
A gente espera que a última partida de um campeonato seja a mais acirrada, a mais competitiva, a mais suada, a mais digna de uma final, propriamente dita. Mas nem sempre isso é possível. Nem sempre os melhores conseguem se enfrentar numa final. Quantas vezes você não presenciou um confronto de gala numa semi-final, ou numa quartas-de-final, ou quem sabe até numa oitavas-de-final? Isso é bem comum.
Neste Paulistão fomos presenteados com a finalíssima entre as duas equipes que mais jogaram o futebol esperado por todos os brasileiros. Embora tenha sido um duelo com muitos cartões vermelhos e amarelos, Santos e Santo André mostraram dois estilos de futebol que fazem brilhar os olhos daqueles que os assistem. Simplesmente algo mágico.
Mesmo sendo o campeão. é difícil dizer que o Santos mereceu o título e esquecer tudo que o Santo André fez, principalmente nessas duas partidas que decidiram o caneco.
Dentro de campo, ainda no primeiro jogo, o Santo André foi superior na partida. Isso é indiscutível. Na partida de hoje mais uma vez achei o ramalhão melhor, desde o primeiro minuto, quando abriu o placar aos 33 segundos de jogo, com o atacante Nunes.
É muito mais fácil analisar outras equipes do que a do nosso coração, e por isso prestei muita atenção nessa partida. Sei que alguns santistas vão dizer que estou querendo desmerecer o peixe, ou que não entendo de futebol, ou até mesmo que estou louco. Mas meu papel é dizer o que acho dentro daquilo que me pareça o correto.
Não quero falar sobre arbitragem, porque isso é muito subjetivo, embora há lances descarados que acabam denegrindo a imagem do árbitro, além de manchar o espetáculo. Mas na minha opinião o Santo André foi prejudicado.
O Neynar é um craque, e isso não é novidade para ninguém, mas hoje ele abusou de uma artimanha que considero anti-jogo. Ele foi o maior cai-cai da partida e o Sr. Sálvio Espínola, árbitro do jogo, sequer o advertiu verbalmente. Pelo que sei um pouco de regras, quando um atleta simula uma falta, um pênalti, ou tenta de alguma forma ludibriar o árbitro, o cartão amarelo tem de ser mostrado a esse jogador. E isso o Sálvio não fez. Deixou passar muitas vezes.
Depois houve um gol "LEGAL" anulado. Isso foi o ponto crucial para o Santos sagrar-se campeão, já que o 4 a 2 daria o título ao Santo André.
Fora isso, o segundo tempo foi marcado por muitas paradas, tanto por contusões de jogadores como por "cera" dos meninos do Santos, o que deveria ter sido recompensado pelo árbitro em forma de acréscimos. Aos 43 minutos da segunda etapa, subiu a placa com apenas 4 minutos de tempo extra. Um absurdo. E quando esse tempo extra já estava em andamento, o Santos segurou demais para fazer suas reposições de bola, o que no meu modo de vista deveria ter sido acrescentado mais tempo.
Enfim, são detalhes que poderiam mudar o jogo. É uma pena que coisas desse tipo ainda aconteçam no futebol, principalmente porque sempre sai perdendo o time considerado "pequeno". Há quem diga que, para alguns árbitros, a camisa pesa na hora de apitar uma decisão.
De qualquer forma, se pensarmos na campanha brilhante do Santos durante todo o campeonato, nada mais justo que o título fosse direto para a Vila Belmiro.
Por isso, como falei, é difícil dizer quem realmente mereceu levar o caneco para a galeria de troféus. E como também já falei neste blog, na semana passada, seja lá quem fosse o campeão (Santos ou Santo André), o título estaria em ótimas mãos, aliás, nas mãos de um dos mais merecedores. Deu Santos.
Agora, só espero que esses meninos do Santos continuem no Brasil para que o nosso Campeonato Brasileiro seja gostoso de assistir como foi esse Paulista!
FOTO Ganso/Neymar: Site Abril.com
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