sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Clube dos 13 perto do fim

O Clube dos 13 está rachado. Mais do que isso, está praticamente desfeito, para não dizer "quase extinto".

O jornalista da TV Cultura, Vladir Lemos, escreveu em seu blog (http://blogdovladir.blogspot.com/) algo que realmente nos faz pensar sobre o tema.

A pergunta quem não quer calar é: Como ficará o futebol depois disso tudo que está acontecendo?

Tomei a liberdade de reproduzir o texto do Vladir. Veja abaixo:



Era uma vez o Clube dos 13 ?


Por Vladir Lemos

Não há novidade no que vou dizer. O futebol é pródigo em dinamitar biografias. Risco elevado ao extremo quando alguém aceita o papel de dirigente. Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, foi à sede da CBF receber um título vencido. A CBF queria cortejá-la ? Ou premiá-la por ter sinalizado em algum momento que se deixaria seduzir, apesar de ocupar uma das vice-presidências do Clube dos 13? Resta torcer para que as intenções do anfitrião sejam claras, ao menos, para a mandatária do time rubro-negro.

O fato é que o futebol visto pelo viés mercadológico em breve não será mais o mesmo. Homens vestindo ternos bem cortados entrarão em uma sala e entregarão suas propostas. A bola está com eles. Dirão a que horas você verá o seu time entrar em campo, quantas vezes, e para ser ainda mais cruel, terão decidido previamente quanto estão dispostos a pagar por essa sua paixão, quanto o seu encanto pelo futebol anda valendo no mercado.

A implosão do Clube dos 13, que cuidou dos interesses dos principais clubes do nosso futebol nos últimos vinte anos, sem dúvida, representa uma ruptura. Não é fácil aceitar derrotas, portanto, não causa espanto que na iminência dela os que se sentiram em perigo tenham se esmerado em tramar um jeito de driblar a tardia decisão do CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica - determinando que a era da preferência na hora de negociar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro deveria ficar para trás, acabar.

Quem sou eu para dizer o que está certo ou errado? Os dissidentes de agora, amparados na sua importância, na dimensão expressiva de suas torcidas, podem mesmo se dar bem. Que investidor não gostaria de se aliar às duas maiores torcidas do país e mais alguns seletos convidados?

Mas, diante de tantas jogadas e artimanhas porque não determinar que seja qual for o modelo adotado deverá valer sempre a melhor oferta, afinal, quando o CADE decidiu pelo fim da preferência queria preservar o futebol, o direito de quem der o maior lance. Ora, se a regra pode ser mudada de acordo com o interesse aí fica fácil ganhar o jogo.

A intenção do Clube dos 13 não era passar a negociar cada mídia em separado? TV aberta, fechada, internet e tal ? Então, uma vez rachado o Clube dos 13, deveria se estabelecer que os clubes terão que, individualmente, ou não, negociar seus direitos de transmissão sem exclusividade, quem der mais leva. Não era essa a regra? Bom, regras nunca são claras meus amigos, por mais que tentem nos convencer do contrário.

Como ficará o futebol depois disso? Com os ricos mais ricos e os pobres mais pobres? O momento que a gente atravessa nos faz ver o óbvio: A grande tabelinha do futebol brasileiro é feita entre a TV Globo e a CBF. Ou vocês acham que podendo negociar com um time, ou alguns de cada vez, o interesse não será maior pelos que representam o filé? Aos que chegarem atrasados para o banquete, sem muito a oferecer, restarão migalhas.

Bendito ano de 1987, que viu a criação do Clube dos 13 e que viu nascer a malfadada Copa União que virou argumento para que as raposas apostassem na desunião dos clubes. Está decidido? Ainda não. Era uma vez o Clube dos 13 como a gente conheceu? Talvez. A partir de agora é um pouco cada um por si. Resta saber se vai dar Liga.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Corinthians deve fechar com o volante Wilian Magrão

Por Breno Benedito

Após a saída do volante Jucilei para o futebol russo, o Corinthians procura um substituto e o mais provável poderá ser o volante gremista Willian Magrão. O jogador está se recuperando de uma contusão no joelho e não está inscrito para a Taça Libertadores da América.

O Grêmio está disposto a conversar com o clube paulista, porém não aceita emprestá-lo. A diretoria do tricolor gaúcho pretende receber uma proposta de 3 milhões de reais para abrir uma negociação. Quem indicou o jogador ao timão foi o ex zagueiro Willian, hoje gerente de futebol do Corinthians, que atuou com o volante em 2007, pelo próprio Grêmio.

A equipe do Sul só aceitou conversar a respeito de uma possível negociação porque o Corinthians mostrou-se ético: ao invés de procurar o atleta, preferiu conversar primeiramente com a direção do Grêmio, como diz Antonio Vicente Martins, vice-presidente de futebol. "O Corinthians foi absolutamente correto, nos procurou primeiro, e a partir de uma avaliação da cláusula rescisória e do próprio interesse do jogador é que a gente deu o seguimento na negociação".

Outro fato que possa ter pesado é que o técnico Renato Gaúcho tem outras peças consideradas prioritárias em seu elenco. Além disso, ele (Renato Gaúcho) costuma atuar apenas com um volante de contenção. “O Willian Magrão é prata da casa, é cria do Grêmio, mas às vezes acontecem essas coisas, e quem sabe com a saída do Willian a gente possa dar chance para o crescimento do Fernando (Também formado na base)”, finalizou Renato.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Não aguentamos mais Taça das Bolinhas, Ricardo Teixeira e CBF

Para simplificar o que penso sobre CBF, Ricardo Teixeira e Taça das Bolinhas.

Em 1987 o Flamengo foi o Campeão da Copa União (módulo Verde). Neste mesmo ano, o Sport conquistou a Taça Roberto Gomes Pedrosa (módulo Amarelo).

O regulamento da CBF dizia que para que fosse declarado um único campeão daquele ano teria de acontecer um confronto entre os campeões de cada módulo, ou seja, uma "espécie de final" entre Flamengo e Sport.

O Flamengo se recusou a jogar essa "final". A CBF, por sua vez, declarou "coerentemente" o Sport como o único e verdadeiro campeão Brasileiro de 1987.

A equipe carioca, não satisfeita, entrou na justiça comum para tentar uma virada na situação, mas não teve sucesso. Em 1994 a justiça declarou o Sport campeão, respaldando legalmente a CBF.

Em 2007 o São Paulo Futebol Clube conquistou seu quinto campeonato Brasileiro, o que lhe deu direito de levar para sua galeria a tal famosa Taça das Bolinhas (cujo seria entregue ao 1º clube pentacampeão).

Ah, meus amigos. Isso mexeu com os colegas cariocas.

O Mengão ficou desesperado ao saber que a Taça seria entregue ao Tricolor do Morumbi.

Enquanto o Flamengo brigava e ameaçava entrar novamente na justiça comum, Ricardo Teixeira continuava firme com sua palavra. "O campeão de 87 é o Sport".

Estranho. Muito estranho. O presidente da CBF tomando atitudes coerentes? Ressalto: muito estranho...

A decisão durou até que muito tempo, já que estamos falando de uma postura de Teixeira a favor do São Paulo. Sim, ninguém aqui é bobo o bastante para não enxergar a briga política que há entre o clube paulista e a entidade máxima do futebol brasileiro.

Para tremendo desgosto da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, nesta semana o Tricolor recebeu de vez a tal "Taça das Bolinhas".

Patricia resolveu então procurar Ricardo Teixeira, em seu escritório na entidade. Bastaram algumas horas de conversa e o "magnífico" presidente resolveu jogar toda sua palavra para o ar e reconhecer oficialmente o título de 1987 ao Flamengo. O que foi dito entre os dois? Ninguém sabe.

Mas é certo que foi um toque mágico, algo espetacular, uma jogada de mestre de Ricardo Teixeira. Foi, na verdade, aquilo que já vimos diversas vezes quando se trata de clubes cariocas: uma "virada de mesa".

Está evidente que Teixeira premeditou tudo. Fez o São Paulo acreditar que teria apoio da CBF e que a Taça das Bolinhas era algo que deveria ser trazido para o clube e, quando isso de fato aconteceu, resolveu mudar sua opinião, contrariando inclusive a justiça comum, dando força para o Flamengo se sentir no direito/obrigação de ter de volta a tal Taça.

Tudo isso para causar uma briga entre os dois clubes, já que o Flamengo já disse que não vai descansar até resgatar a Taça, enquanto o São Paulo garante que a Taça não sai do Morumbi por nada nesse mundo.

Há, na minha modesta opinião, três coisas a serem banidas do futebol:

1º) Taça das Bolinhas, assim evitaria briga entre clubes e a exposição ao ridículo, como estão fazendo São Paulo e Flamengo.

2º) Ricardo Teixeira, pois ninguém mais aguenta seus "trambiques" políticos que tanto denigrem o futebol.

3º) CBF, que é como o Palácio do Planalto. Parece não ter mais solução. Se sair o comandante atual, possivelmente entrará outro parecido ou pior. Os clubes deveriam se unir e elaborarem campeonatos por conta própria.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nova cara Tricolor

O São Paulo recebeu o Bragantino, pelo Campeonato Paulista, e venceu por 4 a 0, numa noite pra lá de inspirada da molecada que disputou o Sub-20 pela Seleção Brasileira e da dupla Dagoberto e Fernandinho.

A volta dos garotos que estavam na seleção canarinho não só reforçou a equipe do Morumbi, mas deram outra cara a esse time que parecia ter perdido a vontade de jogar.

Mais maduros, confiantes e com personalidade, Lucas e Casemiro comandaram o meio de campo tricolor com passes geniais, dando mais rapidez nos contra-ataques. Lucas, após marcar um dos gols da equipe, comemorou o feito beijando o escudo do clube que fica na altura do meio do campo. Uma atitude que ganhou de vez a confiança do torcedor.

No ataque, Dagoberto e Fernandinho, tanto criticados pelo blogueiro aqui, fizeram uma excelente partida, mostrando entrosamento e eficácia. E a entrada de Lucas deu qualidade ao ataque, já que o garoto é um meia-ofensivo inteligente, rápido e habilidoso.

Já o estreante Wilian José, também jogador da seleçãozinha, iniciou sua jornada com a camisa das três cores em grande estilo. Logo que entrou em campo, no segundo tempo, arriscou um chute de fora da área e marcou um golaço. Sem dúvida tem tudo para virar titular da equipe.

Quem ainda não  me agrada é o lateral esquerdo Juan, que continua parecer perdido. Precisa atuar  com mais calma. Está nervoso demais e isso atrapalha seu desempenho dentro de campo.

Mas no geral a equipe melhorou. E o que tudo isso significa?

Significa que o tricolor precisava renovar. Mas renovar com atletas dignos de jogar no São Paulo. E, quando falamos em mudanças, não significa que há a obrigação de contratar jogador, mas sim de dar valor aos "pratas da casa".

Além de Lucas e Casemiro, no banco de reservas estava Henrique, mais um garoto das categorias de base e que arrebentou no Sub-20. Ainda não foi testado pelo técnico Carpegiani.

Quem foi ao Morumbi notou que houve grande mudança no estilo de jogo do clube.  Com  Casemiro no lugar de Rodrigo Souto, Lucas como meia-atacante e Wilian José entrando no segundo tempo, o São Paulo esteve taticamente 100% ofensivo. e é dessa forma que a equipe tem de continuar: valente.

A vitória serviu para dar confiança ao elenco, embora não podemos dizer que tudo está resolvido no clube. O tricolor precisa provar sua força batendo grandes clubes. No próximo domingo, por exemplo, terá o primeiro desafio. Receberá o Palmeiras no Morumbi e precisa vencer para não se afastar da liderança, além de mostrar que realmente está na briga pelo título.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Liédson muda a cara do ataque corintiano

A princípio, a ideia da diretoria do Corinthians era aposentar a camisa "9" junto com Ronaldo. Desistiram. E desistiram sabiamente.

Liédson é o novo dono da "9" e está dando conta do recado. Aliás o novo atacante do timão chegou muito mais produtivo do que o craque fenômeno. E explico o por quê:

Exceto no Paulistão, que Ronaldo fez um bom campeonato e foi decisivo em algumas partidas, a presença do pentacampeão na equipe do Parque São Jorge foi pra lá de abaixo do esperado. Deixou a desejar.

Tratando-se de marketing Ronaldo foi fundamental. Isso é inegável. Atraiu muitos investidores e fez o Corinthians estourar em ganhar dinheiro com patrocínios. Recheou os cofres do clube que estavam "mau das pernas". Esse ponto é importante ressaltar.

Mas o torcedor não quer saber se o clube está ganhando dinheiro. O torcedor é 100% paixão. Ele prefere ver o clube na "pindaíba", mas com títulos na mão. Não há nada mais frustrante para o torcedor do que ver o seu time investir em tantos craques e jogadores renomados e não conquistar um só título, virando, inclusive, motivo de chacotas para os torcedores adversários.

O maior exemplo disso é que bastou a equipe alvinegra ser eliminada da Pré-Libertadores da América para que todo o amor que os "fieis" tinham sobre Ronaldo se transformassem num profundo ódio.

O Corinthians tinha um elenco "caro" e favorito a todos os títulos que disputou (Paulista, Brasileiro e Libertadores), mas não venceu nenhum.

Agora, sem Elias, Roberto Carlos, Ronaldo, além da possível saída de Jucilei, a equipe se torna novamente comum. Não estou dizendo que deixa de ser "grande", mas que volta a ser um clube dentro da realidade do próprio clube. E não sendo o centro das atenções as coisas ficam muito mais fáceis porque a pressão diminui. O trabalho é feito com mais tranquilidade.

A troca de Ronaldo por Liédson no ataque é benéfica porque ganha mais velocidade e pouco perde no que diz respeito à técnica.

Além disso, o Fenômeno centralizava todas as jogadas nele mesmo. Ele era mais do que um ponto de referência. Era, na verdade, o que muitos chamavam de "o principal", como se fosse um salvador, um messias do futebol. E, convenhamos, isso não existe.

Uma coisa é certa: toda equipe que joga em função de um único jogador, não tem sucesso e acaba sem conquistar nada. Foi assim com Adriano no São Paulo, com Valdívia no Palmeiras (no seu retorno ao clube) e, portanto, com Ronaldo no Corinthians. Lembrando, meus amigos, que o clube em si é muito maior do que um simples jogador que "vem e vai" dentro do esporte, independente se é um craque, um apaixonado pelo clube, um mito ou até mesmo uma lenda...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Godói (ex-árbitro) é baleado em SP

O ex-juiz de futebol e jornalista esportivo Oscar Roberto Godói foi baleado durante uma tentativa de assalto na noite desta quarta-feira, 16, em Perdizes, na Zona Oeste da capital paulista. Segundo testemunhas, ele reagiu e chegou a brigar com o infrator que acabou disparando quatro tiros.

Godói continua internado no Hospital das Clínicas e deve passar por uma cirurgia no começo da manhã desta quinta-feira.

Dos quatro tiros que levou, dois foram de raspão. Já os outros dois ocasionaram lesões mais graves: um no peito e outro no pescoço.

Os médicos confirmaram que a situação de Godói é delicada e grave, e que ainda não é estável o quadro do comentarista de esportes.

A polícia ainda não tem nenhum sinal de quem cometeu o crime.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Presente para o Mengão

Só faltava essa.

Depois da entrega definitiva da "polêmica Taça das Bolinhas" ao São Paulo Futebol Clube, que ocorreu ontem, no Tribuna Federal Regional da capital paulista, o Flamengo resolveu entrar com uma ação judicial contra a CBF e Caixa Econômica Federal (criadora do troféu).

O Clube carioca, que em 1987 se negou a disputar a chamada "finalíssima" que seria entre os primeiros e segundos colocados dos módulos "amarelo" e "verde", acredita cegamente ser o único e legítimo campeão do ano citado. E mais: acredita ser o primeiro pentacampeão Brasileiro, o que lhe daria direito à Taça das Bolinhas.

Porém, num ato sensato e coerente da CBF, o que de certa forma devemos considerar raro à instituição, legitimou o Sport como o campeão daquela competição. Sendo assim, o São Paulo teria o direito sobre o troféu, já que venceu, "na bola", os campeonatos de 77, 86, 91, 2006 e 2007.

E foi o que ocorreu na tarde de ontem. Juvenal Juvêncio, ao lado do capitão Rogério Ceni e do ex-goleiro Zetti, receberam da CEF a taça que deve ir para a galeria do clube.

O departamento jurídico do Mengo já ingressou com o pedido de busca e apreensão do troféu na 50ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Sim, leitores. Não é piada.

Oras, São Paulo F.C, para que fazer questão de um "símbolo" tão polêmico como esse? Afinal de contas, não é o Tricolor que possui uma mancha escura na história depois de um papelão tão feio como este que os Rubro-Negros estão prestando.

Depois de tanta fixação pela tal "taça", quem não garante que ela não esteja amaldiçoada pelas forças supremas do Rio? E para eles isso é tão importante. É mais importante do que conquistar um campeonato de forma digna, na bola, sem ajuda do STJD.

Se eu fosse o Sr. Juvenal, mandaria o troféu para eles ainda na próxima semana, com um wisk importado acompanhando o presente. Aliás, mandaria de brinde algumas peças como Renato Silva, Dagoberto, Cleber Santana, Marlos, Marcelinho Paraíba, dentre outros. Seria, de fato, a libertação do clube do Morumbi.

Acabou a "mamata"...

O São Paulo, por não ter conseguido classificação para a Taça Libertadores da América deste ano de 2011, fará sua estreia na Copa do Brasil nesta quarta-feira. O adversário será o "embalado" Treze da Paraíba, que não perde em casa há 39 partidas.

Geralmente, equipes de pouco prestígio, consideradas "pequenas", costumam engrossar para cima dos "grandes". Na Copa do Brasil não é diferente. Quem não se lembra do Palmeiras, em 2002, desclassificado pelo Asa de Arapiraca?

Porém não será o Treze o principal adversário são-paulino nesta noite. A dificuldade maior será encarar o terrível estádio oferecido pelo seu oponente.

Um dos muitos buracos do estádio Amigão
O palco da batalha de hoje, o estádio Ernani Sátyro, mais conhecido como "Amigão", está em péssimo estado. O gramado está cheio de buracos (conforme foto do Marcelo Prado, do GloboEsporte.com, à esquerda), o que deve dificultar bastante para uma equipe mais técnica como o São Paulo.

Além do gramado ruim, os vestiários do estádio, principalmente o de visitantes (que hoje será utilizado pelo São Paulo), está praticamente alagado por causa de forte vazamento, causado pela falta de uma válvula. Inacreditável.

Parece mesmo um campo de várzea. Aliás, ao ler essas notícias de falta de infraestrutura me recordo da época em que eu disputava a Taça São Paulo (categorias infanto e infanto juvenil, hoje substituídas por Sub-15 e Sub-16) e Campeonato Estadual (conhecido como DEFE) pela queridíssima Escola de Futebol da Aclimação (por sinal, tem uma estrutura muito boa para uma escola de futebol) e que tínhamos de jogar em campos que davam até medo.

Agora, uma coisa é encarar essas dificuldades no futebol amador, outra coisa é o futebol profissional tolerar esse tipo de problema. Enfim, aí entramos num problema muito maior e bem mais polêmico que é a desorganização dos idealizadores, além de outros pontos pra lá de discutíveis.

Portanto, meus amigos. Acabou a moleza para o clube do Morumbi, tão desacostumado em atuar pelos "campinhos de terra" do Brasil. Boa sorte, Tricolor...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Brasil massacra Uruguai e conquista o Sub-20

A dança dos novos Deuses da bola

Confesso que, quando soube que o Brasil enfrentaria o Uruguai na decisão da Sul-Americana Sub-20, me assustei. Enfrentar essa seleção não é e nunca será tarefa fácil. Aliás, para quem não sabe, o primeiro principal rival do Brasil no futebol não foi a Argentina, mas sim os uruguaios.

A minha preocupação se dava pelo fato de o Brasil entrar em campo como o franco favorito. À minha cabeça vieram as imagens (embora ainda nem meu pai era nascido) da partida histórica do mundial de 1950 quando a nossa querida seleção, à época também favorita, deixou a emoção e o espírito de "já ganhou" dominar a equipe que enfrentaria os tais uruguaios. 

Naquela ocasião, o Brasil jogava por um simples empate, mas acabou derrotado, por 2 a 1, em pleno Maracanã, ou seja, "alvejado dentro de sua própria casa", com toda uma torcida a favor que chorou as lágrimas mais dolorosas da história do futebol brasileiro.

Hoje, 61 anos após a maior tragédia, o Brasil conseguiu, mesmo que de forma singela, já que falamos de uma Sul-Americana e não de uma Copa do Mundo, vingar-se em grande estilo. Batendo os rivais por 6 a 0 e levantando o caneco.

Vendo a "seleçãozinha" desde o começo na Sub-20 acreditava num final feliz, claro. O que não esperava jamais era um placar tão elástico.

Neymar foi, sem dúvida, o grande craque dessa equipe. Mas a surpresa foi o tremendo futebol apresentado por Casemiro e Lucas. Na partida de hoje, que definiu o título e deu vaga para a próxima Olimpíada, em Londres, os dois jovens atletas do São Paulo F.C. conseguiram até ofuscar (no bom sentido, claro) o menino da Vila.

A equipe está de parabéns. Jogou o mais fino da bola e esteve muito, mas muito mesmo, próximo da perfeição. Aquela perfeição que o mestre Telê Santana tanto prezava. A perfeição que, alinhada à lealdade, ao futebol sem pancadaria, sem maldade, fazia do futebol algo mais do que simplesmente um jogo, mas uma magia inexplicável.

E, se tem alguém que merece todos os méritos por esse grupo ser tão unido, competente e leal, esse alguém é o técnico Ney Franco, que teve tranquilidade, tato e liderança, sem usar das artimanhas de um ditador, para comandar esse fabuloso esquadrão.

Volto a dizer que o Brasil está novamente no caminho certo. Voltamos a nos esperançar com Copa do Mundo. Há uma enorme luz no fundo do túnel. Teremos novamente a chance de levantar o caneco dentro de nossa própria cancha. É também a chance de tirar o grito que está entalado em nossas gargantas há quase 61 anos.

Antes, essa mesma garotada deve brilhar em Londres, e pode marcar história conquistando a primeira Olimpíada para o País.

Enfim, fica aqui um parabéns a toda equipe e comissão técnica. Novamente posso dizer que sinto orgulho do nosso futebol.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Oportunista ou sortudo?

Roberto Carlos não é mais jogador do Corinthians.

O principal motivo  de sua saída foi as ameaças de morte que ele e sua família receberam de torcedores do clube nos últimos dias.

Claro, se isso realmente estava acontecendo, sua permanência no clube colocaria a vida dele e dos familiares em risco. É obvio que nesse caso a solução seria escapar o quanto antes.

Por outro lado, recebeu uma proposta pra lá de irrecusável, principalmente pela idade avançada que o atleta tem (38 anos).

Seu destino será o Anzhi Makhachkal, da Rússia, onde receberá 10 milhões de euros (R$ 22,5 milhões), por dois anos de contrato. Ou seja, Roberto uniu o útil ao agradável. 

Há quem diga que a saída foi premeditada e que RC teria inventado, ou quem sabe exagerado, a história das ameaças.

Não é do jogador esse tipo de atitude. E também não é primeira vez que ouvimos casos de ameaças a jogadores aqui no Brasil.

Sorte, o pentacampeão deu uma tremenda sorte. Essa é a verdade. Recebeu uma ótima proposta no momento em que já havia decidido deixar o clube.

Quem perde com isso é o futebol brasileiro. Aliás, quem perde é o Corinthians. Diga-me quem poderá substituí-lo nesse momento de carência extrema que o Brasil enfrenta na lateral-esquerda?