá de torcer por uma vitória do seu rival São Paulo (5º colocado, com 27 pontos), que encara o líder Atlético MG (com 32 pontos), em pleno Mineirão.
 
Obviamente, o Corinthians tem muito mais chance de fazer sua parte do que o São Paulo a dele. Mas como em futebol tudo é possível, não duvido que o Tricolor do Morumbi arranque alguns pontinhos do Galo. Por isso acredito que o Timão possa assumir a ponta nesta 16ª rodada.
 
O Palmeiras, que vem subindo jogo a jogo e se encontra na terceira colocação (com 28 pontos), vai a campo apenas no domingo, encarar o Atlético Paranaense (8º colocado, com 25 pontos), na Arena Alianz.
 
Veja que interessante: Caso o Verdão perca essa partida, poderá ser ultrapassado pelo próprio Furacão, pois a equipe paranaense chegaria aos mesmos 28 pontos do clube paulista, porém com uma vitória a mais.
 
Já o Sport (4º colocado, com 28 pontos), recebe no domingo o abatido Cruzeiro (13º colocado, com 17 pontos), na Arena Pernambuco. Deve passar sem nenhum susto, pois a Raposa não consegue manter a mesma toada das duas últimas competições nacionais, na qual sagrou-se bicampeã.
 
Outra briga pra lá de interessante será entre Fuminense (6º colocado) e Grêmio (7º colocado), ambos com 27 pontos. Tanto o Tricolor carioca quanto o Tricolor gaúcho entram em campo de olho no placar lá do Mineirão, torcendo, claro, por um tropeço do Tricolor paulista.
 
 
Na parte de baixo da tabela, Coritiba (19º colocado, com 11 pontos) e Goiás (17º colocado, com 13 pontos) se enfrentam no que podemos chamar de jogo dos desesperados.
 
Situação complicadíssima para o Vasco (18º colocado, com 12 pontos), que joga contra o emergente Corinthians, e para o lanterna Joinvile (com 9 pontos), que encara o Avaí (14º colocado, com 17 pontos).
 
O bicho vai pegar...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Não deixaram Guardiola treinar a Seleção"

 Não sou eu que estou dizendo.

São palavras de Daniel Alves, lateral direito da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo.

Sim, a revelação é "bombástica", como classificou parte da imprensa que recebeu a notícia, após declarações do jogador no programa "Bola da Vez", da ESPN, que foi ao ar nesta terça-feira à noite e que ainda deve repercutir.

De acordo com Daniel, Pep Guardiola estava prontinho para comandar a equipe brasileira antes do mundial, mas parece que o impediram.

Provavelmente foram os mesmos "inteligentes" e "carismáticos" dirigentes da "incrível" CBF.

"Antes da Copa, o Pep queria treinar a seleção brasileira e não quiseram. O Pep falou que queria a gente campeão do mundo e tinha toda a estratégia e não quiseram. Falaram que não sabiam se o Brasil iria aceitar", disse o jogador.

Não sabemos se houve realmente um contato formal entre o técnico e a CBF.

O fato é que se Guardiola realmente cogitou ser o comandante da nossa seleção, com certeza a conversa chegou aos dirigentes da entidade máxima do futebol brasileiro.

E chegando aos ouvidos desses dirigentes, os mesmos preferiram se fingir de surdos...
 
Oras, estamos com a bola toda. Podemos nos dar o luxo de recusar um "Pep Guardiola". Que fase, como diria Milton Leite (narrador do Canal Sportv).
 
Certamente, para a CBF o Pep Guardiola, um dos maiores treinadores da atualidade, um cara altamente competente, estudado, inteligente, com visões modernas de jogo e de posição tática, não é capacitado para dirigir a seleção Brasileira.
"Eles" preferem o retranqueiro Felipão. Que nada, bom mesmo é o Dunga. (sim, com muita ironia nesse momento).
 
Não duvido que possa haver muito mais em jogo e que não é exposto ao torcedor. Talvez peculiaridades dessa entidade que possam ser reveladas com as investigações que a Polícia Federal instaurou para averiguar o nosso futebol - principalmente depois das denúncias e escândalos na Fifa, que envolvem dirigentes brasileiros. 
 
Os interesses por trás disso tudo devem impedir que pessoas como Guardiola assumam o cargo. Isso é notório. Só falta vir a público.
 
Quer piada maior?
 
Mais tarde, após o vexame na Copa do Mundo, realizada no Brasil, e a porrada sofrida na Copa América, no Chile, os "inteligentes" e "carismáticos" chegaram à conclusão de que o futebol brasileiro carece de mudanças para voltar a ser protagonista no esporte mundial.
 
As primeiras providências (talvez as únicas)?
Criar uma comissão que vai estudar e discutir o futuro do Brasil no esporte.

Comissão essa formada por Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni e Mário Zagallo.
 
Já imaginaram quanta mudança acontecerá com esse time no comando?

Ok. Liberados. Podem começar a rir (ou chorar).
 
HA HA HA... 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"La mano de Dios" à brasileira

Depois de ontem, só posso ter ainda mais certeza de que ter sido eliminado pelo Paraguai, nos pênaltis, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com a Seleção Brasileira nessa Copa América.
 
Sim, porque desse confronto saiu o adversário da Argentina, na semifinal da competição.
 
Para quem tinha dúvidas com relação ao desempenho do "hermanos", eis a constatação. Um açucarado 6 a 1, ontem, com um espetáculo de Lionel Messi e companhia - a Argentina agora decide o título com os donos da casa (Chile).
 
Imagine o que seria da nossa "seleçãozinha" se estivesse dado a (falta de) sorte de se classificar e enfrentar os nossos simpáticos vizinhos.
 
Tomar de 7 a 1 da Alemanha, em casa, numa Copa do Mundo, foi uma paulada dura na cabeça que ainda não nos recuperamos.
 
Mas acho que nada seria pior do que uma goleada desse nível por parte dos nossos arquirivais, embora, cá entre nós, estejamos merecendo apanhar para, quem sabe, tomar vergonha na cara.
 
Portanto, meu amigo, pare de cruxificar o sentimental Thiaguinho Silva, pois foi ele o nosso "salvador da pátria". Agradeçam pelo momento iluminado que ele teve na partida com sua "La mano de Dios".
 
Que fase!, como diria Milton Leite.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Há 10 anos o Santo André participava pela 1ª vez da Libertadores

Por Breno Benedito
(edição final:Fernando Richter) 
 
 
O futebol definitivamente é cheio de surpresas.
 
Não foram poucas as vezes em que a zebra falou mais alto e deixou o torcedor de queixo caído.
 
A Copa do Brasil é um grande exemplo de times que podem surpreender. Um campeonato de tiro curto que permite façanhas incríveis. 
 
E foi exatamente nesse cenário que, há 10 anos (2004), o Santo André calou um Maracanã lotado ao vencer o Flamengo, franco favorito ao título. 
 
A conquista permitiu que o clube da região do Grande ABC disputasse, no ano seguinte, pela primeira vez em sua história, a tão temida e respeitada Libertadores da América.
 
Até então, o clube jamais havia competido em um torneio continental.
 
Para relembrar esse momento, conversei com o lateral-direito Dedimar, um dos destaques da equipe nessa fase tão importante para o Santo André.
 
“Com certeza foi um momento muito maravilhoso na minha carreira, não apenas pelo fato de disputar a tão sonhada Libertadores da América, mas também por vencer o grande Flamengo em pleno Maracanã, um ano antes, na Copa do Brasil”, comenta Dedimar.
 
 “Essa fase incrível jamais esquecerei. Ficará eternamente na minha memória e na história do clube. Pra todos nos é um motivo de orgulho”. 
 
Obviamente chegar a uma Libertadores exige mais do que talento. É necessário o que chamamos de malandragem do futebol.
 
Atuar diante de equipes sul-americanas nunca foi tarefa fácil para clube nenhum. É preciso conhecer os caminhos certos para chegar ao sucesso (título).
 
Basta ver o Corinthians, que é um dos grandes clubes do Brasil e que levou uma eternidade para conseguir conquistar sua primeira taça.
 
“Faltou um pouco mais de experiência para todos nós. A gente não sabia como se comportar dentro da competição, que é completamente diferente a tudo que se disputa aqui no Brasil”, disse o lateral. 
 
E cá entre nós, a missão do Santo André não foi das mais fáceis. O clube do grande ABC caiu no grupo 4, que tinha Cerro Porteño (PAR), Palmeiras e o Deportivo Tachira (Ven).
 
A estreia foi fora de casa, contra o Deportivo Tachira, e logo na primeira partida uma derrota por 1 a 0. 
 
Depois uma boa sequência de resultados, com dois empates - 2 a 2 contra o Cerro Porteño, 1 a 1 contra o Palmeiras. 
 
No retorno, iniciou com uma vitória sobre o Verdão, por 2 a 1, mas logo em seguida caiu diante do Cerro, pelo mesmo 1 a 0. Para encerrar a participação na competição, emplacou uma bela vitória sobre o Deportivo Tachira, por 6 a 0.
 
"Ficou uma pontinha de frustração por não atingirmos o nosso objetivo, que era a classificação para a segunda fase da competição. Mas ao mesmo tempo nos enche de orgulho por saber que por muito pouco não tiramos o Palmeiras na nossa primeira participação no torneio”, diz.
 
Aliás, esse duelo com o Palmeiras tem deu o que falar.
 
Em 2004, pela Copa do Brasil, as duas equipes fizeram dois grandes jogos, com 14 gols.
 
A primeira partida aconteceu no ABC, com um empate por 3 a 3. Já no retorno, no Palestra Itália, outro empate, dessa vez por 4 a 4, o que rendeu a classificação ao Santo André, por marcar mais gols fora de casa do que o Palmeiras.
 
Dedidar relembra esses jogos com o Palmeiras, tanto pela Copa do Brasil como pela Libertadores, como se tivessem acontecido ontem.
 
“Foram momentos diferentes, mas que acirraram bastante os duelos na Libertadores, que com certeza foram partidas ainda mais disputadas. De certa forma fomos uma pedra no sapato do Palmeiras, sempre aprontando”, comenta Dedimar. 
 
“A gente se entregou de corpo e alma ao time. Todos estavam na torcida e apoiando. Quando vencemos o Flamengo, na Copa do Brasil, a festa parecia de Copa do Mundo na cidade. Jamais esquecerei esse momento.”
 
Atualmente o Santo André disputa a Série A2 do Campeonato Paulista.

Palmeiras arrebenta com a vida do São Paulo

Será que anotaram a placa do caminhão que atropelou o São Paulo?
 
Alguns torcedores do São Paulo ficaram chateados comigo ontem nas redes sociais por conta da crítica que fiz ao clube do Morumbi após a derrota vexatória para o Palmeiras.
 
Desculpem-me, amigos, mas não tiro uma só vírgula do que escrevi ontem (28/06).
 
Perder para um rival não é e nunca será o maior dos problemas. Perder faz parte de quem disputa algo, desde que se perca jogando futebol digno.
 
O que realmente está em jogo nesse momento é a forma como o São Paulo entrou em campo ontem.
 
Não sei se você já percebeu, mas há alguns anos o São Paulo adotou uma postura que virou padrão quando enfrenta seus arquirivais (principalmente Palmeiras e Corinthians).
 
A gente nota no semblante do jogador, antes mesmo do apito inicial, que o tricolor não vai vencer.
 
O torcedor mais atento, e não menos apaixonado, não consegue sentir firmeza no olhar daqueles que em campo estão.
 
Ontem, bastou a câmera focar em Luis Fabiano e Ganso para eu ter certeza que o pior estava por vir.
 
E não é que eu seja pessimista. longe disso. É apenas uma leitura de quem acompanha essa equipe com olhos de lince.
 
O desânimo é visível.
 
Na mesma hora pensei: Se o São Paulo não fizer o primeiro gol a partida terminará em goleada para o oponente (Palmeiras).
 
Não deu outra.
 
Se de um lado Pato e Michel Bastos desperdiçavam importantes oportunidades para o São Paulo, do outro Leandro Pereira e Victor Ramos, do Palmeiras, não perdiam viagem e iniciavam o que seria o tormento tricolor.
 
O São Paulo foi para o vestiário com a cabeça doendo. Além dos 2 a 0, ainda tinha o efeito do baile que tomou na primeira etapa.
 
Se estava ruim dessa forma, pior ficou depois.
 
O segundo tempo veio para lacrar de vez o caixão sãopaulino.
 
Rafael Marques e Cristaldo ainda balançaram duas vezes, decretando a goleada alviverde (4 a 0), fora o show.
 
E poderia ter sido mais, não fossem os gols perdidos.
 
Enquanto tudo acontecia, Ganso, com sua sonolenta vontade, assistia o jogo do melhor camarote do estádio (dentro do campo). Por pouco não ofereceram uma cadeira, pipocas e bebidas ao jogador.
 
Mas a culpa não foi somente dele. Um time que conta com dois laterais fracos como Carlinhos e Bruno, além de uma zaga péssimo com Rafael Tolói e Dórea batendo cabeça, não poderia vencer um rival que, a seu oposto, tinha tanta vontade de vencer.
 
Rogério Ceni, ao final da partida, tentou amenizar a situação com suas comoventes desculpas. "Estavamos melhores na partida, até sofrermos o primeiro gol. Depois nos perdemos um pouco", disse.
 
Obvio, não, Sr. Ceni? Isso não precisava o Sr. vir a público dizer. Não seria muito melhor assumir a incompetência do time, como fez Robinho no sábado, após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa América?
 
Há 7 anos o São Paulo não conquista uma competição de peso. A culpa? Oras, só pode ser da arrogante diretoria desse clube, que continua com aquela empáfia em pensar "somos os maiores do mundo".
 
A sorte desse São Paulo atual é que o nível este ano do Brasileirão é muito ruim e ainda há equipes muito piores, o que lhe dará a chance de disputar uma vaga para a Libertadores do ano que vem.  
 
Caso contrário...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Há 22 anos Rogério Ceni estreava no São Paulo

Rogério Ceni completa hoje exatos 22 anos de sua estreia com a camisa do São Paulo Futebol Clube, a única que vestiu em toda sua carreira como jogador de futebol profissional.
 
O jogo que deu a Ceni a chance de atuar pela primeira vez foi contra o Tenerife (ESP), pelo Troféu Santiago de Compostela, em 1993.
 
Coincidentemente, a estreia do "mito" aconteceu exatamente no jogo seguinte à despedida de outro ídolo, o Raí, que se transferia a Paris para defender o Paris Saint Germain.
 
Logo em sua estreia, Ceni mostrou qualidade defendendo um pênalti que o classificou para a final da competição.
 
Na partida seguinte, contra o River Plate, o arqueiro tricolor repetiu o feito e sagrou-se campeão pela primeira vez. Foi, na verdade,  primeiro de muitos que estavam por vir.
 

Foto: Site Oficial do São Paulo
"Quando defendi o pênalti contra o Tenerife ganhei confiança e daí em diante fui me firmando. Na final contra o River, consegui pegar mais um pênalti e fomos campeões", disse Ceni ao portal oficial do São Paulo.
 
Embora tenha estrado naquela oportunidade, Rogério Ceni teve de trabalhar a paciência para de fato assumir a titularidade do time, já que a camisa 1 tinha um dono incontestável.
 
O grande Zetti, campeão da Libertadores e do mundial de clubes pelo Tricolor Paulista, estava vivendo a melhor fase em sua carreira e ainda vestiria as cores do clube do Morumbi por mais três anos.
 
"Na época, o Zetti estava na Seleção Brasileira e surgiu a oportunidade de estrear. Quando viajei para a disputa do torneio, eu esperava ficar no banco, mas na preleção fui informado que iria para o jogo. Fiquei muito contente e ansioso, porque tinha apenas 20 anos de idade e iria defender o São Paulo pela primeira vez", relembrou.
 
 
De lá para cá, Ceni colecionou diversos títulos importante e bateu vários recordes. Foram 27 títulos (12 conquistados dentro de campo), mais de mil jogos e balançou as redes 129 vezes. Há pouco tempo, superou a marca de Raí e se tornou o décimo artilheiro do clube.
 
Com certeza é o maior ídolo do São Paulo ao longo da história do clube, não apenas pelas grandes marcas, mas principalmente por mostrar o amor que tem pelo tricolor.
 
Dificilmente um jogador de futebol atua tanto tempo, jogando em alto nível, pelo mesmo clube que o revelou.
 
Isso está fora da realidade do futebol atual.
 
E, embora eu defenda sua aposentadoria há pelo menos uns dois anos, até para que Ceni evite tantos desgostos e frustrações com a atual situação do clube (que não vence um torneio importante desde 2008, quando se sagrou tricampeão brasileiro), é muito bonito ver a dedicação de um profissional a uma instituição que lhe abriu as portas quando ainda era apenas um garoto cheio de sonhos.
 
Que o exemplo de Rogério Ceni, regado de muita dedicação e profissionalismo, sirva aos futuros boleiros que estão começando no esporte e que já vislumbram o sucesso.
 
FICHA TÉCNICA DE SÃO PAULO 4 X 1 TENERIFE:
 
Local: Estádio Municipal San Lázaro, Santiago de Compostela (ESP)
Data: 25/06/1993
Árbitro: Puentes Leira de Ferrol (Espanha)
Público: 2 mil pessoas
Gols: Guilherme (4)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Vítor, Lula, Ronaldão (Gilmar, 37/2) e Ronaldo Luís (Marcos Adriano, 37/2); Pintado, Dinho, Toninho Cerezo (Juninho, 25/2) e Gustavo Matosas; Douglas (Jamelli, 37/2) e Guilherme.. Técnico: Márcio Araújo.
TENERIFE: Agustín; Llorente, Toño, Matta (Toni) e Berges; César Gómez/capitão, Chano, Felipe e Quique Estibaranz; Castillo e Dertycia. Técnico: Jorge Valdano.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Copa América de 1993: A derrota de um time que convencia

A Seleção Brasileira vai encarar a Seleção do Paraguai, no próximo sábado, às 18h30 (Brasília), em partida válida pelas quartas de final da Copa América 2015.

O que mais tem se falado nesse momento é punição que o atacante Neymar recebeu após se envolver em confusões na partida contra a Colômbia.

Tudo isso porque Neymar, que indiscutivelmente é um grande jogador, deixa nesse momento a Seleção Brasileira órfã na competição.

É inegável que há uma "Neymar-dependência" nessa equipe comandada por Dunga.

Não que a culpa seja do nosso atual treinador e sua comissão técnica.
Embora eu discorde de algumas convocações, a começar pelo goleiro Jefferson, reputo esse mal momento à péssima geração de atletas e ao modelo estrutural adotado pelo CBF, que ao meu ver parou no tempo e hoje vive arrogantemente do nome construído ao longo do últimos anos.

É real a chance de o Brasil sequer passar pelo Peru no próximo sábado. O que não seria nenhuma novidade.

Não sejamos arrogantes (como a própria Seleção Brasileira) ao ponto de achar que chegaremos tranquilamente na decisão dessa competição porque seria o mesmo que acreditar que o Massa será o próximo campeão da Fórmula 1 de 2015.

A atual situação da equipe brasileira me fez relembrar uma partida da mesma Copa América, na mesma "quartas de final", só que 22 anos atrás (1993), e contra a arquirival Argentina.

Embora o Brasil tenha sido desclassificado (nos pênaltis), há um enorme diferença daquela partida realizada nos anos 1990 para qualquer resultado que aconteça no próximo sábado, a começar pela escalação.

Enquanto hoje depositamos toda nossa esperança em um único jogador, em 1993 havia uma disputa de craques que poderiam chamar a responsabilidade e resolver qualquer parada.

Além disso, era notória a vontade dos atletas em representar o país. Você percebia a garra, a vontade, o espírito, além, é claro, da qualidade técnica que transbordava no futebol brasileiro. E não me refiro a essa partida, mas a essa antiga geração dos anos 90.

Na partida contra a Argentina o Brasil entrou em campo com a seguinte escalação:

Zetti, Cafu, Antonio Carlos, Valber, Robertos Carlos, Luisinho, Boiadeiro, Zinho, Palhinha, Muller e Edmundo.

No banco ainda tinha Taffarel (que na verdade era o titular na competição), Viola, Marquinhos, César Sampaio, Edilson, Elivélton, entre outros.

Ou seja, uma máquina de jogadores prontos para encarar de igual para igual qualquer desafio que lhe parecesse assustador, todos atuando no Brasil, com excessão de Taffarel que já havia sido transferido para o Parma.

O JOGO

No geral, o Brasil foi melhor do que a Argentina no tempo normal.


Comandou o primeiro tempo com as jogadas geniais do ataque tricolor formado por Muller e Palhinha, com apoio do lateral direito, também do São Paulo, Cafú.

E foi com Muller, numa de suas típicas jogadas, quando avançava pela esquerda, invadindo a área e cortando para a direita, que o atacante abriu o placar depois de mandar uma bomba no canto direito do goleiraço Goicoechea.

Cafú teve uma ótima chance quando invadiu a área e, mesmo derrubado pelo defensor argentino, chutou de perna direita e acertou a trave do adversário.

Só dava Brasil.

Um toque de bola bonito, envolvente, no estilo brasileiro, sim, porque naquela época ainda podíamos dizer que esse era o estilo brasileiro...

A Argentina conseguiu equilibrar a partida na segunda etapa.

Zetti não teve muito trabalho e foi efciente nas situações que exigiram um pouco mais de trabalho.

Até que Leo Rodrigues acertou um bonito cabeceio e mandou a bola na gaveta de Zetti. O goleirão da seleção canarinho se esticou todo e por pouco não chegou na bola que, antes de morrer no fundo do gol, beliscou carinhosamenta o travessão.

O Brasil ainda tentou o gol da vitória, mas parou nas mãos de Goicoechea e na falta de sorte de Muller e Palhinha.

O jogo termina 1 a 1 e a decisão vai para a disputa de pênaltis.

Infelizmente Boiadeiro bate mal (muito mal), na meia altura, fácil para o camisa 1 argentino defender.

Na sequência, Jorge Borelli converte e dá a classificação à Argentina para a semifinal da competição.

Sim, foi uma desclassificação, mas de forma totalmente diferente à situação que vive o Brasil hoje.  
Mesmo perdendo, o torcedor com certeza ficava satisfeito, porque o futebol era bonito e impunha respeito.
Respeito esse que acabou há alguns anos, principalmente depois do fatídico 7 a 1 sofrido na última Copa do Mundo, aqui mesmo no Brasil, contra a Alemanha. 
Muitos me chamam de saudosista, e talvez eu seja mesmo.

O fato é que é impossível não sentir falta do Brasil das copas passadas, dos tempos em que a arte fazia questão de grudar nas chuteiras dos nossos atletas.
Será que um dia voltaremos a ser o Brasil de antigamente?  

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Parma (ITA) decreta falência

Mais uma notícia ruim do mundo da bola.
 
E dessa vez não estou falando sobre a corrupção na FIFA, mas sim da informação que acabo de ler na internet envolvendo o Parma, um clube italiano que acompanhei bastante no início da década de 1990.
 
Card do campeonato Italiano 1992
Eu tinha mais ou menos uns 9 anos quando comecei a acompanhar o campeonato italiano.
 
Assistia a algumas partidas que eram transmitidas pela TV Bandeirantes e tinha uma coleção enorme, quase completa, de cards, vendidas na banca de jornal instalada à frente do prédio onde eu morava, em São Paulo.
 
Por conta da presença do excelente goleiro Taffarel (clique aqui para ver a lista dos melores goleiros que vi jogar), minha torcida à época era para o Parma.
 
Esse mesmo clube que tanto torci alguns anos atrás, declarou hoje que entrará em processo de falência.
 
Em abril, o clube italiano foi colocado à venda pelo preço de saída de 20 milhões de euros (R$ 65,5 milhões).
 
O valor foi autorizado pelo juíz responsável pelo caso envolvendo o time campeão da Copa da UEFA em 1994/1995 e 1998/1999. O presidente do clube, Pietro Rogato, considerou propício o parecer emitido pelo comitê de credores e autorizou a venda por esta quantia até o dia 6 de maio.
 
A ideia era que um novo investidor assumisse as dívidas milionárias do clube, avaliadas em 74 milhões de euros (R$ 242,6 milhões), como forma de manter a agremiação na divisão de elite da campetição nacional.
 
Como não houve interessados, a falência do Parma foi de fato decretada.
 
Por conta disso, o clube terá de recomeçar suas atividades pelas ligas amadores do país, o que é bastante triste para o torcedor.
 
Dono da pior campanha na última edição do Campeonato Italiano, o novo Parma terá de passar pelo processo refundação e  pelo constrangimento de atuar na Série D, a maior liga amadora da Velha Bota, como manda o regulamento esportivo do futebol italiano.
 
O Parma ficou muito conhecido mundialmente por conta dos grandes investimentos que fez na década de 1990. Além dos brasileiros Taffarel, Amoroso, Júnior, Alex, Zé Maria e Adriano, diversos jogadores renomados passaram pelo clube, como Buffon, Cannavaro, Crespo, Verón e Asprilla.
 
Infelizmente o clube foi muito mal administrados nos últimos anos e hoje está pagando por erros que cometeu.
 
Muito triste para o torcedor e, principalmente, para o futebol italiano, que tem caído muito a qualidade por conta des escândalos de corrupção que envolvem, inclusive dirigentes e a famosa máfia do apito.
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Minha lista "Top 10" dos goleiros do Brasil

Outro dia, parei para conversar com um amigo vascaíno, o Ronaldo, sobre os melhores goleiros que vimos jogar.

Coicidentemente, durante a final da Champions League 2015, troquei mensagens com o meu irmão Fábio, um são-paulino apaixonado, sobre as grandes defesas que Buffon estava praticando naquela final e acabamos falando sobre o mesmo assunto que tive com Ronaldo.

Tanto Ronaldo e Fabio como eu somos nascidos na década de 1980, e acabamos pegando a incrível fase dos anos 90.

Eu digo "incrível fase" porque a década de 90 foi muito generosa com o futebol. Ela nos deu uma safra de artilheiros inacreditável.

Apenas no Brasil, caras como Romário, Bebeto, Viola, Muller, Palhinha, Evair, Edmundo, Túlio, Jardel, Paulo Nunes, Ronaldo, Jairo Lenzi, Marquinhos, Renato Gaúcho, Nélio, Djalminha, Luizão, Amoroso, entre muitos outros que não vou lembrar agora, balançavam as redes com golaços e mais golaços.

Eram verdadeiros tormentos para os goleiros.

Mas os anos 90 foi também uma geração de arqueiros incríveis. Não foram poucos os "camisa 1" que fizeram sucesso e se destacaram em partidas eletrizantes.

Arrisco a dizer que foi a época do maiores goleiros da história. Será?
 
Para me ajudar a decidir quem foi o melhor goleiro que vi jogar, elaborei uma planilha listando os grandes arqueiros que tive o prazer de assistir e os avaliei em 10 quesitos:  1) Elasticidade 2) agilidade/velocidade 3) reposição de bola com a mão. 4) reposição de bola com os pés. 5) saída de bola pelo alto. 6) saida de bola pelo chão. 7) reação. 8) defesas firmes. 9) segurança. 10) habilidade com os pés.
 
Com base na avaliação que fiz de cada um deles, cheguei a conclusão que o grande Zetti foi o melhor deles.
 
Veja a lista abaixo:
 
 
 
Como não sou o dono da verdade e aquilo que vejo como bom, pode ser visto como ruim por outros, resolvi iniciar uma pesquisa.
 
Diversos jornalistas, ex-atletas, profissionais do esporte, pessoas ligadas ao futebol e grandes amigos que gostam de futebol estão participando.
 
Até o momento a disputa está acirradanas cinco primeiras colocações.
 
Não vou passar nenhuma parcial para não influenciar quem ainda não fez a avaliação.
 
O que posso dizer é que você também pode participar da pesquisa. Será um prazer saber quem são os maiores goleiros na sua opinião.
 
Para participar basta enviar um email para contatopapodebola@hotmail.com e solicitar a tabela de preenchimento.
 
Nessa tabela você encontrará 20 goleiros, selecionados por profissionais da área, que fizeram ou que  ainda fazem história no futebol brasileiro.

A pesquisa se encerra no dia 1 de julho.

Participe!
 
IMPORTANTE: Vale ressaltar que a pesquisa se limita aos goleiros da década de 1990 até a atualidade, e que atuam ou atuaram no Brasil.