terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A "estrela" e o "estrelismo"

Dificilmente escrevo aqui no Papo de Bola momentos de minha vida pessoal. Geralmente quando isso acontece é porque, de alguma forma, o assunto a ser tratado envolve o futebol, que por sinal é o tema central do blog.

Hoje quero compartilhar com vocês, leitores desta humilde página esportiva, um jogo que participei no sábado, 18, no Guarujá,com algumas personalidades do esporte.

A pelada acontece todos os anos na casa do Fran, conselheiro do Corinthians, mas dessa vez fiz questão de registrar aqui, neste espaço.

Afinal, não é sempre que a gente enfrenta, num joguinho entre amigos, a maior estrela do futebol brasileiro e, sem dúvida, a maior promessa do futebol mundial. Estou falando de Neymar, do Santos.

São várias equipes que participam do evento. Algumas delas como os times de Masters do Corinthians e do Santos, além dos times Turma do Flávio Prado (no qual sou o goleiro titular), Ministério público, Magistrados e Amigos do Fran, que sempre traz alguns craques, são presenças garantidas todos os anos.

Time do Flávio Prado: De pé: Fernando, Lê, Cauê e Breno. Agachados: Murilo, Dani Meccia, Fabinho e Caio
Fernando (Eu), arrumando a barreira
Neste ano, além de defender o meu time, que por sinal venceu o primeiro jogo por 8 a 2, tive o enorme prazer de jogar pela equipe "Amigos do Fran". Por sinal, um timaço. A zaga tinha o campeão do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira, Roque Jr. No meio, a inteligência de Wladimir, ex-jogador do timão e, no ataque, o craque Dodô da Portuguesa, além do anfitrião da festa, o Fran.

Mas o problema estava no adversário que contava com Neymar e seu pai, além de um garoto chamado João Kléber que até agora não entendo como ele não é um jogador profissional. E essa não é a primeira vez que enfrento o craque da Vila Belmiro (No ano passado o nosso time, "Turma do Flávio Prado", enfrentou a equipe do "Amigos de Servilho", no qual o Neymar foi o atacante.

Foi um jogo pra lá de "pegado". E embora seja uma partida entre amigos, com clima de festa, jogador profissional que se preze não admite perder, pelo menos não de mão beijada. De um lado, Dodô e Roque Jr. suando o colete para vencer. O goleiro aqui (EU), nem se fala. Pelo outro lado, Neymar parecia que estava jogando uma partida do Brasileirão.

Inteligente, rápido, com passes precisos e chutes fortes, o garoto da Vila mostrava que queria sair de campo com a vitória. Fez dupla de ataque com o Sr. Neymar, pai dele. Aliás, o coroa joga muita bola e orienta o filho o jogo inteiro. Às vez sai até um puxão de orelha.

Mais uma vez time que encarar o craque
Bom, para resumir o futebol, Neymar saiu de campo sem fazer gol, ou seja, barrei o maior craque do Brasil. "Agora vocês entendem porque fiz questão de falar sobre o jogo de final de ano?" rs.
Mas o que realmente me impressionou foi a humildade do garoto da Vila. Agora entendo porque o pai dele, o Sr. Neymar, faz questão de não desgrudar do filho. A educação de Neymar é algo fora do normal, e isso tudo são frutos do pai, que é a "humildade" em pessoa. Diferentemente de algumas pessoas que lá estavam presentes que nem sequer na mídia aparecem, mas que fazem questão de olhar nos seus olhos com certa arrogância, como se você fosse "nada".

Essa é a diferença da "estrela" para o "estrelismo". Enquanto Neymar, o mais badalado jogador do País, esbanja risadas e gentilezas, alguns se sentem mais importante que a própria "estrela". Faz parte da vida.

Mas enfim, fica aqui um abraço a Neymar, a Dodô, outro ser-humano fantástico, um tremendo caráter, e ao Fran, que nos recebeu mais uma vez em sua casa com muito carinho. Ano que vem tem mais, se Deus quiser...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dentre os grandes, és o primeiro

Costumo dizer que todo 16 de dezembro é a data que, de fato, o ano termina para o futebol brasileiro. E não é apenas por razão dos campeonatos do País terem terminado suas jornadas, mas porque um grande clube comemora seu aniversário fazendo com que a temporada se encerre com chave de ouro.

E não é prepotência nem arrogância do torcedor, como muitos "cotovelos machucados" insistem em dizer, mas um fato pra lá de consumado, já que estamos falando de uma força indiscutível no esporte, de um clube que prova a cada dia sua diferença estrutural, sua superioridade de títulos e conquistas em relação aos outros, enfim, estamos falando de São Paulo Futebol Clube.

Foi num 16 de dezembro de 1935, dentro do escritório do advogado Sílvio Freire, situado na Rua XI de Agosto, sala 9-a, em São Paulo, às 22h, que nascia o Tricolor Paulista. O clube mais vitorioso do futebol brasileiro.

De lá para cá, o São Paulo conquistou inúmeros títulos e foi se firmando aos poucos no cenário esportivo até se tornar a grande potência que é nos dias atuais. Sua estreia em um campeonato oficial aconteceu no dia 25 de janeiro de 1936 (por sinal, aniversário da Cidade de São Paulo). O adversário foi a Portuguesa Santista.

Devido ao aniversário da cidade, que foi comemorado na Avenida Paulista, a partida esteve ameaçada de não acontecer. Tudo isso porque havia uma lei que impedia a realização de manifestações  ou eventos que pudessem, de alguma forma, rivalizar com a tal parada. Mas felizmente a Secretaria Municipal da Educação acabou autorizando o espetáculo que teve vitória são-paulina por 3 a 2.

Foto da equipe no jogo contra a Lusa Santista
A primeira final disputada pelo Tricolor Paulista foi em 1938, pelo campeonato Paulista. O oponente foi o rival Corinthians, que sagrou-se campeão com um empate por 1 a 1, mas com um gol de mão que o "juizão" validou. Para vocês verem como a "mancha" corintiana começa cedo.

Em 1940, com o estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) de pé, o São Paulo conquistou seu primeiro título: o Torneio Inicio do Campeonato Paulista. Foi sem dúvida o começo de uma vida (sem fim) de títulos.

O Tricolor iniciou uma arrancada desenfreada de conquistas. Batia nos pequenos, nos grandes, nos fracos, nos fortes, enfim, não havia tempo ruim para  o clube paulista.

A fase de jejum, que aliá todas as equipes grandes já passaram, algumas passam até hoje, foi durante a construção do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, na década de 50. Um período em que todo são-paulino prefere apagar de sua memória. Porém a recompensa veio em dobro. Com o estádio pronto, a diretoria voltou a investir no time, montando esquadrões fantásticos.

Mas apenas campeonatos regionais não eram suficientes para fazer o clube cair nas graças da torcida. Algo mais teria de surgir para legitimar a força desse novo clube. Faltava, na verdade, um título de peso.

E ele veio somente na década de 70, com a conquista do primeiro Campeonato Brasileiro para a galeria de troféus do Morumbi. Foi num dia de chuva, em Minas Gerais, contra o poderoso Atlético-MG. A equipe que tinha o grande goleiro Waldir Peres levantou a taça após suada disputa nos pênaltis.

Na década de 80 o tricolor também foi ao topo do Brasileirão após vencer na final o Guarani, dentro do estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, em 1986. O protagonista do título foi Careca, um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve. Foi dos pés dele, na prorrogação, que saiu o gol do título.

Mas a consagração, com direito a reconhecimento mundial, aconteceu na década de 90. À época, o presidente Eduardo Mesquita Pimenta acreditou em Telê Santana, até então considerado pé-frio pelos fracassos de 82 e 86 na seleção brasileira, e montou um verdadeiro esquadrão. Fazendo barba, cabelo e bigode. Ou seja, vencendo tudo o que disputou.

Em 1991, foi campeão paulista em cima do Corinthians, com uma atuação sensacional de Zetti, Raí, Muller e companhia, e levantou o caneco do Brasileirão, após bater o Bragantino. Título esse que o classificou para a Libertadores do ano seguinte.


Raí comemora gol na Libertadores
Aliás, por falar em ano seguinte, 1992 foi o momento de ápice e euforia, tanto para o clube quanto para o torcedor. O São Paulo conquistou o Tereza Herrera e o Ramon de Carranza, sobre Barcelona e Real Madrid, respectivamente. Mas foi a Taça Libertadores da América e o Mundial de Clubes que o tornaram o clube uma potência internacional.

O Mundo inteiro falava sobre São Paulo Futebol Clube. Torcedores de todos os clubes paravam para ver a equipe de Telê jogar. Era um futebol diferente, bonito, com velocidade, habilidade, inteligência e honesto, acima de tudo. Era o estilo Telê Santana de ser predominando no País.

Em 1993, eis que a consagração vem à tona. O São Paulo bate o Universidad Católica do Chile e conquista o Bi da Libertadores. Em dezembro deste mesmo ano, vai ao Japão e supera o Milan no Mundial de clubes. Mais uma vez deu São Paulo no topo do mundo.

A história não parou por aí. Pelo contrário. Embora grandes craques como Raí, Muller, Palhinha, Cerezzo, Zetti, Cafú, Telê Santana tenham deixado o clube, a equipe encontrou um novo ídolo. Um atleta que se dedica de corpo e alma ao clube e que veste a camisa tricolor seja qual for a situação. O nome dele é Rogério Ceni.

Rogério assumiu o gol do São Paulo em 1997, com a saída de Zetti, e de lá para cá se tornou o jogador que mais vestiu a camisa são-paulina, além de ter batido vários recordes e se tornado o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial, com 93 gols marcados.

Foi com ele que o São Paulo novamente esteve estampado nos principais jornais esportivos do mundo após as conquistas da Libertadores e do Mundial, ambos em 2005. O Tricolor é o único clube do Brasil que possui três títulos dessas duas competições internacionais.

Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo, que era comandado por Muricy Ramalho, discípulo de Telê, conquistou um feito inédito no futebol brasileiro. Tornou-se o primeiro clube a levantar por três vezes seguidas o troféu de campeão Brasileiro.

E isso é apenas o esboço de um resumo da história gloriosa que esse clube possui. É impossível negar que o São Paulo é um dos clubes mais importantes do Brasil e do mundo.

Por isso, fica aqui os meus parabéns a essa tão respeitada agremiação que completa neste 16 de dezembro de 2010 os seus 75 anos de existência.

Que viva o futebol. Que viva o São Paulo F.C. que, como diz sue hino, "dentre os grandes, és o primeiro.




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Brasileirão é Brasileirão, e não se fala mais nisso

Eu tinha decidido que não comentaria a esdrúxula decisão da Confederação Brasileira de Futebol de unificar os títulos Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) e Taça Brasil com o Campeonato Brasileiro.

Qualquer idiota percebe que a ideia da instituição é beneficiar uns e prejudicar outros, mas prefiro não entrar no mérito da questão, pois me irrito demais quando o assunto é CBF.

Por outro lado, uma explicação a quem sequer sabe o que significa unificar três competições distintas é muito válida. E hoje, lendo o blog Olhar Crônico Esportivo, do colega Emerson Gonçalves, do Globo Esporte.com, encontrei um artigo muito bom falando a respeito e explicando, de forma clara e compreensiva, a decisão maluca e incoerente tomada pela CBF.

Tomei a liberdade de publicar aqui no Papo de Bola com FR no intuito de divulgar o texto cujos argumentos são valiosos e verdadeiros:


Por que reescrever a história?

Por Emerso Gonçalves

Hoje existe o photoshop, badalado e usado até além dos limites do imaginável. Mesmo sem ele, entretanto, os soviéticos durante décadas modificaram a realidade, tentaram reescrever a história. Por ordem de Stalin, todas as fotos de grandes momentos da Revolução de Outubro e dos primeiros anos do regime soviético, em que Trotsky aparecia ao lado de Lênin, foram retocadas, já que a determinação era clara: deletar Trotsky. Nos textos e livros a tarefa era bem mais fácil, bastava apagar, queimar ou censurar previamente. Em pleno quarto final do século XX, nos derradeiros momentos da União Soviética, o photoshop primitivo, mas eficiente, continuou funcionando: as fotos de Gorbatchev eram retocadas para eliminar a mancha avermelhada em seu crânio. Entre outros motivos alegados, um era que parte do povo russo associava aquela mancha de pele a um sinal do coisa ruim.

Por aqui, nessa Terra de Vera Cruz, é comum vermos e ouvirmos mestres diversos, sem formação digna de tal título, tentarem reescrever nossa própria história, qualificando com olhos radicalizados e deformados de hoje as bandeiras e bandeirantes do passado. E por aí vai e vai longe.

No futebol também vemos uma tentativa de reescrever a história, através da tal unificação de títulos nacionais.

Com todo o respeito que merecem os grandes times e craques do passado e até por isso mesmo, acho que estamos vendo uma grande bobagem, difícil de ser levada a sério por quem tem um mínimo de conhecimento histórico e também de futebol.

Para quem não gostou dessa introdução, paciência. É o que penso e não vou pensar diferente para agradar a quem quer que seja.

A Taça Brasil nunca foi um campeonato nacional. Paulistas e cariocas entravam na disputa já nas semifinais e dela participavam somente os campeões estaduais. Vou mais longe: era um torneio que pouco interesse despertava no torcedor, pelo menos na cidade e no estado de São Paulo. Pequeno era seu impacto e mesmo palmeirenses e santistas interessavam-se muito mais – e às vezes tão somente – pelo Campeonato Paulista. Digo isso por ter vivido aquela época e por ter palmeirenses e santistas em minha família, além de corintianos e são-paulinos, mas uma vista d’olhos nos arquivos de nossos jornais mostrará o mesmo quadro. Aliás, tivemos casos de clubes que não a disputaram por falta de interesse e até mesmo W.O. em 1968, quando o Metropol, de Santa Catarina, não enfrentou o Botafogo.

Nos títulos de 63 e 65 o Santos disputou quatro partidas em cada competição.

Quatro!

Na conquista de seu pentacampeonato da Taça, série que foi quebrada pelo Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes, o time do Santos disputou um total de 24 partidas. Aliás, essa é a lembrança mais forte, quase única, que tenho da Taça Brasil. E não pela competição em si, e sim pelo fato de um time até então pouco conhecido dos torcedores comuns surgir no cenário goleando o Santos, vencendo-o em dois jogos seguidos. Meu pai era mineiro, mas ele próprio quase nada conhecia do Cruzeiro naquela época, embora conhecêssemos muito bem o Tupi, pois grande número de parentes morava em Juiz de Fora, e dois de meus primos jogaram por essa equipe.

Em cinco anos, em cinco edições da competição, um total de 24 partidas. Apenas para efeito de comparação, o campeão brasileiro – de fato – que mais “moleza” encontrou, foi o Vasco da Gama, em 1989, que disputou “somente” 19 partidas para conquistar o título, vencendo o São Paulo no Morumbi, com gol de Sorato.

Dezenove! E foi o campeão com menor número de partidas disputadas.

Claro que isso por si só não é fator que justifique isso ou aquilo, mas dá uma boa ideia do que é uma taça, uma competição com caráter de copa, e o que é um campeonato nacional de fato.

Volto a um ponto em que já toquei: para o torcedor, e também para a imprensa da época, a Taça Brasil nunca teve o caráter de um campeonato nacional.

Como tampouco teve esse caráter o Robertão ou, na verdade, o Rio/São Paulo um pouco ampliado. Os clubes participavam por convite, não por direito. E a competição não abrangia todo o Brasil, muito pelo contrário. Embora já tivesse uma cara mais próxima da de um campeonato nacional, não o era. Dizer que foi é deturpar a história, simplesmente. O que vai nos levar a mais uma insanidade: dois campeões brasileiros no mesmo ano, por duas vezes (Palmeiras e Palmeiras, em 1967, Botafogo e Santos em 1968). Nada mais tupiniquim, realmente.

O Campeonato Brasileiro começou em 1971.

Esse é o fato.

Não há porque desmerecer o passado tentando reescrevê-lo.

Em tempo: o que ocorreu em 1987 nada tem em comum com o passado. Tivemos duas competições efetivamente nacionais, com duas organizações diferentes, uma das quais oficial. E a outra, mesmo não sendo oficial, tem e teve o respaldo de grande parte da sociedade e do mundo da bola como um autêntico campeonato brasileiro.

Finalmente, acho estranho a direção de uma confederação dar-se o direito de mudar a história. Que eu saiba, clubes e federações estaduais (fazer o que se elas existem?), mas principalmente os clubes, razão de ser do futebol, não foram consultados a respeito. Não vi nenhuma convocação de uma assembleia geral para discutir e votar essa proposta.

Não reconheço legitimidade numa decisão de gabinete como essa, caso ela venha a ser tomada, realmente.

E, ao fim e ao cabo, a pergunta do título fica sem resposta: por que reescrever a história?

Não vejo motivo real para isso.

(Lembrando a todos, o que não deveria ser necessário, que isto é uma opinião, no caso, a minha. Cada um é livre para pensar como melhor entender e manifestar esse pensamento. Este OCE está, como sempre, aberto ao debate e à manifestação de opiniões, desde que com um mínimo de educação e sem ofensas.)

Fonte: Blog Olhar Crônico Esportivo - Emerson Gonçalves

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

No estilo Celso Roth

Muito me espantou quando vi, neste ano de 2010, o Internacional de Porto Alegre levantando a taça de campeão da Libertadores da América.

Calma, torcedor colorado. Não estou dizendo que a equipe é fraca nem muito menos menosprezando a camisa vermelha de tanta tradição. Muito pelo contrário. Respeito e muito esse clube que, na minha opinião é, junto com o São Paulo, uma das equipes mais estruturadas do futebol.

A minha indignação foi ver Celso Roth, o técnico que fica sempre no "quase", conquistar um torneio tão importante que poucos conseguiram neste País. Não é possível conceber a ideia de que ele, Roth, possa se igualar a Lula, do Santos, Telê Santana, do São Paulo, dentre outros mestres e gênios do esporte.

Porém, o Inter foi valente, guerreiro, com um futebol rápido, inteligente e objetivo, e assim bateu o Chivas, do México. Feito que o garantiu no Mundial de Clubes.

Sendo assim, ele, Roth, teria a chance de calar minha boca e provar que eu sempre estive equivocado, certo?

Errado!

O Inter fez sua tão esperada estreia no Mundial há poucas horas. O adversário foi um tal "zé ninguém" africano, cujo nome é mais estranho ainda, Mazembe.

A surpresa dessa equipe começou na semana passada, quando eles bateram o Pachuca, do México, que até então era favoritíssimo.

O que não se esperava jamais era que essa equipe desconhecida do mundo pudesse bater o campeão das Américas. O respeitado Internacional.

Pois bem. Os tais "desconhecidos" provaram que o futebol deixou de ser tão previsível, e que para se tornar um campeão é preciso muito mais do que simplesmente camisa. É necessário ter raça, vontade, coração, união, "técnico", simplicidade e, mais do que tudo, humildade.

É dessa forma, unindo todos esses ingredientes fundamentais e indispensáveis, que o Mazembe é o primeiro finalista do Mundial de Clubes de 2010.


Imperador no Parque São Jorge

Onde há fumaça "sempre" há fogo. Não tenha dúvida.

Os rumores de que Adriano estaria de malas prontas para regressar ao Brasil não são à toa.

Há um enorme interesse de jogador que disse, inclusive, aceitar rebaixar seu salário para voltar a jogar no seu País.

Embora Rosella Sensi, presidente do Roma, atual clube de Adriano, negue as informações, o imperador já está com um pé no Parque São Jorge. Está praticamente tudo acertado, inclusive salário. Faltam apenas as assinaturas para firmar o contrato. E isso são informações de fontes seguras.

Ontem o empresário do atleta, Gilmar Rinaldi, também negou as negociações. Disse, inclusive, que sequer conversou com Rosella.

Ainda não entendi muito bem o motivo de esconder a transação. Não sei a quem eles pretendem preservar. Se é que a ideia é preservar alguém. O fato é que o ataque corintiano contará com uma dupla poderosa, embora muito pesada, para disputar a Libertadores de 2011 (Ronaldo e Adriano).

Por falar em Libertadores, o presidente do timão, Andrés Sanches, disse que não está nem um pouco preocupado com o grupo que o Corinthians deve fazer parte, caso passe na pré-libertadores (uma espécie de repescagem). Trata-se do grupo mais forte da competição, com Estudiantes-ARG, Cruzeiro e Guarany-PAR.

Eu, no lugar do presidente alvinegro, tomaria muito cuidado ao falar dessa competição. Mesmo porque, quem foi que disse que o Corinthians está garantido na fase de grupos? E não esqueçam que esse é o torneio que assombra a equipe do Parque São Jorge. Portanto, seu Sanches, cuidado nas palavras e nas atitudes.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O título que marcou...

A cabeça do ser-humano é fantástica. Ela possui um dispositivo chamado "memória" capaz de arquivar todos os tipos de acontecimentos, sejam eles bons ou ruins, que acontecem nas nossas vidas.

O torcedor, por exemplo, não esquece jamais do nome daquele grande jogadorque passou pelo seu clube de coração e deixou boas recordações. Não esquece também daquela grande jogada, ou daquele maravilhoso gol, ou talvez daquele título pra lá de importante.

Pois é. Na minha "gaveta de recordações" há um título conquistado pelo clube do meu coração que ficará eternamente na frente dos meus olhos. Uma taça que poucos times do Brasil tiveram a honra e disputar e ganhar.

Ele aconteceu na madrugada de um sábado para domingo, num 12 de dezembro de 1993. Mas é impossível falar do momento da conquista sem descrever como foi o dia em que antecedeu a partida.

Eu morava numa rua tranquila que ficava a um quarteirão da Avenida Paulista, na capital de São Paulo. Com apenas dez anos de idade, logo que acordei fui até a banca de jornal mais próxima, que ficava praticamente na frente do meu prédio, para ler as notícias esportivas. Aliás, essa atitude já estava acontecendo há pelo menos uma semana.

Queria estar por dentro de tudo que diziam a respeito do "Jogo do Século", como foi rotulado por alguns jornalistas esportivos da época.

O Milan, temido e respeitado campeão da Europa, enfrentaria o "dono" das Américas e detentor do último título mundial de Clubes, o São Paulo. Talvez o invejado currículo das duas equipes no cenário mundial e a força individual e coletiva de ambas explicavam o tal título dado para o confronto.

As ruas da capital estavam tomadas por cores vermelho, branco e preto. O hino são-paulino era escutado em cada canto que eu andava. O clima era de Copa do Mundo. Nunca tinha visto nada parecido no que diz respeito a um clube de futebol.

Os carros, cobertos por bandeiras do tricolor, passeavam lentamente pelas avenidas mais movimentadas da cidade, tocando suas buzinas que, aos poucos, viravam uma sinfonia um tanto quanto desajeitada, sem muito ritmo. Mas quem se importava com isso?

Estouros de rojões eram um atrás do outro, quase que sem parar. Parecia que o torcedor havia combinado. Só parecia.

E eu até que tentei esquecer um pouco da partida, até mesmo para tentar diminuir a ansiedade, já que o duelo estava marcado para às 2 da manhã, mas confesso que não dava.

A cada minuto que passava, ou que parecia não passar, eis que um frio na barriga subia e arrepiava o corpo inteiro. Almoçar até que almocei, mas a janta foi terrível. Se dei duas garfadas na comida, foi muito.

O pior de tudo é que minha mãe, a dona Cristina, são-paulina de coração, deixou bem claro a condição para eu assistir ao jogo: "Só vai assistir se for para cama às 21h, para poder dormir um pouco. Caso contrário não assiste a jogo nenhum". Claro que acatei, afinal de contas não poderia perder sequer  a escalação.

Gol de Muller: O gol do Título
O problema foi pegar no sono. Virei para um lado, para o outro, e nada de sono. Peguei meu Walkman e liguei na rádio Jovem Pan AM para escutar os comentários sobre o jogo tão esperado. Dessa forma acabei dormindo.

Só fui acordar com uma bateria de fogos, faltando 20 minutos para começar o jogo. Percebi que minha mãe estava acordada e aí levantei. Meu irmão fez o mesmo. E nem foi preciso trocar de roupa, pois dormimos com as nossas camisas do São Paulo.

 O jogo começou e o coração que estava acelerado passou a disparar quando o Palhinha abriu o placar para o Tricolor do Morumbi. Massaro empatou no final do primeiro tempo. Mas o São Paulo foi valente e chegou ao segundo gol com o vovô Cerezo. O Milan voltou a empatar, dessa vez com Papin.

Tudo levava a crer que a partida terminaria empatada e que a prorrogação estaria por vir,. Foi quando, numa jogada esquisita, Muller faz o terceiro gol para o Tricolor. O gol do título. O gol que não sai da minha cabeça. Um título que ficará guardado até o dia em que eu não mais existir.

E hoje, num 12 de dezembro de 2010, essa conquista completa exatos 17 anos.

Parabéns ao São Paulo, hoje já tricampeão do mundo, por me trazer tantas alegrias como essa que relatei... Obrigado.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Escapou...

Pênalti é sorte ou competência?

Ontem o Goiás deixou escapar a chance de estar na Taça Libertadores da América de 2011, pelo caminho mais curto. Foi derrotado na Copa Sul-Americana pelo Independiente, nos pênaltis.

Os atletas argentinos converteram todas as cobranças enquanto o brasileiro Felipe desperdiçou chutando a bola na trave. Excesso de preciosismo? de confiança? falta de sorte? ou quem sabe falta de competência?

Não importa. Na verdade o Goiás pecou nos gols sofridos durante o tempo normal (3 a 1 para os donos da casa). Esse foi o erro fatal e que decretou sua derrota.

Não fosse isso, a atuação esmeraldina teria sido perfeita. Suportou toda pressão argentina, inclusive na madrugada que antecedeu a partida, quando torcedores rivais foram às ruas disparar rojões em frente ao hotel onde a equipe descansava. Sem contar as pedras atiradas no ônibus da deleção alviverde na entrada do estádio. Já dentro de campo, atuou o tempo todo de forma ofensiva e armou um forte esquema de marcação. Além disso, foi o Goiás quem criou as melhores oportunidades de gol.

Infelizmente não deu. E falo "infelizmente" por que torci cegamente para que os brasileiros vencessem, principalmente depois que a partida começou.

Sou totalmente partidário do futebol bonito, honesto, limpo, no mais puro estilo "Telê Santana" de ser. Desprezo a violência e a falta de profissionalismo. E ontem o Independiente bateu até na sombra. E, para mim, uma equipe que preza esse tipo de comportamento dentro de campo não merece sequer chegar a uma final.

Além disso, o Goiás estava representando a nação contra o nosso maior rival: os argentinos. Claro que entendo a torcida gremista que secou os esmeraldinos. Afinal, dependiam da derrota do Goiás para conseguir vaga na Libertadores do ano que vem. Esses sim estão perdoados. Fora isso, o Brasil todo foi, pelo menos deveria ter sido, "verde".

O terceiro motivo, e esse sim considero o mais relevante, é que adoraria ver a CBF e a Conmebol tendo que engolir o Goiás na próxima Libertadores. Queria saber que tipo de tapetão fariam para não dar a vaga a eles. Que pena. Ficarei na curiosidade.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Entre acertos e erros...

Antes mesmo que venham os pedidos, já vou apontando quais foram os meus erros e meus acertos (palpites) sobre o Campeonato Brasileiro de 2010.

Logo no começo, quando Botafogo e Flamengo figuravam próximos do Fluminense, nas primeiras posições da tabela, eu já dizia que as equipes cariocas sequer conseguiriam vaga na Libertadores da América.

No decorrer da competição, falei, neste humilde blog, que apenas o Fluminense se classificaria para a competição intercontinental. E que as outras equipes do Rio ficariam mais um ano de fora. (Primeiro Acerto).

O Fluminense não só garantiu sua vaga como conquistou a competição Nacional. O Flamengo, campeão em 2009 com uma tremenda força dos adversários e do STJD, neste ano não passou da 14º posição e, por apenas um ponto sobre o Avaí, conseguiu vaga na Sul-Americana de 2011. O Vasco terminou em 11º colocado, com 49 pontos. Bom até demais para um elenco pra lá de limitado. O Botafogo foi o chamado "cavalo paraguaio". Teve momentos bons na competição e cresceu no momento certo, mas deslizou na reta final e acabou cedendo a "possível" quarta vaga para o Grêmio.

Ainda falando sobre Libertadores, acertei também ao falar que dessa vez o São Paulo não se classificaria para a competição do ano que vem. Não deu outra. Embora tenha melhorado bastante com a chegada do técnico Paulo César Carpegiani, a reação não foi suficiente, e a tempo, para colocar a equipe paulista mais uma vez entre os representantes brasileiros no Intercontinental.

Mas errei, e por pouco, em relação ao campeão. Acreditava cegamente, mesmo na última rodada que favorecia o Flu, que o Corinthians sairia campeão do Brasileirão. Mostrando a todos que é possível conquistar um título na bola, sem máfia do apito, sem STJD, enfim, sem malandragens. Mas os alvinegros deixaram escapar a grande chance.

Mas entre acertos e erros, o que realmente vale é a saudável discussão. Agradeço aos queridos seguidores que deixaram claros os seus pontos-de-vista de forma respeitosa e que, por ter sido respeitador, foi respeitado pelo blogueiro também. Isso sim é o chamado "futebol democrático".

O ano praticamente se encerra aqui, pelo menos no que diz respeito à "bola rolando". Mas o Blog não para. Ainda discutiremos muitos assuntos relacionados aos bastidores do futebol. Peço que fique ligado e não deixe de comentar.

Um grande abraço a todos e que viva o Fluminense campeão, que viva a democracia, que viva respeito, que viva a tolerância, ou seja, que viva o esporte mais querido do mundo: o Futebol.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fluminense Campeão Brasileiro 2010

Na última rodada da competição mais importante do Brasil, eis que surge um novo campeão. 

É bem verdade que não fez um campeonato impecável. Aliás, quem fez?

Na partida de hoje, suou para arrancar a vitória do título diante de uma equipe já rebaixada (Guarani).

Mas foi assim, suado, brigado, sofrido, que o Fluminense levantou o troféu de Campeão Brasileiro de 2010.

E o mais importante, consquitou a taça na bola, na raça, no trabalho, como diz seu competente técnico Muricy Ramalho. Diferentemente de seu arqui-rival que diz ser dono de um título conquistado legalmente pelo Sport, além do último campeonato vencido no STJD. 

Enfim, o que vale agora é ressaltar o "legítimo" caneco vencido pelo grande Fluminense.

Parabéns ao elenco. Parabéns à torcida. E Parabéns principalmente a Muricy Ramalho que além de excelente profissional, tem personalidade. Hoje chegou a mandar o presidente do Flu ficar quieto.

"Peraí, presidente. Você vai ter duas horas para ficar falando, agora deixa eu falar", disse Muricy que sonhou com seu mestre Tele Santana na última noite. "Essa noite eu sonhei com o Telê Santana. Sonhei que dei um tremendo abraço nele. Tenho certeza de que ele está muito contente lá em cima com esse título do Fluminense. Aliás, acho até que esse sonho aconteceu porque falaram tanto dele durante a semana. Vi o Telê vivo no sonho. E prometi a mim mesmo que falaria sobre o assunto caso fosse campeão".

Agora o torcedor do Tricolor Carioca tem que comemorar, e com muito orgulho.
"Salve o querido pavilhão, das três cores que traduzem tradição"

SALVE O FLUMINENSE...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Novo formato na linguagem esportiva

O efeito da evolução midiática reflete diretamente no modo de se produzir conteúdos informativos e na maneira de se retransmitir as notícias, exigindo que, a cada dia, o jornalismo se modifique e se alinhe ao entretenimento.

A linguagem do jornalismo tem sofrido grandes mudanças desde a chegada de novas mídias, cujos resultados vêm de um processo chamado “avanço tecnológico”. O Jornalismo Esportivo, por exemplo, foi o segmento que mais sentiu de perto essa brusca evolução, principalmente pelo domínio de uma ferramenta que ainda está se descobrindo, mas que, com menos de 20 anos de existência, é a mais procurada e acessada pelo mundo: a internet.

Embora seja nova e ainda careça de padronização no que diz respeito à abordagem e à própria linguagem, a consolidação da internet na mídia está causando reformulação obrigatória na perspectiva de outros veículos de comunicação, pois, com ela, a informação passou a ser levada ao receptor (público) de forma muito mais veloz, diversificando o conteúdo de forma geral.

Segundo especialistas no assunto, a linguagem em todas as editorias, principalmente na esportiva, mudou devido a uma transformação que busca embasamento mais engajado com o imediatismo. É o que explica Alberto Ludivig, editor da Web TV da Federação Paulista de Futebol, e que está no jornalismo há mais de 30 anos, com experiência nas principais mídias. “Desde o final da década de 80, as grandes empresas de comunicação passaram a ter uma visão mais comercial do jornalismo. E, como um produto, era preciso entregar a notícia o mais rápido possível, contemplando prioritariamente a publicidade. As edições passaram a ser fechadas muito mais cedo. Os repórteres passaram a apurar o material de maneira mais superficial, obedecendo a regras rígidas de horários de fechamento. O jornalismo esportivo, em si, seguiu essa onda com uma linguagem mais ‘urgente’, sem muita contextualização”, ressaltou Ludivig que, de acordo com ele, “O mundo mudou, está mais veloz, ninguém suporta mais uma programação lenta, com reportagens que ultrapassem 20 linhas ou que, no caso da tevê, ultrapasse um minuto”, complementa.

Tiago Leifert (à direita) apresentando o Globo Esporte
Na Rede Globo, por exemplo, a transformação da linguagem ficou evidente a partir do momento em que um novo modelo de telejornal esportivo ganhou espaço. Primeiramente, aconteceu com o Globo Esporte, que deixou de apresentar suas notícias diárias no modelo considerado “convencional” para permitir a fusão com o entretenimento, atuando de forma mais próxima do telespectador. A inovação aconteceu por iniciativa do apresentador Tiago Leifert que percebeu que a mudança no estilo de se fazer um programa de esportes precisaria de um “algo a mais”, inclusive para resgatar a audiência do programa que estava em forte decadência. A aposta do jovem jornalista deu certo e Tiago caiu nas graças dos telespectadores. O Fantástico, também da Globo, e que vai ao ar aos domingos, seguiu a mesma linha que o programa de Leifert, com Tadeu Shimidt, transformando a notícia esportiva num programa de entretenimento, porém sem alterar o conteúdo da informação. Legitimando essa tese, Ludivig acredita que os jornalistas estão se adaptando naturalmente a essa nova vertente e que “hoje em dia não existe mais espaço para um jornalismo esportivo muito concentrado na informação pura e simples, com angulações diferenciadas sobre um mesmo assunto. Ele (jornalismo esportivo) tem enveredado, realmente, para o entretenimento. Eu diria que, hoje, em primeiro lugar vem o marketing, ou seja, a forma, o conceito do programa, e, depois, a notícia”.

Mas a discussão vai mais além nesta questão. Muitos acreditam que há uma barreira que diferencia o modo de se fazer jornalismo entre a TV aberta e o canal a cabo. Para o professor Universitário, que já foi editor de esportes, Wagner Belmonte, o jornalismo esportivo na televisão aberta é sinônimo de show - “basta ver o que os americanos fazem com o Super Bowl” –, enquanto na TV a cabo existe uma liturgia, um respeito maior, às vezes até poético, em relação à linguagem. “O Cléber Machado é um bom cara a ser estudado. enquanto Galvão Bueno é Galvão Bueno em qualquer circunstância, para o bem e para o mal, na transmissão da copa do mundo ou da fórmula 1 na TV aberta, Cléber machado é um jornalista na TV aberta e outro, bem diferente, no na TV a cabo. Enfim, no meu modo de ver, a televisão a cabo dá um baile no conteúdo das emissoras abertas. O programa Troca de Passes, do canal Sportv, por exemplo, é um Mesa Redonda sem a linguagem do povão”, argumentou.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quase lá...

O Corinthians está com uma mão na taça, é verdade.

Aliás,  desde a volta da competição após a paralisação para a Copa do Mundo da África tenho dito que este troféu já tem dono.

O timão tem a equipe mais bem entrosada e manteve uma formação desde o início. Isso é fundamental para se estabelecer uma regularidade e impor padrão de jogo.

Em torneio de pontos corridos, ser regular faz toda a diferença.

Pode ser, enfim, a chance de o Corinthians camuflar, já que apagar é impossível, as manchas de títulos que conquistou no passado. Aliás, essas manchas viraram fantasmas que assombram o Parque São Jorge durante muitos anos.

Se você não entendeu o que quis dizer, há um exemplo fantástico para resumir tudo isso. Foi o  último Brasileirão conquistado pelo Corinthians, em 2005. Lembrou? Esse episódio classifico como a maior vergonha do campeonato Brasileiro de todos os tempos.

Além do mais, erguer o caneco de 2010 virou mais do que uma busca desenfreada pela honra, passou a ser uma obrigação para o clube alvinegro.

No começo do ano, Andrés Sanches, presidente do Corinthians, investiu pesado em reforços. Tudo isso porque 2010 é o ano do centenário corintiano.

Segundo Sanches ainda no inicio deste ano, a ideia era conquistar mais de um título para a galeria do clube. Até o momento não conseguiu um sequer.

Perdeu o Paulista e foi escorraçado da Libertadores, que era, e ainda é, seu maior sonho de consumo.

Restou o Brasileirão. E parece que os jogadores assimilaram a ideia.

O timão fez uma campanha boa, já que não há nota 10 para equipe nenhuma nesta competição, e só não se sagrará o vencedor se tropeçar nos próprios erros.

No último sábado, venceu o Cruzeiro mesmo não jogando tão bem.

Aliás, a Raposa foi superior em pelo menos 70% da partida. Isso sem contar que foi claramente prejudicada dentro do Pacaembu.

Os sinais de protestos de Thiago Ribeiro, Roger e do técnico Cuca após o término da partida não foram exageros.

O árbitro Sandro Meira Ricci abusou em errar a favor do timão. E não foi à toa que chegaram a cogitar seu afastamento logo após o fim da partida.

E não estou falando sobre o pênalti em cima de Ronaldo que, ao meu ver, foi clarríssimo.

Mas também não se pode dizer que o Corinthians comprou o campeonato, como andam falando por aí.

Dessa vez não acredito nesta possibilidade, embora a CBF não nos passe nenhuma credibilidade há muito tempo.

Agora o Corinthians depende apenas de si mesmo para levantar o caneco que já colocou uma mão na tarde de sábado.

Comemore, corintiano...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rival bom é rival tricolor

Nunca vi um rival tão bonzinho quanto o São Paulo.

No meio da semana enfrentou o Cruzeiro, candidato a título do Brasileirão e que estava à frente do Corinthians na tabela, e venceu por 2 a 0, lá em Minas Gerais.

Nesse mesmo momento, o timão vencia o Avaí e assumia a segunda colocação. Ou seja, o tricolor havia quebrado um baita "galhão" para o Corinthians.

Mas o Tricolor não se contentou com a "ajudinha" e resolveu dar as costas para o Timão subir e ficar mais próximo do topo. A equipe de Carpegiani perdeu para os visitantes do Parque São Jorge, dentro de casa, por 2 a 0, com gols de Elias e Dentinho.

Mas os alvinegros foram ingratos. Após a vitória sobre o "amigo" São Paulo, fizeram uma piadinha de mau gosto no site oficial do clube. Veja a foto abaixo:

Brincadeiras à parte, a verdade é que o Corinthians mostrou, mesmo não fazendo uma brilhante partida, que tem uma equipe mais decidida e objetiva. Teve pouquíssimas chances de gol, mas as que teve aproveitou.

Já o São Paulo, que foi superior pelo menos 70% no duelo, pecou no último passe, aquele que define, que é convertido em gol. Não foi objetivo. Perdeu claras oportunidades e ainda fez o nome do goleiro Julio César.

Esse resultado só comprova o que venho dizendo há tempos nesse humilde blog. O Corinthians será o campeão Brasileiro (dessa vez sem nenhuma mancha ou ato suspeito, como de costume) e o São Paulo ficará fora da Libertadores da América de 2011.

domingo, 7 de novembro de 2010

O "jogo-chave"

Logo mais, às 17h30, teremos o jogo entre São Paulo e Corinthians, no estádio do Morumbi.

O encontro dessas duas equipes, cujo carrega o apelido de "Majestoso", dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, tem extrema importância para ambas agremiações.

O Corinthians precisa da vitória para tentar assumir novamente o posto de primeiro colocado na tabela. O que seria fundamental para a arrancada ao título, já que o término da competição está próximo.

Já o São Paulo, sem as mesmas pretensões audaciosas, precisa vencer o rival e torcer por algumas combinações de resultados para tentar uma vaga na Libertadores de 2011.

O timão é o vice-líder com 57 pontos. O Tricolor ocupa a sétima colocação, com 50 pontos conquistados.

Socrates, na década de 80, em vitória sobre o SPFC
Mas, independente das distintas atuais situações das duas equipes, esse confronto impacta no que podemos dizer ser a partida de maior púlico do Estado de São Paulo, já que Corinthians e São Paulo detêm cerca de 50% de torcedores na capital. 

Além disso, podemos dizer também que esse duelo atualmente é o de maior rivalidade do futebol brasileiro. O São Paulo tomou o lugar do Palmeiras neste quesito. Talvez isso tenha acontecido pelo excesso de títulos conquistados pelo clube do Morumbi, principalmente as três Libertadores da América (92-93-2005) e os três Mundiais de Clubes (92-93-2005).

Se bem que essa rincha entre alvinegros e tricolores vêm de muitos anos. No que diz respeito a confronto direto, o Timão leva a melhor sobre o Tricolor. Em 304 partidas, foram 112 vitórias para o Corinthians, com 441 gols, contra 96 vitórias para o São Paulo, com 428 gols. O número de empates é de 96.

No momento, o Corinthians sustenta um tabu de três anos sem perder para o São Paulo. A última vitória tricolor foi em 11 de fevereiro de 2007, por 3 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, com gols de Lenílson, Rogério Ceni e Leandro. E o Wilson, descontando para o timão.

Raí, o maior ídolo do clube de todos os tempos
Entretanto, o São Paulo é o que tem o maior número de títulos conquistados no País. Possui 40 títulos considerados importantes, contra 35 do Corinthians, isso porque contamos o caneco da segunda divisão. Lembrando, inclusive, que o Timão possui 25 anos a mais que o tricolor. O que comprova a superioridade são-paulina.

Mas sem dúvida os tabus serão o menos importantes no embate de hoje à tarde. Tanto Corinthians quanto São Paulo vão a campo em busca de seus próprios interesse neste Brasileirão embolado.

O Corinthians, embora negue, leva certa vantagem sobre o São Paulo. Primeiro porque mantém uma regularidade desde o começo da competição. Segundo que deve atuar com força total, time completo. Já o São Paulo, resolveu acordar apenas com a chegada do novo treinador Paulo César Carpegiani e, para piorar, terá ausência de Carlinhos Paraíba, que tem sido peça fundamental no meio campo e na marcação pelo setor.

Mas o que já temos garantido, é um clássico de muitas emoções. Ronaldo e Dentinho serão os grandes nomes pelo lado alvinegro. No tricolor do Morumbi, o quarteto ofensivo deve revelar um destaque, além de Rogério Ceni, que adora jogar clássicos.

Não perca a crônica após o jogo. Até lá.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tmão a um ponto do líder

Acertei em partes.

A vitória do Corinthians sobre o Avaí estava mais do que prevista. E foi por 4 a 0, no Pacaembu. Um resultado absolutamente normal. Aliás, anormal seria um placar menor.

Com Ronaldo em campo e Dentinho voltando à equipe, o timão atropelou o adversário e encostou no líder. Chegou aos 57 pontos, apenas um a menos que o Fluminense.

Em Minas, a surpresa: Em noite inspirada de Lucas, o São Paulo bateu o Cruzeiro por 2 a 0 e reascendeu o sonho de uma vaga na Libertadores.

A maior surpresa nem foi o resultado em si, mas um fato isolado. Pela primeira vez nesse campeonato o São Paulo não foi prejudicado pelo trio de arbitragem. Mais do que isso. "Ganhou" um pênalti de brinde que até Rogério Ceni diz não ter acreditado.

Mas voltando ao assunto Libertadores, a classificação do Tricolor à competição Intercontinental não será nada fácil, já que a equipe do Morumbi não depende apenas dela.

O Botafogo, que briga diretamente pela vaga, ontem venceu o Atlético-GO por 3 a 2 e se manteve firme na quarta colocação, sustentando uma vantagem de 4 pontos sobre o Tricolor Paulista.

Já o líder Fluminense apenas empatou com o Inter, no Beira-Rio, deixando escapar a chance de abrir quatro pontos sobre o vice-líder.

Sendo assim, não há como apontar um favorito ao título, embora eu ainda ache que esse caneco vai para o Parque São Jorge. Aliás, se isso acontecer, será um dos poucos títulos importantes do Corinthians sem uma "mancha" vergonhosa.

Domingo o Coringão encara o Tricolor. Um jogo que promete.

Segue o campeonato...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dia de torcedor vibrar por rival

Hoje é dia em que a rivalidade fica de lado. Pelo menos por parte do Corinthians.

É que na verdade o Timão precisa desesperadamente, além de uma vitória sobre o Avaí, que na minha opinião é mais do que certa, torcer por um tropeço do Cruzeiro diante do São Paulo para tentar assumir a ponta da competição nessa reta final.

O Cruzeiro, embalado, não deve perder no confronto contra o Tricolor Paulista, hoje, em Minas Gerais, embora a equipe de Carpegiani mostra, a cada partida, que está viva na luta pela classificação à Libertadores do ano que vem. A única chance da equipe do Morumbi sair de Minas com os três pontos é se conseguir manter a toada das últimas partidas e consertar algumas falhas no setor defensivo.

Aliás, o técnico são-paulino tem sido bastante audacioso, tanto na escalação de sua equipe, no qual está postada com quatro atacantes, quanto nas declarações à imprensa.

Carpegiani disse que sua meta é alcançar o Corinthians, que hoje ocupa a terceira colocação, com 54 pontos. Mas, para isso, a vitória contra o Cruzeiro nesta noite é mais do que fundamental. Além disso, tem que secar o Timão no duelo desta rodada contra o Avaí e vencer o confronto direto contra os alvinegros no próximo domingo. Ainda assim ficaria um ponto atrás na tabela. Ou seja, missão quase impossível.

Logo cedo, nas ruas, escutei corintianos dizendo: "hoje sou são-paulino desde pequeno". Não aguentei e, mesmo sem conhecer os dois cidadãos, perguntei:
 - Mas e a rivalidade?
Um deles, antes de me deixar completar a pergunta, respondeu:
 - Hoje é dia que não vejo camisa adversária na frente. Eu quero mesmo é que o Timão vença esse Brasileirão.
E o seu colega retrucou:
 - Amanhã a rivalidade volta ao normal. Hoje é Tricolor na cabela.
Completando com uma risada sarcástica.

Enfim. É o Campeonato Brasileiro chegando ao seu final e levando todas as emoções para as últimas rodadas e fazendo torcedor torcer pelo seu rival. Isso é futebol. E é assim que gostamos...

sábado, 30 de outubro de 2010

Raposa encosta no líder e Galo volta ao Z-4

Agora faltam apenas 6 rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro de 2010.

Nas primeiras posições as coisas embolaram de vez. O Fluminense é o líder com 57 pontos, mas tem o Cruzeiro na sua cola. A equipe mineira não teve o menor problema para bater o Grêmio Prudente hoje, no Prudentão. Com os três pontos conquistados, chegou aos mesmos 57 pontos do Flu, porém os cariocas ocupam a ponta devido ao saldo de gols.

Mas jogo bom mesmo foi entre Internacional e Santos, no Beira-Rio. Uma partida cujo resultado mostrou o forte equilíbrio. Os gols saíram somente no segundo tempo de jogo. Primeiro com Zé Eduardo, para o Santos. O gol de empate do Inter veio com o cabeceio certeiro de Leandro Damião. Foi um  jogo bonito e movimentado. Porém, estrategicamente para as duas equipes o resultado não agradou.

Edno comemora o 1º gol contra o Galo
E não agradou porque em Minas Gerais o Botafogo atropelou o Atlético-MG e entrou de vez no G-4. Para ser sincero, foi, na minha opinião, a melhor partida da rodada. Principalmente no segundo tempo quando o Galo massacrava os visitantes. Tanta pressão e nada. E o ditado é sábio: "Quem não faz, toma!". Num contra-ataque fulminante, Loco Abreu deixa Edno na cara do gol para abrir o placar. 

Desesperado o Galo arriscou todas as suas forças, mas o Fogão, muito bem postado no meio de campo, com uma marcação extremamente forte, ampliou o marcador com um belo gol de "El Loco". Final: 2 a 0. A derrota coloca o Galo novamente na zona de rebaixamento.

Para concluir a rodada de número 32, o Palmeiras venceu o Goiás por 3 a 2, o Vitória massacrou o Vasco por 4 a 2 e o Avaí ganhou do Guarani por um simples 1 a 0.

O Botafogo, quarto colocado, ainda tem chance de título. Em relação à Libertadores, São Paulo, Atlético-PR, Grêmio e Palmeiras ainda sonham com uma vaga. 

A competição é boa. Está disputada e com certeza só teremos todas as definições na última rodada. Exceto as definições do rebaixamento. Creio cegamente que G. Prudente, Goiás e Avaí já estejam mortos!

50 anos do Gênio

 
Um craque, uma fera, um mito, um dos maiores jogadores do mundo, de todos os tempos, enfim, um Deus (para os argentinos). Estou falando de Diego Armando Maradona, que completa hoje 50 anos de idade.

Sobre esse ídolo, que dispensa qualquer comentário, prefiro apenas deixar o meus parabéns, já que qualquer palavra que eu disser será pouco para homenagear Maradona.

E é por isso que aqui indico esse vídeo maravilhoso do mito argentino:


http://www.youtube.com/watch?v=vaSMIatx9_A&feature=related

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Às vezes, "mesmo certo ele erra"

Foto: Gazeta Press
O garoto Neymar nem teve tempo para comemorar sua convocação à Seleção Brasileira, que aconteceu hoje de manhã. No treino do Santos, o atacante arrumou mais uma confusão e deixou o gramado enfurecido.

Como de costume na Vila Belmiro em dias de aniversário, Zé Eduardo foi amarrado em uma das traves e bombardeado com ovos, farinha e boladas.

Marcel usou força desnecessária sobre Zé Eduardo e acabou extrapolando na brincadeira. Neymar não gostou e resolveu tomar as dores do colega. Aí, foi a vez de Marcel não gostar da intervenção de Neymar e resolveu partir para cima do garoto.

Tendo ou não razão, está mais do que na hora dele (Neymar) pensar um pouco como adulto e tentar conter seus impulsos.

É claro que ninguém tem sangue de barata. Mas Neymar não pode cair em provocações bestas e colocar seu futuro em risco.

E se Mano resolver não chamá-lo mais devido a tantas confusões que envolvem seu nome? 

Ahh, Neymar... Cuidado, garoto!

Eles vão encarar os Hermanos...

Sai a lista de Mano Menezes dos convocados para o jogo da seleção Brasileira contra a Argentina.

A novidade é a volta de Ronaldinho Gaúcho à equipe canarinho. Em alta no Milan, o ex-gremista terá nova chance de mostrar o futebol que tanto encantou o torcedor brasileiro.

O ataque me agrada bastante. Além de Robinho, Neymar e Pato também foram chamados pelo treinador.

Já o goleiro Júlio César, o zagueiro Lúcio e o lateral Maicon, não estarão no amistoso. Segundo Mano, ele já conhece o potencial de cada um desses atletas. Esperamos que isso não seja apenas um forma dele (Mano), aos poucos, deixar os três guerreiros de canto.

Quem realmente não deve ter gostado nenhum pouco foi o Corinthians. Na reta final do Brasileirão e disputando o título da competição, Jucilei e Elias estarão presentes no amistoso.

O que realmente me espanta é saber que Sandro faz parte dos convocados e Hernanes, que vive uma fase maravilhosa na Lázio, não passou nem perto da lista. Estranho... Muito estranho...

Veja a lista completa dos convocados:

GOLEIROS

Victor  (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)
 
LATERAIS

Rafael  (Manchester United-ING)
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
André Santos (Fenerbahçe-TUR)
Adriano (Barcelona-ESP)

ZAGUEIROS

Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan-ITA)
David Luiz (Benfica-POR)
Alex Costa (Chelsea-ING)

VOLANTES

Elias  (Corinthians)
Lucas (Liverpool-ING)
Sandro (Tottenham-ING)
Ramires (Chelsea-ING)

MEIAS

Douglas  (Grêmio)
Ronaldinho Gaúcho (Milan-ITA)
Jucilei (Corinthians)
Philippe Coutinho (Internazionale-ITA)

ATACANTES

Neymar  (Santos)
Robinho (Milan-ITA)
Alexandre Pato (Milan-ITA)
André (Dínamo de Kiev-UCR)

Furacão atropelado

O São Paulo simplesmente atropelou o Atlético-PR, ontem, na Arena Barueri, e encostou de vez no G-4.

A partida terminou em 2 a 1 para a equipe paulista, porém o resultado, por sinal injusto, não condiz com o que se viu dentro de campo.

O Tricolor foi arrasador do começo ao fim. Talvez tenha faltado um pouco de sorte para a equipe comandada por Carpegiani ampliar o placar e fazer a torcida delirar. Em contrapartida, o clube paranaense mal viu a cor da bola. Sofreu forte marcação de Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba e Casemiro.  Aliás, o Furacão só chegou ao seu único gol na partida devido a uma falha individual do volante Casemiro.

Mas no começo da segunda etapa, Dagoberto, que mais uma vez mostrou serviço nessa nova formação são-paulina, cobrou falta com perfeição na cabeça de Miranda que apenas escorou para marcar o gol da vitória.

E isso prova o quanto a mão de um treinador faz toda diferença. Dagoberto sempre foi mal aproveitado por Muricy, Ricardo Gomes e Baresi. Mas com Carpegiani a história é outra. O atacante ganhou a confiança do técnico e está jogando muito.

Por falar em Carpegiani, a chegada do novo treinador trouxe bons frutos ao elenco que, até o momento, tem um desempenho bastante positivo: foram quatro vitórias (2 a 0 no Vitória, 3 a 2 no Grêmio Prudente, 4 a 3 no Santos e 2 a 1 no Atlético-PR) e uma derrota (2 a 0 para o Ceará) sob seu comando.

Mas o maior adversário do São Paulo tem sido a arbitragem. Ontem, mais uma vez, o árbitro da partida não assinalou um pênalti claríssimo a favor do Tricolor. É fato que a arbitragem brasileira é péssima. Isso é indiscutível. Mas está cada vez mais evidente que há certa "marcação" em cima do Tricolor paulista.

Enfim, o que vale ressaltar é que a vitória o levou aos 47 pontos na tabela, subindo para a sétima colocação. Ou seja, um ponto atrás da zona de classificação à Taça Libertadores da América de 2011. Segundo o goleiro Rogério Ceni, que ontem completou 700 jogos com capitão da equipe, "temos essa quarta vaga para disputar. Teremos confrontos diretos nas próximas rodadas e precisamos ganhar". Eu, particularmente, acho que, se vencer o próximo jogo contra o Cruzeiro, a chance de conquistar a vaga é grande.

domingo, 24 de outubro de 2010

A rodada dos clássicos importantes

Uma rodada recheada de clássicos.

O primeiro foi entre Palmeiras e Corinthians, às 16h, no Pacaembu. O Timão estreou o novo treinador, o Tite, e saiu vitorioso. Jogou melhor que o rival e, com um gol de Bruno Cézar, mntendo-se na terceira colocação na tabela. Porém diminuiu a diferença para os primeiros colocados e segue fortíssimo na briga ao título.

O São Paulo foi a Fortaleza encarar o Ceará e levou uma surra. Perdeu de 2 a 0 debaixo de um tremendo sol nordestino (que não adota o horário de verão), o que não foi desculpa pela má atuação dentro de campo. A sorte da equipe paulista é que outros clubes também não venceram e com isso se manteve na nona colocação.
No jogo dos desesperados, o Goiás bateu o Avaí por 1 a 0, no Serra Dourada, mas ainda continua amargando a zona de rebaixamento. Devem cair para a segundona.

Na Arena da Baixada, o Atlético-PR recebeu o Fluminense. Abriu o placar, com um gol contra de Washington, que não balança as redes para o Flu há 7 jogos, sofreu o empate, depois voltou a ficar na frente, mas novamente cedeu o empate. A partida terminou em 2 a 2. O resultado colocou o tricolor carioca na liderança.

Mas a rodada realmente pegou fogo às 18h30, com mais três clássicos fantásticos.
No Engenhão, o Vasco saiu na frente do Flamengo, mas a equipe carioca lutou e buscou o empate. Terminou num magro 1 a 1. Para o Flamengo, que possui 38 pontos e ocupa a décima terceira colocação, as chances de uma possível classificação à Libertadores estão cada vez mais longe. Mas para o Vasco a situação não é tão diferente. Com 42 pontos, está uma posição acima do arqui-rival. Libertadores é um sonho pra lá de distante aos dois clubes cariocas.

No olímpico, um jogaço: O Grêmio abriu o placar, o Inter empatou. logo em seguida, gol do Grêmio novamente, mas o Inter não deixou por isso mesmo. Voltou a igualar o placar. Fim de jogo. 2 a 2.  O Colorado, com 48 pontos, continua na quinta colocação. Já o Grêmio, perdeu a chance de encostar na zona de classificação para a Libertadores e disputar de vez uma vaga. Poderia ter ido a 50 pontos e entraria inclusive na briga pelo título. Vacilou...

Aliás, quem realmente vacilou foi o Cruzeiro, até então líder da competição. No clássico contra o Atlético-MG, perdeu por 4 a 3 numa partida que não faltou emoção. O Galo vencia por 4 a 1 e a Raposa encostou. A derrota para o rival tirou a liderança da competição que agora pertence, novamente, ao Fluminense.

Para fechar a rodada, o Santos deu um verdadeiro vexame dentro de casa. Vencia o lanterna Grêmio Prudente, por 2 a 0, mas deixou os visitantes virarem de forma surpreendente. A partida terminou em 3 a 2 para o Grêmio P.Vale lembrar que Neymar, o craque do time, o garoto cujo muitos "torcedores" o consideram mais que Pelé (um absurdo sem limites), perdeu a chance de empatar a partida. Cobrou mal um pênalti, mandando a bola para a torcida depois de explodir no travessão. Que fase!

Veja a tabela ao lado e aconpanhe a acirrada disputa nas duas pontas da competição.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Roberto Carlos não mentiu: "foi um Mundialito"

Mais uma polêmica envolvendo o contestado título do Corinthians de 2000.

Roberto Carlos, lateral-esquerdo do Corinthians, disse em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN, que o Mundial de Clube da Fifa, tão enaltecido pelos torcedores corintianos, não passou de um "mundialito".

"Era um Mundialito. Mas, sinceramente, muitos jogadores do nosso time ficavam acordados até as 5h, 6h. O pessoal não dormiu, muitos vieram a passeio", disse Roberto.

A repercussão foi imediata. Muitos entenderam que Roberto Carlos menosprezou e desmereceu o título conquistado pelo Timão.

Na entrevista, Roberto confessou que as equipes europeias, principalmente o Real Madrid, no qual fazia parte do elenco, não deram tanta importância ao torneio conquistado pelo Corinthians.

"Além do mais, os times europeus enfrentaram um tremendo calor. O pessoal do Manchester United não saia da piscina lá no Rio", explicou o lateral.

Como atualmente RC atua no timão, as declarações o lavaram a um verdadeiro bombardeio de críticas. O que na minha humilde opinião é uma verdadeira ignorância. Afinal de contas, não acho que Roberto tenha desmerecido "o título do Corinthians", mas sim um torneio que, só pela sua organização e critério de seleção das equipes (algumas sim tiveram méritos para participar), não passou sequer credibilidade.

Mais uma vez ressalto que, para um clube brasileiro disputar um campeonato mundial, vencer a Libertadores da América é absolutamente indispensável.

Se há uma mancha nesse título, a culpa não é do Roberto Carlos, que nada mais fez do que ser sincero em suas sobre algo que é mais do evidente. Talvez também não seja culpa do Corinthians, não sei. O fato é que o Mundial de 2000 provou a forte posição política que atua nos bastidores do futebol.

O Corinthians não poderia, jamais, disputar esse torneio, mas houve, dentre outros interesses, uma necessidade de promover a competição. E ter uma equipe cuja sua torcida representa mais de 13% dos torcedores (em torno de 25 milhões de corintianos) no Brasil, seria mais do que interessante aos cofres dos envolvidos.

Raciocinando em cima dessa lógica, sem dúvida a vontade dos organizadores era ter o Flamengo na competição, pois assim aumentaria ainda mais a renda de público e de audiência na TV aberta. Porém seria muita cara-de-pau caso o clube carioca participasse sem ter conquistado nada, embora o título de campeão Brasileiro do Corinthians, naquela época, não o torne mais merecedor de representar o País do que qualquer outro clube.

Enfim... Essa imagem terrível só será apagada da história do Corinthians quando o clube definitivamente conquistar sua primeira Libertadores e, consequentemente, o Mundial da Fifa. Já para o futebol, essa mancha jamais será apagada.